Notas iniciais
hey! obrigada pelos comentários! LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Eu cantarolava dentro do banheiro enquanto penteava meus cabelos pela segunda vez, já que estavam uma bosta. Maldita hora que não os lavei ontem a noite... Aumentei mais o volume do som e começei a dançar, mas desisti assim que quase caí no chão por causa do piso molhado. Resolvi sair dali antes que caísse, só então percebi que alguém batia na minha porta.

- Entra.

- Dona Alice, o Tomás tá lá embaixo te esperando. — Júlia, a empregada, falou.

- Manda subir.

- Sim senhora.

Eu odeio que me chamem de senhora. Parece até que eu sou uma velha de setenta anos, não gosto. Alguns segundos depois apenas vi um vulto passando na minha frente e se jogando na cama, em cima dos meus trabalhos importantissímos da faculdade.

- Tomás, se você amassou um desses papéis...

- Ops. — Se levantou e mostrou a maioria dos trabalhos amassados e dois rasgados.

- EU VOU TE MATAR! TOMÁS EU PASSEI DEZ DIAS PRA TERMINAR ESSAS COISAS, QUEBREI DUAS UNHAS. VOCÊ ACHA QUE É FÁCIL? NÃO, NÃO É CARA.

- Antes de matar, se troca. Não quero ser morto por uma loira só de toalha. — Aí eu me lembrei que tava só de toalha. Devo ter ficado vermelha...

Depois de colocar uma roupa própria para a ocasião, eu fui matar ele.

- SEU IDIOTA! VAI FAZER TUDO DE NOVO PRA MIM, TÁ OUVINDO? — Puxei cada fiozinho de cabelo dele enquanto berrava em seu ouvido.

- Ai sua louca, me solta! — O soltei.

- Eu tô falando sério.

- Ok, depois eu faço. — Sorriu e me puxou pro colo dele.

- Acho bom. O que você veio fazer aqui?

- Não posso mais vir não?

- Pode...

- É que semana que vem eu vou num acampamento, e tem duas vagas sobrando. Você quer ir?

- E que preencheria a segunda vaga?

- A Débora, ué. — Débora era a namorada dele a uns dois anos. Ela é um amorzinho de pessoa.

-Ah, claro. Tenho que falar com meu pai antes.

Nós descemos e fomos até o escritório "secreto" do meu pai. Depois de ter alguns problemas cardíacos o médico mandou ele parar de trabalhar, mas ele abriu outro escritório, agora em casa. Dei dois leves toques na porta e abri lentamente, ele não pode ter sustos...

- Oi pai.

- Oi filha, olá Tomás.

- Oi tio.

- Bom, pai, eu vim aqui por que o Tomás vai num acampamento semana que vem, aí eu queria saber se posso ir.

- Onde vocês vão ficar? — Franco perguntou sem tirar os olhos da papelada.

- Não é muito longe... — Tomás respondeu.

- Por mim tudo bem. Depois falou contigo Alice.

- Ok, valeu pai.

Saímos de lá e Tomás me puxou direto pra cozinha. Segundo ele o cheiro da comida maravilhosa da Júlia lhe atrai. Fomos almoçar antes que ele começasse a encher o saco reclamando da fome. Depois ele perguntou se eu ainda tinha vídeo-game, e pra meu azar, passamos a tarde inteira jogando futebol. Claro que ele ganhou, não mando muito bem nos jogos.

- Vamos lá pra cima? — Largou o controle do vídeo-game de lado.

- Fazer o que?

- Ficar que nem dois idiotas olhando pro céu, como nos velhos tempos.

- Ok.

Subimos até o "teto" da casa e deitamos no chão gelado. Ele me puxou pra mais perto dele. Não sei quanto tempo, horas, ficamos calados, apenas sentindo um ao outro. Talvez esse acampamento fosse melhor pra nossa amizade, que não era a mesma há alguns anos.

Notas finais
o cap não ficou lá essas coisas, masok. HEEEEEEEEEEEY: Eu vou passar uns dias sem postar, porque vou ficar sem internet. Mas assim que tiver eu posto ok? beijooooooooooooo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.