Notas iniciais
Boa noite pessoaaaal gnt desculpa pela demora pra atualizar!! minha vida ta mto caótica + tive um bloqueio criativo leve minha universidade entrou de greve!! então tive um tempinho pra escrever, apesar de ter atrasado todos os meus planos para os próximos 5 anos falando nisso, ontem foi meu aniversário!! vamos todos me dar parabéns!!! (aceito apenas em pix) espero que gostem do capítulo ♥3

“Our secret moments in a crowded room

They got no idea about me and you

My hands are shaking from holding back from you

Say my name and everything just stops”

Annabeth balançava tanto as pernas que provavelmente estava fazendo o chão ao seu redor tremer junto com ela. Era possível que alguém achasse que ela estava tendo um ataque epilético, mas se tratava apenas de ansiedade. Quase sentia os próprios ossos derreterem de tanto nervoso. Rachel e os amigos estavam catando bebidas pela cozinha, falando animadamente sobre jogos que poderiam fazer para passar o tempo. Annabeth observava a cena com desgosto, já não aguentava mais se quer ver bebidas alcóolicas e constantemente fantasiava sobre chegar em casa e comer um pote de salada. Enquanto os outros estavam ocupados, ela e Percy estavam focados em se manter o mais longe possível um do outro. Não tinham acordado nada sobre, até porque não houvera oportunidade, mas Annabeth considerou que era a coisa mais segura a se fazer e o garoto pareceu entender o recado que ela passou com sua linguagem corporal.

— Aí, loirinha. Você tem um Parkinson severo, ein? — Um dos amigos de Rachel disse, chamando sua atenção. Era um garoto magro e apenas ligeiramente mais alto do que ela, tinha fios de cabelo platinados e feições delicadas, como um elfo, talvez fosse por isso que parecesse tão mal-intencionado. Annabeth estava tão dispersa em seus próprios pensamentos que não entendeu o comentário de primeira. O garoto então, reparando a confusão dela, apontou para suas pernas inquietas com o queixo, fazendo com que só então ela entendesse. — Dizem que atividades físicas ajudam, sabia? — Ele continuou, com um sorriso astuto no rosto. A loira o inspecionou de cima a baixo antes de responder, tentando se decidir se a piada era de má índole ou apenas estúpida. Provavelmente era apenas um flerte idiota, mas o tom dele era presunçoso demais. Além disso, a loira já estava estressada, então até mesmo um elogio naquele tom prepotente teria a deixado furiosa. Ela endireitou a postura antes de responder.

— Parkinson é uma doença neurodegenerativa muito séria, você sabia? Minha avó morreu depois de paralisar o rosto completamente. Ela se engasgou com a própria língua, você acha isso engraçado? — A garota disparou, encarando o garoto com seriedade. As feições antes relaxadas e brincalhonas do menino élfico se fundiram em horror conforme ela dava mais detalhes da história. — Claro, isso tudo é mentira. Minha avó morreu de infarto como todos os idosos normais. Mas já imaginou se fosse verdade?

— E-eu... — O menino balbuciou, nervoso. Annabeth revirou os olhos e apontou com a mão na direção onde o resto das garotas estavam, se amontoando ao redor de Percy como abutres fazem sobre um cadáver. Ele não hesitou e voltou para onde tinha vindo, cabisbaixo. A loira bufou e passou as mãos pelos cabelos. Pelo menos a irritação a havia distraído da ansiedade, então ela já não chacoalhava mais. Atrás de si, Annabeth escutou alguém abafar uma risada. Ao virar-se, deu de cara com o mais alto dos dois garotos. Travis, ela se recordava. Ele tinha os olhos grudados na tela do celular, então a loira assumiu que a risada não tinha relação com ela, virando-se para encarar o outro lado.

— Não foi por mal. — A voz aveludada do garoto entoou atrás de si, fazendo com que Annabeth olhasse para trás de novo. A loira não disse nada, o que inspirou o moreno a continuar falando. — Ele é meio tapado, mas provavelmente só estava tentando chamar sua atenção. Não foi por mal. — Travis a direcionou um sorriso amigável. Annabeth suspirou, atormentada.

— É, eu imaginei. — A loira massageou as têmporas. — Eu... Normalmente não sou rude, ele me pegou numa má hora. — Disse, tentando se defender. O garoto apenas deu uma risada.

— Ah, não. Não precisa se justificar. Ele é meu amigo, então sei que não é má pessoa, mas sua reação foi BEM menos do que eu teria feito até mesmo numa boa hora. — Travis desviou o olhar para o garoto ao longe, encarando-o com desaprovação. A situação conseguiu tirar uma risada da loira.

— Acontece com frequência? — A garota perguntou.

