Chasing The Sun
7 Starships.
Notas iniciais
Starships
Eles passaram no supermercado antes de irem para o Central Park. Chegaram lá em trinta minutos, então Annabeth praticamente começou a se esconder, se desse, ela estava dentro da cesta feita de palha à mão, um incrível artesanato. No entanto Percy se manteve ao lado dela, segurando seu braço com força e sussurrando ameaças caso ela tentasse se esconder atrás de uma árvore.
Bem, ameaças, sussurros, mordidas, gritos e tentativas de se esconder à parte, eles conseguiram atravessar o bosque e se sentar à beira do riacho. Annabeth conseguia ver os prédios, de onde estava sentada, como plano de fundo, o parque arborizado a impedia de ver todos os prédios por completo e ela quis ter uma câmera fotográfica para tirar foto daquela paisagem nova. Ela puxou seu celular e tirou uma foto, sem querer, lá estava Percy de cabeça abaixada, abrindo a grande caixa de piquenique, os cabelos protegiam seus olhos claros, a blusa branca tentava dar um contraste na pele bronzeada e os ombros largos o deixavam mais sexy. Annabeth soltou um suspiro, as árvores, os prédios, o céu azul cheio de nuvens claras agora eram plano de fundo de um homem extremamente lindo à sua frente. Ela bloqueou a tela do celular e uma foto sua e de Silena apareceu, estavam fazendo “a noite das garotas” no apartamento dela, deitadas na cama de casal com os cabelos bagunçados e o decote aparecendo, isso nem parecia fazer sentido quando viam o sorriso grande delas. A garota loira pensou em trocar seu plano de fundo pela foto que acabara de tirar, mas ignorou esse pensamento idiota e impulsivo, colocando o celular dentro da carteira de mão preta com um estilo rocker que ganhara de Katie no seu último aniversário.
Annabeth olhou para suas roupas, era uma mistura de coisas e até pensou em falar com Silena antes de saírem de casa, estava se achando uma boneca com roupas feias e velhas, mas Percy insistia que ela estava linda. Seu short jeans era claro, velho e rasgado, no momento até pensou em jogá-lo no lixo de tão velho que era, contudo seu acompanhante continuou insistindo dizendo que era perfeito para a “surpresa” e para o Central Park, vestiu uma blusa azul clara de regata e uma jaqueta da mesma cor do short, no mesmo estilo rocker. Ela ainda não entendia porquê tinha que estar tão “Rock And Roll”, por fim, colocou coturnos pretos no mais estilo masculino possível, novamente, Percy a chamou de “gostosa” trilhões de vezes.
Ele não mudou de roupa, e ela não entendeu.
Percy tirou uma toalha de piquenique da caixa, quadriculada com branco e vermelho, estendeu sobre a grama rala e começou a tirar tudo que tinham comprado. Pães integrais, queijo, requeijão, uvas, maçãs, framboesas, amêndoas, coca-cola, nutella, Ruffles, e algumas coisas gordurosas que Percy fez questão de comprar, como mais chocolate e alguns salgadinhos ridículos. Annabeth pegou seu suco em caixinha e começou a beber enquanto Percy despejava coca-cola em seu copo descartável, abriu uma Ruffles.
– Você deveria comer coisas saudáveis. – Annabeth aconselhou, pegando duas fatias de pães integrais e colocando requeijãoe queijo
– Ei, eu sou saudável. – Percy enfiou uma mão cheia de batatinhas na boca seguida de coca-cola
Annabeth tossiu, revirando os olhos, com a postura reta enquanto Percy estava com os ombros curvos procurando algo para comer com os olhos.
– Aham. Sei disso. – concordou
– Sinto muito se não sou saudável, mas ser um carnívoro é bem melhor. Aliás, não tem nada carnívoro de verdade aqui. – resmungou
– Piquenique. Você sabe o que isso significa? – ela arqueou a sobrancelha se inclinando sobre a toalha de piquenique do lado oposto dele – Significa uma tarde boa e saudável.
– Curtindo o riacho, o sol e te agarrando? Também está incluído na sua lista de ser certinha e chata por um dia?
– Se você não quisesse que eu falasse, não precisava me chamar, tudo bem? – rebateu
Annabeth deu duas mordidas seguidas no seu pão improvisado, ainda encarando os olhos verdes raivosos de Percy que afundou sua mão no pacotinho de batatinhas e terminou com todo o conteúdo, bebeu toda a coca-cola e encheu mais um copo. Ela pegou algumas framboesas e jogou na boca.
– Qual é a surpresa? – perguntou enquanto saboreava o gosto peculiar da fruta
Percy deu um riso enquanto abria a nutella e pegava um dos pães com uma careta, em seguida.
– Qual parte de “surpresa” – ele fez aspas com as mãos -, você não entendeu?
Annabeth rolou os olhos e esticou as pernas, inclinando-se sobre toda a toalha até encontrar uma faca ao lado da mão dele. Percy não deixou de olhar para o decote dela que se abria deliciosamente para ele que forçou a deixar a mão na própria perna.
– Isso chega a ser um plágio. Pode me passar o requeijão?
– Toma. Não, não é. – resmungou
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos enquanto aproveitavam os seus deliciosos sanduíches, não sem antes Percy reclamar centenas de vezes de como ser saudável é estúpido e Annabeth quase dar um discurso sobre como ser saudável é um agradecimento para o próprio corpo.
– Então, por quê você é o único herdeiro da Olimpo que não mora aqui? — perguntou
Agora, eles estavam deitados de barriga para cima na beira do riacho olhando a mescla entre o laranja, azul e rosa se misturar no céu, uma linda paisagem misturando-se no riacho translúcido. Percy procurou a mão pequena em meio a grama e fechou os olhos, sentindo a maciez se espalhar pela sua mão grande.
– Não sei. Acho que depois que meu pai disse que abdicaria do seu “trono”, eu não deveria ficar no meio dessa confusão... Logo, eu fugi pra Europa por um tempo, daí eu tive que voltar.
– Você ainda fala com seu pai?
– Claro, ele é tipo o cara, sabe? – Percy sorriu, ainda de olhos fechados, mas Annabeth pode ver o sorriso alegre – Depois que minha mãe morreu, eu e meu pai ficamos sozinhos, então... Você sabe, tivemos que nos unir. – ele abriu os olhos e virou o rosto para ela – Por que o interesse?
Annabeth deu um sorriso pequeno.
– Não é nada, eu tenho costume de fazer perguntas. Você sabe, advogada e tal. – fez uns movimentos inexpressivos
– Bom... – ele murmurou e olhou – se não tivéssemos uma boa surpresa hoje à noite, eu te jogaria no lago.
Annabeth riu, e entrelaçou suas mãos fechando os olhos por conta do sol que atingia seus olhos claros, e aquilo ardia.
– You said it’s too late to make it, but is it too late to try? – ela sussurrou ao vento
– And in our time that you wasted... – ele cantou junto com ela
– Ai, que ridículo! – exclamou e se levantou da grama fazendo aquela jogada de cabelo que Percy achava sexy
Novamente, ele ficou sem fala quando seus cabelos voaram para um lado só e ficaram todos tortos, voltando lentamente ao seu lugar, mesmo assim algumas mechas ficaram tortas.
– Percy? – ela chamou
– Oi? – disse, assustado
Os lábios avermelhados se abriram em um sorriso e ela se sentou na barriga dele, uma perna a cada lado do corpo.
– Estava viajando, rapazinho? – brincou Annabeth, se deitando sobre o seu peito
– Eu acho que sim. – sussurrou contra os cabelos loiros em sua boca
Annabeth se esticou por cima do rosto dele – e Percy tentou não beijar seu decote em cima de si – pegando uma barra de chocolate com leite, deu uma mordida e ofereceu para Percy, ele mordeu também e assim se prosseguiu por uns dez minutos quando a Lua tomou o lugar do céu colorido, dando lugar a uma escuridão e poucas estrelas.
