Charlie é o Cara

46 Você disse isso mesmo que eu acho que você disse né?


Notas iniciais
OLÁÁÁÁÁÁ GENTE!!!! Primeiro, não me matem! kkkkkkkkkkkk Eu sei que isso é muito tempo sem postar, me perdoem, mas cara... esses dias foram muito corridos! Eu tive prova a semana toda daí quando eu chego em casa já são onze horas e tudo que eu consigo pensar é em cama (sou praticamente Pharlie, sqn kkkkk). Enfim, mas consegui terminar de escrever o capítulo ontem a noite! Sim, fui madrugada adentro só pra conseguir postar para vcs, viram só os sacrifícios que faço por vcs? u.u Rummmm! Quero dar um obrigado especial para a linda da leitora Meow pela recomendação, obrigado amoree, esse capítulo é p vc! Então se preparem pra um capítulo cheio de POV's, de barracos e afins, vocês sabem como é a vida desse pessoal, né? kkkkkkkkkk Boa leitura!

POV-Cece

Enquanto eu corria a porta do meu loft, o meu questionamento era se eu realmente estava indo para a festa da Kappa. Não depois da ameaça de Angel, não correndo o risco de ver tudo desabar a minha volta. Congelei quando dei de cara com Shane, saindo pela porta bem na frente da minha. Ele carregava um capacete embaixo do braço e um sorriso convencido no rosto.

― Cecília. ― Ele me cumprimentou com um aceno da cabeça.

Desviei meus olhos para o capacete embaixo do seu braço e perguntei:

― Indo para a festa da Kappa?

― É bom para o negócios. ― Ele sorriu e fez um aceno positivo. ― Eu estou.

― Não diga que também não gosta da parte onde está cercado por garotas de lingerie.

― Outro ponta alto do meu trabalho.

Revirei os olhos e ri.

― E quanto a você?

― Eu? ― Disse, sem perceber e olhei a minha volta. Então dei uma olhada para mim mesma, percebendo que vestia apenas um short jeans velho e uma blusa de pijama. ― Eu não estou muito apresentável para uma festa Kappa. ― Shane sorriu.

― Eu não acho que deveria se preocupar, é uma festa onde não se precisa usar roupas. ― Ele deu de ombros e ficou em silêncio por um momento, como se estivesse esperando eu me convencer. ― Quer uma carona?

Shane tirou o capacete de baixo do braço e o ofereceu para mim.

― Já tem algum tempo em que eu não tenho você na minha garupa. ― Completou.

― Já tem algum tempo em que eu não tenho você na minha garupa. ― Repeti, em outro tom e ele riu. Peguei o capacete e o empurrei de volta para ele. ― Eu quero as chaves.

― E eu quero ganhar na loteria.

Abri a minha mão e a estiquei na sua frente, esperando pelas chaves. Mesmo que contra a sua vontade, Shane colocou as mãos no bolso da frente da calça e depositou as chaves da sua Harley Davidson na palma da minha mão.

― Acha que pode se segurar na garupa e ainda ser o meu terapeuta? ― Perguntei a ele.

― Exatamente como nos velhos tempos. Acho que ainda posso fazer isso. ― Ele acenou positivamente, confiante.

POV-Mary

― Oi!

Eu não sei o que foi pior ao dizer isso, se foi a minha ansiedade ou o desespero por atenção mais do que evidente na minha voz. Joe havia se afastado por um segundo para falar com Adam e eu simplesmente não consegui resistir e ir até Johnny. R U Mine do Arctic Monkeys estava tocando. Eu encarava fixamente as suas costas, esperando uma reação tão animada quanto a minha vindo dele.

― E aí. ― Foi tudo o que ele disse e ao se virar lentamente, deixando um garoto falar sozinho. Completamente cafajeste. Mas o pior não foi isso, foi provavelmente a secada que ele me deu dos pés a cabeça.

― Tudo bem? ― Perguntei, me encolhendo um pouco pela forma com que ele me olhou.

― Claro, porque não estaria? ― Ele riu de forma convencida.

― Eu não sei. ― Respondi meio confusa, acho que saiu mais como uma pergunta.

― É, tanto faz. ― Johnny deu de ombros e deu um longo gole no seu copo de vidro.

Eu não gostava de quando ele fazia isso e menos ainda pela forma que ele estava me tratando. Sem nem olhar para mim enquanto falava, dava de ombros para tudo e eu podia ver uma ruga de irritação se formando na sua testa.

― Qual o problema? ― Perguntei, sem entender o motivo dele estar assim. ― Porque está me tratando desse jeito?

― Porque eu quero, tem um padrão pela forma que eu devo tratar as pessoas agora? ― Ele respondeu de forma rude. ― Essa festa está um lixo. Porque não volta para os seus amigos idiotas?

Minha boca se abriu mas não saiu som algum, eu apenas fiquei parada e chocada com a forma com que Johnny estava sendo rude. Agora eu podia entender do que os meus amigos estavam tentando me proteger, os meus olhos arderam e eu pisquei para afastar as lágrimas.

― Eles não são idiotas, diferente de você!

Me virei bruscamente para sair dali, quando dei de frente com um três garotos que olhavam diretamente para mim e davam risada. O garoto no meio deles segurava uma câmera de vídeo na mão e não precisava de muito para saber que ela estava apontando diretamente para mim.

Engoli em seco e fechei os olhos por um momento, envergonhada e sentindo raiva de mim mesma por ter vindo nessa festa, por ter falado com Johnny e por ter tirado o meu vestido.

Abri meus olhos novamente e vi Johnny passar ao meu lado feito um foguete. Ele alcançou os garotos em três passos, então tomou a câmera da mão do garoto do meio sem lhe dar tempo para questionar. Então a atirou do outro lado da sala, acertando a parede e fazendo a câmera se espatifar em vários pedaços.

― Cara, ficou maluco? ― O garoto da câmera gritou.

