Um dia animado para Magnolia, mas não para os Fernandes... Por quê? Ah, Erza entrou numa missão de duas semanas, Jordin estava meio desanimada e Jellal estava entediado, só apenas uma semana se foi e os dois pareciam sem nada para fazer.

Uma manhã calma e entediada para eles... A pequena Scarlet encarou o quarto dos pais, nunca entra sem permissão, mas quando um deles está fora da cidade geralmente é obrigada a dormir com quem fica;

E diga-se de passagem, dormir com o pai é mais infernal do que com a mãe, Erza a aperta muito e Jellal acaba a empurrando da cama... É, a vida não tá fácil pra ninguém, literalmente.

E neste dia tão animado para Magnolia (simplesmente porque Gildarts voltou de outra missão), a ruivinha Jordin estava deitada na cama dos pais, encarando o lugar.

É tão organizado e limpo... Achava que iria encontrar as coisas de seu pai muito bagunçadas e as da mãe bem arrumadas, porém foi mais ou menos o contrário, ouviu o barulho de água caindo, a porta do banheiro estava encostada, já que estava sozinha na cama, pensou: Papai está tomando banho.

Desceu com dificuldade daquela enorme cama e se agarrou de jeito nos lençóis para não ter uma queda livre até o chão;

Seus pezinhos caminhavam aos tropeços, por mais que detestasse admitir, aqueles lençóis pareciam querer casar com suas perninhas, eles acabavam por se enrolarem na pequena.

Isso a deixava muito brava.

Os cabelos escarlates em tom vinho estavam bagunçados, Jordin andou lentamente até a suíte e deu-se de cara com Jellal sem nada, ficou encarando-o com os olhos arregalados.

Jordin- Papai, que é isso?! -dizia assustada por ver pela primeira vez na vida, um homem nu-

Jellal- Isso o que filha?

Jordin- Isso aí pendurado em você.

Jellal- “Isso” é meu se não se importa! -sim, ele ficou certamente ofendido-

Jordin- Mas papai, 'pu' que eu não tenho isso?

Jellal- Porque você é menina.

E ele acabou por se enrolar na toalha depois de sair da banheira, realmente não se lembra de alguma vez ter ficado sem roupa assim depois de Jordin nascer... Aliás, nem mesmo depois que casou ficava de tal forma com frequência.

Ele voltou para o quarto com uma baixinha curiosa em seu enlaço, ela ainda encarava curiosa aquele “ser estranho pendurado” que faz parte do moreno, e no momento estava coberto por uma toalha.

Aquela curiosidade... ah, maldita seja na visão de Jellal;

Jordin- Papai, se eu fosse menino eu ia nascer com isso também?

Jellal- Ia.

Jordin- E isso tem nome papai?

Jellal- Chama como você quiser. -ele deu de ombros procurando suas vestes, mas lembrou que antes teria de vestir uma certa ruivinha curiosa.

Jordin- Mas isso não tem nome?

Jellal- É um nome muito difícil, você não vai lembrar.

Jordin- A mamãe sabe o nome disso?

Jellal- Sabe.

Jordin- Mas pode chamar de outra coisa?

Jellal- Pode.

Jordin- Hum...

E não é que ela levou a sério?

*

*

*

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Já banhados e trocados, assim seguiram para a guilda... É, quando Erza diz que o marido é ciumento demais em relação a filha tem motivo, é muito paparicada por meninos.

E óbvio que ele não gosta disso! Que pai gosta?

E desta vez ela fazia jus do segundo nome, estava de vermelho, no mesmo tom que os cabelos, e estes estavam soltos com seus cachos não tão definidos nas pontas, os sapatos pretos e de couro (Erza também tem razão quando fala que Jellal é cheio de frescuras com a filha).

Lá a bagunça estava feita, Gildarts o cumprimentou, cumprimentou a pequena Titânia, estava feliz;

Mas aquela história de ser completamente diferente de um menino continuava a martelar na cabecinha de Jordin. A pequena andou apressada com seus passinhos até a amiga Nowa, que hoje se encontrava velada no rosa claro.

