Chemical
1 Capítulo Único
Notas iniciais
AVISO 2: O Makishima é polissexual nesta fanfic, sim, mas não coloquei o aviso de "pansexualidade" nela, porque polisexualidade (Makishima se interessa por mais de um gênero, mas não todos) é diferente de pansexualidade (Makishima se interessar, de fato, por todos os gêneros), portanto isso seria uma forma de invisibilizar a pansexualidade e só coloquei o aviso de "homossexualidade" na fanfic para indicar que o Makishima vai ficar com um homem, ok?! Ok!
Hey, hey, hey, como vocês estão, povo lindo?!
Insônia, férias da faculdade (semestre concluído com sucesso) e o que eu faço? Posto mais uma fanfic para passar a insônia.
Totalmente inspirada no "clássico do tuts tuts quero ver" do Chemical Brothers, "Hey Boy Hey Girl" (clique em "Trilha Sonora" na parte superior direita da fic se quiser ouvi-la)... there we go!
São Francisco, Estados Unidos, famosa por ser “o paraíso para um ALGBTTTQIP+ viver”, palco de importantes conquistas para esta minoria e com uma cena noturna sempre efervescente e um dos destaques era a noite “Chemical”, focada em música eletrônica dos anos 90 e início dos anos 2000, promovida por uma das casas noturnas queridinhas entre os “descolados” da cidade, chamada Surrender.
A batida eletrônica, comandada com maestria pelo DJ, estava no último volume, pessoas a se divertir abarrotadas em uma pista de dança lotada, gente disposta a torrar seus últimos trocados em bebidas, pessoas a fim de outros tipos de diversões, mas todas com um objetivo em comum: escapismo da rotina enfadonha por uma madrugada e não era diferente com o estudante de moda intercambista japonês Makishima Yuusuke, 23 anos e polisexual.
Makishima chamava a atenção por sua beleza descomunal e senso de moda bem particular; enquanto a maioria das pessoas ficariam ridículas usando uma boina preta, blusa longa com estampa de galáxia, saia típica escocesa (kilt) preto e coturnos vermelho sangue de vinil, em Yusuuke a combinação ficava espetacular, pois ela refletia perfeitamente o espírito de alguém, cuja natureza era interagir com o mundo através do que vestia. Além disso, as roupas ressaltavam muito bem os cabelos longos, brilhantes e verdes, com luzes laranjas e mechas azuis, fora a própria beleza dele em si que era simplesmente deslumbrante.
Naquele momento, Yuusuke bebericava, em pé no bar da pista de dança, um refrescante drinque Lagoa Azul, quando seus olhos avistaram um rapaz cuja beleza despertou atração instantânea, daquelas bem forte, onde você nem se imagina beijando a pessoa, já imagina direto fazendo os atos mais obscenos com ela. O rapaz tinha traços orientais como Makishima, cabelos curtos e negros, vestia uma jaqueta de couro, calça jeans e coturnos da mesma cor.
Os olhos dele se encontraram com os do estudante de moda, em seguida analisou o restante da cabeça aos pés e gostou muito do que viu. A curiosidade em saber como era Makishima sem as vestes, os beijos dele, os gemidos na hora H e entre outros pensamentos obscenos, deixava o rapaz de cabelos negros ainda mais atraído por Yuusuke e saber que o outro correspondia aquilo tudo, dando a ele uma olhada selvagem, avassaladora, como um animal olha sua presa prestes a ser devorada, deixava-o ainda mais atraído pelo estudante de moda.
O coração de Makishima batia aceleradamente, não era paixão ou algo do tipo, só aquela adrenalina percorrendo em suas veias, quando você quer falar com o ficante em potencial, entretanto quando ele começou a dar passos de aproximação ao homem de cabelos curtos, três homens tão bonitos quanto o alvo de Yuusuke — também com descendência extremo asiática aparente — abordaram ele e começaram uma longa conversa. Makishima deduziu acertadamente que eles eram amigos daquele rapaz, contudo preferiu refrear-se, afinal poderiam ser amigos que o homem não via faz tempo e precisavam de privacidade para matarem as saudades. Deu meia volta, caminhou de volta para o bar, pediu outro drinque, porém enquanto bebia sentiu alguém passar bem perto a ele, era o rapaz de cabelos pretos, que cochichou no seu ouvido em inglês:
— Vejo você por aí!