Todos pararam de conversar e dançar, as atenções se voltaram para nós. A única coisa que se ouvia era o som da música. Todos estavam atentos para o começo de uma briga. Johnny se virou para ele e foi se aproximando dele lentamente, a postura tensa e pronto para qualquer coisa.

― O que você vai fazer? Vai filmar a minha bunda também? ― Johnny disse arrogante, aproximando seu rosto do garoto.

Os amigos do garoto se aproximaram também, não seria uma briga justa de três contra um, mas Johnny foi mais rápido. Pegando o garoto de surpresa, ele empurrou seu peito, fazendo ele cambalear para trás e cair em cima de uma mesa de madeira, fazendo-a quebrar. O garoto aterrizou no chão com um gemido de dor sobre o que restou da mesa.

Os outros dois iam para cima de Johnny, mas não tiveram tempo quando Angel apareceu gritando.

― Vocês são retardados? ― Ela gritou, empurrando as pessoas para sair do caminho e espetando todos as sua volta com um conjunto de asas que ela usava. ― Essa mesa é italiana! ― Angel apontou para o garoto no chão e o que restou da mesa.

― Italiana e horrível. ― Johnny respondeu com desprezo. ― Me mande a conta.

Ele deu as costas para Angel e os para os outros dois garotos, então se aproximou de mim novamente e pegou meu braço com a mão levemente, então saiu me puxando para longe dali. Ouvi Angel gritar -:

― Alguém tira esse lixo daqui! ― Uma pausa e ela gritou novamente. ― Eu estou falando desse garoto e não da mesa!

POV-Joe

O espaço já era pequeno demais, para duas pessoas caberem ali era quase a conquista de um desafio. Sem contar toda a tralha que estava entulhada dentro do pequeno armário. As paredes e a porta trancada vibravam com a música, fazendo a chave da porta balançar.

Soltei um suspiro cansado e parei de beijar Adam, mas mantive minhas mãos sobre os seus ombros (por falta de opção também, não tinha mais onde enfiar elas naquele cubículo).

― O que foi? ― Adam perguntou confuso, eu mal conseguia ver seu rosto ali no escuro.

― O que foi? ― Repeti. ― Tirando a poeira, o cheiro de pinho sol, o espaço pequeno demais e as aranhas também... ― Falei, afastando uma do seu ombro com a mão.

Adam apenas riu.

― Pelo menos aqui estamos sozinhos, Joe. ― Ele se aproximou para me beijar novamente, mas me afastei e esbarrei em uma prateleira, derrubando uma boa quantidade de produtos para limpeza.

― Viu? É disso que eu estou falando. ― Disse cansado. ― Eu estou cansado de me esconder em lugares como esse só para ficar um pouquinho com você. Estou cansado dessa merda.

― O que você quer que eu faça? Termine com a minha namorada e comece a namorar você? ― Ele perguntou sério e uma ponta de esperança cresceu em mim.

― É, porque não?

― Você ficou louco? ― Adam gargalhou.

― O que tem de tão engraçado nisso? ― Perguntei sério.

― O que tem de tão engraçado? O fato de você achar que isso realmente vai acontecer. Porque não vai, Joe.

― Não tem nada de errado em ser gay. ― Falei.

― Não diz essa merda de palavra. ― Adam falou irritado, se afastando de mim também e esbarrando em um balde de limpeza.

― Que palavra? Gay? ― Repeti, ficando irritado também. ― Porque é o que você é! Não tem nada de errado nisso, Joe. Eu vou estar do seu lado!

― Joe, você não conhece os meus amigos, não conhece a minha família. Não sabe o que isso faria. E quanto a Summer, como acha que ela vai reagir?

― Como acha que ela vai reagir quando te pegar fodendo com um cara no dia em que vocês estiverem casados e com filhos?

Adam revirou os olhos e se virou para a porta.

― Eu acho que nós já tivemos o suficiente por hoje Joe, eu te ligo depois. ― Ele tocou a maçaneta da porta para sair, mas afastei seu braço dali.

― Eu acho que nós já tivemos o suficiente de tudo. Você me enrola já tem oito meses, você fica comigo quando quer e eu sou idiota, vou lá quando você chama. Enquanto fica pagando de machão por aí para os seus amigos. Estou cansado, Adam. Estou cansado de ser o seu segredinho sujo, então eu acho que já está na hora de você tomar uma decisão. Ou você fica comigo ou eu vou seguir com a minha vida, porque eu não vou desperdiçar ela brincando de esconde-esconde com você.

― Beleza então! Porque eu não vou fazer isso. ― Adam deu de ombros de forma arrogante.

Apertei meus punhos para simplesmente não acertar um soco na cara dele, puxei a porta de uma vez e sai dali, batendo a mesma com força. Stacey estava passando por ali, ela me olhou confusa e depois olhou para a porta do armário.

― Eu estava limpando o lixo da minha vida. ― Falei e sai andando dali.

POV-Charlie

― Charlieeeeeeeeeee! ― Ouvi um grito fino e extremamente animado de Katherine apesar da música alta.

Ela veio correndo na minha direção, segurando dois copos descartáveis na mão. Como sempre, usando saltos altos e agora um conjunto de lingerie, composto por um corpete e cinta liga.

― Por favor, me diga que ela não está usando aquilo. ― Ouvi Amy murmurar ao meu lado, olhando tão apavorada para ela quanto eu.

― Eu parei de me surpreender depois do bong cheio de strass. ― Sussurrei.

― E aí, garotas? Estão curtindo essa festinha? ― Ela chegou e parou na nossa frente, dançando no ritmo do Hip Hop que estava tocando. ― Porque eu estou, isso aqui tá muito quente. Uh, mamacita! Experimentem isso aqui!

Kat empurrou um dos copos que segurava para o nosso rosto, eu me afastei mais Amy pegou e cheirou, então espirrou.

