Notas iniciais
Oi voltei! Obrigada aqueles que comentaram o capítulo passado. Como sei que estão curiosos ( novidade ) vou parar por aqui. Boa leitura.

Clary e Jonathan ainda estavam muito confusos quando começaram a caminhar no dia seguinte. Haviam optado por seguir o norte, onde o pontinho de Arturo Morgenstern jazia. Ela e o irmão ainda não haviam movido os seus pontinhos. O caminho era longo e eles estavam longe.

– Quem você acha que pode ser Arturo Morgenstern? — Clary indagou novamente ao irmão. A menina achou que sua voz desapareceria se não falasse logo. Há muito tempo que eles não discutiam o assunto. A noite inteira para ser mais exato.

– Talvez algum tio desaparecido? — sugeriu ele, bem vago.

– Pode ser. — concordou meio incerta.- Tem alguma ideia de onde estamos?

– Nenhuma. Mas consigo adiantar que estamos longe.

– Acha que há alguma chance de achar a gente?

– As coisas não estão nem um pouco fáceis para a Coroa, veja bem. Acho que seria mais fácil de os demônios nos acharem.

– Não podemos deixar que isso aconteça! — ela exclamou, decidida.

– Não mesmo. Mas eles estarão atrás de nós . Temos de estar preparados.

– Por que só agora?

– Agora o quê?

– Só agora que os demônios se interessaram em nós.

– Isso nos leva em Arturo. De alguma forma eles o acharam e descobriram sobre a pedra e os seus poderes.

– Tem razão.

– Eu sempre tenho. — ele disse mais do que convencido.

Ela não retrucou. Ficou ocupada pensando nas atitudes que o rei Robert tomaria dali em diante.

– Acha que é possível que o ódio que o rei tem com a gente pode ser maior que o ódio que ele sente pelos demônios?- ela perguntou.

– Conhecemos Robert o bastante para saber que ele faria qualquer coisa para ter nossas cabeças. Mas será que chegaria a um ponto tão extremo Clary?

– Tem razão. O propósito que eles têm é de caçar demônios antes da gente. Quer dizer, eles ainda são Caçadores de Sombras.

– De qualquer forma temos que ficar atentos.- Jonathan disse, dando o assunto por encerrado

Eles começaram a correr pouco tempo depois. O sol já estava queimando, radiante como sempre fora naquela época, quando eles finalmente pararam para descansar e fazer um lanche. Mesmo que tivessem toda a motivação do mundo para desvendar aquele mistério tinham de respeitar seus próprios limites.

– Velhos tempos.- a ruiva lembrou, sorrindo. Jonathan meneou a cabeça em sinal de concordância. Em seguida ele disse:

– Acho que nossos pais gostariam muito de estar aqui.

– Eles adorariam. Ainda mais com todo esse mistério. — olhou um pouco a paisagem , relembrando sua infância. — Aqui parece aquele jardim...

– ...em que brincávamos quando éramos crianças....- Jonathan completou a frase da irmã e então deixou a sua própria para que ela a completasse .

–. .. ficava bem perto da nossa casa.

Alguns segundos se passaram até Jonathan exclamar:

– Da nossa casa!- falou isso tão de repente que assustou a irmã. Clary prestou mais atenção no irmão e ela podia dizer que quase conseguia ouvir as engrenagens do cérebro do irmão trabalhando. — Clary. Há um pequena chance de a nossa casa não ter sido destruída naquele dia em que fugimos.

– E se ela não foi destruída ainda temos acesso à nossa árvore genealógica. — ela acompanhou o raciocínio.

– Se ainda temos acesso significa que nós podemos descobrir quem é Arturo!- concluiu animado.

– Vamos pra lá agora! -decretou a ruiva decidida.

– Acho que me lembro do caminho.

Eles desataram a caminhar pela aquela paisagem. Muitas coisas eram familiares mas nenhum dos dois poderia se dar ao luxo de sair atingido pelas lembranças.

Clary e Jonathan reconheceriam sua casa de qualquer modo. Na parte da frente havia um memorial do qual ela e Jonathan lembravam bem. Lá estava escrito pelo próprio rei coisas sobre a família deles. Coisas nada boas. Mas o mais interessante era que ela fora conservada. Clary riu de alívio ao constatar isso. Aos poucos eles foram se aproximando. Em nenhum dos dez anos em que deixaram de morar naquela casa haviam visitado a mesma.

Jonathan entrou primeiro, a espada em punho como a irmã. Haviam animais por todo o lado ali, mas os ratos eram os que mais tinham.

– Certo. Tudo indica que foi conservado. Temos que subir a escada e ir para a sala. É lá que está a árvore genealógica. — Jonathan lembrou para Clary. Ela assentiu. Eles subiram bem devagarzinho e Clary sentiu os degraus rangerem sob o peso deles.

– Ao que tudo indica ninguém nunca mais entrou aqui.- notou a ruiva.

Já no segundo andar eles se encaminharam para a sala. O clima estava tenso. Os pontinhos deles haviam trocado de lado indicando o leste. Não haviam se mexido ainda.

Jonathan abriu a porta e Clary não conseguia controlar a sua ansiedade. Não dava mais para esperar. Jonathan compartilhava do mesmo pensamento.

Finalmente a viram. O pano que cobria o quadro estava intacto. Jonathan o baixou. Intacta também, como sempre, a parede exibia todos os nomes de quem fizera parte da família. Os últimos eram eles. Seus nomes estavam logo abaixo do nome dos pais. E ia indo assim. A árvore era grande. Clary subiu na mesinha de centro para poder ver o lado direito com mais clareza. Viu pelo rabo do olho Jonathan fazendo uma expressão impaciente. Como ela , não havia encontrado nada.

Vários nomes e várias decepções. Clary já tinha desistido quando viu a expressão de susto e incredulidade estampada na cara do irmão.

– O que foi? – perguntou pulando da mesa.

– Sabe a história de tio ou primo?- ela acenou com a cabeça.- Arturo Morgenstern não é nenhum nem outro.

– Então o que ele é? Fale Jonathan.- indagou impaciente. Em vez de dizer , ele apontou para a extremidade norte do quadro. Clary subiu mais uma vez na mesinha de centro. Esticou os pés para tentar ver. A visão que teve a fez se desequilibrar.

– Mas isso não é possível Jonathan! — exclamou , horrorizada. Desceu da mesa e sentou pesadamente no sofá , desacreditada.

Arturo Morgenstern era da primeira geração da família. A geração dos anos 1000. Era o fundador. E estava vivo.

Notas finais
Mas que babado! Não sei quando sai o próximo mas sei que não demora. Beijos de brilho para vocês pessoal. Até mais.