Chasing The Sun

9 Straight Through My Heart.


Notas iniciais
boa tarde!!!! ei, se lembrem de ler as notas finais porque eu tenho uma pergunta, lálálá ÇLSKAKSLÇA ok, LEIAM AS NOTAS FINAIS, NÃO SE ESQUEÇAM OK

Straight Through My Heart


O moreno apertou as mãos no volante e respirou várias vezes seguidas. Suspirou e destravou as portas do carro quando viu a cabeleira loira voando atrás de uma mulher perfeitamente linda, pernas torneadas cobertas por um legging preto, uma blusa de ombro caído com uma frase qualquer cobria até sua bunda. Percy a viu entrar no carro tirando os óculos de sol e suspirando.


– Como foi sua conversa com a Thalia?

A pergunta estava entalada em sua garganta desde que viu Annabeth sair confusa da sala de sua prima. Não sabia o que ela havia falado, contudo sabia que mexera com ela de uma forma inexplicável.

– Oi pra você também. E não foi nada demais.

– Foi sobre nós? Eu juro que não falei nada para ela, mesmo assim... Droga, eu deveria saber que Thalia é muito boa em descobrir coisas, eu não quero que você se meta em alguma roubada por minha causa...

– Não. – ela suspirou, gaguejando – Não foi isso. Foi uma besteira sobre Silena, aliás ela nos chamou para jantar na casa dela no sábado.

Percy arqueou as duas sobrancelhas.

– Sério? E você vai?

Annabeth sorriu.

– Bom, acho que tenho algo melhor programado. Posso colocar Luke no meu lugar.

– Isso é bom. – concordou

Mesmo depois de tudo que havia falado, a conversa com Thalia ainda mexia com ela, suas palavras diretas, frias e duras não saiam de sua mente. Você sabe o que eu quero dizer, você me entende, eu sei disso.

– Então, o que quer fazer hoje? – ela perguntou enquanto seu telefone tocava uma música clássica

– Sério que seu toque é esse? – Percy fez uma careta, enojado

– Cale a boca. – e atendeu o celular – Oi, mãe... Agora? Eu acabei de sair do pilates, acho que não vou dar certo, eu estou compromissada... Eu sei que você quer quNão, mãe, não dá! Mãe... – resmungou – Menos de cinco minutos! Não, o Luke não pode ir, sinto muito.

Desligou o celular e bufou.

– Antes de você me dizer o que tem que falar... – Percy começou, batucando no volante – Meu pai vai dar um jantar com a noiva dele hoje, sobre o noivado e blábláblá e é tipo... Agora.

Annabeth se virou para ele, e arqueou a sobrancelha, confusa.

– Minha mãe acabou de falar isso. Hm, estranho. Primeiro, vamos ao jantar de minha mãe e depois vamos para o jantar de seu pai. Fim.

Percy deu de ombros e ligou o carro seguindo as instruções de sua acompanhante que por incrível que pareça, eram as mesmas coordenadas. Finalmente, chegaram a uma casa grande em uma rua calma no leste de Nova York, Annabeth fez um rabo de cavalo com os dedos rapidamente e saiu do carro. A casa tinha uma cor de marfim, de dois andares com detalhes amarelos e um jardim bem cuidado cheio de margaridas e algumas roseiras, a porta de entrada era rodeada delas com dois degraus antes de chegarem à porta. Poucas pessoas estavam na casa que mais parecia uma mansão, os sofás foram afastados e uma grande mesa de vidro se erguia do piso amarelado. Percy reconheceu alguns rostos. Deméter, Hermes, Hades, claro, Afrodite, e por incrível que pareça, Zeus. O que ele estava fazendo ali? E Hermes não era pai de Luke? Ui, sua vida tinha começado de acabar. Ele viu Annabeth engolir em seco e mexer nas chaves de seu apartamento em suas mãos, nervosa. Mordeu os lábios e procurou a mãe com os olhos tempestuosos.