— Ah, você não faz ideia. Ele é certamente a pessoa com MENOS jogo de cintura que eu conheço, as vezes é até meio triste... — Travis disse, num suspiro. — Outras vezes eu até acho meio fofo, é complicado decifrar. — Ele deu de ombros, voltando a olhar seu celular. — Ainda sem sinal. Vocês ficam sem comunicação com o mundo exterior nesse lugar? — O moreno disse, frustrado. Annabeth riu, levantando-se de sua cadeira e caminhando até onde ele estava.

— Já ouviu falar de wifi? — A garota sentou-se ao lado dele, no balcão da cozinha.

— Não dá pra fazer ligação com wifi, né. Meu namorado é um hipster maluco que não usa redes sociais, só se comunica pessoalmente ou por ligação.

— QUE NEM OS INCAS? — A garota indagou, surpresa.

— É o que eu sempre digo! — Ele respondeu intensamente – O amor leva a gente a lugares inimagináveis de verdade. — Travis suspirou. — Enfim, ainda não consegui falar com ele para avisar que o carro quebrou aqui.

— Deixa eu ver – Annabeth estendeu a mão para ele, que entregou o celular. A garota não precisou averiguar por muito tempo para entender. — Ah, HermesCell. Você não vai conseguir sinal aqui NUNCA. A antena de sinal mais próxima tá a tipo, 20km de distância daqui.

— Pelos deuses...

— Mas também, quem que usa HermesCell? Você é doido?

— Eles têm ótimos bônus, tá! E... o chip vinha de graça com celular...

— Nossa, de graça? Ainda saiu caro... — Annabeth alcançou o celular no bolso e desbloqueou, estendendo pra ele – Te empresto só com a condição de que você vai trocar de operadora. — Travis riu e aceitou o celular.

— Valeu, Annabeth. Vai ser rapidinho. — Ele apertou o ombro da loira amigavelmente antes de pular do balcão e começar a se afastar. A loira o acompanhou com os olhos até que passasse pela porta da cozinha. Voltou a olhar para frente novamente, vendo que pouca coisa havia mudado desde que se distraíra em sua conversa com Travis.

Lucas estava misturando vodka com algum suco, enquanto Rachel fazia a mesma coisa com um refrigerante. Mais ao fundo, as irmãs Lauren e Louise ainda faziam uma barreira ao redor de Percy, uma de cada lado. Pareciam conversar mais entre si do que com ele de fato, mas muito claramente não queriam que ele se afastasse. O moreno por sua vez olhava pela janela na porta da cozinha, com um olhar distraído e sério. Parecia estar pensando em algo estressante, as sobrancelhas estavam juntas e tensas. Annabeth parou para pensar o quão incomum era ver o garoto com uma expressão daquela. Ele geralmente tinha um semblante sereno, as vezes divertido, outras agitado. Mas nunca tão sério. Talvez aquele fosse apenas o rosto que ele tinha quando estava preso em seus pensamentos, algo que a garota nunca tinha presenciado.

Annabeth olhou em volta, tentando descobrir se mais alguém o estava encarando como ela estava fazendo. Ficou feliz em descobrir que não. Alguma coisa sobre ter mais alguém o vendo daquele jeito a deixava enciumada. Percy estava tão... Introverso. Aquele era o jeito que ele se parecia quando não estava tentando parecer alguma coisa. Apenas pensando, absorto em si, sem noção nenhuma de estar sendo observado ou não. Aquilo fez o coração de Annabeth acelerar. Ela teve desejo de registrar aquela feição, mas então amaldiçoou Travis em sua mente, pois o havia emprestado o celular. A loira encarou a bancada, encontrando o celular sem sinal do garoto ao seu lado. Ela não hesitou, abriu a câmera e apontou discretamente na direção dele. Um clique, dois, três. O máximo de ângulos que ela conseguiu sem ser notada. Na tela viu Percy dar um gole em seu copo, que tinha arranjado nos últimos dez minutos e então assistiu conforme os olhos dele se redirecionavam para a si. Mais um clique. As fotos acompanhavam os lábios dele metamorfosearem em um sorriso. A garota se surpreendeu ao notar toda a fisionomia dele mudar ao olhá-la.

Annabeth baixou o celular, agora o encarando diretamente. Era como se Percy tivesse virado outra pessoa. O rosto parecia mais iluminado, os olhos brilhantes e atentos. Os lábios rosados contorcidos em um sorriso torto discreto, direcionado apenas para ela. A loira adorava aqueles momentos secretos entre eles, quando se encontravam em meio aos outros. Sem palavras, apenas com relances, olhares que só eles entendiam, toques discretos e confidenciais. Ninguém sabia o quanto esses pequenos gestos significavam, o quanto demonstravam o anseio que os dois sentiam um pelo outro. O estômago de Annabeth se contorceu em inquietação e ela desviou o olhar, tentando não transparecer seu nervosismo. A garota colocou o celular onde estava anteriormente e desviou o olhar, tentando ignorar as palpitações de seu coração. Para sua felicidade, Travis passou pela porta dos fundos da cozinha novamente, adentrando.

