Cher Maître

6 Lindo, Charmoso, Inteligente e... Salvador da Pátria?


Notas iniciais
Oi, gente! Fui rápida, não fui? Queria poder escrever assim sempre, mas infelizmente o capitalismo nos obriga a praticar coisas que não queremos afim de conseguirmos o alimento de cada dia hahahah, zoeiras à parte, pode ser que o capítulo te enfie ainda mais na bad ou te tire dela, vai depender da interpretação! Peço que não me odeiem, por favorzinho, não tenho controle sobre os personagens, eles não me respeitam! Capítulo dedicado à Lorea Avrile, que me deu um presente muito fofo!

Uma espécie de trilha sonora brincava em meus ouvidos. Sabe aquela cena onde o mocinho encontra a mocinha desamparada e a ajuda? Então, eu torcia internamente para que Vicente me tomasse em seus braços e me abraçasse por horas, dias, meses, talvez anos. Não sabia se era o meu estado de carência somado ao meu fracasso acadêmico ou se era por eu simplesmente querer aquilo, mas parecia uma tortura que não acontecesse logo.

Meu rosto estava avermelhado, se eu fosse verdadeiramente branca, provavelmente estaria como um tomate. Graças à minha herança genética, minha pele tinha apenas a capacidade de se tornar rósea. Entretanto, ainda dava para notar que eu tinha chorado, eu tinha todos os sintomas: olhos molhados, rosto amassado e boca avermelhada.

— Você está se sentindo bem? — Ele perguntou.

— Não.

— O que está acontecendo?

Era isso. Eu estava em um jogo de vôlei, o matchpoint. O que eu diria? Não podia falar que estava chorando porque Catarina tirou a maior nota da sala, ele me acharia uma mimada ridícula. Sabia que não era por aquilo que estava chorando. Eu tinha vários motivos que preferia nem mesmo pensar, nenhum deles seria visto com bons olhos pelo meu professor, por isso decidi mentir.

— Problemas em casa.

O rosto do loiro não demonstrou convencimento, mas pelo pouco conhecimento que tinha de sua personalidade, sabia que ele não me pressionaria por respostas. Ele não seria insensível a esse ponto. Afinal, eu tinha certeza de que ele sabia do que se tratava. Uma teoria ainda pior formava-se em minha fértil mente de adolescente com hormônios aflorados: quem sabe ele não estava realmente preocupado comigo?

— Você tem certeza que não há nada que eu possa fazer? — Ele indagou. — Eu estou aqui para o que você precisar, é sério.

Hoje ele vestia uma camisa social verde. Por Deus, por que ele tinha que ser tão bonito? Me perdi em meus devaneios. Queria muito tocá-lo naquele momento, queria que ele me consolasse, queria que de alguma forma, por alguns minutos, ele fosse só meu e eu só dele. O que estava dando em mim? Nunca fui apegada a paixõezinhas como aquela. Eu estava me tornando outra Catarina? Não era fácil pensar sobre isso com o objeto de seus pensamentos mais absurdos na sua frente.

— Não, eu só preciso de um tempo…

Ele balançou a cabeça positivamente, em seguida me entregou um papel.

— É sua prova — Afirmou. — Parabéns, você foi bem.

Olhei para o papel em minhas mãos e li minha nota “7,5, parabéns! Acho que alguém conseguiu entender a baboseira intelectual”

*/*

Depois de ver aquele recadinho de Vicente na prova, de alguma forma, minha confusão sentimental deu lugar a um sentimento bom. Estava me sentindo bem comigo mesma, completa de alguma forma. O bom humor tinha voltado, voltado tanto que até estava aguentando as zoações de minhas amigas.

— Poxa, Rebeca! Esperava mais de você — Luíza disse. — Sair chorando da sala porque a rival conseguiu impressionar mais o poderoso chefão? Nossa, Rebeca Garcia, nossa!

