Notas iniciais
Gentee, eu sei que estou postando tarde, mas prefiria isso à ter que postar só amanha, anyway...
Estou com 30 leitores, 14 favoritados, e 4 recomendações. Pergunta: cadê vocês, 30 leitores?! Estou esperando vocês!
Sem mais enrolaçãos, enjoy it!

POV Percy

Assim que cheguei ao estacionamento da Goode High School vi uma cabeleira loira dançando à leve brisa. Annabeth estava encostada no capô do meu carro, enquanto tentava, toda atrapalhada, equilibrar os vários livros e cadernos nos finos braços. Quando me viu, sorriu minimamente ainda fazendo malabares. Retribui o sorriso, o meu de forma mais aberta, e me aproximando, tomei todo o material de suas mãos.

Os segurei com facilidade e abri a porta do passageiro para ela, fazendo uma pequena reverência. Annabeth rolou os olhos com o gesto e depois de imitar minha reverência, mais graciosamente, obvio, entrou no carro. Dei a volta deixando nossos materiais no banco traseiro. Adentrei o carro e a fitei sorrindo mais largamente.

-Então... Está pronta para passar o dia inteiro comigo, escrevendo sobre mim, e ouvindo as minhas tentativas de puxar assunto? – perguntei já rindo ao final da frase, enquanto a loira se esforçava para conter a gargalhada dentro de si.

-Sim. Como antigamente? –reforçou.

— Como antigamente, Annie.

Esperei sua correção. Esperei ela fechar a cara instantaneamente e dizer “Annabeth”, e esperei eu arruinar todo o dia. Mas ela não o fez. Ela apenas sorriu docemente e assentiu de leve, colocando o cinto de segurança.

Senti um calor com e reconfortante crescer dentro de mim, e de uma vez só, acalmar tudo. Você nunca teria mínima ideia de como essa sensação era nova para mim e tão boa, depois de dois anos na sua ausência. Essa sensação de estar perto dela, e apesar de não estarmos conversando animadamente, ou eu não poder abraçá-la intimamente, porém sem brigas ou discussões que só levavam à uma distancia ainda maior que a já existente. Chamá-la de “Annie”, e não ser corrigido friamente, pode não parecer, mas era até mais do que as minhas expectativas para hoje. Por enquanto, era suficiente. Com o tempo eu a reconquistaria como amiga, não faria nada errado, e se me sentisse confiante, se tivesse a coragem, eu lutaria por ela, para ela ser mais que minha amiga...

Calma Perseu, sem pressa. Não estrague tudo, pensei dando a partida no carro.

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Enquanto terminávamos nossos lanches no McDonald’s, eu a fitava bebericando, calmamente, a coca cheia de pedras de gelo. Nós adorávamos McDonald’s, éramos completamente viciados. Vínhamos aqui todas as semanas e almoçávamos juntos, falando sobre tudo, e falando sobre nada. E então nós fazíamos guerra de ketchup. Guerra de ketchup. Soltei uma risada pelo nariz com a lembrança, e sorri sozinho.

-O que foi? Eu estou suja? Fiz alguma coisa? –ela perguntou aflita. Agora eu ria com vontade. Era tão engraçado ver a sua preocupação. –Percy! Porque está rindo?

-Eu estava lembrando das nossas guerras de ketchup. – a recordação era tão engraçada que eu não continha mais a risada gostosa que saia de mim. Tombei a cabeça para trás tentando tomar uma lufada de ar enquanto ria da careta que a loira tinha feito. Voltei a olhá-la, recebendo ketchup na bochecha. – O que...?

Arqueei as sobrancelhas, me perguntando mentalmente se ela realmente tinha feito isso. Passei a mão em meu rosto, e notei meus dedos manchados.

Não demorei a abrir um sache de ketchup e espirrá-lo atravessando toda a extensão de sua face. Ela arqueou as sobrancelhas, como eu acabara de fazer. Ainda com os olhos fechados, ela passou os dedos tirando o produto de suas pálpebras e finalmente deixou-me fitar aqueles olhos cinza, que agora eram divertidos.

Não sei ao certo como começamos isso, foi muito rápido, mas ao final estávamos completamente imundos. E nossas barrigas doíam de tanto gargalhar. Depois de nos limparmos devidamente, isso que dizer, até onde pude me limpar em uma pia de banheiro, nos sentamos no meio fio da calçada como no dia em que toquei violão novamente. Nossos pulmões ainda arfavam por oxigênio, quando nos encaramos sorrindo, com os últimos resquícios de risada. Ela mordeu os lábios levemente, atraindo toda a minha atenção para eles. Aquilo já era um velho costume dela, ela faz isso quando está nervosa, não sabe o que dizer, quando está triste e feliz... Ela faz isso todo o tempo, o que não era bom para mim... Sorriu abertamente e disse:

-Como antigamente.

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Encostei minha cabeça no tronco da arvore, e passei os dedos levemente pela grama bem aparada. Podia sentir a respiração de Annabeth calma ao meu lado, enquanto o lápis riscava a folha de caderno agilmente. Tentei imaginar o que ela estava escrevendo sobre mim... Depois eu pediria, muito gentilmente, para ler sua redação. Com ênfase no “muito”. Quem sabe eu até mostrasse a minha para ela depois. Isto é, se eu escrevesse algo. Porque a situação estava realmente precária nesse momento. Exato. Tudo que eu tentava escrever era em vão. Estávamos há duas horas e meia, sentados ali, sem dizer uma palavra sequer, só escrevendo. Ela escrevendo.

Eu alternava entre fitar a folha em branco, fitar o nada, fitar as pessoas e apenas fechar os olhos e me desligar inteiramente, como agora. Muito produtivo.

-Nada ainda? –ela me tirou dos meus devaneios.

Neguei com a cabaça, sem abrir os olhos.

— É tão difícil assim escrever sobre mim?! –soltou uma risada fraca pelo nariz, após fingir indignação.

-Não! É só que... –comecei deixando a voz morrer. Na verdade, era muito difícil, pois nada que eu pensava em escrever chegava aos pés do que ela realmente era, ou da forma que agia. – É muito mais difícil do que você pensa.

Ambos rimos descontraidamente, eu ainda com as pálpebras coladas, ouvindo o grafite riscar o papel. Abri os olhos e a fitei com um sorriso de canto. Ela corou de leve, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, sorriu da mesma forma.

-Relaxa, você vai conseguir.

Assenti confiante e voltei a sentir a grama com as pontas do dedos por vários minutos.

Ouvi risos de crianças, aquelas gargalhadas tão gostosas, e levantei o olhar. Duas crianças, um casal, provavelmente irmãos, corriam um atrás do outro. Os cabelos ruivos batiam contra o rosto dela, que tinha a expressão tão alegre, os olhos brilhantes. Não pude evitar sorrir com a cena, mas não por muito tempo.

Arregalei os olhos e engoli à seco me lembrando dela: Rachel E. Dare. Com tantas coisas acontecendo eu tinha completamente me esquecido daquele pesadelo ruivo, mas conhecido também como minha namorada.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Deixeeeem reviews lindões!
Até o proximo, que será logo, se a inspiração deixar!
Love Always,
JuhChagas.