Chasing The Sun

30 Wouldn't Change A Thing.


Notas iniciais
ooooooooi

Wouldn’t Change A Thing

Annabeth ofegou, assustada. Não conseguiu respirar, tentou se debater, mas algo muito forte a prendia contra a cama e os lençóis macios de seda brancos. Mexeu os dedos suavemente e descobriu os fios negros, então suspirou aliviada. Percy estava com o rosto deitado entre seus seios cobertos pelo pano fino que lhe fazia cócegas, as mãos grandes apertavam sua cintura e seus pés pulavam para fora da cama, a loira deu uma risadinha.

Percy parecia um bebê com a respiração calma, o rosto achatado e os cabelos apontando para todos os lugares. Annabeth acariciou os fios e ele se remexeu, não abriu os olhos e virou o rosto, sorriu mais uma vez.

A loira olhou para fora do quarto, os raios solares preenchiam grande parte do quarto acariciando sua pele um pouco bronzeada, ela estava agradecida por isso, nos dois dias que estavam lá, conseguiu pegar um bronzeado fraco, ainda sim se sentia muito orgulhosa por ter deixado sua pele em um tom dourado, as bochechas continuavam rosadas, de qualquer jeito. Annabeth levantou todos os fios e fez um coque no topo da cabeça, aconchegando-se mais ao calor que o corpo de Percy transmitia, ainda estava nu e seu traseiro reluzia lindamente.

– Percy. – ela sussurrou baixinho, acariciando seus ombros – Percy... São cinco da manhã, tenho que ir.

Ele resmungou alguns xingamentos, antes de dar-lhe a visão dos lindos olhos verdes cansados e sonolentos.

– Quando é que vamos parar de nos esconder de todo mundo? – disse contra sua barriga, em poucos segundos ele ficou de joelhos entre suas pernas

Annabeth ignorou o comentário e se sentou com as costas, coxas e os pés doloridos.

– Tá tudo doendo. – reclamou

Percy deu de ombros e se jogou na cama quando ela saiu, enroscando-se nos lençóis e fechando os olhos. Annabeth disse um “grosso” antes ir procurando as roupas. Uma parte de sua mente gritava que ele estava assim por causa das perguntas e respostas de ontem, no entanto ela obrigou essa parte de sua mente morrer por enquanto.

Por fim, se olhou no espelho e o que refletia era uma mulher em um estado deplorável com o rosto amassado, maquiagem borrada e roupa no pior estado possível. Segurou os sneakers nas mãos, arrepiando-se com o chão frio de madeira muito gelado.

– Ei. – ouviu a voz rouca e abafada – Vem cá.

Annabeth se virou e revirou os olhos.

– Não sou sua empregada.

– Por favor. – ele fez um beicinho

De novo, ela revirou os olhos e se apoiou sobre os calcanhares, admirando os olhos semi-abertos.

– Me dá um beijo. – pediu

A loira riu um pouquinho quando ele fez um biquinho exagerado, segurou seu pescoço e roçou seus lábios levemente, Percy segurou seus cabelos um pouco acima da nuca puxando-a com mais força para seus lábios e se ajeitando na cama para que pudesse aproveitar mais dela.

– Eu tenho que ir. – sussurrou contra a boca vermelha dele

– Não vá. Eu imploro.

– Não. – ela empurrou seu peito e o admirou mais uma vez – Vamos nos ver do café da manhã.

– Mas eu não vou poder te ter no café da manhã.

– Eu... Acho que vou sair com o Luke, para pescar, eu acho. – ela deu de ombros, já de costas – De qualquer jeito, se quiser alguma coisa eu te espero no meu chalé.

Percy bufou, ia falar alguma coisa, entretanto antes que conseguisse tirar algum som de sua boca, a porta tinha sido fechada. Estava irritado, zangado, frustrado e agora ela tinha lhe virado as costas. Nada poderia ficar melhor. Fechou os olhos e sonhou em como suas costas podem ser bem sexy.


Annabeth amarrou os cadarços de seu tênis lilás e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo folgado. Andou devagar até o píer e vislumbrou a bela visão da água cristalina do rio que corria ali, suspirou e começou a correr.

Muitas imagens vinham à sua cabeça. Seu vestido de casamento escondido em algum lugar do closet e começava a se perguntar de novo porquê tinha se casado com Luke. O dia em que conheceu Percy... Mal conhecera e ele fez uma noite de jantar de negócios se transformar em orgasmos, suspirou.