— Você fez certo, Beca… Pelo menos ele foi atrás de você! — Clarice continuou a idiotice. — E você não sabe do melhor, ele ficou totalmente desconcertado sem você na sala. Mal conseguia explicar a matéria.

— Aposto que isso é idiotice! — Retruquei. — Ele só deve ter sentido falta da pessoa que ele costuma infernizar.

— Não é mentira, ele realmente ficou desconcertado — Monalisa falou. — E a Catarina passou a aula inteira se vangloriando por causa da nota.

Era verdade. Monalisa não mentiria sobre algo do tipo. Não queria, mas me senti feliz com a ideia. Eu estava começando a me preocupar, eu estava alimentando ideias que não deveriam receber aquele tipo de incentivo. Era perigoso para mim e ainda mais para minha saúde mental.

— Meninas, vocês estão falando sério? — Falei, estava séria.

— Sim, estamos — Clarice afirmou. — Por que mentiríamos sobre algo assim?

Pensei sobre falar com elas sobre minha confusão emocional, mas recuei. Não queria que ninguém soubesse de minhas fraquezas. Ninguém precisava saber que andava devaneando sobre os dedos longos do professor de Filosofia, sobre como sua pele deve ser macia contra a minha, em seus lábios bonitos vistos de perto…

— Rebeca! — Luíza chamou minha atenção. — Nós já sabemos.

— Sabem do que?

— Que você gosta dele, não precisa mentir — A loira foi direta. — Era óbvio que aquele odiozinho tinha motivo.

Estava perplexa. Eu estava deixando tão claro que andava sonhando com o discípulo de Sócrates? Precisava rever meus atos urgentemente. O que as pessoas fariam se soubessem daquele absurdo? Me chamariam de promíscua. Devia ser porque não me relacionava com ninguém, daí criava amores platônicos malucos e achava que eles poderiam acontecer. Era isso. Tudo psicológico.

— Pirou a cabeça, Lu? — Menti. — Isso não tem a mínima chance de estar acontecendo, eu nunca gostaria de um cara tão…

— Lindo? — Monalisa perguntou.

— Charmoso? — Foi a vez de Luíza.

— Inteligente? — Clarice concluiu.

E lá estavam elas novamente juntando-se para criarem maluquices. Ele era tudo aquilo? Sim, definitivamente era o homem mais lindo, charmoso e inteligente que já tinha conhecido. Por que tinha que ser meu professor? Indo mais longe, por que tinha que ser um desses metidos a filósofos? A vida era injusta. Mesmo que pudéssemos, eu nunca conseguiria gostar verdadeiramente de um tipo tão arrogante. Definitivamente era coisa da minha cabeça.

— Tá, ele é tudo isso — Dei o braço a torcer. — Mas isso não implica em eu estar apaixonada por ele. Ele é só meu professor e é um cara bonito, nada mais.

Elas entreolharam-se e riram.

— Quanto mais você negar, pior ficará. Sabe o que é pior que paixão não correspondida? Paixão calada! — Clarice afirmou.

Não entendi o motivo, mas notei que Monalisa ficou desconfortável com o tópico. Nós não sabíamos muito sobre a vida amorosa de Lisa, tampouco se ela existia. Ela não era de expor seus sentimentos, odiava que apresentássemos meninos para ela e tinha ainda mais pavor que algum deles se aproximasse dela. Já tínhamos perguntado a ela sobre sua sexualidade e ela havia afirmado ser hétero, só não tinha encontrado um cara que chamasse sua atenção verdadeiramente.

Tínhamos isso em comum até que um certo francês cruzou meu caminho.

Monalisa era uma incógnita em nosso grupo. Não sabíamos se ela tinha alguma paixão escondida, se namorava alguém que não poderia revelar a identidade. O único garoto que eu via balançar seu duro coraçãozinho, era justamente o idiota do meu irmão mais velho. Ricardo não sabia da admiração de Monalisa, mas mesmo se soubesse, duvidava que ele desse atenção a ela por motivos como: ela ter apenas dezessete anos e por ter uma namorada que é o sonho de todo ser que pensa com a cabeça de baixo.

