Notas iniciais
Bom, gente, não sou FÃ do KOL mas amo essa banda mais do que palavras podem descrever então, se tiver alguma informação "errada" sobre ele me informem.
Bom, enjoy!
:3
Depois de um show de 1h 30min — com direito a biz — lá estava Jared Followill, sentado em um banco de bar no meio de uma cidadezinha de Oregon; bebendo. Tinha acabado de brigar com seu irmão e companheiro de banda, Caleb. O que não era novidade. Mais uma vez: uma razão ridícula; Jared reconhecia. Mas, quando se está trancafiado em um ônibus de turnê, sem ter para onde ir, a coisa toda fica inevitável mesmo. Ele fez sinal para o garçom trazer outro copo de vodka, seu sexto. No dia seguinte teriamoutro show para fazer em Oregon. Este só seria mais um show para entrar na lista de "Shows com Ressaca do Jared", como Matt — seu primo, e também, membro da banda — costumava chamar. Eles riam com isso. Lá pelas 2h da manhã, entra uma mulher alta, de cabelos chanel escuros e pele quase de porcelana . Seues olhos estão baixos e ela está enxarcada. Lá fora deve estar chovendo canivetes, pensa Jared mexendo monotonamente, como dedo, seu copo de bebida. Olha para ela soslaio, porém a mulher com pele de porcelana acaba ganhando seu campo de visão, sentando-se ao ldo dele sem notá-lo muito. Pede uma dose de uísque e funga baixinho. Jared, vendo a chance diante de seus olhos, resolve puxar conversa. - Eaê? — Disse ele com seu sorriso "matador" que sempre funconava. - "Eaê"? , "eaê"?! Você acha que isso é jeito de se falar com uma mulher?! — Sua voz saiu mais trêmula do que havia planejado. Sera que Alice teria que aguentar mais um homem mulherengo e arrogante? Não. Não esta noite. Não mais. Jared estava de olhos arregalados. Nunca havia visto uma mulher falar assim com ele. Nunca.
Hum, talvez isso seje interessante..., pensou o baixista. E resolveu dar uma de bom moço, se redimindo. - Hum, desculpe. Deixe-me começar de novo. — Pigarreou. — Boa noite, senhorita. Como vai? — Alice arqueou uma sobrancelha, surpresa pelo comportamento inesperado, e decidiu dar-lhe uma chance. - Agora sim. Bom, sei que você não quer saber, porém vou falar de qualquer jeito. Meu noivo terminou comigo no dia do nosso aniversário. — Ela fungou e tomou um gole de sua bebida. — Ou seja, hoje! Oh Gosh, comko eu pude ser tão cega a ponto de não perceber que ele iria me trocar por aquela vadia?! — Alice deu um tapa, que fez um baque alto, em sua testa e abaixou sua cabeça. — Homens não prestam mesmo! Raça desgraçada. Deveriam ser extintos.
Oh, Guerra dos Sexos?! Onde eu fui me meter?, pensou ele com o olhar vidrado em um objeto qualquer a sua frente enquanto a mulher ao seu lado continuava a tagarelar sem parar. - ... São todos iguais; nunca mudam. É incríve! Mulherengos, arrogantes, prepotentes, egocêntricos... — Jared pigarreou para chamar-lhe a atenção. Alice parou na hora e fitou-o por breves dois minutos. - Não vou retirar uma só palavra que disse. Estou certa, sei disso. - Posso provar que está errada. Sou diferente. — Ele fez um gesto com o copo e cravou seues olhos nos olhos verddes dela. No fundo, no fundo, Jared sabia que havia mentido. Ele era igual aos outros e mais todos os outros adjetivos que a Mulher Indignada havia menciondo. Mas, quem precisa saber, não é? - Sério? Como? - Ladies first - Hum... — Alice pensa, com uma certa ideia já rondando sua mente. — Que tal jogarmos um jogo? — Seus olhos estavam semi-cerrados, o que fez Jared pensar uma coisa totalmente diferente de Alice. - Claro. — Disse o moreno sem hesitar. Alice sorriu. Jared, na ilusão de que ia se dar bem, deixou-se ser guiado pela mulher até uma sala escura, fria e completamente vazia — a não ser por uma mesa que havia no centro. Ela entrou, fechou a porta e depois virou-se lentamente e caminhou até Jared, que estava encostado na fria e suja parede. Agora ele estava hesitante. Alice tirou o elemento principal do jogo de seu bolso de trás: uma arma. E sorriu. Ela ainda não estava bêbada o bastante para ter consciência do que estava fazendo, porém, sabia o jogo de cor. Ele ficou assustado assim que botou os olhos no objeto metálico. - Que merda é essa?! — Riu nervoso. - Calma. Não vou matar você.