― O que é isso? Combustível de avião? ― Amy falou.

― Eles chamam isso aí de Dinamite Pangaláctica. ― Katherine respondeu.

― Aposto que foi Peter quem escolheu o nome. ― Murmurei, sem acreditar.

― Ele provavelmente vai acabar chamando o filho de Ford Prefect. ― Amy disse, devolvendo o copo para Katherine sem beber uma gota.

― Charlie, podemos conversar? É importante. ― Eu não gostei do seu tom de voz, vindo de Katherine. Isso poderia significar que ela estava grávida de um universitário ou a ajudasse a enterrar um corpo no meio da mata. ― É sobre o cara que conheci e te falei.

― Tem que ser agora? Eu tenho meio que uma coisa para fazer. ― Falei, me lembrando de Angel. Eu tinha que encontrá-la logo.

― É sexo? Se não for sexo, não é tão importante assim. ― Katherine disse, dando um gole no seu Dinamite Pangaláctica.

Eu e Amy trocamos um olhar.

― Está fazendo sexo com ela? O que aconteceu com Peter?

― Ok, eu acho melhor eu ficar com isso aqui mesmo. ― Amy disse pegando o copo da mão dela e dando um gole, então ela gritou. ― MINHA NOSSA, EU PREFERIA BEBER VENENO! MAS É DELICIOSO!

― É incrível, não é? ― Katherine pulou no lugar e bateu palminhas animadas.

― Já que vocês estão se entendendo nisso aí... ― Apontei para o copo. ― Vou resolver o que tenho para fazer. Nós nos encontramos mais tarde.

Amy estava fazendo passos de robôzinho com o copo na mão enquanto Katherine gargalhava e aplaudia.

― E as duas estão bêbadas. ― Acenei positivamente.

Me virei para sair dali e comecei a caminhar pela casa a procura de Angel ou algum rosto conhecido, eu já tinha alguma ideia em mente do que iria falar para ela, eu ia dar um choque de realidade mas também não queria pegar muito pesado.

Encontrei os rapazes sentados em uma mesa de poker. Peter, Mike, Jon e Bruce jogavam poker com um convidado nada mais do que interessante. Killian estava sentado junto com eles, vestindo apenas cueca samba canção, ele fumava um charuto e sua bengala estava apoiada ao seu lado na cadeira, era uma cena bastante cômica. Me aproximei da mesa e parei ao lado de Peter.

― Essa é a ideia de diversão de vocês? ― Perguntei, cruzando os braços sobre o peito.

― O viagra fez efeito, as pessoas estão apavoradas. ― Mike falou. ― É tudo sua culpa! ― Ele apontou o dedo para Jon que deu de ombros e jogou mais uma carta.

― Na minha época, tomar viagra era para se orgulhar e sair por ai mostrando o que é que se tem de melhor. ― Killian falou. ― E aí, ruivinha.

― Agora nós somos os esquisitos. ― Bruce falou.

― Você sempre é o esquisito, não sei porque está preocupado. ― Jon disse.

― Então professor, como foi com aquela garota? ― Perguntei.

― Ah, nem me fala! Pelo amor de Deus! Ela começou com uma história de casamento e conhecer os pais dela. O que ela estava pensado?

― Conhecer os pais dela? Quantos anos ela tinha? ― Perguntei confusa.

― Vinte e quatro. ― Ele respondeu, jogando cartas. ― Eu disse que ela era velha demais para mim.

― Eu sei como é ter um coração partido, amigo. Quer um abraço? ― Mike perguntou a ele.

― Não venha me abraçar com uma ereção, eu hein. ― Killian disse, arrastando a sua cadeira para longe de Mike.

Olhei para Peter que estava me olhando sorrindo. Baixei meus olhos para a sua cueca e vi o volume sobre a mesma, minha boca se abriu e Peter deu de ombros.

― Vocês acham mesmo que é seguro beber whisky após tomar viagra? ― Perguntei, pegando a garrafa quase vazia no centro da mesa.

― Eu não acho que mais nada seja seguro a essa altura, verdade seja dita, Charlie, meu pênis está quase tão duro quanto britadeira. ― Jon respondeu. ― E quanto a você, algum efeito do viagra?

― Por enquanto nada. ― Falei, dando de ombros.

― Nós estamos bebendo porque foi um presente. ― Bruce falou.

― Um presente? De quem? ― Perguntei curiosa.

― Angel. ― Ele disse sorrindo.

― Angel? ― Repeti.

― Angel. ― Mike confirmou.

― Angel? ― Tentei mais uma vez.

― Angel! ― Jon confirmou.

― Não se atreva a dizer Angel de novo. ― Killian resmungou.

― Uau! ― Falei confusa. ― Porque?

― Vai saber, ela é doida. Quem se importa né? ― Peter falou. ― E aí , Charlie, tá afim de jogar? ― Eu não sei porque mas tenho a leve sensação de que ele queria mudar de assunto.

― Ela estava incrivelmente doce hoje, eu não sei o que foi aquilo. Mas foi doideira. ― Jon falou. ― Pode beber se quiser, não está envenenado.

― Angel estava gentil? ― Perguntei abrindo a garrafa de whisky. Pensei nos calmantes que Katherine havia dado a ela no outro dia, mas não podia ser. Ela provavelmente só estava contando vantagem para dar o ataque a seguir. O que só me dizia que eu tinha que me apressar.

Dei um gole na garrafa e senti queimar ao engolir a dose de uma vez. Olhei para Peter que me observava ainda, sem prestar atenção no jogo.

― Bom, vejo vocês depois rapazes. ― Coloquei a garrafa no centro da mesa novamente. ― Eu tenho umas coisas para fazer.

