Chernobyl
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Notas iniciais
Espero que gostem, por que eu amo o filme e é uma ideia diferente ao meu ver...
Boa leitura! :)
– E lá vamos nós! – gritei e sorri para meus amigos, enquanto entravamos no avião.
Nossa viagem estava sendo incrível. Eu, Chel, Jessy, Tally, Becca, Zayn, Louis, Liam e Niall. Éramos realmente um grupo grande, mas isso dava ainda mais diversão pra coisa. Era muito bom estar ao lado de amigos que eu amo tanto e que são as melhores pessoas que eu já havia conhecido.
**
A viagem foi extremamente demorada como previa: 2 horas e 30 minutos, para ser exata.
Quando saímos do avião, uma sensação estranha tomou conta do meu corpo. Parecia que ele piscava em alerta, como se um perigo estivesse cada vez mais próximo. Olhei para o rosto dos meus amigos que sorriam despreocupados um para o outro. Balancei a cabeça e continuei andando. Depois dos meus devaneios, dei por mim e já estávamos fora do aeroporto da Ucrânia esperando o amigo dos garotos. Harry. Harry Styles. Que não demorou muito pra chegar.
– Olha só se não é a galerinha do mal! – Harry riu, cumprimentando os garotos.
Escroto.
– Cara, pensei que você não iria chegar nunca. – Liam socou o ombro dele, enquanto ele abraçava Jessy.
– Cala a boca, eu nem me atrasei. – ele parou a minha frente.
E... Nossa. Ele tinha os olhos mais lindos e verdes que eu já tinha visto da minha vida, brilhavam radiantes, o cabelo era encaracolado e o sorriso convidativo. Não pude deixar de medi-lo... Ele aparentava ser forte e era tão másculo. Ele também parecia estar me analisando, por que eu podia sentir minha pele meio que sendo secada por aquela imensidão verde.
– Você vão se cumprimentar? Falar um “oi, tudo bem? Meu nome é fulano e o seu?” – Becca riu acompanhada dos outros. – Ou vão ficar se olhando?
– É... Oi. – sorri sem jeito.
– Harry. – e estendeu a mão, apertei. – Harry Styles.
Disso eu já sabia. Mas não ligava... Estava concentrada em outra coisa.
Nada podia descrever os choques que foram distribuídos pelo meu corpo com apenas um aperto de mão. Ele era quente, a mão era grande e macia. Enquanto apertava-a olhava em seus olhos, sentindo minhas bochechas corarem. Mandy parece que você nunca viu um homem bonito na sua vida medíocre.
– Mandy. Amanda Rebith.
– Tá bom, isso foi muito legal! Agora vamos embora. – Chel nos empurrou para fora do aeroporto.
**
O apartamento dele era realmente enorme. Dois andares, cinco suítes, dois banheiros, sala, cozinha, varanda e mais uns cômodos que eu estava olhando com grande apreço. Minha vontade também era de perguntar se ele tinha, sei lá, uma biblioteca por ali. E acho que a resposta seria sim.
– Você não nos contou que era rico aqui. – Niall brincou.
– Passei de um fracassado, pra um empresário de sucesso. – Harry disse.
Continuei vasculhando o apartamento, enquanto as meninas subiam e se ajeitavam nos quartos com seus respectivos namorados. Eu estava mais é interessada em como ele tinha bom gosto e o fato dele decoração, por que a casa era um espetáculo nesse quesito.
Sentei-me em seu sofá – grande e confortável – e comecei a folhear uma revista que estava sobre a mesa. Ela relatava o acontecimento a grande tragédia denominada Chernobyl, que aconteceu em Prypiat, uma cidade um tanto afastada das demais.
“O acidente nuclear de Chernobil ocorreu dia 26 de abril de 1986, na Usina Nuclearde Chernobil(originalmente chamada Vladimir Lenin) na Ucrânia (então parte da União Soviética). É considerado o pior acidente nuclear da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem de radioatividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido, com a liberação de 400 vezes mais contaminação que a bomba que foi lançada sobre Hiroshima.”
Estremeci, colocando de volta a revista de volta sobre a mesa de centro e me levantei subindo as escadas. Deparei-me com todos sentados em um sofá, olhando-me com uma cara distinta.