— Chega desse assunto, não aguento mais! — Monalisa se pronunciou. — Rebeca, se você gosta dele mesmo, vá em frente. Não é nada ilegal, antiético talvez, mas ilegal não.

*/*

A vergonhosa conversa que tive com minhas amigas não saía da minha cabeça. Eu tava apaixonada por Vicente, era isso? Não, não podia ser. Eu me julgava tão inteligente, tão esperta, como ia cair em uma armadilha daquelas? Não se manda nos sentimentos. A minha própria mente me respondia. Há coisas que não somos capazes de controlar, era isso e pronto. Mas não, eu não me renderia àquela insanidade. Meus pais tinham me criado bem demais para isso.

— Rebeca Garcia? — A tal professora de Literatura me chamou. — É você?

— É, sou eu — Ri. — Você deve ser a professora de Literatura que roubou o coração dos menininhos!

Ela sorriu e notei que tinha um belo sorriso. Ela era, de fato, uma mulher bonita. Vestia um vestido bege que ia até os joelhos e tinha os cabelos castanhos presos em um coque improvisado que acabou ficando extremamente elegante na mulher. Seu tom de voz era tão calmo, que poderia cair no sono facilmente com sua voz aveludada em minha mente.

— Queria conhecer a aluna destaque da escola! — Ela foi simpática.

Aluna destaque, eu? Bem, eu podia até ser até pouco tempo, mas no momento havia sido destronada. Ou melhor, eu ainda tinha o meu trono, mas agora ele era dividido com uma co-rainha que eu tinha vontade de esganar.

— Aqui estou eu — Tentei soar simpática.

— É uma pena que eu não te dê aula, vi que você é brilhante em Literatura, ou melhor, você é brilhante em absolutamente tudo.

Menos em Filosofia, pensei.

— Não sou tudo isso, tenho certeza que não…

— Claro que é! Já pensou no curso que fará? Para você deve ser super fácil, é tão incrível em tudo!

Ela estava me elogiando tanto, que pensei que alguém tinha a contratado unicamente para essa função.

— Ainda não decidi, na verdade.

E realmente não tinha decidido. O problema de ser boa tanto em Humanas quanto em Exatas era justamente esse: nós não tínhamos nem mesmo uma área para nos direcionarmos. Particularmente, me dava melhor com números, mas havia conseguido um desempenho muito bom em redações e textos no ano passado. Os cursos que queria mais que tudo eram: Engenharia Aeronáutica e/ou Direito, cursos totalmente distintos entre si.

— Você não precisa se preocupar muito, sabe que conseguirá qualquer curso que almejar! — Ela parecia sincera em seus elogios exagerados. — Vou lá, preciso lidar com algumas crianças!

Aquela mulher me trazia uma energia tão boa, parecia que ela merecia toda atenção que andava recebendo dos garotos. Era realmente apaixonante, bonita e cheia de vida. Esperava que ela se desse bem naquela escola, professores legais assim não costumavam durar muito tempo na Santa Bárbara.

Entrava na sala para ter minhas aulas de Biologia quando notei o brilho dourado dos cabelos de Vicente passando pelo corredor. Ele devia estar indo para outra turma. Será que as outras garotas babavam tanto por ele como diziam? Devia ser verdade. Ele era mesmo um cara capaz de enlouquecer menininhas.

Passou por mim bem rapidamente, mesmo assim, levantou a mão para acenar para mim. Sem perceber e meio que automaticamente, cumprimentei-o de volta e pude notar seu sorriso. Deus, por que tão lindo? Devia ser proibido contratarem professores tão atraentes.

*/*

A aula de Biologia, matéria que eu costumava curtir, parecia profundamente sem graça. Minha mente estava na sala ao lado, ficava imaginando Vicente movendo suas mãos habilmente ao escrever no quadro. Me perguntava se mais alguém recebia os sorrisos que ele guardava para mim, queria saber se mais alguém conhecia a verdadeira beleza no deus grego de cabelos dourados.

