Children Of Bad Revolution

3 Old Money, Fake Friends


Notas iniciais
Eu só... Gostaria de convidar vocês a comentarem, qualquer coisa. Me ajuda a me manter focada para escrever. Boa leitura!

Depois que eu e Potter nos resolvemos, as férias se passaram bem mais depressa.

Aos poucos, Hermione e Ron haviam aprendido a gostar de mim e a aceitar o meu jeito, e todos nós nos esforçávamos para deixar o passado para trás.

Os membros adultos da ordem pareciam muito contentes com aquela nossa nova amizade, até mesmo minha mãe e minha tia Andrômeda, que antes eu não conhecia.

A Sra. Weasley havia tido a bondade, na última semana de Agosto, de ir até o Beco Diagonal junto de Ginny e Nymphadora comprar nossos materiais, então eu apenas dei um pouco de ouro a ela para custear os livros e o que era pedido e agradeci quando ela chegou com as coisas que precisaríamos aquele ano.

Nós estávamos indo para a estação de King’s Cross acompanhados por uma vasta quantidade de aurores. Acho que não queríamos ser pegos desprevenidos.

Minha mãe estava conosco, mas Sirius infelizmente não pudera ir.

Como poderia? Aos olhos do ministério, ele ainda era um criminoso condenado.

E com toda a pressão que a mídia estava fazendo em cima de Harry e do Prof. Dumbledore, seria ótimo capturar Sirius bem naquele momento: aquilo seria a chave para explicar muita coisa estranha que vinha acontecendo, e que o ministro se recusava a admitir que era obra de Você-Sabe-Quem e seus seguidores.

Harry, Ron e Hermione conversavam animados sobre algum assunto aleatório ao meu lado, e eu me mantinha quieto enquanto nos conduzíamos para a plataforma.

Eles pareciam perceber que havia algo de errado no meu silêncio.

Eu estava nervoso.

Agora, próximo de embarcar, eu só conseguia me perguntar sobre como os meus colegas de casa reagiriam.

Até onde eles sabiam? Será que a notícia de que minha mãe e meu pai haviam se separado já havia sido espalhada?

Será que eles já sabiam que minha mãe havia decidido declarar apoio a Albus Dumbledore?

E o mais importante: será que eu ainda seria bem quisto no Salão Comunal da Slytherin depois de toda aquela confusão?

Duvidava muito.

E Harry, Ron e Hermione pareceram entender o que me preocupava.

Uma vez ante às plataformas nove e dez, eles se aproximaram de mim, e Hermione sussurrou:

— Relaxa, Draco. Vai dar tudo certo.

Seu tom de voz não me inspirava muita confiança.

De certa forma, nem ela mesma tinha certeza daquilo.

Era algo que não se podia garantir, mas eu me virei para ela e assenti, tentando não mostrar medo.

Ron e Harry me olhavam com solidariedade, e, me despedindo de minha mãe e do pessoal, eu atravessei a passagem seguido por eles.

— Vamos com você — disse Harry com firmeza, e não era uma pergunta.

Eu olhei para eles, e Ron e Hermione assentiram em apoio.

Me senti um pouco mais seguro.

— Obrigado, pessoal.

E com um pesado suspiro depois de uma profunda respiração, fui me aproximando com eles no meu encalço.

Assim que entramos, a cabine de Pansy e de Zabini era uma das primeiras, e estava cheia.

Crabbe e Goyle estavam lá também e mais algumas meninas, que cochichavam sobre alguma coisa muito avidamente.

Fomos desacelerando o passo ao passar por lá, estudando com discrição as suas feições e tentando escutar o que diziam.

Então Pansy olhou para nós quatro e murmurou alguma coisa, e todos aqueles olhos se viraram na nossa direção.

Hermione engoliu a seco.

— Vamos, Draco... — Harry disse, apanhando-me pelo pulso com a voz e a expressão mais natural que conseguiu fazer. — Deixe esses idiotas para lá.

E com meus temores confirmados, nós seguimos para uma cabine vaga mais ao fundo e nos sentamos juntos.

Tive a estranha sensação de que aquilo não terminaria por ali.

Eu havia conseguido evitá-los no vagão, mas conseguiria evitá-los para sempre em Hogwarts?

Afinal, eles eram todos do mesmo ano que eu... Dividíamos o mesmo dormitório.

Esse pensamento me assombrou, e todos pareciam um pouco constrangidos pelo ocorrido, então havia uma certa resistência em falar sobre isso.

Estávamos todos quietos, com semblantes taciturnos.

E por fim, foi Hermione quem quebrou o silêncio.

— Não acho que você deva ligar para isso, Draco... — Hermione interveio, dizendo muito dignamente. — Eles são uns bundões, e não vão fazer nada com você enquanto estivermos na escola.

— Sim, Hermione, você tem razão, mas... — Ron hesitou, cauteloso. — O Malfoy tem razão em estar com medo. Não vamos estar perto dele o tempo todo, e são eles que dormem no mesmo quarto que ele.

— É, Ron, mas só que isso não ajuda... — disse Harry discretamente, lançando ao amigo um olhar de advertência.

Ele murmurou algo como “me desculpe”, e eu fingi que não ouvia, mas Hermione insistira no seu ponto, firme, tentando me passar alguma segurança:

— Fique tranquilo, Draco. Ninguém irá mexer com você nos corredores ou no salão comunal.

Eu suspirei, com os olhos fixos na janela.

— Gostaria que fosse tão simples assim, Hermione, eu gostaria... — lamentei. — Mas você não os conhece tão bem quanto eu. Quando eles resolvem perturbar alguém, eles sabem aborrecer. São muito competentes em tirar qualquer pessoa que os irrite do sério.

E então, quando eu me virei, todos eles me encaravam com expressões pasmas, até mesmo um pouco irônicas. Eu pisquei.

Será que havia dito algo de errado?

— O que foi? — perguntei, cauteloso.

E a expressão de choque deles três se intensificara.

Eles tornaram a trocar olhares de incredulidade, e por fim os três riram, e disseram:

— Cara, é que... — Ron falou. — Bem...

— Até três meses atrás, você fazia parte daquele grupinho — explicou Hermione. — E éramos nós a quem vocês perturbavam, esqueceu?

Ela não parecia falar com ressentimento ou mágoas, tampouco Ron.

— O que eles querem dizer é — falou Harry. — Acho que entendemos, sim.

— Ah... — me toquei, levemente constrangido, e os três deram risadas.

Foi inevitável não acompanhá-los, ri também.

A viagem se passou serena e logo os sonserinos ficaram esquecidos e nós começamos a conversar sobre os assuntos mais diversos.

Falamos sobre as N.O.M’s, que seriam realizadas naquele ano, falamos sobre as nossas expectativas pra a Copa das Casas – achei que a cois fosse ficar feia aí, afinal, Quidditch é Quidditch e amizades à parte, eu brinquei. Em questão de esportes, eu ainda precisava defender a minha casa.

E sem que percebêssemos, as horas se passaram voando.

E logo estávamos juntos em Hogwarts, como amigos e em perfeita paz e harmonia.

Mas quanto tempo será que aquilo iria durar?

Notas finais
E então?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.