O fundo do bar parecia mais vazio que o normal, mas não que fosse estranho, afinal das contas, é Gildarts quem chegou.

Jordin- Nowa, você já viu um menino pelado?

Nowa- Já.

Os olhos verdes saltaram num susto; Como assim até Nowa já viu um menino pelado?!

Jordin- Mesmo?

Nowa- Você nunca viu, Jordin?

Jordin- Vi hoje... Meu papai.

Nowa- Mas 'pu' que tá 'peiguntando'?

Jordin- Papai falou que todo menino tem aquela coisa comprida.

Nowa- Não sei não... O que eu vi não era comprido.

Jordin- Mas o do papai é muito 'gande', dá medo dele!

Sim, neste momento você está testemunhando duas crianças tendo uma conversa esquisita. Mas elas se entendem...

E a frustração tomou conta da ruivinha, a mesma buscou o jardim para pensar um pouco sobre isso, mas não conseguia... Sem contar que ainda pensava num nome para dar “aquilo”.

E assim encontrou seu tio de cabelo rosado.

Natsu- Oi linda, o que está fazendo? -sorriu-

Jordin- Tio, 'pu' que menino nasce com aquela coisa 'gande'?

Natsu- Coisa grande? Que coi... Ah... -refletiu- Por que a pergunta?

Jordin- 'Puque' hoje eu vi o papai pelado, eu nunca vi um menino pelado na vida...

Natsu- Ah, mas... você não sabe o que é aquilo?

Joridn- Não.

Natsu- A gente precisa dele para fazer xixi, sabia?

Jordin- Ué, mas tio, 'pu' que de menino é diferente?

Natsu- Porque a gente faz xixi em pé.

Jordin- Em pé?! Mas 'pu' quê?! -não, ela não estava aceitando aquela explicação-

Natsu- Porque a gente não consegue fazer xixi sentado.

Jordin- Tio, só serve pra isso?

Natsu- Só.

Jordin- O papai disse que eu posso dar o nome que eu quiser, mas eu quero saber o nome de 'veidade'.

Natsu- Genital, tá bom assim?

Jordin- Ge-nital... Papai falou que era difícil o nome.

Natsu- É, tem um mais difícil, mas esse é fácil, você lembra melhor.

Jordin- Mas eu vou chamar de outra coisa, pode?

Natsu- Pode sim... -sorriu- Agora eu vou entrar.

Jordin- O tio... É sempre 'gande' assim?

Natsu- Não sei, só vejo o meu.

Jordin- O do papai é muito 'gande', dá medo.

E naquele momento o rosado queria rir... Se segurou ao máximo, queria mesmo rir daquela declaração, porém, Erza deve descordar totalmente da filha;

Oh, se discorda!

*

*

*

A festa persistiu pela madrugada, e antes que a pequena ruivinha fosse vencida pelo sono, foi levada para casa e lá ela logo teve uma ideia.

Com seu pijama branco subiu toda desesperada na cama do pai e sorriu:

Jordin- Já sei do que eu vou chamar!

Jellal- Chamar o quê?

Jordin- Seu... seu... gen... gen... gen alguma coisa.

Jellal- Ah, vai chamar do quê? -ele riu sutilmente ao perceber que ela tentava lembrar o nome (se é que sabia)-

Jordin- Macarrão.

Sim, Jellal travou o riso para não irritá-la;

Jellal- Macarrão? Por que macarrão?

Jordin- 'Puque' é comprido, que nem macarrão! -ela abriu os braços apresentando sua imaginativa comparação das duas coisas-

Jellal- Tá bom então, vamos dormir. -ele riu-

Jordin- Macarrão só tem em menino e é usado para fazer xixi em pé... Eu entendi! -sorriu toda feliz-

Jellal- OK, agora dorme!
Jordin- Mas papai... a mamãe já viu seu macarrão?... -É, bem que o Natsu podia estar ali para explicar mais um pouquinho-

Notas finais
taquem biscoitos!