Chartam albam
6 VI.
Notas iniciais
Uma folha de um livro branco, isso era tudo o que Kageyama poderia pedir para um dia seguinte, pois um passo ou um quilômetro poderiam ser dados em uma condição de tempo diversa da anterior. Isso foi verificado por ele em um prosseguimento de sua vida, quando as energias eram gastas e a esperança ínfima.
— Novidade te ver por aqui. — Kageyama disse, com o melhor tom sério, mas falhou de forma terrível.
— É, a situação mudou.
Tsukishima tinha dito aquilo dando de ombros. Com sorte, ele não tinha visto ou ignorou as bochechas provavelmente vermelhas de Kageyama, que ainda se encontrava atordoado com a visita não imaginada.
— Vai querer entrar?
Kageyama viu como Tsukishima hesitou por um momento, todavia, um sorriso permaneceu no rosto dele.
— Melhor não. Não vai ser um incômodo?
— Para mim ou para minha família? — Kageyama disse, franzindo as sobrancelhas sem entender. — Esqueça. Se tem algo a dizer vem logo.
Kageyama pegou o pulso de um Tsukishima desconcertado e o levou ao seu quarto com a discrição que pudesse. O melhor cenário era que resolvessem as pendências de forma pacífica, entretanto, isso não poderia acontecer com Kageyama. Sua família estava fadada a discutir por questões pequenas demais.
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