POV-Jon

Charlie se virou para sair e eu olhei para as suas costas. Ok, talvez eu tenha dado uma olhada para as costas e também um pouco mais para baixo. É só uma olhada, não tem nada de errado. Mas minha nossa, eu tenho quase certeza de que já vi essa bunda em algum lugar. Eu sou um cara que tem memória fotográfica para bundas de garotas. Posso dizer quem é a garota só pela bunda.

― Eu ganhei. De novo. ― Mike falou, sem nenhum tipo de animação. ― Infelizmente.

― O QUE? DE NOVO? ― Killian reclamou.

― Você tá roubando. ― Bruce disse.

― Eu estou odiando o universo agora por você ganhar de novo. ― Peter falou.

― Eu queria poder ter cinco mil pés apenas para chutar a sua bunda com todos eles. ― Killian falou.

― Hei Pete, e quanto a Margarita? ― Perguntei.

― Hã? ― Peter disse confuso, olhando para as suas cartas.

― Margarita, a garota francesa hoje cedo. ― Lembrei-o. ― A que você asfixiou com seu pinto.

― Francesa? ― Killian sorriu. ― Quer dizer então que você comeu um croissant hoje cedo, é? ― Dando um tapinha no ombro de Peter.

― Croissant? Ele estava matando a garota, isso sim! ― Bruce falou.

― Vocês é que entraram no momento errado, qual é, gente! Margarita está bem, obrigado por perguntar.

― Diga a ela que eu disse oi. ― Mike falou. ― Gosto daquela garota.

― Mas você não a conhece. ― Falei confuso.

― E DAÍ? VOCÊ PRECISA CONHECER AS PESSOAS PARA GOSTAR AGORA? MINHA NOSSA, EU ESTOU SENSÍVEL! Vou para a casa assistir Comer, Rezar e Amar. ― Mike deu um dos seus ataques e jogou as suas fichas no meio da mesa. ― Eu estou fora!

― Tão esquisito. ― Murmurei.

― Tem algo muito errado com esse menino. ― Killian falou, olhando Mike sair da mesa.

― Posso ficar com as fichas dele? ― Bruce pediu.

― Nós deveríamos contratar uma prostituta para ele. ― Peter falou e todos nós olhamos para ele. ― Foi só uma ideia.

― Eu também quero uma! ― Bruce disse levantando a mão.

POV-Charlie

Bastou caminhar um pouco mais pela casa que não foi difícil encontrar Angel, ela estava se destacando da maioria das pessoas graças a um conjunto de asas que ela estava usando. Vi ela conversando com uma garota que reconheci de imediato. Era Summer Hamby, a namorada de Adam, eu lembrava vagamente de Joe ter me mostrado quem era ela. Summer Hamby (Lily Collins) era uma Kappa, uma das poucas que sabia contar até cem e sabia citar o alfabeto sem errar. Outra coisa que a destacava das suas irmãs de fraternidade era que Summer não seguia o padrão de beleza Kappa, loira, peituda e arrogante. Ela era morena, baixinha de olhos verdes.

Me apressei em alcançá-las o mais rápido possível, o que quer que fosse que Angel estivesse conversando com ela, não poderia ser bom.

― Angel! ― Cheguei falando animada, como se eu e ela fossemos realmente amigas. ― Eu estava procurando você por toda parte, minha nossa!

Angel me olhou com desprezo e fez uma cara de nojo, como se eu fosse uma barata tentando participar da conversa.

― Porque você está aqui? Eu não te convidei.

Olhei para Summer e a boca dela se abriu em surpresa pela forma com que Angel foi rude.

― Angel, não seja má educada na frente dos seus convidados. ― Dei um tapinha no ombro dela, ok, talvez tenha sido um tapão. ― Você é Summer, né? Eu sou Charlie, é um prazer conhecê-la.

― Você é Charlie, a garota Roar Omega Roar. Eu ouvi algumas coisas sobre você, é bom conhecê-la pessoalmente. ― Summer disse com um sorriso simpático.

― Você quer dizer a puta Roar Omega Roar, né? Poligamia ainda não é muito bem vista em certo países, tá? ― Angel disse. ― Porque você não se munda para a Índia e leva o garoto mexicano com você?

― Summer, eu acabei de encontrar Adam, ele disse que estava procurando por você. Acho que era algo importante. ― Continuei conversando com Summer, ignorando a presença de Angel como se ela nem estivesse ali.

― É, é melhor eu ir falar com ele. Foi um prazer conhecê-la, Charlie. ― Summer disse, acenando positivamente e sorrindo em despedida.

Pelo menos alguém tinha um pouco de noção e bom senso ali. Assim que Summer saiu, me virei para Angel novamente, a fuzilando com o olhar.

― Tentando salvar a pele do seu amigo? Deixe-me apenas lhe informar que você está falhando completamente nisso. Na verdade, eu nem estava planejando contar a ela ainda.

― Você não vai contar a ela! ― Falei séria.

― Você não pode estar perto o tempo todo para me impedir, sem contar que Summer mora na minha casa, eu não acho que seja muito difícil eu conseguir ficar sozinha com ela.

― O que de errado com você? Você tem alergia a alegria dos outros? Você é homofóbica ou sei lá eu?

― Eu nunca fui anti gay, apenas anti você e os seus amigos. ― Ela revirou os olhos. ― O meu cabeleireiro é gay. De qualquer forma, se está aqui para tentar me impedir e implorar para eu salvar a pele dos seus amigos, a resposta é não. Mesmo que ia ser ótimo ver você implorar, vai ser melhor ainda ferrar com a vida deles.

― Eu não estou aqui para te impedir. ― Falei em tom calmo e lentamente, dizendo cada palavra claramente para que Angel entendesse. ― Eu estou aqui para garantir que você não vai fazer.

Dei um passo na sua direção, ficando mais próxima dela e levantei o rosto para ficar a sua altura. Arranquei uma pena da asa que ela usava e sorri.

― O que você vai fazer? Vai me bater? Puxar meu cabelo? Arrancar as minhas asas? ― Angel disse rindo.