Esse é o jogo. Já brincou de roleta russa? — Jared ficou sem reação. Ele não estava tão bêbado assim. O que ele não sabia é que Alice tinha alguns pequenos transtornos de personalidade. Mas, quem precisa saber, não é? - Hum... sim. — Mentiu. - Mentira! — Acusou ela na hora. Contornou a mesa e jogou a arma para ele. — Prove. — Sua voz estava fria. O moreno pegou a arma com as mãos trêmulas — o bastante para só ele ver — e engoliu seco. Abriu o tambor e viu que já havia uma bala ali dentro. Seu coração bateu irregularmente naquela hora, alguma coisa estava lhe dizendo de que iso não iria acabr bem. Girou e fechou o tambor. Apontou o objeto frio para sua têmpora e mais uma vez engloiu seco. Fechou os olhos e respirou fundo.
Que merda, Jared! Por que você aceitou fazer isso? Onde eu fui me meter...?, pensou isso pela segunda vez. - Não vai dizer suas últimas palavras? — A voz de Alice soou fria novamente. Ele sorriu, mostrando uma confiança inventada de última hora. Não podia demonstrar medo. - Não vou morrer. — Semi-cerrou os olhos e fitou-a. - Homens, sempre autoconfiantes de tudo. — Ela bufou e revirou os olhos. - Bom, acho que tenho algumas palavras para falar, na verdade. — Alice fez um gesto com a cabeça para que ele prosseguisse. — Hum, não sei o por quê mas, você foi a mulher mais estranha e atraente que já conheci. Desta vez, Jared não estava mentindo. Por mais que ela fosse tagarela e tudo mais, ele havia gostado dela. Havia algo naquela misteriosa mulher que fazia Jared ter arrepios e, ao mesmo tempo, estranhas borboletas voando em seu estômago. Alice contraiu os olhos recusando-se a acreditar naquela frase dita por um estranho. Uma coisa era certa... ok duas coisas eram certas. Primeira: ela havia se sentido atraída pelo estranho mentiroso do bar também. Segunda: estava mais do que determinada a não se apaixonar de novo. Alice nem de longe queria matar o coitado, só queria propor um inocente jogo entre duas pessoas bêbadas, só isso. Mas ela sabia que o "inocente" jogo poderia trazer sérias consequências. Tudo o que ela queria era passar uma maldita noite sem ter que se preocupar com cada mínimo detalhe. Queria "dar a louca" pelo menos uma vez na vida. Ela tinha esse direito, certo?
Vamos acabar logo com isso, pensou Jared. Apertou o gatilho. Seu coração deu um salto. Nada ocorreu. Sem balas. Ele respirou aliviado e passou a arma para Alice com um olhar de quem diz: "viu? Te disse", que ela ignorou. Pegou a arma, girou o tambor e apontou para sua têmpora. - Ok, minha vez. Bom... hum... Isso vai parecer meio cliché mas, hum. — Ela fechou os olhos e respirou fundo. Abriu-os. Cravou-os em Jared. E percebeu que não poderia controlar o que estava se passando dentro de seu coração. Ela, de fato, havia gostado dele e isso, para Alice, era uma sentença de morte. — Okay, homens não prestam e eu , de novo, acabei caindo na lábia de um. Mas, sei lá, sempre acho que vai ser diferente embora nunca seja. Por breves cinco minutos achei que você fosse perfeito. Aquilo deixou Jared perplexo. De queixo caído. Estava se sentindo culpado.
Vamos acabar logo com isso, pensou a moça de cabelos chanel escuros. Alice apertou o gatilho. O ouvido de Jared ouviu o som mais alto de sua vida. O de um tiro. Tinha dado certo. Ela tinha acertado o lugar da bala. Ela estava morta. Aquelas palavras haviam mudado Jared. Para sempre. Ele foi até o encontro dela. Seus olhos estavam abertos, ela estava toda ensanguentada, contorcida. Uma cena horrível. Ele fechou os dois olhos dela suavemente e suspirou. Há mulheres que são assim, perigosamente atraentes e nem se dão conta. Charmosas e loucas elas te propõem coisas insanas e você acaba aceitando. Porque
she's such a charmer, oh no.
Notas finais
Eaê gostaram? *-*
Bom, deixem review mesmo para dizer que o final ficou wtf... ou para dizer se ficou legal ^^
XOXO.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor