Checkmate

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Saudades de SooSun, sim ou claro?! Yaaay, momentos felizes, go go gooo /o/
Boa leitura!!

- Um drama, talvez? – Hyoyeon perguntou, sentando-se no chão de carpete.

— É uma boa ideia, unnie. – Seohyun concordou, Yoona que estava ao seu lado franziu a testa. Ambas estavam sentadas na cama da mais nova.

— Yah! Por que drama? Isso parece tão difícil... – Inflou as bochechas, Seohyun admirava a cena com um pequeno sorriso no rosto. Hyoyeon observava as duas, também sorrindo.

— Então... Que tal um romance? Só que dramático? – Seohyun arregalou os olhos. As maknaes se entreolharam confusas.

— M-mas unnie... – Encarou o chão, tentando esconder o rubor que se formava em seu rosto. Yoona ainda olhava para o nada, pensativa.

— Você se importa de interpretar um menino, Yoong? – Hyoyeon ria internamente, a cada segundo Seohyun ficava mais vermelha.

— Por que não? – Yoona deu de ombros. – Eu teria um par? – Hyoyeon apontou para Seohyun com os olhos, Yoona colocou a mão na boca. A loira deixou um riso escapar. A mais nova encarava os próprios dedos.

— Seo? – Ergueu o rosto lentamente, olhando para suas unnies. – Tudo bem pra você se for um romance?

— S-sim... – Hyoyeon sorriu com a resposta, batendo palmas e levantando-se do chão.

— Ótimo! Então eu fico responsável pelo roteiro. – Yoona concordou com a loira, assentindo com a cabeça.

— Sim, você escreve muito bem, unnie!

— Quando vai começar a escrever? – Seohyun se pronunciou. Hyoyeon riu internamente da pergunta.

— É... – Coçou a nuca. – Na verdade eu já escrevi algo assim, eu só tentei convencer vocês duas a atuar romanticamente. – Sorriu com as expressões chocadas das duas.

— Yah! Você fez o trabalho todo sem nós! – Yoona jogou uma almofada na loira, que desviou a tempo.

— Não exatamente, vocês ainda precisam atuar. – Disse recolhendo a almofada do chão.

— Você tem o roteiro com você, unnie? – Seohyun começava a se acostumar com a ideia.

— Aqui não, mas eu posso mostrar pra vocês amanhã. – Bocejou. – Podíamos dormir agora? – Disse enquanto se jogava no colchão perto da cama.

— Podíamos. – Seohyun olhou para Yoona e sorriu, a mais velha sorriu de volta e encolheu-se, se abraçando aos próprios joelhos. No fundo, estava com medo da noite que poderia ter. Hyoyeon já havia apagado, Yoona saiu da cama de Seohyun e deitou-se no colchão ao lado da loira. A maknae apagou a luz do quarto.

— Boa noite, Yoona unnie. – A luz que vinha da janela do quarto refletia no sorriso de Seohyun, fazendo com que Yoona sorrisse também.

— Boa noite, Seohyunie. – Observou a mais nova se deitar e ajeitar o cobertor em torno de si. Olhou para o lado e decidiu tapar Hyoyeon, que já estava roncando.

— Aish,e você reclama tanto da Jessica. – Tentou arrumar Hyoyeon no colchão, sem muito sucesso. A loira estava virada para o lado contrário, de cabeça para baixo. – Se eu chutar a sua cabeça de noite, a culpa é toda sua! – Terminou de ajeitar o cobertor no pescoço de Hyoyeon, de modo que os pés de Yoona ficassem destapados, para que a loira pudesse respirar. – E agora? – Sentou-se no colchão do mesmo modo que estava sentada na cama. Olhou para Seohyun e a respiração da morena já havia relaxado, provavelmente já estava adormecida. – Um anjo. – Sorriu.

Deitou-se no colchão, era inútil lutar contra isso, mais cedo ou mais tarde o sono viria. Encarou o teto do quarto por um bom tempo até fechar os olhos, se concentrando em sua respiração. Remexeu-se na cama várias vezes até se sentar de novo. Passou a mão pelos cabelos e se levantou lentamente para não acordar ninguém. Saiu do quarto de Seohyun e foi até a sala de estar. Não ligou luz alguma, não queria que ninguém a notasse. Também não era preciso, a luz da lua refletia em todas as janelas da casa.