― Não. ― Falei, passando meus dedos sobre a pena. ― Vou fazer exatamente como você, vou arruinar sua vida também. Eu não sei porque você me odeia ou o que eu fiz para você, mas desde que eu cheguei aqui, tudo que você faz é infernizar a minha vida e a dos meus amigos, então isso para agora. Cale a sua boca ou vou fazer você perder tudo.

Angel riu como se eu estivesse contando uma piada, ela não estava me levando a sério. Era dessa forma que ela tirava as pessoas do sério, mas isso não funcionava comigo. Esse era o meu jogo.

― Diga a Peter que eu falei oi. ― Ela falou, dando o golpe final para me fazer explodir. ― Ele vai se cansar de você, igual ele se cansa de todas. Você só é mais uma foda na lista dele, não se sinta especial, porque ele trata todas assim.

― O que eu fiz para você? ― Gritei, rangendo os dentes de furiosa para ela.

― Você nasceu! ― Angel gritou de volta, abaixando a cabeça e olhando diretamente para mim. ― Antes de você se mudar para cá a minha vida estava perfeita!

― Não! Antes de eu me mudar aqui você não tinha concorrência. Esse é o seu problema, Angel, você prefere que as pessoas temam você do que ser gentil com elas, você é manipulativa, cruel, insegura e a única pessoa que você deveria culpar agora por sua vida ser uma merda e você ser sozinha, é você mesma! Porque eu sei como é solitário estar no topo, acredite, eu já estive lá. Você não consegue ser feliz e a felicidade dos outros te incomoda.

― Quem você acha que é para chegar aqui e me dizer o que eu sou e o que eu não sou? ― Angel me cortou, com a voz já vacilante pela insegurança e o fato dela estar perdendo. ― Você não me conhece.

― Eu conheço o seu tipo. Você é o tipo de garota que foi massacrada a vida inteira e quando tem uma chance de ter poder, você não a desperdiça. Você coloca as pessoas para baixo para se sentir melhor consigo mesma. O problema é quando você faz isso, você se torna o que você mais odeia. De uma boa olhada em si mesma, Angel, você é feia! Você é feia por dentro, você é podre, você é invejosa, egoísta e impossível de amar. Um tipo de feiura que maquiagem não pode cobrir e você está sozinha com quem você mais gosta, você mesma. E nem você será capaz de gostar de si mesma daqui a um tempo, porque você é uma pessoa horrível.

Os lábios de Angel tremeram, mas ela não disse uma palavra. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, lágrimas que eu sabia que ela lutava com todas as suas forças para não derramar.

― Você ainda pode chorar, acho que no fim das contas você ainda é humana né? ― Forcei um sorriso, sabendo que isso ainda a magoaria mais e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Ela respirou fundo e deu um passo para sair dali, mas segurei em seu braço com força, a impedindo de continuar. ― Mantenha a merda da sua boca fechada, ou vou fazer você se arrepender de ter aberto ela, entendeu?

Angel acenou positivamente, ainda sem dizer uma palavra.

― Mais uma coisa, fique longe do Peter. ― Dito isso, soltei seu braço e ela se afastou.

POV-Johnny

― Onde nós estamos indo? Porque tem o Joe. ― Mary falou, enquanto passávamos pela porta da frente da casa da Kappa e eu ainda a levava comigo pelo braço. ― Eu não disse a ele que iria...

― Primeiro, vamos pegar uma roupa para você. Depois, eu provavelmente vou voltar lá e acabar com aquele cara. ― Falei, enquanto descíamos os degraus da frente da casa.

― Eu não acho que isso seja uma boa ideia. ― Mary falou, correndo para acompanhar os meus passos.

― Porque não? Não me diga que você é uma dessas anti violência gratuita, porque isso é um saco.

― Na verdade, eu ia dizer que é melhor não porque você é meio que péssimo em se meter em brigas. ― Ela disse naturalmente, dando de ombros.

― Como você sabe que eu sou péssimo em me meter em brigas? ― Perguntei, confuso.

― Por causa de ontem, Cece acabou com você.

― Aquilo não foi uma briga. Cece é uma garota, eu não brigo com garotas.

― Mesmo assim você tem que admitir que ela acabou com você, né? ― Mary tentou novamente.

― Ok, talvez um pouco. Mas fui eu quem deixei.

― Os rapazes da ROR também dizem que você é um chorão em brigas. ― Ela disse quando paramos ao lado do meu carro, estacionado na rua.

― Eles dizem isso porque são idiotas. ― Falei, soltando seu braço e abrindo a porta do carro.

― Engraçado, eles falam a mesma coisa sobre você. ― Mary continuou. ― Talvez se todos vocês decidissem se conhecer melhor, ninguém chamaria mais ninguém de idiota e todos seriam amigos.

― Bom, é um pena, porque não estou interessado. ― Falei enquanto pegava uma camisa do meu uniforme de baseball da minha mochila que estava no carro.

― Você nunca está interessado, dá para perceber pela cara de tédio que você quase sempre faz. ― Ela disse.

Tentei não rir, mas simplesmente não consegui. Me virei para ela novamente e ela me olhou confusa quando me viu rindo.

― O que foi? Tem sujeira no meu rosto?

― Não tem nada de errado com seu rosto. É só o que você diz, gosto disso em você. Você sempre diz as coisas na inocência. ― Falei, oferecendo a camisa a ela. ― Veste isso.

― O que eu disse de errado? ― Ela perguntou confusa, pegando a camisa.

― O que você não disse de errado, né?

― Eu sinto muito, não quis ofender. ― Mary disse enquanto colocava a camisa.

― Eu sei que não. ― Acenei positivamente. ― Por isso que é engraçado.

Olhei ela vestir a camisa completamente, ficou grande demais e poderia caber umas três ou quatro dela ali dentro, mas serviu para esconder o que me incomodava.

