Chat errado, e agora?
4 Tema 4
Notas iniciais
As férias de verão de Karin estavam boas; saiu algumas vezes com suas amigas e aproveitou algum tempo com a família. Só teria sido melhor se Suigetsu estivesse em Konoha, mas ele e o irmão tiveram que passar as duas primeiras semanas em Kiri, revendo os pais. Quando finalmente voltou, ficou apenas um ou dois dias antes de ir à praia com os garotos da faculdade.
Karin já tinha desistido de se repreender por sentir falta dele à neste ponto. Não podia evitar estranhar o silêncio que dificilmente permaneceria se Suigetsu estivesse ao lado dela. As coisas pareciam chatas demais sem ele a irritando constantemente. E ainda havia aqueles quase beijos. Malditos fossem Ino e Kiba.
No começo, queria socar a si mesma cada vez que pensava no garoto; ele era idiota, preguiçoso e irritante. Mas era a única pessoa daquela sala que a aturava e provocava vontade de rir, mesmo quando ela escondia isso. Tudo começou com uma mensagem mal enviada e agora ela estava se apaixonando cada vez mais pelo cabeça de sardinha.
A noite de verão estava quente e completamente entediante; não tinha marcado nada com as meninas — que também não pareciam interessadas em fazer algo. Naruto estava viajando com os amigos e seus tios viajavam a negócios. Sozinha em casa e completamente sem companhia.
Pegou o celular e pensou em mandar mensagem para Suigetsu, perguntando quando ele voltaria à cidade. No entanto, era orgulhosa demais para parecer uma louca perseguidora que o cobrava sem nunca nem ter encostado a boca na dele. Não é como se estivesse com medo de ele ter conhecido alguma garota e simplesmente se esquecido dela.
Largou o celular, afastando esse pensamento idiota. E daí que ele pode ter pegado alguém durante as viagens? Não era problema dela.
As paranoias pararam pela metade quando ouviu a campainha tocar. Já não era muito cedo e não estava esperando ninguém, quem poderia ser?
Karin teve uma grande surpresa ao ver Suigetsu na porta, mas o susto estava mais relacionado ao seu estado do que à sua presença; o Hozuki tinha sangue nas roupas e no rosto, feridas por todos os lados, algumas claramente ainda estavam abertas.
— O QUE DIABOS VOCÊ FEZ?
Antes que ele pudesse responder, a garota o puxou para dentro, levando-o até o banheiro. Deixou um rastro de sangue pelo caminho, mas poderia cuidar disso depois. A prioridade era Suigetsu. Enquanto ele tirava a camisa, Karin tratou de pegar gelo e curativos para cuidar dele.
— Chegamos em Konoha há pouco tempo. AI! — exclamou quando Karin limpava o sangue de um corte aberto — Resolvemos beber na casa do Kiba e, no fim, nós dois acabamos brigando no meio da rua. Aquele cachorro me paga!
— SEU IRRESPONSÁVEL! — gritou, deixando a preocupação transparecer na voz. — Por que?
— Por que ele falou de você…
— Seu idiota… — disse de forma mais branda. — Da próxima vez eu mesma acabo com você!
E então abraçou Suigetsu.
— Você vai ficar banhada em sangue, Karinzinha.
— Vou.
E em amor também.
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