Chasing The Sun
17 Stay.
Notas iniciais
Stay
Annabeth suspirou quando finalmente chegou a casa. Sua melhor amiga estava ao seu lado carregando dezenas de bolsas e tagarelando de que não sabia com que roupa ia, Thalia estava com um sorriso terno ao seu lado, o lenço em seu pescoço flutuando levemente enquanto entravam no apartamento e esperavam o elevador.
Depois de um mês sem ver aquela cara lindo, alto, com costas definidas, voz rouca e olhos verdes brilhantes, todo esse tempo parecia uma eternidade. Ela nem sabia mais o que era o desejo, sentia falta da adrenalina correndo pelas suas veias e o desejo avassalador fazendo seu coração mais rápido ou quando Percy a levava por trás e a escondia no meio de algumas coisas e ficavam por alguns minutos aproveitando um do outro. Rezava para que quando o elevador descesse, ele estivesse lá usando seu terno e saindo apressado, então lhe mandaria um sinal e se encontrariam em qualquer lugar.
Mas ele não estava lá.
Ela queria espernear ou perguntar para a prima dele, mas desde última vez que o vira no apartamento dele, Thalia estava sendo menos irônica e engraçada como foi no dia do chá na sua casa.
Quando finalmente chegaram em casa, ela preparou alguns sanduíches vegetarianos e todas sentaram em frente a tevê.
– Eu não quero ir a essa festa. – Thalia declarou enquanto devorava seu terceiro sanduíche encolhida no sofá – Quer dizer, tudo bem que vai ser mega legal porque é um evento de caridade, mas... Eu tenho que me arrumar e só de pensar nisso me dá preguiça.
– Ah, não se preocupe com isso, queridinha. Pra que existe Silena? – as duas sorriram
Annabeth continuava séria, comendo devagar seu sanduíche enquanto pensava o que estava acontecendo de errado com Percy e porque ele sumira de um dia para o outro. Perguntou-se mais uma vez porque ninguém parecia estar preocupado, como se isso fosse normal, mordeu o lábio inferior e o pânico tomou conta de seu corpo ao se perguntar se ele não teria enjoado de tudo e ido embora. Parecia bem provável já que os verdadeiros donos da matriz do Olimpo voltaram de suas férias temporárias.
– Annie? Você está ai? – Thalia argumentou passando as mãos pelos seus olhos opacos – Annie?
Seus olhos grandes piscaram levemente e seu pescoço virou-se para vê-la. Conseguiu contorcer os lábios levemente e assentir.
– Não, você não está bem. Definitivamente. – os olhos elétricos a fitaram, avaliando-a – O que está acontecendo, Annabeth?
– Hm, não é nada. Só estou pensativa. – então, ela deu um sorrisinho – Me desculpe, meus pensamentos estão embaralhados, acho que eu devo me arrumar não é, Si? – ela apontou para a escada atrás de si.
– Já? – Silena tateou todos os lugares que conseguia alcançar com as mãos até achar o celular e olhá-lo – Oh, meu Deus, falta três horas... É melhor todas vocês estarem bonitas e prontas. Vai ter muitas mulheres lindas lá! Já pensou se Angelia Jolie pensa em dar o ar de sua elegância quando chegarmos? Desculpe-me, queridas, mas eu posso me vestir bem melhor que ela e ainda nem sei com que roupa irei.
– Silena, você fica perfeita com qualquer roupa. Até parece que precisa escolher alguma. – Thalia resmungou
– Vai muitos paparazzi como vocês estão falando? – Annabeth perguntou, ingênua olhando por cima do ombro enquanto subia as escadas e era acompanhadas pelas outras
– Claro! Annabeth, minha querida, você está em Nova York, tudo bem que aqui não é tão bom em festivais e eventos grandes como em Los Angeles, mas aqui é Nova York! Tem paparazzi por todo lugar, mas hoje... Hm, vai ter muito mais do que você está esperando, ou seja... Temos que está muito preparada.
– Você já pensou que podem ter tirado fotos minhas? – Thalia perguntou ao chegar no quarto do casal e se sentou na cama, cruzando as pernas – Eu não sei nem como eu estava.