― Você deveria voltar para os seus amigos idiotas. ― Falei.

― É, eu provavelmente devo fazer isso antes que Joe apareça aqui de novo com Cece. ― Ela disse brincalhona.

― Você já está pegando o jeito das piadinhas, não? ― Sorri para Mary e ela deu de ombros, sorrindo de volta.

― Então, tchau. ― Ela levantou a mão para dar um tchauzinho. ― Eu devolvo a sua camisa depois, pode ser?

― Pode ficar, é toda sua.

― Ok. ― Ela acenou positivamente e então se virou para sair.

― Mary? ― Chamei seu nome, querendo bater em mim mesmo por isso, fechei o punho e pensei em me dar um soco.

― Sim? ― Ela disse ao se virar.

― Você está com fome? ― Perguntei.

POV-Pete

― Vocês viram o jornal hoje? Viram o preço da gasolina? Que doideira né cara, onde é que nós vamos parar. ― Bruce falou, enquanto ainda jogávamos Poker e bebíamos outra garrafa de whisky, cortesia do Killian.

― Gasolina? ― Jon disse rindo. ― Porque carros e barcos precisam de gasolina? ― Ele continuou rindo.

― Eu não sei porque barcos precisam de gasolina, eles só não deslizam pela a água? ― Falei confuso.

― Quem vai comprar um barco? ― Pablo que havia pegado o lugar de Mike na mesa e jogava enquanto comia um saco gigante de batatinhas.

― São as empresas de petróleo, elas controlam tudo, a TV, Coca-Cola, o McDonald's e até os barcos. Tem esse cara na internet que inventou um carro que funciona com água, mano. Você não coloca combustível, você coloca água! ― Bruce continuou, indignado com o preço da gasolina.

― Então é um barco? ― Pablo continuou, enfiando mais batatinhas na boca.

― Não, é um carro que funciona com água e também anda na água, cara! ― Jon disse e começou a rir de novo.

― Eu nunca ouvi falar desse carro. ― Falei e Jon riu mais ainda.

― Hei, nós poderíamos vender a Charlie para comprar gasolina. ― Bruce disse.

― Então, quem vai comprar um barco? ― Pablo repetiu, lambendo o saquinho de salgadinho.

― Ok gênios, chega disso aqui para vocês! ― Killian falou, tirando a garrafa de whisky da mesa. ― E chega de viagra também, o pinto do Peter está encostando na mesa e deixando ela pensa para o lado.

Todos nós começamos a rir enquanto Killian olhava para nós de mal humor e dava um gole na garrafa de whisky.

POV-Charlie

Após ter falado com Angel, por um momento eu me questionei se eu havia ido longe demais. Talvez sim. Talvez não. Mas no momento foi o que ela mereceu, cada palavra que eu disse já estava de acumulando desde a primeira vez em que pedi para ela parar com isso, mas ela simplesmente continuou provocando até eu explodir. Especialmente no momento em que ela falou sobre Peter, porque ela sabia que isso ia me machucar. Até mesmo alguém como ela, sabia que eu estava começando a realmente gostar dele.

A minha única insegurança agora era se ela ia usá-lo para atingir a mim, o que não era de se duvidar. Encontrei Joe descendo pela escada da sala e acenei para ele, o chamando. Ele não parecia muito contente, talvez com a notícia que eu tinha para lhe dar isso ia melhorar o seu humor.

― Quem é sua amiga do peito? ― Falei sorrindo ao alcançá-lo. ― Resolvi o nosso problema com Angel.

― Por favor, não me diga que aceitou a ideia da Amy e vocês mataram ela. ― Ele falou.

― Não era uma ideia ruim, mas não. Eu lidei com a situação, tive uma conversa com Angel e garanti que ela não vai mais nos incomodar. ― Expliquei.

Joe cerrou os olhos e me olhou com mais atenção.

― Uma conversa? Isso está soando mais como ela teve uma conversa com um porrete ou uma faca. ― Joe continuou.

― Quer parar com isso! ― Falei rindo. ― É sério, relaxa, não importa. Está tudo bem agora.

― Bom, agora tanto faz já. Eu terminei as coisas com Adam. ― Joe disse sério.

― Joe, eu sinto muito. ― Puxei ele pelos ombros para um abraço, mas me afastei rapidamente quando senti o efeito do viagra que ele havia tomado mais cedo. ― Opa! O que aconteceu?

― O que não aconteceu, na verdade. ― Joe falou, cruzando os braços sobre o peito. ― Eu gosto dele, Charlie. Mas ele não gosta de mim o suficiente.

― Eu sinto muito, Joe. Mesmo, eu prometo que quando você não tiver mais uma ereção, eu vou te dar um abraço bem apertado, ok? ― Falei, segurando as duas mãos dele.

― Obrigado, Charls. Mas não se preocupe com isso, ok? Eu estou bem.

― OI GENTEEEEEE! ― Amy apareceu, gritando animadamente ao nos ver. Ela carregava um taça cheia com um drink azul fluorescente e um monte de azeitonas dentro. ― Onde vocês estavam? Eu to aqui super curtindo um batidão!

― O que aconteceu com você, doidinha? ― Joe perguntou rindo dela.

― Eu deixei ela sozinha com Katherine. ― Expliquei.

― Katherine. Katherine. Katherine. Katherine. ― Ela repetiu diversas vezes e pegou uma azeitona de dentro da sua taça e comeu. ― Ela sabe como curtir uma festa. Festa. Festa. Fiesta. Fiesta. Cadê o Pablo? Uhu! ― Amy cuspiu o caraço da azeitona que ela estava comendo no cabelo de uma garota que estava passando.

― Amy! ― Falei horrorizada.

― O que você está bebendo aí, hein? ― Joe pegou o copo da mão dela e deu um gole. ― Hummmmm, Dinamite Pangaláctica! Isso aqui é doideira!