Sentou-se no sofá e massageou suas têmporas. Sentia sua garganta se fechar aos poucos e uma leve ardência nos olhos. Limpou uma lágrima insistente com o polegar, afundando a cabeça entre os braços logo depois. Notou um leve feixe de luz do lado esquerdo da sala, perto das escadas. Ergueu a cabeça rapidamente, recompondo-se para quem quer que fosse.

— Yoona? O que faz aí, minha filha? – A mãe de Seohyun perguntou, ligando a luz na sala logo depois.

— E-eu só vim buscar um copo de água. – Sorriu amarelo. A senhora Seo havia percebido o rosto levemente molhado de Yoona, mas preferiu não lhe dizer nada.

— Teve um pesadelo? – Perguntou enquanto se aproximava da jovem. Yoona não respondeu, apenas desviou o olhar. – Venha, vou lhe servir alguma coisa. – Estendeu a mão para Yoona que a pegou um pouco hesitante. A ahjumma a guiou até a cozinha. – Há esse chá que eu sempre preparava para JooHyun quando ela tinha pesadelos, não se sabe ao certo o que ele faz mas sempre funcionava. – Disse enquanto preparava o chá.

— Funciona de que jeito? – Yoona perguntou, sentando-se em uma cadeira.

— Ele acalma. Pesadelos muitas vezes são causados por algum stress, ou até mesmo algum trauma. – Aproximou-se de Yoona e pegou a mão da mesma. – Eu sempre dizia a JooHyunie que o chá lhe curava aqui – Apontou para a cabeça – para que pudéssemos curar aqui – Colocou a mão no peito, perto do coração.– Sorriu fazendo com que Yoona sorrisse também. – Depois do chá, senhora Seo a guiou novamente até a porta do quarto.

— Gomawo, Sra. Seo. – Yoona ia curvar-se, mas foi surpreendida por um abraço da mãe de Seohyun.

— Boa noite, minha filha. Durma bem. – Beijou a testa da jovem e sorriu mais uma vez, revelando um traço em comum com a filha. Yoona entrou no quarto na ponta dos pés e retornou ao colchão. Hyoyeon a essa altura já havia dominado 90% dele. Ajeitou a loira com cuidado novamente e deitou-se no pequeno espaço que conseguiu. Seus olhos pesavam, eles haviam fechado sem se dar conta disso.

Estremeceu ao escutar um barulho estranho, abriu os olhos e viu seu celular piscando no chão enquanto vibrava. O pegou rapidamente e olhou para o visor.

— Soo? – Falava baixo para não acordar as duas que ainda dormiam.

— Yoongie! – Escutou risos do outro lado da linha.

— Aconteceu alguma coisa?

— Como assim, babo?! Você que me pediu pra eu te ligar quando você chegasse aí.

- Mas Soo, eu cheguei aqui há bastante tempo.

— Ah... É, talvez... Talvez eu tenha demorado um pouco, mas eu liguei! – Yoona riu contidamente. – Tudo bem por aí? Estão dormindo?

- Sim, já acertamos tudo para o trabalho e estávamos dormindo, quer dizer, elas estavam dormindo. – Escutou Sooyoung limpar a garganta.

— Yoong...

- Sim...

— Você tá bem? – Yoona sorriu com a preocupação da mais velha.

— Sim, Soo. Eu vou ficar bem, eu até tô com sono agora.

— Mesmo?

— Mesmo mesmo.

— Tudo bem, Yoongie. Eu vou te deixar dormir, mas se alguma coisa acontecer não hesite em me ligar, ok?

- Ok. – Ficaram em silêncio por alguns segundos. — ... Soo?

— Sim?

— Saranghae.

— Saranghaeyo, alligator. – Yoona riu do apelido repentino e encerrou a ligação. Guardou o aparelho perto do colchão e virou-se para a cama de Seohyun.