– Mandy, você pode ficar no quarto do Harry? – Louis quebrou o silencio desconfortante.
– Tudo bem. – respondi neutra.
– Tá bem mesmo?! – Tally correu, colocando a mão em minha testa como se eu estivesse com febre.
– Tá tudo bem sim! – ri.
– Acho que o sorrisinho do Harry amoleceu o coração dela. – Zayn disse.
– Chel, faz um favor e cala a boca do seu namorado! – revirei os olhos.
– Se vai ficar com as mochilas nas costas o tempo inteiro? – Liam apontou para tal – Harry mostra pra ela onde fica o quarto e aproveita e faz uma pra Deus levando a mochila dela.
– É Harry mostra o quarto pra ela! – Becca disse.
– Só não vale mostrar como fica o lençol bagunçado depois de vocês... –Jessy disse, logo em seguida Louis à beslicou – Isso doeu sabia?!
– Vamos logo Amanda, antes que alguém solte mais algum comentário maldoso. – ele sorriu, chegando mais perto e tirando a mochila das minhas costas entrando pelo corredor.
O segui, enquanto deixava uma sala cheia de barulhinhos de beijos e gemidos. Como tenho amigos idiotas...
Harry entrou na ultima porta à direita e assim fiz o mesmo. O quarto dele era perfeito! Um beliche, quadros em volta, uma instante cheia de livros, um sofá com uma janela enorme atrás e ainda por cima era uma suíte como o resto dos quartos. Ri. Era engraçado um homem só morar numa casa tão grande, tão incrementada, tão cheia de quartos. E ele também parecia solitário. E como um homem daquele podia ser solitário? Tão cheio de qualidades, forte, alto e inacreditavelmente lindo. Se é que essa mera palavra podia o descrever.
– Qual a graça? – ele me olhou, sorrindo.
– Nada... Só estava pensando. – respondi.
– Pode compartilhar comigo. – ele deu uns tapinhas na cama – Senta.
– É que você vive nessa casa grande sozinho. E é pra mim parece tão, é... Solitário. – olhei os nos olhos.
– Nem sempre eu sou sozinho, Amanda. – Harry retrucou sem cortar o contato visual. – Ás vezes recebo uns amigos também, umas amigas iguais a você.
– Essas amigas sempre vêm parar no meu quarto? – sorri divertida.
– Você é a primeira a se aventurar aqui. – ele me encarou, com o mesmo sorriso que havia em meus lábios.
Suspirei. Mesmo que sabendo que ele já devia ter tido alguma garota neste quarto, aquilo me deixou mais tranquila pelo fato de nada recente ter acontecido. Ou ele me evitava me contar.
– Eu tava passando pela sala e vi você lendo uma revista. – ele desviou o olhar – Sobre o que era?
– Chernobyl. – respondi – Aquele lugar é triste, porem fascinante... Eu conseguiria fotos ótimas lá, mas é meio impossível de chegar ao local.
Ele me olhou rapidamente, mordendo os lábios. Eu sabia que ali tinha coisa.
– Ah... – Harry respirou fundo – Pode colocar suas malas aqui ou se quiser ajeitar as coisas no meu guarda-roupa, tudo bem. E agora sobre a cama, aqui tem um beliche e então você pode ficar com a cama de cima. É isso. – ele colocou a mãos nos bolsos e foi saindo.
– Ah, Harry! Eu vou descansar. Você fala pra eles?
– Tudo bem. – ele se virou – Boa noite. – sorriu.
Tomei um banho, vesti meu pijama, penteei meus cabelos e subi o beliche. E então dei inicio a uma longa noite de descanso.
**
Era já de manhã quando acordei. O barulho das gargalhadas contribuiu também para que eu me levantasse de pijama mesmo e enrolada em uma coberta para saber o que estava acontecendo.
Todos estavam de pijama como eu, rindo.
– Olha só é a bela adormecida! – Tally me olhou sorrindo.
– Senhores. – fiz reverencia.
– Bom dia. – disseram.
– Hey, gente! Eu tenho uma proposta a fazer. – Harry pediu atenção e assim concedemos tal – Que tal irmos à Pripyat? A cidade do acidente nuclear Chernobyl.
Notas finais
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