– Sabe, aqui é a casa do meu pai. – Percy a cutucou nas costelas

– Sério? E minha mãe está aqui? Tem alguma coisa errada nisso. – ela colocou as mãos nos quadris e apontou com a cabeça para o fim da sala – Ela está ali, vem comigo e não fala com ninguém. – ordenou

Percy não sabia que ela já tinha todo aquele poder sobre ele, mas fez o que ela pediu, seguindo-a nos meios das pessoas e da música de piano alta. Passou pela mesa e roubou alguns M&M’s, outras guloseimas e alguns salgadinhos até chegarem ao lado da escada de madeira. Ela tinha uma abertura embaixo e uma porta da mesma cor de tabaco.

Uma mulher um pouco mais alta que Annabeth estava em cima de saltos brancos carregando uma taça de champanhe, seus cabelos eram tão dourados quanto o de sua amante, contudo em um tom mais pálido o que diferenciava sua idade, tinha um sorriso grande no rosto e Percy simpatizou com ela e com os seus olhos tempestuosos, mais azuis do que o de Annabeth, usava um vestido branco justo e com um decote favorável, ela tinha sardinhas no busto e Percy lembrou-se de sua promessa na escada, suspirou, lembrando que talvez não pudesse cumpri-la hoje. A mulher jogou os cabelos pelos os ombros e deu um sorriso, sua mão estava entrelaçada com a mão de um homem...

Oh, não... Não, não. Meu pai, ele gritou em sua mente. E riu em seguida, apenas em sua mente.

– Ok, nós não somos crianças e agora vocês podem começar a se explicar. – Percy avisou, afastando-se três passos – isso é nojento! É...

– Ridículo! Como vocês não nos avisaram antes? Poderíamos vir mais arrumados e menos surpresos e...

– Enojados! Estamos enojados com o que estamos vendo. – terminou Percy, acusando-os

Poseidon riu e bebeu um pouco de champanhe.

– Está vendo, Darling, eu disse que ia ser engraçado. – apontou para os dois com a taça

Atena soltou um risinho.

– Eu não estou vendo isso. Pelo o amor de Deus. – o choque na voz de Annabeth era engraçado para os três que estavam ali

– Então, você finalmente largou o Luke e arranjou alguém melhor?

A vermelhidão absorveu as bochechas de Annabeth, no entanto Percy não pôde deixar de sorrir.

– Escolheu bem, hein, filhão. – Poseidon bateu no ombro de seu filho

– Não. Eu ainda estou com Luke, mamãe. E agora, você pode nos explicar tudo isso? – envolveu a casa com o indicador

– Como assim vocês não estão juntos? Oi, querida, muito obrigada por vir. – ignorou sua filha, cumprimentando alguém e continuou — Vocês fazem um ótimo casal, Annie.

– Mãe... – ela respirou fundo sendo empurrada pela mãe para a porta dos fundos – Você está bêbada?

A risada que estava com saudades de ouvir preencheu seus ouvidos e se viu sentada em um banco rústico, a parede era feita de pedra no estilo rústico também cheio de raízes de plantas que o envolviam rudemente, Annabeth deixou as mãos caírem ao lado das pernas. Percy cruzou as pernas no estilo mais masculino que poderia existir, e ela pensou o quanto ele estava sexy daquele jeito. Seu pai trouxe duas cadeiras, uma daquelas de aço que colocavam no churrasco movimentado, segurou uma para sua esposa e sentou à outra. Longe de pessoas, longe de barulho e longe de qualquer meio que pudessem interrompê-los.

– Uma pergunta de cada vez. – Atena começou dando a taça para sua filha

Percy ergueu a mão, esperando pelo mesmo jeito.

– Que é? Vai pegar sua bebida, moleque.

A boca do moreno se abriu várias vezes, frustrado. Xingou baixinho e abaixou o olhar ainda pensando como poderia matar seu pai.