Em seguida veio em todos os dias em que ele a deitara em algum lugar e começaram a fazer sexo, a trocar carícias, vinhos e... Suas emoções estavam todas misturadas de novo. No começo, era só diversão, só para sair da rotina do casamento, mas... Nunca pensou em algo tão grande quanto isso. Luke indo na casa dele brigar por ela. O estranho jeito que Percy agira dizendo que tinha um segredo... Sua mente trabalhava severamente naquilo, tinha uma resposta e ela ia descobri-la de algum jeito.

Bufou pela milésima vez e caiu no chão por causa de algum impacto lhe causado.

– Merda. – ela acariciou as costas e ergueu os olhos

– Oh, meu Deus... Desculpa, Annie. – Nico pediu, abaixando os fones de ouvido preto

Ele usava uma camisa regata sem manga que estava completamente suada, uma calça de moletom e tênis de corrida, Annabeth se encolheu quando ele lhe ajudou a levantar.

– Sem problemas. Só foi uma quedinha...

– Foi uma queda bem feia. – Nico riu ao lado dela

– Tudo bem, — ela abanou a mão indiferente – não está doendo.

– Qualquer coisa. E então... caminhando?

– Sim. Eu ainda estou ligada ao estresse de Nova York.

– Nós saímos dele, mas ele não sai da gente.

– Totalmente.

– Vamos pro café? – Nico olhou seu relógio de pulso platinado – Começou há quinze minutos.

Annabeth encolheu os ombros, talvez intimidada pela presença dele, mas sorriu de leve e concordou.

– E como vai o casamento?

Nico estava com os braços cruzados sobre o peito e andava de modo tranqüilo, sua voz era calma e aveludada, os olhos negros lhe passavam confiança, embora soubesse que aquilo era tão normal entre advogados, neste momento, ela não se importava, entretanto.

– Bem... – ela contorceu as mãos no bolso de seu casaco cinza puxando algumas linhas soltas – creio que vai bem.

– Às vezes, é bom perceber que tem mais de um casal no Olimpo.

Mais um flash veio na cabeça de Annabeth. Nico sabia. Ela arfou e tossiu, tentando disfarçar. Corou violentamente e tropeçou em uma pedra pequena, Nico segurou seu braço antes que seu rosto tivesse um lindo encontro com as pedras naturais à beira do rio, pensou que essa maneira seria bem menos vergonhosa do que falar sobre seu casamento com um homem que sabia de toda a traição.

– Você não está nervosa, está?

– Eu? Não. – deu de ombros, mais uma vez – Por que eu estaria?

– Não sei. – Nico bagunçou os cabelos com os dedos quando já conseguiam avistar o refeitório do resort

Era uma estrutura grande e rústica, de certo modo luxuosa. Mesas de tamanho médio preenchiam o local, não tinha paredes e eram sustentadas por grandes pedaços de madeira que se erguiam impotentes, palha seca era distribuída de um jeito harmoniosa por cima deles, uma mesa que preenchia quase todo o lado oposto mostrava grande variação de comida. Annabeth não sabia se era uma alucinação, mas conseguia sentir o cheiro de rabanadas flutuando até ela.

– Pela escada? – Nico apontou com o queixo para escada também feita de madeira, ao seu topo, a grama verde e bem aparada dava um acesso de pedras grandes e brancas para o refeitório

Annabeth assentiu.

– Talvez eu saiba porque você está tão nervosa. – ele sussurrou quando subiam a escada de modo lento – Eu não te culpo, nem te julgo. Sei o quanto meu primo pode ser persistente e persuasivo.

– Talvez eu devesse falar que não estou entendendo nada do que você está dizendo.

Ele riu.

– Isso me faria tentar saber qual é o seu caráter, na verdade.

– E você está tentando montá-lo?

O segundo sorriso foi sombrio, quase aterrorizante, mas Annabeth continuou fitando-o enquanto subia as escadas.

– Vamos dizer que faço isso nas horas vagas.

– Interessante.

– Você sabe. Percy e Thalia é praticamente a única família que eu tenho e perder ele, não é fácil.

– Você quer dizer perder ele para uma mulher que já tem marido ou...

– Não estou dizendo nada. – ele ergueu as mãos em tom de defesa – Podemos continuar isso depois. – seu tom de voz agora era decidido, dizendo “acabou”

– Foi bom conversar com você. – Annabeth resmungou, sarcástica

– Muito bom. – ele concordou e virou na direção oposta quando alcançaram o refeitório

Annabeth deixou o ar escapar de seus pulmões e nem percebeu que estava prendendo, abriu o zíper de seu casaco, que agora parecia muito abafado e se esgueirou na mesa onde Luke, Beckendorf e Silena estavam.