– Óbvio que sim! Thalia e Annabeth, vocês são tão ingênuas. – Silena bufou e se jogou na cama – Quem vai tomar banho primeiro?
– Eu. – a loira pressionou os lábios um nos outros e se encaminhou para o banheiro
Quando sentiu a água morna entrar em contato com seu corpo na banheira, pensou em ficar toda eternidade ali. Os pensamentos que tinham com Percy se aprofundaram em algum lugar que sua mente não era permitida de entrar, Annabeth prendeu os cabelos, fechou os olhos e afundou mais o corpo desnudo na água morna. As preocupações e o pânico que começara a invadir seu corpo pareceu começarem a flutuar e desaparecer pela entrada de ar.
***
A loira não pensou que um evento de caridade pudesse ter tantos paparazzi. Da última vez que foi a um, estava apenas com Silena e passara pelos fundos porque estava com tanta dor de cabeça que não podia ver um flash a sua frente, mas agora pensava em fazer o mesmo. Os flashes eram tantos que não sabia se ainda continuaria em pé ou se veria alguma coisa quando entrasse naquela mansão.
Primeiro, viu Poseidon e sua mãe no carro da frente. Atena se encaixou perfeitamente em um vestido bege com um detalhe no decote preto assim como as mangas que caiam levemente abaixo do ombro, a saia parecia contornar as pernas dela como um lápis até o joelho. Eles pareciam o casal mais elegante quando flutuaram até o tapete vermelho que foi erguido no chão até a mansão.
E quando Annabeth realmente a avaliou, ofegou. Era linda. Portões enormes convidavam as pessoas, janelas grandes estavam iluminadas e o teto parecia um daqueles castelos medievais.
– De quem é essa casa? – Annabeth perguntou para ninguém em especial
– É dos nossos pais. – Thalia acompanhou o olhar dela – Eu me lembro quando briguei nesse jardim pela primeira vez. Não faz diferença, foi há muito tempo atrás. Hoje, ela é usada para eventos de caridade. – suspirou – Bom, essa é a chamada Mansão dos Segredos. – deu um risinho
– Dos Segredos? – ela acompanhou seu sorriso
– Aham, eu, Nico e Percy demos esses nomes quando éramos crianças. Sabemos que tem segredos bem escondidos nesta casa, mas não sabemos quais. Até hoje. E espero que nunca saibamos.
– Eu não seria tão compreensiva quanto vocês.
– Você se acostuma com o tempo. – os olhos elétricos avaliaram a casa quando o carro avançou um pouco para que parassem em frente ao tapete vermelho – E aqui vamos nós.
– Vocês acham que eu tô bem? – Silena perguntou mais uma vez
– Linda. – Annabeth elogiou e se olhou no espelho colocado no encosto do banco à sua frente
A maquiagem era bem leve, apenas um batom bem vermelho nos lábios carnudos. Pressionou um nos outros mais uma vez e se limitou a não mordê-los, não queria estragar a maquiagem que Silena brigou tanto para fazer.
O vestido não poderia ser mais perfeito.
O tecido era confortável e cheio de brilhos com desenhos triangulares até chegar em um único ponto, um pouco acima de seu umbigo, o decote era relativamente grande nas costas, chegava até as omoplatas, mas não se importava já que seu marido não estava ali mesmo. Alegou dores de cabeça e que estava muito cansado. Os cabelos tinham sido colocados apenas de um lado com um pouco de laquê e o salto era extraordinariamente grande.
Silena usava um vestido grande, como se fosse uma debutante. Começava preto e vinha mudando de cores, desde o roxo, verde escuro e azul. Ela estava deslumbrante. Enquanto Thalia trajava um vestido simples preto e azul tomara que caia, os cabelos presos em um coque e fios soltos de todos os lados.
– Podemos sair? – Thalia se inclinou entre os dois bancos perguntando para o motorista
– A qualquer momento, madame. – indicou
– Vamos lá. – Annabeth sussurrou e abriu a porta do carro
Em menos de alguns segundos, flashes voavam para o seu rosto, conseguiu se manter firme e andar pelo tapete. Parou duas ou três vezes, sorriu poucas vezes e acenava quando pediam, riu quando faziam piadinha para que tirasse fotos e finalmente, chegou a porta da mansão. Chegando sozinha, contudo. Thalia ainda estava na metade e Silena tinha ido para algum lugar que não conseguia ver. Suspirou, não agüentaria ficar ali mais nenhum segundo.