― Cadê a perguntei? ― Perguntei ao Joe.

Ele pensou por um momento antes de responder.

― A última vez que eu a vi, eu havia a deixado sozinha para ir falar com Adam. Desde então não sei onde ela está. ― Ele deu de ombros.

― Ao menos, ela não está com Katherine dessa vez. ― Falei um tanto aliviada.

― Ai gente, eu vou curtir um pouco daquele castelinho inflável que tem lá fora, alguém tá afim? ― Amy falou, pegando o seu copo da mão de Joe novamente.

― Por favor, não vomite lá dentro. ― Fiz uma careta para ela.

― Não. Não. Não. Não. Nada de vomito. ― Ela comeu outra azeitona.

― Você pode me arrumar um desses, Amy? Eu estou realmente precisando. ― Joe falou, apontando para o copo dela.

― Uhum, posso te arrumar vários desses. ― Amy respondeu, acenando positivamente. ― E Cece, ela deu as caras por aqui?

POV-Cece

Parei a Harley de Shane na frente da casa da Kappa, ganhando atenção com o barulho de potência do motor e a curiosidade das pessoas. Shane estava sentado atrás de mim, suas mãos passavam em torno do meu corpo e usavam o tanque da moto como apoio. Ele apoiou seus pés no chão primeiro e arrastou as mãos de volta preguiçosamente, pousando-as sobre os seus joelhos.

― É, você ainda pode fazer isso. ― Ele falou bem humorado, descendo da moto primeiro.

― É claro que eu ainda posso. ― Acenei positivamente e tirei o capacete. ― Agora que eu já te dei uma carona, que tal você me dar um conselho? Você veio ouvindo o caminho todo.

― É, essa é a parte que eu menos gosto. ― Shane fez uma careta. ― Antigamente, o meu conselho para você era sempre o mesmo, eu te passava um baseado. Mas já estamos tentando coisas novas aqui, lá vai ele. Eu acho que está tudo bem se sentir tentada, Cece. De achar que vai ter recaídas, porque você é humana. Mas você tem que passar por isso.

― Antes eu costumava odiar a obrigação de ser boa em tudo, a pressão, os olhares e o desapontamento quando você falha. Eu simplesmente queria que tudo aquilo fosse embora, sabe? E quando eu perdi tudo, eu me senti sozinha. Eu tive que reconstruir uma nova vida e aprender como vive-la, Shane. É só que as vezes eu não consigo aguentar a falta de interesse dos meus pais, ou a forma que Louis me olha, como se eu fosse um brinquedo quebrado e ele só estivesse esperando eu me consertar e voltar a ser quem eu era. As pessoas sussurrando pelas minhas costas e quando eu olho para Angel, eu gostaria de poder culpá-la por quem ela é, mas talvez eu deva culpar a mim mesma.

― Cece, eu não acho que você deva tomar responsabilidade por todas as merdas que acontecem na sua vida. Merdas acontecem e nós superamos, não é sua culpa e não é uma escolha.

― É uma escolha sim, Shane! É minha culpa sim! Eu tenho a ideia de que quando você faz escolhas ruins, você tem uma vida ruim. ― Fiz uma pausa e engoli em seco. ― Eu fiz um monte delas.

― Hei! ― Shane se aproximou de mim e tocou meu ombro com a mão. ― Você tem que deixar isso ir, Cece.

Apertei meus lábios e olhei para ele sem saber o que dizer, coloquei o capacete sobre o tanque da sua moto e toquei sua mão sobre o meu ombro.

― Cece! ― Ouvi a voz de Louis me chamar e me virei na direção do som.

Ele estava parado há alguns metrôs de distância, o corpo tenso e a expressão séria. Afastei minha mão da de Shane como um reflexo ao sentir o peso do olhar dele sobre mim, ele começou a caminhar na minha direção e eu já sabia qual rumo aquilo ia tomar. Desci da moto e olhei para Shane.

― Não diga nada, eu cuido disso.

POV-Charlie

Eu segurava Amy por um braço e Joe a segurava pelo outro, enquanto isso tentávamos passar pela multidão e leva-la para fora para tomar um ar e ver se os efeitos do Dinamite Pangaláctica passavam. Ela estava gargalhando por nada já ia fazer um cinco minutos depois que nós a entregamos um pacote de biscoitos para ela comer.

― Gente, eu esqueci totalmente do que eu estava rindo! ― Ela disse parando de rir por um momento, depois começando de novo. ― Isso não é engraçado?

― Tem certeza que você só bebeu, Amy? ― Perguntei, cerrando meus olhos para ela.

― Eles colocam de tudo nisso aí, diluem até balas. Provavelmente é o motivo dela estar assim. ― Joe falou. ― Maluquinhaaaaaaa!

― Hei gente! ― Pablo apareceu no nosso caminho e sorriu simpático. ― E aí Amy? ― A resposta dela foi a mesma que ela vinha dando há algum tempo: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.

Pablo olhou confuso para mim e Joe que demos de ombros.

― Amy, você parece diferente. Eu não sei se é seu cabelo, sua roupa ou sua cara de chapada. ― Pablo falou pensativo, olhando para ela.

― Quer ela de presente pra você? ― Joe falou, empurrando Amy para cima de Pablo.

― Joe! ― O adverti.

― O quê? ― Ele falou dando de ombros. ― Quer ir junto? Pague por uma e leve duas.

― Engraçadinho! ― Falei séria e ele riu. ― Vamos levar essa gracinha lá para fora. Pablo, segurava a cabeça dela porque se não ela tomba para o lado.

POV-Bruce

Um remix do Branchez da música Stay da Rihanna estava tocando dentro da casa. Eu havia deixado a mesa de poker porque realmente precisava ir ao banheiro, mas eu acho que seria mais fácil eu mijar nas calças do que achar um banheiro nessa casa que não estivesse rolando uma festinha lá dentro. Encontrei com uma Kappa e pedi para ir a um banheiro, ela me explicou o caminho de um lá em cima, mas quando cheguei lá, a porta estava fechada. Bom, pelo menos não era uma festinha.