– Eu queria morar em algum lugar bem longe dessa poluição, sabe? – Percy soltou, olhando entre as mechas loiras – Como Texas. – citou
– Texas? – Annabeth abriu um sorrisinho e bocejou – Esta surpresa é para quando? Estou completamente cansada! Eu quero voltar pra casa – resmungou
Ela se levantou do peito de Percy, apoiando as mãos nele e fazendo um beicinho emburrado. Percy levou a mão para o bolso dianteiro e pegou seu celular, rapidamente, tirou uma foto dela. O cabelo todo bagunçado para o lado, o lábio inferior para cima, os olhos tempestuosos pidões, as bochechinhas vermelhas e se avaliasse bem, conseguia ver algumas sardinhas bronzeadas assim como em seu colo. Annabeth bateu em sua mão fazendo seu celular cair.
– Ei, se quebrar você vai pagar outro, garota! – reclamou, procurando o celular com as mãos
– Aham, vai nessa. Agora, vamos logo, antes que eu te jogue nesse riacho e te faça sumir.
– Deixa de ser chata. – pediu e olhou as horas – Bom, eu acho que já deve ter começado.
– Ah, para onde você vai me levar? – perguntou
– Já foi naquelas boates ao ar livre?
– Aqui tem?
– Você nunca foi?
– Ahn?
– Bom, você vai conhecer uma agora.
Quando chegaram lá, Annabeth quase não acreditou em que seus olhos viam. Alguns drogados pulavam ao som de Starships, alguns casais se agarravam em uma árvore e por incrível que pareça, Annabeth estava nos ombros de Percy, já havia bebido doze drinks coloridos e cantava e pulava em cima dos ombros largos. As pessoas usavam tintas coloridas nos rostos, assim como as roupas e mesmo assim não deixavam de pular diante da mesa erguida improvisadamente do DJ. A jaqueta tinha sido jogada em qualquer lugar, talvez tivesse perdido, mas isso não ligava agora. A blusa de Percy estava colada em seu corpo devido ao suor, e ele gritava em meio à música perguntando se ela estava gostando que assentiu, sorrindo com as mãos para cima.
– Quer ir para um lugar mais... Calmo? – Percy gritou novamente
Annabeth não ouviu direito, embora tivesse um sorriso enorme no rosto e apenas assentiu. O seu corpo estava sendo levado por Percy, e ela ainda sussurrava os versos de Starships. Atravessaram algumas árvores, finalmente ele se agachou deixando-a sair de cima dele, cambaleante, a mão pequena cobriu os lábios finos, Annabeth estava sentindo toda a comida que ingeriu no piquenique subir e vomitou tudo. Ouviu uma risada de Percy que tirou sua blusa e entregou à ela, limpou sua boca e se encostou na árvore.
– Você está bem?
– Hands up and touch the Sky. – era fácil ouvir a gargalhada de Percy
– Annie. – ele chamou, encostando seu corpo contra o dela, suas mãos enormes envolvendo a cintura dela. Uma luz tênue da lua brilhava nos cabelos loiros, dando uma impressão que certamente eles eram feitos de fio de ouro – Você está bem?
– Se vomitar em plantas inofensivas for normal, sim, acho que sim. – sussurrou
Percy sentia o gosto de álcool em sua boca, mas não se importava. Aliás, certamente ela não tinha cheiro de vômito. Mesmo que implorasse para encontrar um defeito naquela garota, nada mais que “uma chata quando envolvia lição de moral, arquitetura e coisas naturais” conseguia passar pela sua mente. Os lábios atacaram os dela com fúria, mesmo um pouco hesitantes, as mãos viajaram pelas costas largas e nuas sentindo os músculos se flexionarem enquanto apertava seu corpo pequeno contra a árvore.
– Isso que fazemos é... – gemeu em seguida, mordendo o ombro dele
Os olhos verdes estavam escuros, contudo a lua fazia o favor de brilhar parte do rosto másculo, sedento por prazer, os dentes brancos morderam de um modo suave o lábio inferior de Annabeth que limitou-se a soltar um gemido. Era o que ele mais queria. Uma mordida suave, realmente.