—É, acabou que realmente o problema era o meu chip. — O garoto disse ao se aproximar. — Valeu Annabeth. — Ele estendeu o aparelho para a loira, que sorriu para ele ao pegar.

— Fico feliz que funcionou. Seu namorado estava muito preocupado?

— Preocupado? Ele disse que me ligou mil vezes e foi tudo para a caixa postal, ele estava prestes a chamar a polícia! — Annabeth gargalhou com a resposta inusitada.

— Polícia? Gente, mas nem faz tanto tempo assim que vocês estão aqui.

— Pois é, mas a última vez que falei com ele foi de manhã e eu disse que chegaríamos pouco depois do almoço.

— Tadinho, deve ter ficado maluco!

— A parte boa é que isso FINALMENTE convenceu ele a baixar o Iriszap, então pelo menos algo bom saiu dessa situação. Inclusive, vou até ver se ele já... — Travis se interrompeu ao próprio celular e o desbloquear. O coração de Annabeth falhou uma batida quando percebeu que havia deixado o aplicativo das fotos aberto, ela emitiu um som agudo de susto e tampou a tela do celular. O garoto olhou para ela com uma das sobrancelhas levantadas e um sorrisinho sugestivo nos lábios.

— Não é o que você está pensando. — A loira se apressou em dizer. — Quer dizer, mais ou menos. — Annabeth abriu e fechou a boca algumas vezes, sem saber exatamente por que estava tão ansiosa em esclarecer a situação. Travis não a conhecia, ou a Percy. E de qualquer forma, aquela situação não era exatamente o que parecia? Ela gostava de Percy, isso já não era mais segredo para ela e nem mesmo para ele. A garota se afastou lentamente, deixando a tela do celular a mostra. A última foto que havia conseguido capturar iluminava a tela do aparelho. O semblante do moreno na foto nem mesmo se comparava ao olhar dele pessoalmente, mas ainda era entorpecente para a garota saber que toda aquela ternura no rosto dele era direcionado a ela. Sentiu as bochechas esquentarem. — Na verdade, talvez até seja, sim. — Disse baixinho, ainda sem conseguir desviar os olhos da foto. Ao seu lado, Travis deu uma risadinha.

— Eu não disse nada. — O garoto sorriu, reconfortante. — Mas agora que você reagiu assim eu confesso que fiquei curioso... — Annabeth gemeu de frustração e escondeu o rosto entre as mãos.

— Parece que é inevitável, alguém sempre acaba percebendo alguma coisa. — Ela disse, suspirando.

— Olha eu vou perguntar indiscretamente pois sou um entusiasta do amor. Vocês estão namorando escondido? — O garoto perguntou num sussurro, se aproximando da loira. A garota riu, sentindo-se menos tensa ao ver a curiosidade incansável dele. — Vai, me conta! — Ele a balançou de leve, animado. Annabeth riu novamente.

— Não estamos namorando, não. Não exatamente. É uma longa história.

— Bom, de acordo com o mecânico você tem umas quatro horas para explicar. Temos tempo. — O garoto sorriu com uma expectativa gigantesca. Annabeth não aguentou e acabou também abrindo um sorriso.

— Okay, mas vou ter que ir bem do começo. — Travis assentiu animadamente, arrumando a postura. A loira riu mais uma vez, mas se dando por vencida.

— Ai, ai. Tá bem, mas não é pra ninguém ficar sabendo, ein? Pelo menos não agora. — O garoto confirmou com a cabeça, ansioso.

E então Annabeth contou tudo. Da formatura até aquele momento. Claro, achou que seria uma ideia melhor omitir a história com Luke, então apenas mencionou brevemente e sem citar nomes. Falou sobre o primeiro encontro-não-encontro que tiveram, no primeiro/segundo beijo que compartilharam no ponto de ônibus e tudo que se deu em sequência. Falou de quando ele a encontrou na balada, a primeira vez que haviam dormido juntos. Resolveu não aprofundar sobre a história com a mãe também. Contou dos ciúmes, dos desentendimentos e de como estavam prestes a finalmente resolver tudo antes de serem interrompidos. Travis se manteu perfeitamente silencioso e atento durante todo o diálogo, as vezes esboçava uma ou outra reação, mas nunca a interrompia.

—E então aqui estamos, comigo tirando fotos escondidas como uma stalker. — Annabeth suspirou, passando as mãos pelos cabelos com frustração. Travis não disse nada por alguns segundos, mas então deu um risinho.

— Gente do céu... Que confusão. Sua vida parece uma fanfic. — O comentário fez a garota rir.

— É um jeito de colocar... — Annabeth desviou o olhar para frente, colocando Percy em seu campo de visão novamente. Ele agora conversava com Lucas, mas não parecia particularmente interessado na conversa. Inclusive, a loira poderia jurar que o moreno parecia quase irritado. Percy desviou os olhos por um segundo, encontrando com os dela. Annabeth desviou o olhar rapidamente, sentindo o estômago revirar — Enfim, essa é a história.

