Chasing The Sun
15 Because Of You.
Notas iniciais
Because Of You
Três dias após o dia da volta da viagem, e Annabeth ainda não tirava da cabeça tudo que Thalia tinha falado, era estranho porque tinha muito tempo que isso acontecera, mas... O jeito diferente que Luke vinha agido desde o dia que ela o rejeitara assim que chegara da viagem veio trazendo alguns pensamentos que ela nem deveria pensar. Ela era a traidora e mentirosa ali, não ele.
Talvez, esses pensamentos tivessem começado quando Thalia a ligara cedo demais convidando-a para um café da manhã na casa dela e dando-a o dia de folga, e isso não a ajudava em nada para entender seus pensamentos. Isso era extremamente estranho e tudo que Annabeth mais odiava era ficar às cegas em um lugar totalmente perigoso.
Sabia que Silena também era a melhor amiga de sua chefa, por isso rezava para que ela não fosse para lá sozinha.
Deslizou seu hobby pela pele cor de neve coberta de um vestido de seda e desceu as escadas, comportada. Luke estava pronto, como sempre, desde que conhecera Percy começara a se acostumar e não se assustar sempre o que o via saindo pela porta com suas palavras e beijos sem graças.
– Bom dia, amor. – ele levantou-se da mesa, apressado
– Oi. – cumprimentou – Está indo mais cedo hoje, não é?
Não sabia porque perguntava isso, deveria ser pelo costume.
– Sim, depois de algum tempo não trabalhando tanto... Estou voltando à rotina, amor. – o sorriso dele era amplo e alegre, ela queria perguntar o porquê de tanta alegria
E Thalia voltou aos seus pensamentos. Ela teria que tirar essa conversa a limpo hoje, queria saber detalhes e o que ela queria ter dito com “fique esperta” e “nem tudo é o que parece ser” ou “sei de tudo o que acontece com meus funcionários”. Ela deveria ser mais clara, não? Talvez fosse por isso que Thalia sempre pegava os casos mais misteriosos.
– Tudo bem. – deu de ombros – Nos vemos à noite, querido.
– Talvez eu chegue mais tarde hoje, também.
Café da manhã na casa de Thalia. Luke, estranho. Chegando mais tarde depois de um mês. Que droga estava acontecendo? Ela foi parar em outro planeta?
A expressão de Annabeth foi um misto de surpresa, confusão e indignação, mas continuou dando de ombros como se não se importasse, virando-lhe as costas e concordando com o que falava. A porta se fechou.
Não soube o porquê, mas neste momento se sentiu tão sozinha. Desconfiava de algumas coisas... Coisas que ela teria que esquecer porque seu marido nunca faria isso... Isso era uma coisa que nunca ela poderia se dar o direito de pensar de Luke. Fidelidade, era algo que ele nunca trairia.
Procurou pães, seus recheios preferidos e faca. Olhou para suas mãos trêmulas, os pensamentos misturados com os sentimentos confusos não a deixava em paz, tudo vinha a mil quilômetros por hora, como se fosse de propósito para deixá-la doida.
Não agüentou a não deixar seu rosto molhar por centenas de gotas cristalinas.
Novamente, a conversa de Thalia passava pela sua cabeça, e Annabeth começava a procurar, novamente, falhas que a indicassem de que algo poderia estar acontecendo.
– Olá, Annabeth.
– Olá, Thalia. Te devo dar as boas vindas, não é?
– Ah, não precisa se preocupar com isso. – ela sentou-se na sua cadeira
Annabeth conseguiu avaliar o seu escritório, bem mais assustador e luxuoso que qualquer um dos outros escritórios que já entrara.
– Sei que deve estar confusa porque a chamei... – a loira encolheu os ombros e sentou-se na poltrona acolchoada -, mas acho que poderemos ser boas amigas a partir de agora.
– Não entendo o que quer dizer com isso, Sra. Grace. – Annabeth balançou os cachos loiros
– Annabeth – ela inclinou-se sobre a mesa de vidro com os olhos elétricos acolhedores, a loira pensou que nunca viveria o bastante para ver tal coisa -, fique esperta com as coisas que acontece ao seu redor.
– Você, por acaso, poderia ser mais clara?
– Às vezes, nós achamos que tudo é como esperávamos e vai continuar sempre, mas nem tudo é o que parece ser.
– Thalia, você está bem?
– Eu sei que é difícil perceber, entretanto deixe sua mente aberta, perceba os mínimos detalhes, você já devia ter feito isso já que é uma das melhores advogadas de Nova York.
– Sobre o quê você está falando?
– Seria melhor perguntar... Sobre quem eu estou falando, não é mesmo?
– Eu ainda não consigo entender.
***
Percy passou as duas mãos pelos cabelos demasiadamente negros de novo, bufando.
Desde meia noite estava ali naquele maldito escritório, bebendo um café amargo a cada dez minutos e agora fazia umas seis horas da manhã e quinze graus na cidade que nunca dorme, e tudo que queria fazer naquele momento era se jogar em uma cama muito boa e dormir.
– Isso é uma droga.