– É... O quê? – arqueou a sobrancelha grossa diante de seu rosto feminino bêbado e assustado
– Desprezível. – sibilou – Eu não quero fazer isso. – decretou
Percy continuou mordendo os lábios. A temperatura parecia ter subido de um jeito tão rápido e devastador. Ela continuava a falar, mas seus olhos estavam fixos em seu decote. Seu corpo inclinou-se sobre o ser frágil e pequeno a sua frente, as mãos ralhando no tronco irregular da árvore ao lado do rosto, por um momento ele quis ficar assim pelo resto da vida, o corpo inclinado sobre o dela – como se lhe estivesse passando proteção – e os rostos próximos.
– É como se... Pára com isso, idiota. – bateu em sua bochecha já vermelha pelo calor
– O quê?
– Ficar olhando para os meus peitos! Depois para os meus olhos. O quê isso? Um assédio?
Seu ego se divertiu com o choque e medo em sua voz, como se fosse uma ordem para se aproveitar disso.
– Parece que sim, madame. – suas narinas se deleitaram com o cheiro suado, misturado a canela, morango e álcool – Você tem um perfume muito... interessante. Srta. Chase.
Seu sobrenome foi como um convite para ela, os olhos quase tão claros quanto a lua pareciam excitar-lhe ainda mais. Suas bocas começaram uma dança certamente indecente, e agora os pensamentos coerentes de Annabeth não se importavam mais com as pessoas que deveriam estar na festa, elas deveriam estar fazendo a mesma coisa, neste segundo, ela não pensou em nada mais além do seu desejo que consumia seu corpo e que Percy estava pronto para tirá-lo de si.
– Let’s do this one more time.
Dessa voz foi a voz de Percy tão rouca quanto das vezes em que ele estava zangado, embora ele fosse sexy de qualquer jeito. Os beijos dele vagavam pelo seu colo e pescoço.
– Eu quero beijar cada sardinha.
Disso, Annabeth teve que rir e afastar a cabeça dele de seus seios.
– Mas, eu não quero. Acaba logo com isso.
A altura de Percy fez grande diferença agora. Ele jogou seu corpo contra o dela que sentiu suas costas sendo arranhada, mas isso pouco importava agora.
– Você está sendo uma garota muito birrenta, ta? – reclamou e apertou a bunda dela com força – Então vai receber uma lição bem ruim.
Os olhos claros brilharam diferenciando de cor rapidamente, pensando no prazer dobrado que receberia, se fosse nisso que estava pensando. Ela arqueou a sobrancelha para ele que apenas assentiu mordendo seu lóbulo e a virando de costas para si. O gemido que saiu dos lábios de Annabeth foram involuntários, a boca de Percy fazia coisas deliciosas com os lábios e com a língua, sentiu seu short descer até os joelhos, procurou as mãos de Percy com as suas e segundos depois, elas estavam entrelaçadas, cortando-se no tronco marrom — que mais parecia negro – na barriga lisa de Annabeth.
– Você deveria colocar um piercing... Ficaria tão... Uau. – ele sussurrou em seu ouvido
Uma brisa fria fluiu pelos seus corpos suados e juntos, então Percy a penetrou lentamente. Os gemidos irromperam na noite fria e escura do bosque, Annabeth apertou as mãos dele com força e jogou a cabeça para trás, os cabelos grandes fizeram cócegas no seu peito nu, Percy mordeu os lábios com força e fechou os olhos, tentando fazer com que aquilo terminasse mais rápido. Annabeth empinou o corpo para trás, tentando ajudá-lo no entanto, tudo parecia odiá-los naquele momento. Annabeth mordeu um de seus dedos, sem perceber mordeu a própria mão, em seguida, suas mãos se separaram e as de Percy apertaram com fervor os seios fartos dela enquanto Annabeth se apoiava machucando as mãos, alguns arranhões os preenchiam, mas isso não importava agora. Nada importava agora.
Suas mãos se encontraram de novo e Percy mordeu o ombro dela quando chegou ao ápice. Ela gemeu seu nome alto, mesmo assim ele não parou até ver que ela havia gozado, finalmente conseguiu colar-se à ela, cansado.