A mais nova ainda dormia tranquilamente, com o cobertor mais afastado, cobrindo apenas suas pernas. Yoona se ajoelhou na frente da cama e ajeitou o cobertor, parando para admirar mais um pouco a maknae adormecida. Acariciou o rosto de Seohyun com a ponta dos dedos.

— O que eu estou pensando?! – Sacudiu a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos. Estava hipnotizada pela mais nova e em uma constante luta contra si mesma. Suas ações não correspondiam aos seus pensamentos, quando deu por si já estava há poucos centímetros do rosto de Seohyun.

— Dane-se, ninguém precisa saber. – Selou seus lábios cuidadosamente, não queria acordá-la e ter que se explicar. Fechou os olhos, controlando-se para não aprofundar mais as coisas, e então logo se afastou. O beijo devia ter durado menos de 15 segundos, mas já fora o suficiente para acelerar os batimentos cardíacos de Yoona. Sorriu ao notar que a mais nova continuava dormindo, olhou para trás e constatou que Hyoyeon fazia o mesmo. Engatinhou até seu lado do colchão e fechou os olhos, buscando o sono.

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Sooyoung relaxou em sua cama após a ligação. Olhou para a escrivaninha e bufou em indignação ao vê-la lotada de folhas.

— Malditas partituras. – Murmurou se sentando na cadeira. Trabalhou nas partituras até se cansar, sentindo uma pequena dor nos dedos. – Aish... – Soltou a caneta e fez um pequeno alongamento com sua mão direita, repetiu os movimentos várias vezes até relaxar. Parou por um momento e começou a observar o que já tinha feito: quatro folhas completas. Ouviu um barulho estranho, seus olhos percorreram todo o quarto à procura dele. Esperou mais alguns segundos para que o barulho se repetisse, mas só ouviu o silêncio.

Levantou-se e foi até a cozinha procurando por um copo d’água. Enquanto isso, uma pequena garota de cabelos loiros escalava a escada de incêndio do outro lado da janela do quarto. Por sorte, Sooyoung não trancou as janelas, facilitando a entrada da invasora. Ela empurrou o vidro para cima cuidadosamente, tentando fazer o menor barulho possível. Colocou metade do corpo para dentro do quarto, apoiando as duas mãos no chão. Deslizou suas pernas e sentou-se no chão, com os pés ainda suspensos no parapeito da janela. Parou um pouco para retomar o fôlego e colocou a perna esquerda no chão. No mesmo momento, a janela desceu, acertando o tornozelo da loira. Um grito de dor ecoou pela casa, arrepiando Sooyoung no outro cômodo dos pés à cabeça.

— Kyaaaahh~! – Sooyoung apareceu na porta do quarto com um rolo de massa na mão, preparada para o que quer que fosse. Seu queixo caiu ao ver quem havia invadido sua casa.

— S-Sunny-ah!! O que faz aqui?! – Disse deixando o rolo de lado e se ajoelhando perto da menor, que massageava seu machucado.

— Ah, o-oi, Soo... – A menor sorriu amarelo.

— O que faz aqui tão tarde, babo? – Afastou as mãos de Sunny para que pudesse ver seu tornozelo.

— Yah! Eu venho te visitar e é assim que você me trata? – Fingiu estar magoada, ganhando um leve cutucão da mais alta.

— E por que não entra pela porta da frente como todo mundo?!

— Eu ia, mas o porteiro do seu prédio é tão mal encarado. Ele ia pensar que eu sou uma espécie de trombadinha qualquer e ia me barrar. – Sooyoung riu.

— E o que você fez não foi digno de um, babo?

— Yah!! – Cutucou Sooyoung, provocando mais risos na mesma. – Sem falar que ele iria te dizer quem eu sou pelo interfone.

— E por que você não quer ser anunciada?

— Porque eu queria uma entrada triunfal. – Inflou as bochechas, fazendo Sooyoung apertá-las. – Eu queria ver a sua cara de surpresa, eu não imaginava que fosse estar com um rolo de macarrão, pronta pra me matar. – Rindo, puxou a menor para um abraço apertado.