— Mas meus deuses, você fica vermelha só de ele olhar para você. Tem certeza de que ninguém sabe sobre vocês?

— Eu tenho uma amiga que sabe. Quer dizer, ela meio que descobriu, na verdade. Claro, além do garoto que eu te disse que gostava antes.

— Bom, a melhor amiga sempre tem que saber. — Annabeth recebeu o comentário com incomodo, mexendo-se desconfortavelmente no lugar onde estava sentada.

— Na verdade minha melhor amiga é a prima dele... Ela não sabe. Quer dizer, eu acho que ela sacou alguma coisa entre nós dois, mas acho que ela não sabe. — Travis franziu a testa, parecendo confuso.

— Ué, a prima que você disse que mora com ele é sua melhor amiga? Mas por que você teria que esconder dela, então? — Annabeth mordeu o lábio, conflitada. Quando parava para pensar bem, não sabia exatamente por que não tinha dito nada a Thalia até aquele momento.

No começo não queria que ninguém soubesse, até porque era algo completamente casual. Mas se fosse honesta, no momento que Silena descobriu foi um total alívio. Foi libertador tem alguém com quem conversar sobre Percy. Em alguns momentos desejava poder falar sobre com Thalia também, apesar de não saber se ela ia querer saber tantos detalhes quanto Silena queria. A relação de Annabeth com Thalia era... Diferente. A loira era uma criança muito inocente quando as duas se conheceram. Thalia, até por ser mais velha, já tinha mais conhecimento sobre as coisas. A morena não a acolheu somente como uma amiga, mas como uma irmã.

A loira não tinha contato próximo com a mãe, então Thalia era a única outra garota próxima em sua vida. Annabeth também era uma criança muito dotada, então aos 12 anos quando teve sua primeira menstruação, ela já sabia do que se tratava. Ainda assim, ficou completamente amedrontada. Thalia foi quem a tranquilizou, a ensinou como cuidar direito e quais remédios tomar. No mesmo ano quanto os sutiãs velhos já não estavam mais aguentando os efeitos da puberdade, foi Thalia que a levou para comprar novos. Claro, Frederick fazia o melhor que podia para ajudar, mas não sabia como. Ele nunca havia sido uma garota de 12 anos passando por aquelas mudanças, nunca saberia o que dizer e como deixar a situação menos constrangedora. Mas aos 14 anos, Thalia sabia.

Entretanto, o que realmente havia mudado a relação das duas foi a volta as aulas depois que Atena tinha de fato abandonado os filhos e o ex-marido. Toda a escola já sabia da história por meio dos pais e as vezes crianças podem ser muito cruéis. Na aula de matemática, a loira ficou muito feliz em demonstrar para a professora como já conseguia fazer equações de primeiro grau numa idade tão jovem. Nathan Walker, um garoto encrenqueiro e maldoso fez uma piada completamente infeliz sobre como Annabeth era insuportavelmente sabichona e por isso, sua mãe não a havia aguentado e a abandonado. Thalia não demorou mais do que dois segundos para desferir um soco na cara do menino. Ela bateu tão forte que acabou quebrando o nariz dele, que passou três dias internado no hospital. A morena passou duas semanas suspensa, mas ninguém mais mexeu com Annabeth enquanto ela estava fora. Nem depois disso.

Annabeth passou a ser eternamente grata a Thalia Grace desde então. Não só amava a amiga como uma irmã, ela a admirava. Essa era a relação que as duas tinham. Não era que Annabeth não quisesse contar, mas já tinha visto o quanto Thalia era contra a relação dela com Percy de acordo com comentários passados. E apesar de saber que não era exatamente saudável, parte dela tinha medo de decepcionar Thalia. Era um sentimento estranho de se ter por um amigo, ela sabia, mas era inevitável. Sabia também que era uma lógica completamente infundada, visto que apesar de Thalia se preocupar até demais com Annabeth, a morena nunca a julgava por suas escolhas, mesmo as que acabavam dando errado. Nunca, nem por um segundo.

—É complicado... — A loira se contentou em responder. Para seu alívio, Travis deu de ombros, deixando o assunto passar.

— Você tem muitas histórias complicadas, acho que quero ser seu amigo. Entretenimento puro! — Annabeth riu, feliz em se distrair dos pensamentos anteriores. Sabia que teria que lidar com aquilo num futuro próximo, mas ainda não era o momento, tinha que resolver as coisas com Percy antes. Além disso, Thalia nem estava presente.

— Você não faz nem ideia. Mas... — A garota umedeceu os lábios antes de continuar. — Você pode... Me mandar essas fotos que eu tirei? — Travis deu uma gargalhada.

