Notas iniciais
Nekochibiwalker me dando uma ideia mais doida que a outra... aushuahsuhuaushuahs' :3

Jellal voltou de uma longa missão, quatro dias que não passaram percebidos por Jordin, ela estava concentrada demais querendo procurar respostas sobre a existência das pedras.

E mais um dia quente e infernal começou, logo de manhã o azulado passou pela porta do bar com uma taça de prata, nela escrito em latim “Senhor das Vitórias”. Espécie de presente pela missão cumprida.

Mas a pequena Jordin Scarlet estava ocupada explorando o jardim da guilda juntamente com Nowa, filha de Levy... Pareciam dispostas a conhecer mais sobre tantas pedras...

Jordin- 'Pu' que essa 'peda' é 'veide' e a outra é azul?

Nowa- Papai disse que tem um monte de 'peda' 'coilorida' por aí.

Jordin- Mas 'pu' que 'coilorida'? Não pode ser tudo cinza que nem da calçada?

Nowa- Mas se fosse tudo cinza ia ficar feio, não ia?

Jordin- Não sei, eu não tinha nascido quando fez a calçada. -deu de ombros-

As duas pequenas entraram no bar e se depararam com Cana, a mesma estava sentada ao lado de Freed conversando sobre o possível nome do bebê, Nowa e Jordin ficaram observando até Levy chamar sua curiosa leitora do olhos carmim e os cabelos negros de tom azulado.

Levy- Vamos, seu café está pronto. -sorriu-

Nowa- Tem que lavar mão.

Levy- Ok.

E nisso uma pequena ruiva continuou encarando Cana pensando em nomes juntamente de Freed;

Se aproximou e deu um sorriso curioso.

Cana- Oi Jordin! -sorriu meiga-

Jordin- Tia, de onde vem os bebês?

Cana- Bem, isso eu não sei te explicar bem, mas seu pai sabe.

Jordin- Papai tá aqui?! -surpresa-

Cana- Tá, olha ele ali. -a morena apontou em direção ao balcão do bar, ele conversava alegremente com Erza e Mira, novamente, aqueles passinhos apressados tentaram se alargar numa corrida, que para um adulto não daria nem doze passos, para ela parecia uma eternidade chegar até o balcão. Estava brava com isso, porém conseguiria chegar até lá!

Jordin- Paaaai! -chamou-

Jellal- Oi mocinha! -ah, aqueles olhos verdes que ela está tão acostumada ver, não parecia tão distante assim dele. Erza podia jurar que já se viu numa cena parecida, uma vez tentando evitar que Lucy caísse de um barranco... Parecia uma eternidade chegar até a amiga.

Finalmente naqueles braços, finalmente naquele abraço que demorou quatro dias... Mas Jordin não ligava muito, desde que seu pai voltasse e a visse estava ótimo!

Jordin- Papai de onde vem os bebês?

E nisso o maior travou, piscou uma par de vezes, ouviu certo?... Mira queria rir, mas se segurou para isso, já Erza ficou um tanto corada, até confusa...

Jellal- Mas por que essa pergunta?

Jordin- Ué, eu não sei de onde eu vim. -a ruivinha encolheu os ombros para cima e os soltou rapidamente, a carinha de “preciso saber” estava nítida e o cenho arqueado em espera da resposta;

Jellal- Hum... Como explicar isso?... -Apesar de não parecer, Jellal tem muita facilidade em explicar as coisas para uma criança, com Jordin não é diferente, mas nem sempre é tão fácil assim explicar algo, dependendo da pergunta, nem há uma explicação devida. -Você veio da mamãe, só.

Jordin- Só?! Mas papai, como é que sabe que vai ter um bebê?

Jellal- Por isso existe o médico.

Jordin- Mas eu não entendi... Como é que faz um bebê?

Jellal- Tá bom, informação demais... -e assim o moreno a colocou no chão, aqueles olhinhos verdes suplicavam por uma resposta concreta. -Filha, algumas coisas você ainda não precisa saber.