Ao entrar na mansão, todo seu ar escapou de seu pulmão por dois motivos. A mansão era enormemente perfeita. O salão de entrada era duas vezes maior que todo seu apartamento, duas escadas no centro levavam para o que seria os quartos e poderia atravessá-las que a levaria para mais um salão onde todas as pessoas se concentravam para o jantar de caridade. Um garçom passou por ela e seus dedos tocaram levemente uma taça de champanhe.
E o segundo motivo, foi a pessoa que vinha procurando por um mês. Ele não poderia estar mais bonito, lindo.
Seus olhos estavam diferentes, talvez mais escuros e ela percebeu que ele estava tentando esconder algo, o terno preto sem gravata e aberto o fazia parecer mais sexy do que já era e sentiu falta de suas mãos no seu corpo.
Bebericou o champanhe e se concentrou em se enturmar entre aquelas pessoas estranhas. Primeiro, um grupo de garotas, depois um grupo de casais e por último e que decidiu ficar foi um de homens barbudos falando sobre economia. Aquilo lhe agradava.
– Bom, eu não posso comentar muito sobre isso. Vocês sabem, eu sou advogada. Meu trabalho é defender, não atacar. – ela sorriu, trocando sua taça por mais uma
– Você está totalmente certa. E como uma mulher tão inteligente e bonita fica sozinha em uma festa dessas?
– Ah, — suas bochechas coraram – meu marido estava com dor de cabeça e eu pensei que não poderia faltar mais um evento de caridade por sua causa.
– Olá, senhores. – ao ouvir aquela voz ao seu lado, todo seu corpo estremeceu, deu um gole grande no champanhe e mordeu o lábio inferior, não ousou olhar para ele
– Percy, meu filho. – o senhor mais velho abraçou seus ombros, embora o moreno fosse mais alto que ele – Cadê seu pai? Eu ainda não o vi!
– Hm, Sir Gordon, eu não sei onde ele está agora... Talvez com sua nova esposa. – ele deu de ombros – Mas se eu achá-lo, falarei sobre você.
– Sir... – o velho debochou – Estamos na América, eles não falam Sir. Apenas Leo para você.
Annabeth sentiu que todo poder que sabia sobre economia que conseguira exercer sobre aqueles senhores foi embora quando Percy chegou e chamou toda a atenção para si mesmo.
– Foi muito bom ter essa conversa, mas eu queria saber se poderia tirar a Srta. Chase de vocês por alguns – ele tossiu – minutos.
– Claro que sim. – todos concordaram
Seu rosto pareceu corar ainda mais e quando sua mão grande voou para seu quadril, todo seu corpo esquentou, a respiração quente dele batendo de forma rápida em seu pescoço.
– Muito obrigada, senhores. – agradeceu antes de puxá-la para pista de dança
Annabeth deixou a taça com um dos garçons e ele fez o mesmo com seu copo de uísque.
– Onde você estava? – foi a primeira fala que saiu de sua boca quando eles começaram a dançar ao som da música lenta
– Você está extremamente sexy nesse vestido, Annie. – ele aproximou a boca de seu ouvido
Annabeth grunhiu de raiva e sentiu a respiração dele mais perto e quente do seu ouvido.
– Estou falando sério. Onde esteve, Percy?
– Não gostou da abstinência? Se isso te conforta, eu não fiquei com ninguém desde que nos vimos.
– Vai me responder? – apertou seus ombros com as unhas, rezando para que ele sentisse a dor
– Eu estou com saudades de você, se isso te interessa.
– Talvez. Se você me responder.
– Sua nova amiga já te contou sobre a história da mansão?