— Já te falaram que você é inesperadamente fofa? — A loira balançou a cabeça negativamente, sentindo o rosto esquentar. — Você é. Me passa seu número, vai. Vou te enviar. — Os dois trocaram números e então o garoto a enviou a foto. Annabeth encarou a nova aquisição na tela do celular e comprimiu os lábios, sentindo-se envergonhada. Não era do feitio dela fazer aquele tipo de coisa, mas já não sabia mais como evitar. Tinha essa incessável vontade de ter mais de Percy, quase uma obsessão. Não conhecia aquele sentimento, não sabia exatamente como colocá-lo em palavras ou como lidar com ele. Era paixão? Se fosse, certamente não era nada parecido com o que havia sentido com Luke. Talvez a diferença fosse que com Percy era real, recíproco. Não apenas uma fantasia que ela imaginou de novo e de novo. Percy a queria, ele a desejava. Pensar nisso a deixava tonta.

— Ei, o que tanto vocês conversam aí? — Rachel disse ao se aproximar. Annabeth bloqueou o celular rapidamente, sentindo o coração acelerar pelo susto. A loira trocou um olhar rápido com Travis.

— Sobre Marcos. Ela acabou de me emprestar o celular para falar com ele e então contei como nos conhecemos – O garoto se adiantou em falar. Ele mentiu com tanta naturalidade que Annabeth quase acreditou.

— Ah, sim. É realmente romântico, ele te contou da parte do carrossel? — A ruiva perguntou, animada. Annabeth trocou mais um olhar com Travis, que tentava esconder um sorriso.

— Total... — A loira respondeu – Eu nem sabia que um carrossel podia ser tão... Romântico. — Disse, tentando parecer o mais convincente possível. Pareceu funcionar, pois Rachel suspirou, parecendo perdida em lembranças.

— Será que um dia eu vou ter uma história de amor assim? — Ela disse num tom sonhador. Ao lado de Annabeth, Travis levantou uma das sobrancelhas, contrariado. A ruiva então olhou para ele e os dois caíram na gargalhada. Annabeth sorriu, apesar de não saber exatamente o porquê. — Quem estou tentando enganar? Não acho que tenho uma célula romântica no meu corpo.

— Eu acho que na verdade você tem até demais, aí não cabe tudo e você tem que distribuir! — O garoto brincou. Ele e a ruiva riram novamente, Annabeth os acompanhou.

— Mas enfim, estamos indo pra sala fazer um jogo. Vocês vêm, né?

— Claro, vou só usar o banheiro e encontro vocês lá. — O garoto disse, pulando do balcão para o chão — A propósito... Onde é o banheiro? E... Onde é a sala? — Annabeth riu e indicou para ele as direções. Seguiu Rachel em seguida, assim como os outros. As irmãs Lauren e Louise pareciam ter se cansado de Percy, porque já não o rondavam mais. Lucas, por outro lado, parecia ter tomado o posto delas. O garoto falava sem falar sobre alguma coisa que Annabeth não conseguiu compreender, mas tinha relação com navios. Percy parecia escutar pacientemente, sem fazer nenhum comentário exceto pelas palavras “nossa” e “caramba”, aos quais Lucas respondia com um “EU SEI!” extremamente animado.

Quando Travis voltou, todos se organizaram num círculo no centro da sala. No meio da roda havia uma garrafa de vinho vazia. Annabeth instantaneamente já não gostou para onde aquilo estava indo. Estava sentada entre Lauren do seu lado direito e Travis do seu lado esquerdo. Louise estava bem ao lado da irmã, seguida por Percy, Lucas e então Rachel. Finalmente Lucas tinha se calado, a parte ruim era que isso se dava ao fato de que ele tinha uma nova distração: Annabeth, que estava diretamente na frente dele na roda. A loira se mexeu no lugar onde estava, desconfortável. Achou que o comportamento rude de mais cedo tinha deixado claro que não estava interessada nele, mas pelo jeito que ele a estava olhando, aparentemente não tinha sido rude o bastante.

—Rachel, o que exatamente vamos jogar? — A irmã mais afastada de Annabeth, Louise, perguntou. Todos olharam para a ruiva, também em busca da resposta.

— Estou dividida. Queria começar com sete minutos do paraíso, mas acho que nem todo mundo vai se divertir – Ela fez um muxoxo olhando para Travis.

— Você está com inveja porque eu tenho carinho e amor incondicional – ele disse. Rachel revirou os olhos.