Makishima sentiu um gostoso arrepio percorrer em sua mente e quando moveu a cabeça para o lado, para dar a admirada final antes dele seguir seu caminho, deu uma discreta piscada de um olho, um sorriso provocante e um “tchau tchau” também discreto. Após terminar de beber, Yuusuke pegou uma água no bar e segurando a garrafa, caminhou em direção ao banheiro, do outro lado da pista. Teve um atravessar pela pista não muito tranquilo, pois teve que dispensar um cara na marra e aos berros, devido a insistência do homem em tentar algo com Makishima, já começando pela abordagem errada e abusiva: agarrando o estudante pelo braço, tentando beijá-lo à força e após levar um merecido empurrão e xingos da parte de Yuusuke, o homem ainda teve a audácia de achar que estava em sua razão, justificando sua atitude porque confundiu ele com uma mulher. O estudante de moda nem respondeu tamanha escrotisse, pois aproveitou-se do fato deste homem já estar aos beijos com outra pessoa para entrar direto no banheiro.
Já dentro do local, Yuusuke lavou as mãos, jogou um pouco de água no rosto, abriu a garrafa de água e tomou alguns goles, fechou a garrafa novamente, colocou-a em cima da pia, deu uma admirada em si próprio no espelho, mas quando se virou para pegar o objeto de volta, sem querer acertou o cotovelo na pequena garrafa, fazendo-a cair e rolar até dentro de um dos espaços do banheiro. Como estava sozinho no local, Makishima automaticamente presumiu que dentro da portinha não havia mais ninguém, então sem pensar duas vezes, foi até o local e abriu a porta. Entretanto, ao abri-la, deu de cara com um conhecido da faculdade fazendo sexo no banheiro com outro homem, que provavelmente deve ter conhecido na própria balada. Discretamente, o estudante de moda fechou a porta, saiu do local e andou em direção das escadas. Subiu-as, chegando em outra pista de dança mais bar, andou em direção ao bar, encostou no balcão, pediu uma dose de saquê, porém ao terminar de bebê-lo foi abordado por um rapaz, visivelmente sob efeitos de alguma droga de efeito estimulante no cérebro, de forma totalmente estranha:
— O andar dos elétrons não é nada definido, pelo contrário os elétrons vagam pelo espaço de gravidade, assim como o universo que gira e não para, sabe?!
Makishima colocou a mão no queixo do homem, abrindo e fechando a boca dele, chegou à conclusão que ele estava realmente muito louco e deixou-o falando sozinho que bizarramente continuou a conversa no ar, como se Yuusuke ainda estivesse ali.
Andou mais um pouco e ficou parado em frente a pista, observando aquelas pessoas dançando ao som da música tocada pelo DJ no último volume, como se estivessem em um transe coletivo, onde o “bate estaca” mais o refrão repetitivo da música era o mantra de guia.
“Hey girls,
Hey boys,
Superstar DJs!
There we go! ”
De longe, os olhos de Makishima capturaram novamente a imagem do homem oriental, de cabelos curtos e pretos, que mexeu tanto consigo junto aos amigos. Os olhares eram retribuídos pelo homem em um interessante jogo de sedução, com um ou outro sorriso insinuante, piscadas de olho, gestos chamando um ao outro; entretanto por causa de um momento mais agitado da música, a pista inteira pulou, assim tirando o homem novamente das vistas de Yuusuke, mas dando uma procurada por ele, o estudante conseguiu vê-lo abrir uma porta com os amigos. Sem pensar duas vezes, Makishima atravessou a pista, dispensando um ou outro inconveniente ali, foi até porta, abriu-a e deu de cara com uma escada. Subiu rapidamente ela até o final, que deu no terraço da boate e lá viu o homem com os amigos.
Makishima estava decidido, não iria perder aquela oportunidade. Andou em direção ao grupo de amigos e ao chegar ali, curvou-se levemente em direção ao homem, pegou o cigarro de maconha que estava na mão dele, deu um trago, agachou-se, ficando cara a cara com o rapaz, soltou a fumaça no rosto dele e o puxou para um beijo cheio de tesão e luxúria.
Os amigos do rapaz, percebendo a situação, rapidamente trataram de deixar o casal à sós, desfrutando ao máximo da companhia um do outro:
— Taiga, Shougo, bora lá pra pista?
— Beleza, Tatsuya!
— Sim.
E aquele beijo foi apenas o início da diversão que Makishima e o homem, chamado Nijimura Shuuzo, teriam naquela noite.
Uma forte química onde, ao decorrer daquela noite, foram reveladas deliciosas combinações explosivas que somente a dois era possível.
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