Provavelmente era a trigésima reclamação que dava naquele intervalo de tempo.
Respirou fundo, tentando se acalmar e terminar o que teria que entregar para Thalia. Sabia que ela o chamava de irresponsável porque teria que entregar isso há cinco dias, então estava aqui se matando para ganhar seu “salário”.
Suspirou aliviado ao ver que eram seis e quinze e as folhas saírem quentinhas da impressora, como se dissessem “ei, pode dormir em mim”. Talvez tenha ficado um pouco retardado, ou mais do que já era, riu sozinho.
Terminou o café frio em um único gole, quase feliz e se engasgou com isso, mas realmente não ficou irritado. Ele finalmente tinha acabado! E poderia tirar o dia de folga só para dormir, ficar jogando conversa fora com Annabeth pelo telefone e a ouvindo reclamar que ele não a deixava reclamar, então à noite quando voltasse do trabalho, ela subiria direto para seu apartamento, eles engatariam em uma conversa antes de se afundarem em beijos quentes e ela se encolher em sua cama, onde cabia um time de beisebol completo.
Saiu da sala com os papeis em uma pasta branca, olhando para a sala de seu melhor amigo. Fechado, trancado, sem ninguém. Para que falar com ele? Só queria dormir e não ir para aquela empresa irritante até domingo.
Andou poucos passos leves até chegar a sala de sua prima. Duas vozes se destacavam, quase sorriu ao pensar que seria Nico, mas reconheceu a voz antes de torcer os lábios. Era Luke. Luke Castellan.
Percy se aproximou da porta entreaberta, como se alguém estivesse esquecido de fechá-la. O moreno o chamou de burro retardado mentalmente.
– ...foi muito tempo longe. Eu sei. – era ele, parecia tentar ser sedutor
Percy queria ver o que estava acontecendo, na verdade. Estava querendo invadir aquela sala e cortar a cabeça de Luke, mas em vez disso, arriscou-se para passar para o outro lado, e o fez... Foi rápido e ninguém percebeu o movimento, estavam envolvidos demais no momento para perceber.
– Agora, eu sou casada, Luke.
– Eu não me importo, foram dois anos de noivado. Dois anos comigo. Mais um ano... Não vai fazer muita diferença, não é mesmo?
Thalia olhava através de sua janela enquanto Luke apoiava as mãos na poltrona. O mesmo a abraçou por trás e a beijou. Na boca. Na boca. Percy teve que repetir isso algumas vezes na sua cabeça. Sempre viu Thalia como o melhor estilo de pessoa, mas isso? Ela não pensava em Nico? Isso não tinha perdão.
Sua prima separou seus lábios, corada.
– Isso – apontou para os dois – é errado. Annabeth. Ela é uma boa garota.
– Mas, eu não a amo. – ele disse de um jeito carinhoso, puxando seu queixo levemente – Eu nunca gostei dela e você sabe disso. Eu te amo, Thalia Grace.
Percy deixou escapar um “uau” e começou a assoviar. Estava cansado de ver e ouvir isso, queria vomitar, brigar e gritar. Mas isso não adiantaria de nada. Então, bateu na porta como se nada tivesse acontecido.
– Thals? – chamou ao vê-la de costas novamente e Luke sentado na poltrona
Eles são D-flashes, pensou raivoso.
– Aqui estão as malditas páginas.
Caminhou até a mesa de vidro e jogou a pasta por cima de outros papéis, olhou para Luke de canto de olho, seu corpo todo irradiando de irritação.
– Bom dia, Castellan.
Ele apenas acenou com a cabeça.
E todo o seu sono que ele vinha fazendo questão de deixar fluir por todos os seus poros desapareceu, como se fosse uma massa de ar tão leve que se dissipara em poucos segundos pela atmosfera. Tudo que queria era falar com Annabeth.
– Com quem você sente mais infeliz?
– Desculpa, Sra. Grace, mas eu acho que não preciso de uma psicóloga de graça invadindo minha privacidade e falando coisas de alguma pessoa de quem eu, ao menos, sei quem é.
Annabeth deixou a poltrona para trás de um modo formal, embora quisesse jogá-la no chão e dar uma saída triunfal.
– Eu sei tudo que acontece aqui. Com cada um de vocês. Talvez você não me ouça, mas pense nisso. Esta pessoa... Está sempre ao seu lado.
– Está falando de Silena?
Thalia riu.
– Não mesmo. Silena é a pessoa mais adorável que alguém pode conhecer na vida. É alguém, hm, mais próximo que isso. Bem mais próximo.
A loira pensou em citar o nome de Percy, mas ficaria muito na cara de que estava com medo e desconfiada que ela soubesse. Assentiu com raiva e fechou a porta atrás de si com força. Nada do que ela disse fazia sentido.
***
A campainha tocava intensamente e Annabeth não queria atender, talvez fosse Silena. A palma de sua mão estava cortada e sangrava óbvio, era estranho pensar nisso, mas não sabia o que fazer. Sozinha em casa parecia perdida.
A porta se abriu sozinha e a imagem de Percy preocupado apareceu diante de seus olhos nublosos, como se fosse uma miragem.