– Primeiro nós fazemos as perguntas por que somos mais velhos. – Poseidon apontou para os dois e deu um sorriso maroto – O quê vocês estão tendo? E nem vem falando que não é nada, porque Percy já me contou tudo.

Annabeth olhou acusadoramente para ele e deu um soco em seu ombro, xingando-o de palavrões que nem sabia que conhecia.

– Nós prometemos! – acusou

– O que você queria, garota? Ele é meu pai! A única pessoa da minha família em que eu posso confiar.

– Ah, Nico, seu pai... Daqui a pouco, quem? Thalia? Ah, não me diga, Perseu. – resmungou

– Annabeth, eu estou muito triste que não tenha me contado nada. A atitude de Percy é gloriosa.

Percy bateu a mão na coxa dela, mandando língua.

– Mamãe, diferente dele. Eu mantenho minhas promessas. E a senhora deveria saber disso.

Atena revirou os olhos e apoiou-se na coxa de Poseidon, abanando a taça com indiferença.

– Minha filha, sabe como é.

A expressão da loira mais nova foi hilária. Um misto de indignação, raiva e medo pelo o que estava por vir.

–Enfim, pode nos dar as respostas?

– Estamos, hm, tendo um caso... Você sabe... – Percy começou a fazer movimentos engraçados

– Sexo. – Atena completou – Awn, isso lembra nós dois, Poseidon.

Poseidon e Annabeth se entreolharam, sorrindo.

– Darling, você está bêbada.

Atena reclamou três vezes, deixando de se apoiar nele.

– Então, pode começar suas perguntas.

– Tudo bem, ok... Que negócio é esse de... Sexo? – Annabeth arqueou as sobrancelhas

– Bom, você sabe o que é. Você faz. – Poseidon a olhou sugestivamente

– Não... Ela fez a pergunta errada. Como isso aconteceu? – Percy reformulou

– Assim que saímos do Olimpo, nos encontramos ocasionalmente. E bom, aconteceu.

– E pra que serve as porcarias dos celulares? Computadores? Há quanto tempo isso está acontecendo?

Atena arqueou as sobrancelhas quase transparentes e bateu os dedos finos nos joelhos.

– Uns três anos? – se perguntou

– Acho que sim, querida. – Poseidon concordou

– TRÊS ANOS? – Annabeth fez o número com os dedos

– Menos, Annie. – Percy pediu

– Só é isso?

– Vocês tinham o dever de nos contar! Isso é injusto! Mãe, você entende como eu me sinto?

Os olhos azuis se reviraram e ela se levantou.

– Querida, se você for ficar gritando comigo... Sua mãe. Sinto muito, eu não quero estragar a festa, portanto irei pedir para que Percy lhe leve.

– Você está me expulsando? – Annabeth bateu palmas, ironicamente – Tomara que todos escutem isso, você está expulsando sua única filha! – levantou o indicador para o rosto sério de sua mãe, deixando alguns soluços escaparem – Você entende o que você está fazendo comigo, mãe?

– Nada demais. Você está de tensão pré-menstrual, querida? – Atena envolveu sua mão

Annabeth fungou e enxugou o rosto.

– Eu quero ir embora.

Os únicos homens se entreolharam, estavam sentindo-se ignorados no meio de tantos hormônios juntos. Poseidon sussurrou um “ela também está” e ouviu seu filho rir em seguida.

– Oh, querida, fique mais um pouco. Por mim, não vê o quanto estou feliz?

Os cabelos dourados dela caíram monótonos sobre os ombros, e envolveu os braços finos nos ombros de sua mãe, chorando e molhando seu vestido, apertou seus ombros calorosamente e esperou seu coração bater normalmente, a respiração se controlar e o choro querer parar de sair.

– Mesmo assim, mãe... – Annabeth disse – Ele... Ugh, ele é meu tio-avô. Ele é irmão de Zeus, seu pai. Mãe, você tá namorando seu tio!

– Annabeth, eu não sou tão velho assim quanto pensa.

– Se você por isso, — Atena disse, calmamente – Percy deve ser... Seu primo de segundo grau ou algo do tipo.

A filha de Atena fungou antes de se dar conta do papel ridículo que estava fazendo. Suspirou e então sorriu.

– Mamãe – Annabeth segurou-lhe os ombros, afastando-se -, estou muito feliz por você.

Atena lhe deu um sorriso e sussurrou, em seguida:

– Luke não te faz bem. Ficarei feliz de ser sogra de Percy. Ele é um bom garoto.

Aquilo fez que seu corpo criasse um choque próprio.

– Ah, não, mãe... Então, quer dizer que isso é uma encenação? Vocês já se conheciam?

Os olhos tempestuosos e raivosos se viraram para o corpo grande que agora carregava uma taça de vinho. Os três abriram os braços e deram sorrisos nervosos.

– Surpresa!

Os olhos sem vestígio de nenhum raio misterioso, virou-se para nova família. Um sentimento novo percorreu seu corpo, eles se reviraram, entediantes e abraçaram os três em um abraço de urso.


Annabeth começou a comer o brigadeiro, estava sem legging, não encontrou Luke em casa então, fugiu para o apartamento de Percy. Usava sua blusa caída com as pernas esticadas sobre o centro, estalou os dedos e continuou a comer com a colher de pau. Percy apareceu apenas de moletom, ela mordeu os lábios quando percebeu que ele estava sem cueca.


– Então, está afim de uma rodada? – perguntou ele, jogando-se ao seu lado

– Hm, não. Estou legal vendo Brad Pitt e comendo chocolate.

– Ok, então. – Percy enfiou o dedo na panela e começou a comer

– Eu ainda estou com raiva de você. Não acredito que fez isso.

Ele riu e deitou a cabeça em seu ombro fino, abraçando sua perna com as suas.

– Foi uma brincadeirinha... – murmurou – Sua mãe nos implorou e ela ameaçou a gente, você não tem ideia de quanto foi assustador.

– Sim, eu tenho. – suspirou

– Ainda bem. – ele procurou sua mão livre, mas não a encontrou – Onde ele está?

– Eu não sei. Eu não o vi e não quis ficar sozinha.

– Isso é bom.

– Sim, é. – concordou e sentiu o cheiro másculo adentrar suas narinas – Estava com saudades. – murmurou, rezando para que ele não tivesse ouvido

Percy se debruçou mais sobre ela e olhou suas pernas torneadas, depois abraçou sua barriga.

– Senti mais saudades.

– Não me deixe dormir. – pediu

– Não.

– Antes das dez.

– Como sempre.

– Obrigado.

– Sempre que precisar. – finalizou

Os olhos cansados se fecharam e Percy deixou-se levar pelo sono que começou a acompanhá-lo, sua mente era um repleto de pensamentos confusos que marchavam, ele ainda conseguia visualizar o sorriso de Annabeth em seu pensamento e quando olhou para o rosto de anjo que ela tinha ao dormir, decidiu que seria a melhor coisa a se ver antes de dormir.

Felt her lips on my neck, and her voice in my ear, like i missed you, want you tonight...

Notas finais
Então, girls, boys etc e tal... Como vocês vão? Então, alguém [acho que o nome dela é Teka], me disse "por que você não cria um grupo no facebook e tal" dai eu pensei, ei, é uma ideia legal, só que só uma pessoa comentando minhas babaquices e meus "quase-spoilers" sobre a fanfic não vale, né? E eu queria saber se todos vocês tb acham isso legal etc... É isso ai, espero que tenham gostado do cap embora nao seja o melhor da fanfic. Outra coisa, minhas férias estão chegando!!! Ou seja, logo, logo, eu vou poder ficar postando mais caps, escrevendo mais caps e espero acabar essa fanfic antes do proximo ano OU SEJA, isso mesmo, haha. Reviews? Recomendações? Todos são bem-vindos.