— De qualquer jeito, não deveria ter feito isso. Essa janela é traiçoeira. – Estendeu a mão para Sunny, mostrando pequenos machucados nos dedos.

— Mas na minha cabeça parecia uma ótima ideia...

— Há quanto tempo estava planejando isso?

— Desde sexta-feira, eu sentia sua falta então pensei “Eu deveria pular a janela do quarto dela, é eu deveria fazer isso.” E foi assim. – Ambas riram dos planos da menor.

— Ok, mas e isso aí? – Apontou para o tornozelo de Sunny. – Consegue andar?

— Pfft! Isso não é nada. – Tentou ficar de pé e cambaleou, sendo segurada por Sooyoung, gemendo de dor. – Aish... Tá, talvez não agora... Mas amanhã eu consigo.

— Babo, não seja tão durona, está machucada e é visível.

— Nada que uma mulet... – Sooyoung a pegou no colo repentinamente – a... Não resolva.

— Quem precisa de muletas quando se tem uma namorada? – Riu com um sorriso convencido no rosto.

— Namorada? Eu tenho uma? Onde? – Olhou para os lados fingindo procurar, Sooyoung afrouxou os braços fazendo com que a menor se agarrasse ao seu pescoço – Kyaaahh... – A mais alta riu. Aproximou-se da cama, deitando Sunny nela.

— Pronto, você pode ficar aqui.

— Pra sempre? – Disse enquanto se espalhava pela cama, espreguiçando-se. Sooyoung nunca pensou que pudesse vir a gostar de aegyo algum dia.

— Sim, vou te prender aqui pra sempre. – Riu e selou seus lábios aos da menor, em um selinho rápido. Com o contato repentino, Sunny a puxou pela blusa, querendo aprofundar as coisas. Sua língua pediu passagem, às pressas, logo concedida. Ambas deixaram escapar um pequeno gemido quando suas línguas se encontraram. Sooyoung acariciava os cabelos curtos da menor enquanto a última a puxava pela cintura, aproximando seus corpos. Sunny deslizava seus dedos gentilmente pelas costas de Sooyoung, causando leves arrepios na mesma. A mais alta rompeu o beijo, lembrando-se do machucado da namorada. – É... Eu já volto. Vou cuidar disso. – Apontou para o tornozelo e se retirou do quarto, rindo do beicinho de Sunny.

Sooyoung voltou depois de alguns minutos, com um saco de gelo, e um copo de água.

— Aqui. – Ofereceu um comprimido para a menor junto com a água.

— O que é isso? – Tomou o remédio antes da explicação.

— Um analgésico. – Sorriu. – Dói aqui? – Pressionou o tornozelo com o dedo indicador.

— Kyaaah! – Mordeu o lábio inferior, tentando aliviar a dor. Sooyoung apenas riu e colocou o saco de gelo sobre o machucado.

— Eu falei, a janela é tão traiçoeira que torceu seu tornozelo. – Disse com uma carinha triste.

— Ah, pelo menos tem um lado bom. – A mais alta arqueou as sobrancelhas.

— Que lado bom?

— Agora você vai ter que cuidar de mim pra sempre. – Mostrou a língua para Sooyoung, provocando risos na mesma.

— Eu faria isso de qualquer jeito mesmo, oras. – Sunny franziu a testa.

— E por quê? – Perguntou, estreitando os olhos.

— Porque você é minha anã, e quando gigantes encontram anões nós devemos cuidar deles. – Mostrou a língua de volta para Sunny.

— Yah! Então só faz isso como uma obrigação? – Cruzou os braços fingindo estar irritada.

— Não exatamente, é mais como se fosse o destino mesmo... – Disse calmamente fazendo-a corar um pouco.

Sooyoung’s POV

Babo. Por que consegue ficar ainda mais fofa corada? Olhei para o saco de gelo e fiz movimentos lentos em volta do inchaço. Coitadinha, devia estar doendo bastante. Afastei o saco de gelo e o coloquei na mesinha ao lado da cama, perto do copo d’água. Me aproximei um pouco mais dela, que apenas me observava com um olhar sereno e um sorrisinho no rosto. Parecia um pouco cansada. Passei as mãos por seus cabelos rapidamente, bagunçando-os. Ela riu e sacudiu a cabeça, fazendo com que todas as mechas voltassem ao seu lugar.

