Cherry Blossom
1 ♡ . único
Notas iniciais
Kouyou sorria ao sugerir que fossem ver as cerejeiras se abrirem. Sua mão não cobria a boca, e havia um rubor não característico no seu rosto.
Mori ficou surpreso com a feição, e se sentiu grato por poder vê-la.
Sua resposta foi nada menos que sim, apesar de não estar pessoalmente interessado nas flores.
As cerejeiras estavam lindas, todos afirmavam animados. Na metade da tarde, Mori, no entanto, não tinha visto uma sequer flor ou árvore, mesmo que elas o rodeassem. Até Elise fora incapaz de tomar sua atenção.
Ela tentou lhe puxar para levantá-la até um dos galhos, e ele não se viu animado com isso, pouco menos incomodado quando ela pediu que Chuuya a ajudasse, ou menos ainda, com a presença de Fukuzawa.
Todos os inconvenientes detalhes passaram para segundo plano com Ozaki no seu foco.
Era raro ver Kouyou usando quimonos de apenas um tom, já que normalmente ela usava ambas cores claras e escuras, portanto, o quimono inteiramente branco com cerejeiras em rosa quartzo caía sob medida nela, em conjunto com o haori em um tom mais escuro de roxo.
Não era mentira que ele realmente estava encantado com sua aparência.
Kouyou era extremamente bela, ele sabia, e a relação deles já o proveu de vários privilégios. Pessoalmente, amava vê-la após um orgasmo intenso, entretanto, entre as cerejeiras, com seu sorriso animado, ela estava tão bonita quanto as flores.
Ele jamais poderia compará-la à elas o outra vez, visto que não se comparavam a beleza de Ozaki.
Quando Kouyou o convidou para andar pelas árvores, deixando os demais bebendo à sós, Mori ainda estava enfeitiçado com ela e permaneceu assim, sentindo-se contente pela privacidade e por tê-la de braço enlaçado ao seu.
“Se não estava interessado em ver as cerejeiras, deveria ter me avisado.” Ozaki falou em um tom calmo.
“Aparento estar tão disperso assim?” sendo sincero, ele sabia que estava completamente fora da realidade. “Sim.”
Quando Kouyou o olhou, complacente, Ougai se sentiu culpado por incomodá-la.
“Serei honesto,” Kouyou esperou curiosa, ainda com um sorriso no rosto. “Não consigo prestar atenção em outra coisa que não seja sua beleza hoje.” Fazendo jus à sua frase, Ougai sorriu galante.
Então Ozaki gargalhou alegre.
“Estou surpresa que saiba como tentar seduzir uma mulher.” ela desdenhou, divertida.
“Eu tenho certeza que não apenas tentei.” Ele questionou, forçando incredulidade.
“não acho que possa refutar quando fui eu quem o atrai sem esforços.” Kouyou se gabou, e apesar de tudo, Mori sorria.
“Infelizmente, sim.” suspirou.
“E como culpada,” Ela fez uma pausa, também parando de andar. “Eu sinto que devo me redimir.” Ougai não tinha certeza se o rubor nas bochechas dela eram pela bebida já consumida ou de falsa vergonha.
Devagar, Kouyou aproximou seus rostos e o beijou na bochecha.
Mori esperava um beijo nos lábios, e sua expressão de decepção a animou. Novamente, Kouyou gargalhou da sua reação, e mais uma vez, Mori sentiu a intrigante e persistente arritmia.
O som o fez igualmente sorrir, porém, foi com o beijo na boca que ela lhe deu que Mori sentiu que talvez seu coração tivesse florescido junto às cerejeiras.
Fale com o autor