— Bom, então vamos com o clássico, verdade ou desafio. — Lauren sugeriu. Todos, exceto Travis, novamente, concordaram que era uma ideia. Foi-se combinado então que estava proibido desafiá-lo a beijar alguém, o que todos acharam justo. O jogo se perdurou por alguns minutos. De primeira, Rachel foi desafiada a beber dois body shots em Lucas, que não pareceu exatamente incomodado com a situação. Depois, Lauren acabou revelando que já teve um sugar daddy, mas que tinham terminado a relação fazia um tempo. Louise admitiu ter beijado o melhor amigo de Lauren, o que gerou uma comoção entre as duas por alguns segundos, mas foi resolvido rapidamente. Percy foi desafiado a pular na piscina de roupa, mas preferiu beber no lugar de pagar o desafio. Lucas foi perguntado sobre quem garota mais bonita da roda e obviamente, disse Annabeth. Todos deram gritinhos animados com a resposta, exceto Percy e a loira. E então, a garrafa finalmente parou em Annabeth, do outro lado estava Rachel. A ruiva sorriu travessamente e a loira sentiu o coração quase parar no peito.

— Rachel faz pra Annabeth! — Lucas disse, animado. Ele e a ruiva trocaram um olhar cúmplice.

— E aí, loirinha. Verdade ou desafio? — A garota engoliu em seco, olhando para a amiga. Não sabia que tipo de pergunta maluca Rachel poderia fazer, então resolveu seguir pelo caminho mais fácil do que a verdade.

— Desafio. — Ela disse. Todos gritaram de excitação com a resposta, Rachel abriu um largo sorriso.

— Eu de desafio a... — Ela parou um momento para pensar e então sorriu mais ainda – Eu te desafio a beijar o garoto que você acha mais bonito nessa roda. — A ruiva disse satisfeita consigo mesma, os amigos gritaram mais uma vez. Annabeth já conseguia sentir o olhar de Lucas sobre si, cheio de expectativa.

Annabeth engoliu em seco, o coração metralhando no peito. Reuniu sua coragem para finalmente olhar para Percy. O garoto obviamente a olhava, aguardando sua reação. Ele tinha um sorrisinho irônico extremamente discreto traçando os lábios e os braços estavam cruzados. Estava atento, curioso com a decisão que a loira tomaria naquele momento. Annabeth não se demorou em pegar o um shot e virar direto na garganta, fechando os olhos com força. Os amigos ao seu redor todos emitiram sons de decepção, mas também riram. Muito provavelmente da careta impagável que a loira tinha feito ao beber o líquido. O líquido tinha um gosto terrível de laranja queimada, era quente e muito forte. Quando abriu os olhos não se surpreendeu nem um pouco ao ver seus amigos ainda sorrindo. Olhou para Percy novamente, discreta. Ele reprimiu um sorriso e desviou o olhar. Annabeth balançou a cabeça, agoniada pela sensação de queimação na garganta. Foi uma péssima ideia, pois o mundo imediatamente começou a girar.

—O que porra é isso, acetona? — Ela disse, agarrando a garrafa de refrigerante mais próxima. Deu um longo gole, aliviada ao se livrar do gosto.

— Tequila! Mas das ruins. Foi isso que achamos na dispensa. — Lauren disse, dando de ombros. Annabeth deu mais um gole do refrigerante. O jogo continuou. Travis foi desafiado por Annabeth a ligar pra mãe dizendo que tinha engravidado alguém, o que foi muito engraçado considerando que ele já era assumidamente gay desde os 13 anos. Rachel e Louise se beijaram em algum momento, depois Louise também beijou Lucas. Percy teve que contar a história de como tinha urinado nas calças depois de uma noitada onde tinha ficado completamente bêbado, todos riram bastante. Com o tempo todos já estavam um pouco cansados do jogo e levemente embriagados.

— Pois bem, vamos fazer uma última rodada para encerrar em grande estilo. — Rachel anunciou com vivência. Ela girou a garrafa mais uma vez, todos acompanharam o objeto girar e girar até finalmente parar. Na ponta, Percy, no lado reto, Rachel. Annabeth respirou fundo, ansiosa. Sabia que a ruiva ainda tinha interesse em Percy, era bem claro. Pensou se ela seria tão brega em desafiá-lo a beijá-la, pensar naquilo fez o sangue dela ferver. A garota sorriu e se inclinou para frente na direção do moreno. — Eai Percynho, verdade ou desafio? — Ela perguntou do jeito mais manhoso possível. Annabeth fechou os olhos com força, implorando mentalmente para que Percy escolhesse verdade.

— Desafio. — Ele disse por fim. A loira comprimiu os lábios, apreensiva. Pelo que o garoto o havia dito antes, não beijaria uma amiga de Annabeth na frente dela, mas isso não a impedia de temer que fosse o caso. Até porque era apenas um jogo, não seria de livre e espontânea vontade. Pelo menos foi isso do que tentou se convencer.