— Lhe invejo. – Continuei brincando com seu cabelo.

— Por quê?

— Por isso. – Sacudi a cabeça do mesmo modo que ela, emaranhando meu cabelo por todo o meu rosto. Escutei sua risada.

— Ficaria meiga com cabelo curto. – Ela disse enquanto ajeitava meu cabelo.

— E eu fico! – Disse apontando pro meu mural na parede. Ela ergueu a cabeça e estreitou os olhos.

— Oh... É você? – Eu assenti com a cabeça. – Kyeoptaa!! ~– Apertou minhas bochechas.

— Eu sempre tive esse corte quando era mais nova... Sinto falta disso.

— Do corte ou de ser mais nova?

— Acho que os dois.

— Eu acho que é do corte, porque você continua uma criança! – Disse rindo enquanto eu a ameaçava com cócegas. – Yaaah!! E-eu quis... Eu quis dizer p-porque você continua... Com a m-mesma cara. – Eu apenas ria enquanto ela se debatia. Eram leves cócegas, não queria que ela fizesse muito esforço por causa do tornozelo, então logo parei. A observei ofegante, mas com um sorriso vitorioso no rosto. Me aproximei aos poucos, colando nossas testas.

— Já é bem tarde... – Rocei nossos narizes.

— Quer que eu vá pra casa? – Pff, que ideia.

— Não, pode dormir aqui. Você não sai mais de perto de mim, pelo menos não enquanto estiver machucada.

— É só um tornozelo, não é uma grande co... – Lhe dei um beijo, calando-a. Senti um pequeno suspiro entre meus lábios. – Vai me deixar mal acostumada, babo. E quando eu melhorar, como vai ser?

— Eu não lhe disse que cuidaria de você pra sempre? Creio que isso ainda está de pé. – Ela sorriu me fazendo sorrir de volta. Me desvencilhei de seus braços e apaguei as luzes do quarto. Voltei pra cama, me aconchegando ao seu lado e a abraçando por trás, envolvendo sua cintura confortavelmente.

— Eu me sinto um ursinho de pelúcia desse jeito. – Ri baixo. Não deixava de ser verdade.

POV off

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Jessica bufou. Estava na escola de Krystal, sentada em um dos bancos do corredor, perto da secretaria. O diretor havia ligado mais tarde e pediu para Jessica, como responsável pela irmã, viesse se encontrar com ele.

— O que aquela peste deve ter feito? – Murmurava sozinha. Pouco tempo depois, Sooyoung voltou do banheiro e sentou-se ao seu lado.

— Essa escola é ótima! Tem papel higiênico nos banheiros. – Disse tentando animar a loira. Jessica apenas a encarou com a mesma expressão vazia. – Aigoo... Não precisa ficar desse jeito só porque não queria estar aqui. Eu também não queria, oras.

— Mas veio me acompanhar porque é uma ótima amiga e sabe que eu odeio ficar sozinha. – Sorriu pela primeira vez enquanto apoiava a cabeça no ombro da mais alta.

— Só espero que não demore muito.

— Por quê? Não se preocupe, sua Teddy Bear não vai fugir. – Riu quando Sooyoung revirou os olhos.

— Com licença, Srta. Jung? – Um senhor apareceu na porta de entrada.

— Sim? – Jessica respondeu sem muito ânimo, ainda apoiada à Sooyoung.

— Já pode entrar, Srta. – O senhor curvou-se e entrou na sala do diretor. Jessica levantou-se lentamente, até mais do que o normal, enquanto Sooyoung já estava de pé.

— Quantos anos tem, Sica? 70? – A mais alta riu do olhar gélido que recebeu como resposta. Seguiram até a sala do diretor, que parecia ser o mesmo homem que as chamou.

— Podem se sentar, eu só tenho que chamar o professor. – Ele disse enquanto se retirava da sala.

— Yah, quem a Krystal matou? – A loira jogou os braços no ar.

