Chernobyl
3 De ai ga inochi wo hakonde ikerunda
Notas iniciais
Edifício Hellister// 5 de março// Cidade de Nova York// 09:00
O ar da cidade estava quente, o sol estava forte e parecia que a calçada iria derreter sob os pés de Aileen. A morena estava quase morrendo, não acreditava que os pais tinham trocado a Rússia por aquele forno, Moscou e São Petersburgo eram muito melhores, o frio era muito agradável e ela não derretia.
Estava quase vendo a entrada do Edifício Hellister, só precisaria dar mais alguns passos para entrar naquela maravilhosa imensidão gelada que era o saguão, só mais alguns passos e... Pronto, havia ultrapassado a porta e entrado no maravilhoso ar gélido produzido pelo ar-condicionado.
– Bom dia senhorita Richards. — Cumprimentou o recepcionista.
– Oi Larry, está um calor horrível lá fora. — Ela falou ofegando.
O senhor fez uma cara de quem havia entendido.
– Leena! — A morena virou o rosto e viu a prima entrar.
Danika usava um vestido azul, sapatilhas brancas, o cabelo vermelho preso em um rabo de cavalo e tinha várias sacolas de compras nos braços.
– Você assaltou a Victoria Secret? — Aileen perguntou.
– Era uma mega liquidação, eu não resisti, as bolsas pareciam me chamar. — A ruiva respondeu. — Falando em chamar, o Dimitry saiu, foi resolver alguns problemas na escola, parece que um dos alunos dele explodiu o laboratório.
Aileen assentiu e apertou o botão do elevador.
– Você foi correr? — Danika perguntou espantada.
– Eu não consigo ficar trancada em casa. — A prima respondeu.
– Você é idiota, podia ter ido comigo ao shopping. — Ela falou.
A porta do elevador abriu e elas entraram, Danika apertou , com muita dificuldade, o botão do andar delas, já que Aileen ligava para Dimitry.
– Oi Leena, o que foi? — A voz despreocupada de Dimitry perguntou.
– Vou pedir comida chinesa hoje, a menos que você queira que a Danika devore tudo é bom você vir correndo. — A menina falou.
Danika colocou as compras no chão, puxou o telefone de Aileen e colocou no viva-voz.
– Você está no viva-voz, tudo que você disser perderá e será usado contra você no tribunal, vulgo, casa! — A ruiva falou.
Dimitry suspirou e deu uma risada.
– É minha vez de pedir comida, eu já comprei lanches no BOB's. — O garoto falou.
– Você pediu-
– Duble cheddar com bacon, uma batata frita grande e uma garrafa de três litros e meio de Coca. — Ele cortou a morena.
– Bastardo! — Danika falou alto. — Você não trouxe minha comida! Eu preciso muito do meu milk-shake de Ovomaltine e do meu super mac!
– Não chame as pessoas que pagam seu o super mac e o seu milk-Shake de Ovomaltine de bastardas, isso é muito injusto! — Disse Aileen.
– Ele não comprou! — A ruiva fez birra.
Nesse momento, a porta do elevador abriu no andar delas e as meninas se depararam com Dimitry.
– Na verdade, comprei sim. — Ele disse levantando as sacolas do BOB's.
Danika amostrou a língua para ele e saiu do elevador carregando suas bolsas da Victoria Secret com um ar de madame do Uper East Side — o que ela de fato era — e abriu a porta do apartamento 102.
Quando olhou dentro do apartamento, Danika gemeu de descontentamento.
– Eu limpei isso ontem seus bagunceiros! — Ela falou entrando no apartamento.
A ruiva colocou as sacolas sobre a bancada da cozinha e começou a ver a bagunça ao redor.
– Acho que duas pessoas andaram ocupadas nessa noite. — Disse a garota com um sorriso malicioso ao mesmo tempo que levantava uma blusa social e uma regata que estavam jogadas no canto do apartamento.
Aileen olhou para Dimitry levemente constrangida.
– Fiquem tranquilos, o que acontece entre quatro paredes, fica entre quatro paredes. — Afirmou a ruiva piscando.
A morena foi para o banheiro ter certeza de que a prima não encontrasse sua leggin jogada na beira da banheira.
" Ainda bem que minha mãe não mora no mesmo apartamento que eu." Aileen pensou "Eu estaria tendo que responder seu questionário sobre gravidez e emprego de novo."
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