— Pois eu te desafio a levar a garota que você acha mais bonita aqui para os sete minutos no paraíso. — Rachel disse, olhando sugestivamente para Percy. Annabeth gelou onde estava, não teve nem coragem de olhar para o garoto. Torceu para que ele não a estivesse olhando. Claro, não queria que o moreno escolhesse nenhuma outra, mas silenciosamente pediu aos céus para que ele pegasse o pequeno copinho de shot e virasse, negando a cumprir o desafio. O resto ficaria decepcionado por ele dispensar a última rodada, mas eles iam superar. Ainda assim, Percy se levantou de seu lugar sem muito alarde. Todos começaram a gritar animadamente, aguardando a escolha dele. O moreno não hesitou nem por um segundo em andar diretamente para Annabeth, segurá-la gentilmente pelo pulso e levantá-la. Os gritos cessaram, substituídos por silêncio e olhares confusos. A loira o olhou com os olhos arregalados, mas Percy não pareceu nem um pouco aflito.

— Onde fazemos, na dispensa? — Ele perguntou, sem arrodeio. Rachel os encaravam em total descrença, sem entender o que tinha acontecido. A ruiva ficou em silêncio e boquiaberta, tentando assimilar a cena. — E então? — O garoto perguntou novamente, a tirando de seu transe.

— S-sim, eu suponho... — Ela disse, levantando-se. Annabeth sentiu o rosto esquentar conforme os olhos da ruiva os analisavam. Ela mudou o olhar entre os rostos dos dois e então para o jeito que Percy segurava o pulso de Annabeth. Rachel franziu a testa e para a surpresa da loira, esboçou um sorriso. — É, na dispensa tá ótimo. — A garota olhou sugestivamente para Annabeth antes de andar com eles até a dispensa, deixando o restante dos amigos confusos para trás. Percy conduziu a loira até o quarto nos fundos da cozinha, não parecendo ter pressa para soltá-la. — Vocês sabem como é, não sabem? Não podem acender a luz, nem celulares etc. E depois de sete minutos, eu virei abrir a porta. — Os dois assentiram e entraram na dispensa. Rachel ficou na porta por alguns segundos antes de fechá-la. Mais uma vez trocando olhares entre os dois e então parando no enlaço da mão de Percy no pulso de Annabeth. Ela riu e balançou a cabeça, parecendo achar graça na situação. A loira pelo menos estava aliviada de saber que ela não tinha ficado com raiva. — Vejo vocês em sete minutos. — Rachel disse, os deixando sozinhos e trancados no escuro. Só então Percy soltou o pulso de Annabeth.

O silêncio reinou na dispensa depois que Rachel fechou a porta. Percy se encostou na parede e cruzou os braços, encarando a loira sem dizer absolutamente nada. Annabeth ficou diretamente do lado oposto, olhando para ele calada. Estavam tão quietos que a garota quase conseguia ouvir os batimentos acelerados do próprio coração. Sentia um frio na barriga, ansiosamente esperando que ele fizesse alguma coisa. Mas pelos próximos segundos Percy continuou parado, apenas a olhando. Annabeth trocou o peso do corpo entre os pés, desconfortável. Sentia-se um pouco tonta, talvez pelo shot de mais cedo. Tinha pensado em brigar com ele sobre a escolha insana de fazer aquilo na frente de todo mundo, mas não conseguia achar a força de vontade para aquilo. Tinha passado cada segundo desde que Rachel e os amigos dela chegaram desejando que pudesse ficar sozinha com Percy. Agora que estava, não conseguia se lembrar mais do porquê exatamente era um problema o que ele tinha feito, não fazia ideia do que porque importava que as pessoas não soubessem. Na verdade, estava convencida de que nunca havia importado. A garota deu um passo para frente, tímida. E então outro e mais outro. Ela parou na frente de Percy, olhando para ele com expectativa. O moreno a olhava de cima, ainda sem dizer nada.

E então Percy se aproximou subitamente, fazendo com que o coração de Annabeth acelerasse ainda mais. Ele andou na direção dela até que as costas da garota tocassem a parede oposta e então apoiou os braços em cada um dos lados dela, deixando o rosto dos dois praticamente colados. Apesar do nervosismo, a loira manteve os olhos nos dele. Eles se encararam por alguns segundos em silêncio, apenas sentindo a lascívia que queimava em seus corpos. Percy não a tocou ou a beijou, o que era ainda mais alucinante. Tudo o que ele permitia que Annabeth sentisse era a expectativa. O garoto a encarava com os olhos semiabertos e apesar do escuro, a loira conseguia ver perfeitamente o quanto estavam turvos de luxúria. O hálito dele cheirava a hortelã e álcool, provavelmente por causa da bebida que estava tomando mais cedo.

—Você não sabe o quanto fica linda quando olha pra mim assim – O moreno sussurrou, pegando Annabeth de surpresa. A garota umedeceu os lábios e desviou os olhos, sentindo-se sobrecarregada pela excitação. O garoto suspirou e afastou o rosto, deixando a loira extremamente confusa. Ela piscou algumas vezes, assimilando a situação.

— P-por que você... — Ela começou a dizer. — Por que se afastou? — sussurrou.