– Você não parece muito bem. – Silena comentou brincando com o cookie em uma das mãos

– Nem você. – ela disse

E não parecia mesmo. Silena estava pálida com os olhos fundos e os cachos ruivos presos em um rabo de cavalo, usava um suéter rosa claro com gola alta, os olhos verdes não pareciam tão animados.

– Estou enjoada desde que acordei. – ela mordeu um pequeno pedaço do cookie de chocolate – Não vai comer?

– Depois disso... – murmurou – Creio que não.

– Que tal comermos no seu chalé? Charlie esta se hospedando no meu por tempo indeterminado.

Annabeth sorriu e chutou sua canela de leve por baixo da mesa, Silena riu com a brincadeira e segurou seu copo de iogurte de morango em uma das mãos acompanhando sua amiga até a mesa repleta de comidas.

A loira escolheu as rabanadas, pão integral, queijo, requeijão, iogurte grego com aveia e um copo de laranja.

– Pode levar para o quarto 401? – pediu para um garçom que passeava deliberadamente por ali

– Sim, senhora.

Então, começaram a andar até seu chalé. Era o quarto em uma fila horizontal. Annabeth abriu a porta e deixou Silena passar na sua frente que se sentou na cama arrumada, o cheiro de lavanda preenchia o ar.

– Eu vou tomar um banho, quer pedir mais alguma coisa?

– Acho que sim. – Silena engatinhou até o telefone ao lado da cabeceira da cama

– Ótimo.

Annabeth entrou no banheiro, deixando todas as roupas no chão e chutando para o lado. A água da banheira estava ficando quentinha, ela deleitou-se com as espumas que estavam fazendo, o cheiro era gratificante e seu corpo pareceu relaxar com a água, o cheiro, as bolhas. A loira prendeu os fios em um coque frouxo e começou a passar a bucha por toda a parte de seu corpo.

Sentia-se mais relaxada, leve e limpa quando saiu do banheiro vestindo uma saia rasgada, sandálias de dedo e uma blusa azul claro, com os cabelos ainda presos em um coque.

Silena devorava um sanduíche com mais salada que tudo, bebericando o suco de morango que estava ao seu lado.

No carrinho prateado tudo que Annabeth pedira estava ali, mas com quantidades maiores, sentou-se ao lado de sua amiga e misturou a aveia com o iogurte grego, despejando o suco em um copo.

– Você está faminta, né? – Annabeth sorriu ao ver a ruiva beber o segundo copo desde que estava ali.

– É... Então, eu tenho que te mostrar uma coisa... E ah, eu sou uma covarde, Annie.

– O que foi? – perguntou, enfiando uma colher em sua boca

– Eu estou enjoando, estou engordando, e meus enjôos são freqüentes. Não consigo dormir a noite, é horrível.

– Você não está com alguma virose? Às vezes, seu corpo pode não ter se acostumado ao clima daqui, você quase nunca sai de Nova York.

– Não. Annabeth, você não é muito rápida, nem muito esperta.

A loira riu, colocando mais aveia em seu iogurte.

– Não sei o que você está falando.

– Annie... Olha. – Silena arrancou de dentro de seu short duas caixinhas pequenas

Marcas diferentes. Uma era rosa e outra, verde. No topo tinha escrito “teste de gravidez” com letras da mesma cor da marca. Elas pareciam pular e sair andando por todo o quarto.

Annabeth arfou e esticou os dedos, medrosas.

– Isso é de verdade?

– Você está agindo, como eu.

– Você já fez?

Silena negou com a cabeça.

– Hm... – Annabeth estava apavorada. Gravidez? – É melhor você fazer.

– É, certo. Eu estou com medo.

Annabeth deixou a tigela ao lado de seu copo e segurou Silena pelo cotovelo.

– Bem, eu acho que você deve superar e hm, ir fazer.

A visão que Annabeth teve ao ver Silena entrar no banheiro era apavorante e assustadora, tentou mandar um sorriso, mas deve ter saído como uma careta ridículo e tão medrosa quanto a dela.

We're Venus and Mars, we're like different stars, but you are the harmony to every song I sing and I wouldn't change a thing...

Notas finais
Sim, eu fiz essa maratona porque começou minhas provas ): Então, talvez eu demore mais tempo que o normal para postar e tal então já viu, provavelmente essas maratonas terão em dias aleatórios, e na maioria vezes no domingo ou na sexta. Para que essa maratona continuem, vocês deveriam ajudar, né )-:

Agradeço reviews e recomendações, principalmente a segunda e tal.

Beijocas pra vocês, seus lindos.