Minhas amigas, que prestavam atenção na aula, nem imaginavam que estava com a cabeça nas nuvens. Eu queria muito que elas não tivessem notado minha paixãozinha crescendo, mas era pedir demais para pessoas que me conheciam há tanto tempo. Elas deviam ter notado que andava boiando mais do que o costume.

Batidas na porta tiraram-me de meu transe momentâneo.

Marta entrou na sala rapidamente, como sempre fazia. Pediu licença ao professor, que não hesitou em lhe dar o espaço que precisava. Dessa vez, ela não parecia muito satisfeita com a notícia que trazia consigo.

Seus olhos pareciam me amar, já que fui a primeira coisa que ela reparou na aula. Sem disfarçar que me encarava, aproximou-se e perguntou:

— Tudo bem, senhorita Garcia?

— Estou ótima, obrigada — Respondi.

Então virou-se e continuou seja lá o que estava fazendo.

— Como devem saber, a estação das flores está chegando — Começou seu anúncio — Por isso, a escola dará uma festa para comemorar a chegada da primavera. Esta festa será realizada conjuntamente com os grêmios das escolas particulares locais e por isso, precisamos da ajuda de vocês com algumas coisinhas.

Essas coisinhas geralmente eram uma boa quantia de dinheiro. Eu dificilmente queria participar dessas idiotices, mas meus pais me obrigavam. Eles não queriam que os outros alunos me excluíssem por minha condição financeira inferior. Então, todos os anos eu estava naquela maldita festa que celebrava a juventude rica e a vida regada a futilidades que os alunos da Santa Bárbara e de outras escolas quase tão idiotas levavam.

— Eu não pergunto o que, eu pergunto quanto, gente! — Uma aluna debochou. — Qual será a facada dessa vez? — Um outro aluno brincou.

Marta pareceu não curtir a brincadeira, mas não disse nada.

— Aqui estão os bilhetes, além da quantia em dinheiro estabelecida no bilhete, precisamos de ajuda com a divulgação do evento. Cada aluno deve trazer um acompanhante, sendo estudante da Santa Bárbara ou não, tudo bem trazer qualquer pessoa, só não venham sozinhos — A mulher continuou. — Ninguém merece um baile onde os alunos não trazem parceiros de dança!

Os alunos riram da gracinha de Marta, enquanto eu e minhas amigas nos olhamos. Eu nunca levava ninguém ao baile, costumava obrigar meu irmão a me acompanhar, mas desde que ele se mudou de vez, não conseguia mais levar ninguém e passava o baile inteiro na fossa. Clarice e Luíza sempre arranjavam pares, elas eram populares e conheciam uma grande quantidade de gente. Monalisa nunca ia. Ela realmente não ia a baile algum, preferia ficar em casa.

— Convide o Vicente antes da Catarina! — Clarice debochou. — Aposto que ela já está cogitando a hipótese.

Droga! Eu imaginei Vicente em um smoking e o pior! Me imaginei com ele. Faríamos um bom par? Opa, o que eu tô pensando? Aquilo tinha que parar. Não podia ficar imaginando essas coisas livremente e ficar por isso mesmo. A vida não era assim.

Vi a cabecinha vermelha de Catarina mexendo-se animadamente. Quem ela levaria para o baile? Provavelmente ninguém. Ela não era popular, não tinha muitos amigos e os poucos que tinha, eram limitados às aulas. Algumas vezes me pegava sentindo pena da garota, mas daí lembrava o quão vadia ela era.

— Boa sorte para ela então — Respondi por fim. — Não estou nem um pouco interessada.

*/*

O anúncio de Marta deixou a turma eufórica, inclusive Catarina que balançava as madeixas alaranjadas de um lado para o outro. Notei que seus olhos verdes me encararam por alguns segundos. Ela ainda tinha o olhar vitorioso de cedo, mas não parecia tão certa sobre sua superioridade. Não mais, pelo menos.