— Mmm... Você não parecia muito a fim de me beijar mais cedo – ele a provocou com um sorriso divertido nos lábios. Annabeth bufou, frustrada.

— O que? Mas, mas você, ugh! — A loira resmungou. Percy sorriu ainda mais e se aproximou novamente. Ele colocou uma mexa do cabelo da loira atrás da orelha dela, acariciando a bochecha com delicadeza. Annabeth quase derreteu ao toque, fechando os olhos por um segundo. O moreno aproximou o rosto do dela, mas para sua maior frustração, ele desviou dos lábios dela. Roçou a ponta do nariz no pescoço dela de novo, que suspirou com a sensação.

— Me diga que você quer, então – Ele sussurrou na altura do ouvido da garota. Annabeth estremeceu de leve, a voz rouca causando arrepios em todo o seu corpo.

— Percy... — Ela sussurrou, acanhada. Conseguiu sentir ele abrir um sorriso diante da reação dela. Annabeth não conseguia se concentrar em nada além do cheiro dele e na respiração quente em seu pescoço. Sentia que estava ficando louca.

— O que você quer, Annabeth? — Ele perguntou novamente, aproximando os lábios dos dela. Annabeth quase lamuriou ao olhá-lo nos olhos. Percy era tão insuportavelmente bonito que a deixava com raiva. Os olhos verdes brilhavam mesmo no escuro, encarando diretamente os dela. Ele sorriu, vendo que ela o admirava. — Acho seus olhos já falam por você. — O garoto a puxou firmemente pela cintura, selando seus lábios nos dela com certa agressividade.

Annabeth grunhiu com o contato, o que pareceu deixar Percy extremamente satisfeito. Ele a apertou ainda mais próximo, colando o corpo no dela. A loira conseguia sentir exatamente o quanto ele a queria, ficou feliz em saber que ele a desejava tanto quanto ela. A garota invadiu por baixo da blusa que ele usava, correndo as mãos pelas costas do moreno. Ela o arranhou de leve na parte inferior e conseguiu ouvir um som rouco escapar dos lábios de Percy. O garoto parecia estar dominado pelas próprias vontades, correndo as mãos livremente pelo corpo de Annabeth. Coxas, braços, seios, não parecia ter um sequer lugar que ele quisesse ignorar. O pijama fino que a loira usava também facilitava as coisas para ele. Percy interrompeu o beijo, descendo os lábios pelo pescoço de Annabeth. A loira arfou e enroscou as mãos nos cabelos dele. O garoto puxou uma das pernas dela para cima e a segurou, apoiando no próprio quadril e se colocando no meio.

Um alarme baixo soou do lado de fora e logo em sequência, o som de chaves sendo inseridas na fechadura da porta. Percy se afastou rapidamente, praticamente pulando. O garoto se encostou na parede do lado, mexeu rapidamente no meio das calças e cruzou as pernas. Annabeth comprimiu os lábios, tentando não rir. A loira passou as mãos pelos cabelos e arrumou as alças do vestido, ficando apresentável novamente. Rachel abriu a porta, olhando com curiosidade para dentro. Os olhos verdes e astutos dela passearam entre os dois e então ela sorriu, satisfeita.

—Muito bem, parece que vocês se comportaram! — Ela disse. Percy e Annabeth trocaram um olhar cúmplice e então olharam para a ruiva com sorrisos inocentes. — Bem, vamos? O jogo tem que continuar. — A ruiva disse, abrindo espaço na porta para que eles passassem.

— Com certeza! — Annabeth concordou, fazendo menção de sair.

— Ah, calma. — Percy se abaixou, colocando o joelho na frente da loira. Ele apanhou algo com a mão esquerda e começou a se levantar. Com a mão que estava livre, Percy correu os dedos pela parte traseira da perna de Annabeth, do calcanhar até a coxa. Tão de leve e tão discretamente que Rachel nem mesmo piscou. A loira por outro lado, travou o maxilar com força, surpresa com o contato inesperado. Quando Percy finalmente levantou ele a olhou e esboçou um sorriso completamente cínico. — Minhas chaves, acho que acabei deixando cair! — Ele disse, chacoalhando o pequeno conjunto de 3 chaves. O moreno colocou o objeto no bolso e então saiu, voltando para a sala. Annabeth e Rachel voltaram para seus lugares em silêncio.

— E então? — Louise perguntou num tom sugestivo. Rachel suspirou, parecendo frustrada.

— Não peguei nada, eles se comportaram – Disse. O resto dos presentes resmungou, desapontados.

— Sem graça! — Travis provocou. Annabeth deu de ombros, sorrindo levemente. Seu olhar se encontrou com o de Percy, que sorriu de lado e deu um gole em seu copo. A loira respirou fundo, tudo o que ela conseguia pensar era o quanto queria que pudesse fazer Rachel e seus amigos sumirem.

Notas finais
até o próximo capítulo genteee ♥33333333