Jordin- Mas então 'pu' que eu tô 'peiguntando' uma coisa que eu preciso entender? -aquela carinha de brava a la Erza é extremamente fofa, não tem como não rir, apesar de pequena ela sabe ser irônica também, mas... não seria melhor explicar agora? Mesmo que ela não entendesse tudo? Até porque, se ela acabar descobrindo de outro jeito, pode ser pior.

Jellal- Depois eu te explico então.

Jordin- Mas assim não tem graça! -a menor fez bico e cruzou os braços, não queria nem saber, os bebês estavam ali certo? Estavam chegando e ela precisa saber de onde eles vêm!

Vai conseguir de um jeito ou de outro! Saiu batendo pé toda irritada, os cabelos ruivos presos pela trança fina e o vestido verde claro balançavam junto com sua aflição...

As bochechas inflaram e coraram de raiva, o cenho franziu, os olhos verdes como esmeraldas agora estavam sérios... Neste caso, não mexam com a Jordin, quando ela está brava fica pior que a mãe.

Enquanto a mesma saía desapontada com o pai, Mira agora sentia-se no livre arbítrio de rir...

Mira- Fala sério Jellal, você devia ter explicado pra ela! -a mesma falava rindo-

Jellal- Explicar de que jeito Mira? Vou falar como ela foi feita? Não, é muito traumatizante!

Erza- Ainda bem que ela perguntou pra você, eu nem conseguiria falar.

Jellal- Hum, é mesmo engraçadinha?! -sádico- Jordin! -chamou o azulado- Vem cá um minuto!

Jordin- Não quero! -respondeu brava quase na porta do bar- Não vou falar com você!

Erza- Tá vendo só? -riu-

*

*

*

*

*

É, não foi dessa vez que seu pai conseguiu explicar, ficou chateada...

A pequena Scarlet tentava esforçadamente subir no balanço da varanda da lateral, suas perninhas não eram altas o suficiente, pensou frustrada, bufou, até que achou um puff azul no canto da varanda, o empurrou até a frente do grande balanço de palha e subiu.

Conseguiu com muito esforço! Sorriu com isso;

Depois seu sorriso desapareceu novamente, lembrou que ainda não sabia de onde vem os bebês.

Natsu- Hey princesa, o que foi? -perguntou o rosado que passou encarando a varanda-

Jordin- Papai voltou... -desanimada-

Natsu- Ué, mas isso não deveria ser bom?

Jordin- Mas eu 'peiguntei' de onde vêm os bebês e ele disse que não preciso saber! -brava-

Natsu- MEDO! -sim, ela fica com uma cara fofamente assustadora quando está brava, mas digamos que ter a força da mãe não é tão fofo assim.- Mas... bem, por que você perguntou isso?

Jordin- A tia Cana vai ter um bebê... De onde ele veio?

Natsu- Ah, entendi... posso sentar com você?

A pequena deu espaço para o maior e então o mesmo a colou sentada em seu colo, sorriu; -O bebê da tia Cana vem de uma bolsa de água que a gente chama de bolsa aminótica.

Jordin- Bolsa amini... amini... amini o quê?

Natsu- Aminótica.

Jordin- Aminótica... -gravava o nome-

Natsu- E o bebê fica ali por nove meses, daí quando chega a hora dele nascer, tem que ir no hospital pro médico tirar.

Jordin- Mas por onde ele sai?

Natsu- Bem... geralmente o médico corta a barriga da mãe para tirar e depois ele costura.

Jordin- Eu nasci assim?! -espantada-

Natsu- Não, você nasceu de outro jeito.

Jordin- Que jeito?

Natsu- Ah, acredite... foi nojento... -o rosado não precisava lembrar do dia em que ela nasceu, até porque desacatou a ordem primária: Não olhar para baixo, pois é, ele olhou... Só acordou dois dias depois.-

Jordin- Mas tio, o bebê não precisa respirar?