A aula estava quase acabando quando romperam nossa harmonia. Homens vestidos de preto adentraram a sala, pareciam policiais. Sem dizerem uma palavra, entregaram um papel para o professor que leu e assentiu, em seguida foram até a bolsa de Luíza.

Estremeci.

Eu sabia o que estava acontecendo: denunciaram Luíza.

Luíza fumava maconha. Não em grande quantidade e não em quantidade que a prejudicasse, mas ela usava. Alguém havia visto e agora ela estaria em apuros.

Os homens continuaram sua busca, jogaram todas as coisas da minha amiga no chão. Luíza parecia prestes a chorar, mas manteve-se firme. Eu torcia internamente para que não encontrassem nada, mas sabia que ela costumava trazer uma pequena quantidade consigo para a hora do intervalo. Não concordava com aquilo. Qual era o problema com a maconha, afinal? Era uma droga como qualquer outra que é lícita.

As coisas de Luíza estavam espalhadas pelo chão, inclusive seu esqueiro. Continuaram procurando, até que abriram o bolsinho da mochila da garota e encontraram o que estavam procurando. Ainda em silêncio, pegaram minha amiga pelo braço e a levaram para fora da sala. Não podia ver aquilo tudo acontecer sem fazer nada, por isso levantei-me e os segui no mesmo instante. Ninguém trataria minha amiga daquela forma. NINGUÉM. Ela não era nenhuma criminosa, não merecia ser humilhada daquela forma. Eu não deixaria.

— Tirem as mãos dela! — Gritei e os homens apenas me lançaram um olhar e continuaram.

Luíza se contorcia. Ela queria sair das garras daquela gente, eu queria que ela saísse logo dali. Por favor, não deixem que a machuquem. Fui mais radical e tentei soltar suas mãos dela. Eles eram mais fortes, eu não conseguiria impedi-los, mas poderia causar uma comoção.

— Vocês não tem esse direito! Ela é menor de idade, param de tratá-la como uma criminosa! — Continuei com meus gritos. — Vocês tem ideia de que podem ser processados por isso? Como uma escola como essa permite que façam algo do tipo? Isso é insano, ridículo, absurdo!

Meus gritos trouxeram uma plateia para assistir à minha cena. Que vissem, eu não deixaria que humilhassem Luíza daquela forma. Era completamente descabido.

— Senhorita, nós temos um mandato! — Um dos homens argumentou.

— Que se dane essa droga de mandato! Tratem-na com o mínimo respeito pelo menos, para que fazer todo esse estardalhaço? Vocês querem chamar atenção, é isso? — Continuei meu discurso inflamado. Era nessas horas que pensava no curso de Direito. — Eu prometo que se vocês não tirarem as mãos dela nesse momento, eu me encarregarei de processar cada um de vocês.

Eles manterem-se firmes em suas posições. Pareciam seres imóveis.

— Os senhores poderiam soltar a senhorita em questão? Por mais que tenham um mandato, toda essa comoção é desnecessária visto que estamos em um ambiente escolar e vocês, além de tudo, estão definitivamente atrapalhando o processo de aprendizado dos alunos — Não podia acreditar que Vicente estava comprando minha briga. — É imprescindível que a justiça seja executada da melhor forma possível, mas ética é o que peço no momento. Soltem-na, por favor.

As palavras do meu salvador da pátria pareceram surtir efeito, já que imediatamente, os homens a soltaram.

Suspirei aliviada. Queria muito abraçar o salvador do meu dia. Queria muito agradecê-lo com toda a minha sinceridade, mas observei os olhares atentos e só lhe direcionei um olhar de gratidão, que ele respondeu com um reprimido sorriso.

Notas finais
Não vai embora ainda! Responde aqui, vai! Vocês acham que o Vicente já percebeu alguma coisa ou nem?