– Que nova amiga? – Annabeth se afastou de seu corpo contra sua vontade, seu sangue começava a correr mais rápido em suas veias devido ao desejo que corroia todo seu corpo
– Thalia. – sua mão em sua cintura a voltou para perto de seu corpo e ambos agradeceram por ela estar de vestido curto
– Dos segredos. E de quando vocês eram pequenos, sim. – respondeu
– Hm... Isso me faz poupar saliva para outras coisas. – sussurrou de volta
Annabeth controlou o gemido que insistia em querer sair de sua boca.
– Pode me responder agora?
– Vou te levar a um lugar. Daqui a pouco, vão servir o jantar. Não vão dar conta de nosso sumiço por alguns... Minutos. – repetiu
Atravessaram o salão inteiro quando as pessoas começavam a andar para o que seria o jantar, Percy segurou sua mão quando chegaram a cozinha, não havia nenhum empregado.
– Quem está fazendo a comida? – Annabeth perguntou quando ele abriu uma porta que parecia muito velha de onde saia uma escada de madeira tão velha quanto a porta – Para onde você está me levando?
– Você não sabe esperar? – Percy disse, raivoso
– Não, quando as pessoas esperam me seqüestrar sem que eu não fale nada.
As orbes verdes se reviraram quando ele conseguiu abrir a outra porta de madeira com a chave em seu bolso. Trouxe a mão que estava envolvendo a mão dela e a fez entrar na adega. Os olhos de Annabeth se arregalaram ao ver quantos vinhos haviam ali, uma mesa estava no meio daquilo tudo, as paredes cheias de vinhos abriam caminho para a mesma com velas com cheiro de lavanda. Seus lábios vermelhos se transformaram em suspiro.
– Então, — Percy afundou as mãos no bolso – gostou?
– Por que fez isso? – ela perguntou olhando de lado para ele
– São minhas desculpas por ter desaparecido.
– Então quer dizer que você não vai me dizer para onde foi?
– São coisas minhas. E você não precisa saber disso.
Annabeth sentiu seu corpo explodir em raiva. Ficara um mês ardendo de preocupação e quando voltava apenas dizia que não poderia dizer nada. Não era uma boa forma de agradecimento, nem mesmo aquilo que ele havia preparado. Rodou sobre os calcanhares e bateu na porta com o punho.
– Eu quero sair daqui. Está trancado.
Os pés de Percy se levantaram e voltaram a bater no chão.
– Eu sei.
– Eu vou gritar.
– Grite, então. Ninguém vai te ouvir.
– Sério? – ela riu e se preparou
– Você só vai deixar sua garganta doendo. Sei disso, experiência própria.
Ele ajeitou o terno e sentou-se em uma das cadeiras vendo uma Annabeth amedrontada encostando as costas na porta.
– Qual é, Annabeth, você sabe que eu não vou te matar.
Ela respirou fundo tentando controlar a ira que preenchia seu corpo.
– Eu fiquei preocupada com você. Eu quase entrei em pânico hoje e você vem me dizendo que não pode me dizer nada?
Percy deu de ombros.
– Você espera que eu minta? Você tem essas escolhas.
Embora todo seu corpo quisesse ignorá-lo, ela concordou com o que ele disse, mas não admitiu isso em voz alta. Mordeu os lábios com força e andou até a cadeira que ficava em frente a sua.
– Então... – ele olhou para Annabeth, pensativo
– É. – ela cruzou as pernas
– Seu vestido é muito bonito, sério.
– Ok, vá logo ao ponto, Percy. Eu quero vinho. – pediu
Percy sorriu, pela primeira vez no mês, pensou que essa pequena felicidade tivesse atingido seus olhos. Levantou-se e percebeu que estava sendo seguido por ela, atravessou duas imensas paredes de adegas e por fim, chegou a sua preferida. Ele encostou-se a uma parede real e viu que ela estava com duas taças nas mãos delicadas.
– O que seria de mim sem você?
– Nada. – ela respondeu entregando-lhe as taças – Não vou conseguir arrancar nada de você, não é?
– Não mesmo. – sorriu
Annabeth suspirou e bebericou o vinho que Percy conseguiu colocar em poucos minutos, como se tivesse prática nisso. O mesmo continuou encarando-a enquanto a bebida tirava um pouco do batom vermelho e atraente de seus lábios.