Natsu- Enquanto ele estiver dentro da bolsa não.

Jordin- Mas se ele não precisa de comida, tio?

Natsu- Tudo que a mãe come o bebê também come.

É, deu para entender um pouco.

Jordin- Entendi! -sorriu-

Natsu- Sério?

Jordin- É, os bebês vem de uma bolsa que não vende em loja.

É, ela entendeu perfeitamente!

Natsu- Legal.

Jordin- Mas tio... Como é que faz?

Natsu- Então... lembra da genética?

*

*

*

*

Erza- Jellal, desiste, ela não quer ideia com você.

Jellal- Mas eu quero apertar aquelas bochechinhas de Erza! -choramingou-

Erza- Bochechinhas de Erza?! -riu singela-

Jellal- É, de Erza...

A noite caiu rapidamente por Magnolia, estava tudo tranquilo pela rua...

Os dois estavam sentados no chão da sala de casa, na TV passava qualquer coisa, mas eles nem prestavam atenção, já Jordin estava na enorme sala de jantar, toda decorada pelo azul claro e o branco, as faixadas de pedra oriental e as persianas, ficou por lá umas horas desenhando. Desceu da cadeira sem tanta dificuldade assim e saiu com um sorriso travesso no rosto:

A pequena de lá foi para o corredor aberto, onde se encontra os vãos para a sala, o hall de entrada, o escritório e a cozinha, com piso de madeira maciça daquele corredor, olhou bem, não queria ir para a sala e olhar o pai, ainda estava brava com ele.

Erza- Jordin?! -chamou a maior-

A ruivinha se encaminhou até lá segurando seus desenhos e um caderno de capa vermelha com seu nome escrito nele.

Os passinhos não estavam apressados, mas estavam mais longos, ela desceu os três degraus do piso baixo e ficou de pé de frente para a mãe.

Erza- O que estava fazendo filha?

Jordin- Desenhando.

Erza- Hum... Posso ver? -pediu a maior-

A pequena Scarlet assentiu e entregou as folhas na mão de Erza, ela encarou e ficou meio confusa com aqueles traços, Jellal encarou o desenho e também não entendeu.

Jellal- Que é isso?

A garotinha nada disse, apenas o fitou séria, ele bufou entediado. -Ainda está brava comigo?

Erza- Ah, ok... Jellal peça desculpas.

Jellal- Eu?!... Ah, tá bom então... -bufou de novo- Desculpe Jordin.

Jordin- Não.

Jellal- Por quê?!

Jordin- Eu tô brava... Você demorou muito.

Jellal- Ah, então eu não demoro mais assim, tá bem?

Ela encarou desconfiada, mas fazer o quê? Mesmo sendo pequena e inteligente também era uma criança e sabia ficar confusa com relação a isso. Deu um sorriso leve e foi agarrada pelo maior, sorriu toda fofa e observou os desenhos na mão da outra ruiva.

Erza- Eu não entendi bem esses desenhos filha.

Jordin- É um bebê. -ela indicava cada coisa no papel com maestria, e realmente olhando melhor, aquela mancha levemente rosada parecia-se com um bebê não todo formado. -E isso é uma bolsa cheia de água.

Jellal- Mas...

Jordin- Eu sei de onde vem o bebê. -falou convicta se levantando do colo de Jellal-

Erza- Sabe?

Jordin- Sim, ele vem de uma bolsa cheia de água que não se vende.

Jellal- É, verdade. -concordou com o pensamento-

Erza- Mas como você sabe disso?

Jordin- Sabendo! -afirmou- Ah, eu também sei como é que faz. -sorriu travessa-

Erza- S-sabe?... -engoliu seco-

Jellal- Mesmo?... -idem-

Ela apenas confirmou com a cabeça e saiu andando para o andar de cima como se não tivesse falado nada demais, já os Senhores Fernandes se encaram com uma cara de desconfiança...

Notas finais
atirem biscoitos!