– Oh, meu Deus. – Percy exclamou, correndo em sua direção – Ok, calma, o que fazer quando alguém se corta? – falou rápido demais
Annabeth teve vontade de rir, mas a dor impediu que fizesse isso. Se ele chegasse um pouquinho depois, achou que poderia ter algum problema realmente grave de tanto sangue que saía de sua mão. Uma faca de cozinha poderia ser bem assustadora, de vez em quando.
– Estancar o sangue.
– Eu sei, né. Mas como?
Percy se permitiu mais um olho para a mão. Cheia de sangue. Talvez não tivesse sido tão profundo. Segurou a mão dela, delicadamente, e pegou sua própria camisa, enxugando o sangue que o impedia de ver o sangue.
– Enxaguar. Água corrente. Eu posso ter uma infecção com isso. – murmurou ela
– É, eu sei.
Soltou-a, e adentrou o lavabo, cheio de roupas sujas, viu um moletom velho verde escuro que parecia um vestido, rasgou com as próprias mãos metade da manga e voltou para a cozinha. Annabeth continuava a mesma. Dessa vez, tocou com sua mão o sangue e ouviu ela gemer baixinho. Não havia sido tão fundo, afinal, colocou-a embaixo da torneira jorrando, ouvindo reclamações da mesma. Enrolou a mão dela na manga e sorriu.
– Você tem algum remédio para dor de cabeça? – perguntou
Annabeth ainda olhava para a mão enfaixada, assentiu e apontou para sua bolsa no sofá. Foram poucos segundos, mas quando voltou, a loira estava apoiando as mãos na pia de mármore tentando parecer forte.
Percy suspirou. Decepcionado, raivoso e determinado. Era muitas coisas juntas. Deixou suas mãos em cima das de Annabeth, encostando seu nariz no cabelo bagunçado e embaraçado da mulher, embora nestes momentos parecesse uma garotinha assustada.
Respirou fundo o máximo que pode antes de mover os lábios sobre os fios dourados.
– Você ama o Luke?
– Por que isso? – ela tentou rir forçadamente
– Só responde, Annie. – pediu, sua voz séria demais o que a fez parar de tentar ser... Agradável.
– Acho que sim.
Ele queria explodir. Porque ele não a amava. E ele não suportava ver isso. Annabeth merecia tudo de melhor que existisse no mundo e com certeza, não era Luke. Muito menos ele, pensou.
O coração de Percy parecer ter levado várias chicotadas, e sentia uma dor estranha no estômago, mas com certeza não era aquele tipo de sensação gostosa que acontecia quando estavam fazendo sexo.
– Hm. – sussurrou, segurou sua cintura e virou-a para si – Ele não te merece. Não mesmo.
Os lábios rosados dele se moviam sobre sua testa, Annabeth se colocou nas pontas dos pés, então seus lábios se tocaram levemente. Percy roçou os seus lábios de um modo suave nos dela, tentando guardar tudo que poderia para se lembrar sempre dela, era um beijo lento e suas línguas competiam, preparando-se para quem ganharia aquela deliciosa batalha. Nunca beijara Annabeth deste jeito, e se sentiu estranho com isso porque deveria repetir mais vezes.
Uma de suas mãos apertava sua cintura de um modo possessivo e a encostava fortemente contra a pia, em meio segundo, ela estava em cima da mesma com Percy entre suas pernas.
– Você pode ir para minha casa? – Percy perguntou em meio ao beijo, ofegante
– Acho que sim.
– Ok, vamos.
Percy puxou sua mão que não estava dolorido e subiram um andar pelas escadas, Percy a prensava contra a parede quase tirando sua roupa, por fim, jogaram-se na cama enorme dele.
– Uau. – ela murmurou
– Hoje... – ele beijou seu pescoço – vou lhe fazer a mulher – tirou seu vestido até seus seios rosados aparecerem – mais feliz de Nova York.
– Às sete da manhã? – ofegou
– Às sete da manhã. – confirmou tomando seus lábios nos seus
Percy deixou seu corpo cair sobre o dela, tendo a segurança de que ela não sentiria muita dor, beijou cada parte do seu corpo ouvindo seus gemidos sedutores, baixinhos. Por fim, ele segurou suas pernas ao redor de seu quadril e a penetrou, se pondo sobre ela.
– Você é perfeitamente linda.
Foi a última coisa que ele lembrou-se de ter dito antes de ter deixado todo aquele sono se apossar sobre seu corpo.
I need it when I want it, I want it when I don't, tell myself I'll stop every day, knowing that I won't...
Notas finais
Tenho três capitulos prontos perfeitos pra vcs, 20 reviews e posto o mais rápido... Muito rápido.
ALIÁS, GENTE, existe team Luke e team Percy entre vocês? haha
Então, esse é um cap muito importante na fanfic e maioria de vcs ja sabia disso o que me deixou realmente frustrada, MAS não achem que os "misterios" acabaram, tem um que vai dar muito o que falar... Muito mesmo.
Beijos, espero que tenham gostado!
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