– O que é isso aqui? – Annabeth envolveu a adega com o indicador – Quero dizer, você vem freqüentemente para cá?
– Eu fiquei a última semana por aqui. Era meu lugar preferido quando era criança, me lembro que eu e Nico ficamos um dia inteiro trancados aqui quando tínhamos dez anos, gritávamos tanto e ninguém nos escutava. – ele riu – Meu avô ama vinhos. É uma pena que ele tenha deixado tudo isso para trás.
– Ele morreu?
– Aham. – ele deu de ombros
– Sinto muito. Ele realmente construiu um grande império.
– Seu avô provavelmente também participou disso. – ele ergueu a taça levemente – Deve ser por isso que você é umas das sócias, não é?
– Talvez seja. – imitou seu movimento
– O que você acha disso tudo? – Percy perguntou ainda encostado na parede de cimento
– Disso o quê? – ela riu – Percy, você está bem?
– Eu não comecei a beber agora. – ele negou com a cabeça
– Nem eu.
Os passos dela se aproximaram dele e o coração do mesmo começou a bater de forma descontrolada, quando suas mãos pequenas tocaram seu ombro, ele sentiu todo seu corpo se arrepiar e ainda segurando a taça, abraçou a cintura dela e a trouxe junto com seu corpo, Annabeth encaixou o quadril nas suas pernas abertas e ofegou quando seus lábios mal tocaram os seus e desceram pelo pescoço. Ela não havia percebido, mas sua barba estava rala e roçava de um jeito excitante pelo seu pescoço, todo seu corpo estremeceu com o contato sensual.
Todas as preocupações e medo que sentira assim que entrara na adega desapareceu quando Percy tirou a taça de sua mão e se ajoelhou deixando-a em algum lugar que não pudesse quebrá-la nem derrubá-la.
Então, seus olhos se encontraram. As mãos de Percy envolveram o rosto delicado dela, aproximando seu rosto, seus lábios se roçaram e os dois gemeram, Annabeth o empurrou contra a parede e juntou os lábios. Ela nem ao menos pensou no batom que poderia ficar totalmente borrado em ambos os rostos, apenas pensou que queria sentir tudo aquilo de novo, sentir-se completa e satisfeita. Percy apalpou suas nádegas com força e a virou-a deixando contra a parede, as mãos ágeis tiraram seu paletó enquanto ele subia o vestido brilhante rapidamente.
– Por que escolheu com mangas longas? – ele sussurrou quando abaixava os lábios para seu colo cheio de sardas, definitivamente ele as amava
– Foi Silena. – ofegou quando uma de suas mãos apertaram seus seios, a prensando ainda mais contra a parede
Ele riu e subiu os beijos novamente até chegar a sua boca, mesmo sentindo o batom se borrando pelo seu queixo, ele voltou a beijá-la, suas línguas brincando uma com a outra, dançando sem se preocupar com o tempo. Mas o desejo que possuía ambos os corpos parecia maior a cada instante. E perceberam em seguida que estavam morrendo de calor.
Percy separou os lábios por alguns segundos apenas para tirar a camisa de botões, voltando a beijar Annabeth, suas mãos pequenas desceram sobre o peito arranhando, ouvindo seu grunhido feroz contra sua boca, ela apenas sorriu sentindo as mãos um pouco ásperas subindo para seus seios e fazendo caricias que ela tanto sentira falta. Em um puxão, viu seu vestido acima dos seus seios, os lábios quentes brincando com a pele fria, seus dedos afastavam suas pernas, acariciando a parte interna da coxa. Annabeth gemeu alto, quase se desfalecendo sobre os braços habilidosos. Ela desceu os dedos esguios para a calça, a abrindo e deixando a mostra a cueca verde musgo, tão cheia quanto imaginara.
– Não sei como consegui viver sem isso por um mês.
Annabeth arfou em resposta. Poderia sentir suas mãos passeando por todo o seu corpo e não queria que aquilo acabasse.
– Você tem roupas por aqui? – conseguiu dizer
– Óbvio.
– Isso é bom.