— Eu acho que vou ligar pra Sunny...

— Aish, ligue de uma vez, superprotetora. – A mais alta mostrou-lhe a língua como resposta, Jessica apenas repetiu o gesto. Sooyoung saiu da sala discando em seu celular, deixando a loira sozinha.

Jessica observou a sala. Uma grande mesa, aparentemente do diretor, com duas cadeiras à sua frente. A loira estreitou os olhos para a cadeira de madeira. Olhou em volta e se aproximou da cadeira da esquerda, sentando-se lentamente.

— Kyaah... – Levantou-se rapidamente, se arrependendo da ideia. Olhou para a direita e viu um pequeno sofá de dois lugares com algumas almofadas. Pegou uma delas e voltou para a cadeira. Sentou-se novamente, agora sobre a almofada. – Ah, bem melhor... – Suspirou.

— Ela disse que está tudo bem. – Sooyoung apareceu na porta.

— Lógico que está, não faz nem uma hora desde que você saiu de lá. – Jessica encarava os objetos da mesa do diretor, entediada.

— Hey, pra quê isso? – A mais perguntou apontando para almofada, enquanto sentava ao lado de Jessica.

— Longa história.

— É... Sica... – Coçou a nuca sem jeito. – Se você me dissesse que estava vazando antes eu poderia te ajudar. – Disse apontando para a bolsa.

— YAH! Eu não estou vazando, babo! – Cruzou os braços e franziu a testa, antes que Sooyoung respondesse a porta da sala é aberta novamente.

— Choi Sooyoung, o que faz aqui?! – A mais se virou e logo levantou-se para abraçar o até então desconhecido para Jessica.

— CHULLIE! – O mais velho a girou enquanto a abraçava. – Eu que pergunto o que você faz aqui.

— Eu não disse que estava dando aula, esquecida? – A colocou no chão novamente.

— Você é o professor da Krystal? – Jessica perguntou, encarando os dois com as sobrancelhas arqueadas.

— Sim, sim. Kim Heechul, senhorita. – Disse enquanto se curvava. – Então essa é a sua namorada loirinha que a Yoong me disse? – Sooyoung corou, Jessica mordeu o lábio contendo uma risada.

— N-não... Essa é a Jessica, minha amiga. – Heechul encarou a loira por alguns segundos e então abriu a boca em um perfeito “o”.

— Omona, Jessica Jung?! – Perguntou encarando as duas. Jessica apenas assentiu com a cabeça. – Meu deus, continua lindíssima! Viu só? Parece que aquela nossa macumba não funcionou. – Disse relembrando os tempos do colegial, Jessica apenas riu. Sooyoung continuava corada. – É um prazer revê-la, Jessica-ssi.

— Eu digo o mesmo. – A porta da sala se abriu revelando Krystal acompanhada do diretor. – Ah, você... – Jessica estreitou os olhos para a menor.

— Oi, Jessie... – Coçou a nuca nervosamente.

— Enfim, o que ela fez? – Jessica se virou para o diretor sentado à mesa.

— Nada de mais, ao meu ver. – Disse Heechul enquanto observava suas unhas.

— Senhor Kim, por favor. – O diretor pediu, Heechul apenas revirou os olhos. – Bom, senhorita Jung, a sua irmã cometeu um ato de agressão contra uma colega. – Jessica riu.

— Aquelas piadinhas com a Luna não são agressões, pelo amor de Deus. Deixem as meninas se divertirem. – A loira disse convicta.

— Que piadinhas? – O diretor ergueu uma sobrancelha.

— Não são as piadinhas? – Jessica olhou para Krystal que apenas se encolheu no sofá. – Tá, então o que é?

— Ela bateu em uma colega. – Jessica assentiu, despreocupada.

— E o que a “colega” fez? – Disse fazendo aspas com os dedos.

— Bom, gostaria de explicar, SooJung?

— Eu posso explicar? – Heechul se pronunciou.

— Senhor Kim, eu gostaria de ouvir as palavras de SooJung...