– Foi praticamente em público. – sussurrou em seu ouvido – Bom, valeu à pena a abstinência.
O riso de Annabeth pareciam sininhos quebrando o silêncio estúpido da noite, depois de um perfeito sexo.
Starstrukk de Katy Perry começava a tocar.
– Eu não quero perder a festa.
– Você ainda quer mais?
– Por que perder quando se pode ter tudo?
Percy deu um sorriso safado antes de apertar seus seios, novamente e encostar os seus próprios contra suas costas cobertas.
– Não se pode ter tudo.
Ele não esperou a resposta dela. Se afastou, levantou a bermuda e procurou a blusa, mas já não a encontrava no meio daquela bagunça que a escuridão fazia com sua visão, revirou os olhos e ordenou a si mesmo para esquecer aquela coisa insignificante. Quando virou-se para Annabeth já a via brincando com as molas bagunçadas do cabelo, com o rosto coberto de suor e completamente vermelho.
– Hoje... – ela espalmou as mãos em seu peito nu e mordeu a área exposta – eu quero ter tudo. – sussurrou
O sorriso de Percy ampliou-se, agachou-se em seguida e sentiu as pernas torneadas e pouco bronzeadas preencherem seus ombros, voltando alegre para festa e se jogando no meio do cheiro de álcool e das pessoas animadas.
Poucos minutos que chegaram, Annabeth já estava de volta com as mãos para cima, acenando para pessoas que nunca tinha visto em sua vida depois de quatro drinks azuis, falava alto com algumas meninas em cima do ombro de outros meninos e se sentia livre, pronta para fazer qualquer coisa que lhe proporcionassem. Sentiu uma mão passando pelas suas costas, alisando suas nádegas levemente.
Não poderia ser Percy, pensou calmamente. Mas antes que se desse a oportunidade de conseguir falar com ele, viu que já não estava tão próximo das suas “novas” amigas.
– Qual é, cara? – se aproximou perto de um garoto, com aparência drogada
Annabeth apertou os ombros de Percy com a visão turva.
– Percy... – ela gemeu quando as mãos dele apertaram suas coxas tentando passar segurança
– O que é? – o desconhecido disse – Não consegue cuidar da mulher?
– Cala a boca, idiota.
– Percy! – Annabeth gritou, segurando com força os ombros dele, para não cair.
Ele se agachou sobre os calcanhares e Annabeth saiu de cima dele, medrosa, tentado segurar em alguma coisa. A música mudou para Moves Like Jagger, ela não conseguia ver quase nada, então se encostou a uma árvore e apenas ouvia os gritos e alguns vultos correndo em sua frente.
– Não toca nela, ouviu, moleque? – Percy gritou, aproximando o punho para o drogado
– Eu toco nela quando eu quiser!
Algumas pessoas se aproximaram para ver a briga, ainda dançando ao som da música. Annabeth tentou entender aquilo, deviam colocar muito álcool naquela bebida porque o que estava passando era desprezível. Pensou no que falara com Percy e tentara pensar em pedir desculpas para ele, depois disso.
Percy deu um soco no nariz do cara e outro no queixo antes de sentir a dor nos seus dedos, se desviou cambaleante de um soco que iria receber e se afastou de um chute, devolvendo uma joelhada na barriga. O cara caiu tossindo sangue e Percy carregou Annabeth nos braços até o carro.
– Desculpa... – ele sussurrou quando entraram, batendo no volante – Desculpa por ter te trazido aqui, desculpa por isso... Só...
– Não... – Annabeth falou sobre a voz dele – Eu estou bem, acho que seria melhor me levar para casa.
Percy assentiu e chegaram ao apartamento em poucos minutos. Ao chegar lá, Annabeth já estava dormindo, ele a pegou em seus braços e a levou até a cama dela, caiu ao seu lado depositando um beijo doce em sua testa.
– Dorme bem. – sussurrou contra os cabelos loiros e subiu para o seu apartamento
Annabeth abriu os olhos no dia seguinte, e não pensou muito no que poderia surgir naquele dia.
Hands up and touch the sky, can't stop 'cause we're so high, let's do this one more time...
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