Ela o empurrou contra a parede onde estava os vinhos e alcançou uma das taças jogando sobre seu peito nu. Percy sorriu ao vê-la com o vestido ainda levantado dando uma visão satisfatória de seus seios roçando abaixo do seu umbigo, gemeu alto quando ela percebeu que ele estava gostando daquilo. Os seus seios continuaram a roçar até chegar ao peito dele e ter lambido todo o vinho que despejara.
Percy a segurou na altura dos seios e os deixou bater contra a parede de garrafas, vendo todas fazerem leves ruídos.
– Você vai quebrá-las. – Annabeth avisou, dando um grito suave quando ele lambeu uma parte de suas costas
– Isso não importa.
Os seus dedos envolveram um de seus mamilos com força enquanto ela se contorcia debaixo de seus toques, ele tirou a cueca beijando suas costas e acariciando suas nádegas.
– Eu realmente estou com muitas saudades sua. – ele sussurrou em seu ouvido, acariciando suas omoplatas
– Eu sei. Ainda não entendo porque você fez isso.
Percy suspirou, sem querer falar mais nada. Então, penetrou-a por trás. Annabeth gemeu baixinho, grudando as mãos nas “paredes” cheias de garrafa.
– Percy. – ela murmurou, quase como um grunhido quando ele abraçou sua cintura com força e aumentou sua velocidade
A boca dele estava colada em seu pescoço, gemendo coisas insanas e beijando cada parte macia do seu corpo que ela deixara a mostra, seus cabelos não estavam apenas mais de um lado, estavam todos bagunçados e cheirando a morango, o cheiro que Percy tanto amava. Sentiu uma onda quente invadir seu corpo, então a excitação não passava de um nó no baixo ventre, Annabeth mordeu os lábios com força temendo que gritasse tão alto que a experiência que Percy passara não fosse de nada. Em seguida, ele desceu a mão pela sua intimidade e tocou o local que conhecia tão bem, foi o que bastou para que Annabeth na beira do precipício. Com uma última estocada, firme e rápida, os dois haviam chegado ao clímax.
A respiração quente dele estava ofegante em seu pescoço e ele afastou seu cabelo, mordendo sua orelha.
– Eu ainda não me cansei de você. – ele sussurrou
– Nós temos que voltar. – disse de volta quando seu bom-senso voltara para si
– Eles ainda devem estar conversando sobre quanto devem pagar para alguma instituição.
Percy a virou para si e fez um beicinho fofo quando seus olhos se encontraram.
– Você não vai embora agora, vai?
Foi irresistível dizer não.
Annabeth o empurrou até que estivesse deitado no chão e deitou por cima dele. Percy sorriu ao ver que ela ficaria assim por todo o tempo, abraçou sua cintura com força e beijou seus fios sedosos.
– Amanhã, eu vou ter uma reunião. – ela começou a fazer movimentos circulares em seu peito e suspirou – Eca, Percy, isso é tão meloso. Eu sou melosa. Vamos, eu tenho que me arrumar, subir... E hm, falar com a minha mãe... Ir embora. Tudo, menos ficar aqui. Assim. – ela murmurou rápido.
– Por que é meloso? Eu gosto. – contradisse
– Não sei. – ela expirou – E sua namorada? Ela não ia passar uns tempos com você?
– É... Mas eu viajei a trabalho. – ele enrolou seus cachos nos seus dedos, brincando enquanto ela fazia perguntas
– Eu não gosto de ficar nas cegas.
– Você não está nas cegas. Só não precisa saber.
– Isso não é o que os amantes fazem, é?
– Não sei. – ele contornou o indicador, que antes estava nos seus cabelos, pelas costas e tamborilou na cintura, por fim suspirando.
– Temos que ir. – insistiu
A porta de madeira rangeu. Um som alto e que fez os dois se arrepiarem. Annabeth se encolheu e apertou as mãos no peito de Percy.
– O que foi isso? – sussurrou
– Não sei.
Annabeth revirou os olhos e deslizou para o chão frio, subindo o vestido e ajeitando o cabelo para apenas um lado do ombro, como estava antes.
If I could have just one wish, I have you by my side, oh, oh, i miss you, oh, oh, i need you.
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