— Ah... Então eu posso ir embora? Você já sabe o que eu penso sobre tudo isso mesmo, estou perdendo o horário do meu café. – O diretor massageou as têmporas. Sooyoung ria contidamente da atitude de seu velho amigo.

— Ok, Senhor Kim. Pode dizer.

— Obrigado. Bom, seguinte: Essa menina da outra turma, a... Qual é o nome dela mesmo? – Perguntou olhando para Krystal.

— Jiyeon.

— Ah, sim. A Jiyeon estava perturbando uma das amigas da Krystal na porta do banheiro, dizendo que ela não devia usar o mesmo banheiro que as outras. – Jessica e Sooyoung se entreolharam, já sabendo de quem se tratava. – E aí, Krys, como uma boa garota de atitude que não leva desaforo pra casa, foi lá e deu uma lição na menina. – Krystal riu contidamente no sofá. – Pronto, acabou. É só isso. Não é mais simples fazer as duas assinarem no caderninho e irem embora, sem ter que chamar até o papa pra discutir uma coisa dessas? – Finalizou, pondo as mãos na cintura.

— Bom, já sei de tudo. Eu preciso fazer mais alguma coisa? – Jessica virou-se para o diretor.

— É, bom... – Coçou a nuca, sentindo-se intimidado pelo olhar gélido de Jessica... – Nós esperamos que vocês possam conversar sobre isso e garantir que isso não se repita.

— A menina quebrou alguma coisa? – Jessica perguntou para Krystal.

— Sim...

— O quê?

— O nariz. – Jessica sorriu.

— Punho? – Krystal negou com a cabeça.

— Parede.

— Essa é minha garota. – As duas irmãs sorriram, deixando o diretor perplexo. – Bom, já que está tudo resolvido eu vou indo agora. Foi bom te ver de novo, Heechul. – Jessica disse, se retirando da sala com Krystal e Sooyoung em seu encalço.

— Eu digo o mesmo, Princess. – Heechul beijou a mão da loira e acenou para Krystal. – E você, não seja uma shikshin antipática e me apresente a sua loira arrasante qualquer dia desses. – Disse dando um forte abraço na mais alta.

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— Então, o que acha? – Jiyoung perguntou, ansiosa.

— Bom... – O mais velho coçou a nuca. – Pelo pouco conhecimento de japonês que eu tenho, diria que é uma letra bem intensa. – Sorriu contagiando a menor. – Pretende cantá-la no festival?

— É... Eu não estava pensando nisso. – Encarou o chão por um tempo.

— Então estava pensando em quê?

— Shin... Você já se apaixonou? – Jungshin se engasgou com a pergunta repentina.

— C-como assim, Jiyoung-ah?

— Se apaixonar... Por alguém que não esteja apaixonado por você. – Se aproximou do mais velho, sentando-se ao seu lado.

— É... Na verdade, acho que todos já se sentiram assim. Então eu diria que sim.

— E o que você faria pra dizer pra essa pessoa que você quer que ela siga em frente? – Jungshin franziu a testa.

— Como assim?

— É que... Pra que você não sofra tanto, você aceita que essa pessoa não te quer. Qual seria o melhor jeito pra falar isso?

— Você escreveu essa música pra alguém, Jiyoung-ah? – A menor assentiu. – E você tem certeza dos seus sentimentos?

— Não exatamente...

— Então ainda ama esse alguém? – Jiyoung mordeu o lábio inferior.

— Sim, mas sei que posso parar de amar. E é melhor assim. – Sorriu de canto, parecia convicta.

— Você é realmente madura pra sua idade, Jing. – Jungshin sorriu, um pouco surpreso. Puxou a mais nova para um abraço.

— Obrigada por tudo, Shin. – Beijou a bochecha do rapaz e pegou suas coisas.

— De nada... – Murmurou observando Jiyoung sair da sala de música.

Notas finais
Eu tô amando fazer capítulos mega enormes, sério... Acho que daqui em diante sempre vou escrever assim HUAIHSUAHHAKLSÇL
Ah, e pra quem ainda não acompanha no Asian, dê uma passadinha lá nesse cap, preciso de uma opiniãozinha básica e.e