Não havia ninguém esperando para usar o único banheiro disponível na casa, o que não era um bom sinal. Bati na porta.

― Olá? Tem alguém aí?

― Dá o fora! ― Ouvi alguém gritar lá de dentro.

― Oh, ok. ― Falei, me afastando da porta. Mas parei no meio do caminho e voltei. Bati na porta novamente. ― Está tudo bem aí?

― Já não mandei dar o fora daqui, mas que merda! ― Bom, agora eu já sabia que era uma garota.

― Tudo bem. Tudo bem. Eu vou dar o fora daqui, eu só queria saber se estava tudo bem, ok? ― Falei com o rosto próximo a porta. ― Mas eu vou dar o fora. E eu também queria muito usar o banheiro.

― Tem outros sete banheiros nessa casa, porque você quer vir logo nesse? ― Ela disse irritada.

― Porque os outros sete banheiros nessa casa estão ocupados.

― Bom, se não percebeu ainda, esse também está!

― Você realmente deixaria eu mijar nas calças? ― Perguntei.

― Não é problema meu, então se mije a vontade! ― Ela respondeu e me fez rir.

Me fez rir porque só existe uma pessoa que eu conhecia que ia dar essa resposta: Angel.

― Angel, está tudo bem? ― Perguntei novamente, em tom mais baixo e preocupado.

Ela levou um instante para responder.

― Como você sabe que sou eu? ― A julgar pelo som da sua voz cada vez mais perto, eu só podia crer que ela estava logo atrás da porta agora.

― Porque só tem alguém que pode ser tão ruim assim quando se trata de ir ao banheiro, e esse alguém é você. Sem ofensas.

― Nenhuma ofensa, eu estou até orgulhosa de fazer alguém mijar nas calças. ― Foi então que ouvi o som de uma fechadura sendo destrancada e a porta se abriu só um pouquinho. Eu pude ver uma faixa do rosto de Angel ali, estava vermelho e molhado. ― Você não vai dizer a ninguém o que viu aqui hoje, entendeu?

― Você está chorando? ― Perguntei, mesmo sabendo que ela não ia se contentar em dar uma resposta simples e direta.

― Não, eu só estou com alergia de tanta gente pobre e intrometida na minha casa. ― Ela respondeu, me dando outra daquelas alfinetadas.

― Quer falar sobre o que aconteceu? ― Ela soltou uma gargalhada.

― Sério? Acha mesmo que vou falar com você? E mesmo se fosse falar, garanto que você seria a última pessoa no mundo.

― O que quer que tenha sido, parece ter sido difícil. ― Continuei, tentando acertá-la de alguma forma.

― Você está tendo uma conversa sozinho! Percebe isso? ― Ela abriu a porta inteira, pronta para sair do banheiro. ― Repetindo, não aconteceu nada!

― Se não estivesse acontecido nada, você não estaria chorando sentada no vaso e muito menos limpando o seu rosto com um rolo de papel higiênico. Que por sinal, não está na higiênico, ele tá todo preto e vermelho. ― Fiz uma cara de nojo e apontei para toda a região do rosto dela.

O queixo dela caiu e ela voltou para o banheiro, olhando o seu reflexo com espanto.

― Minha nossa! Ninguém pode ver isso! Fecha essa porta, agora! ― Ela gritou.

― Ok. ― Obedeci, não muito certo disso.

Entrei no banheiro também e fechei a porta atrás de mim, trancando-a com a chave. Angel lutava com um pedaço de papel, esfregando-o no seu rosto para tentar arrancar as manchas de maquiagem.

― Essa... merda... não quer... sair! ― Ela disse com raiva, com os olhos já escorrendo de novo. Suas mãos estavam tremendo de raiva enquanto ela esfregava o rosto com tanto vigor que podia machucar.

― Ham... ― Comecei a falar, me aproximando dela. ― Não. Não use tanta força. Me deixa te mostrar. ― Peguei o pedaço de papel higiênico da sua mão e joguei no lixo.

― Oh claro, porque agora você entende tudo sobre maquiagem? ― Ela disse irônica.

― Bom, eu não posso dizer que sou um expert em maquiagem, mas eu tenho irmãs. ― Sorri para ela e abri um armário de parede que havia ali, pegando um pedacinho de algodão. Molhei o mesmo na água morna do chuveiro e me aproximei de Angel novamente. ― Feche os olhos.

Ela fez uma cara de impaciência, então fechou os olhos. Comecei a passar o algodão levemente sobre as manchas negras no seu rosto e eles foram saindo quase instantaneamente. Eu podia sentir a ponta dos meus dedos quase queimar ao entrar em contato com a pele do seu rosto, estava quente. E eu não sei se era isso que fazia eles tremerem ou a simples ideia de estar tocando ela da forma mais intima que eu já toquei algum dia. Close to You do Neon Trees começou a tocar lá fora enquanto eu terminava de limpar o seu rosto.

― Bom, pelo tempo que você está levando eu provavelmente teria limpado mais rápido sozinha. ― Ela resmungou.

― Limpado uma panela sozinha você quer dizer, né? Porque com a força que você estava esfregando o rosto, você ia ser muito boa em esfregar panelas. ― Disse sorrindo. ― Eu estou demorando porque quero garantir que seu rosto fique limpo novamente.

― Não preciso que você me garanta nada! ― Angel tomou o algodão da minha mão e se virou para o espelho do banheiro, olhando um pouco mais aliviada com o rosto limpo. Então continuou passando o mesmo sozinha para limpar o resto que ainda tinha ali.

― Deve ter sido alguma coisa muito feia para te fazer chorar, você é provavelmente a garota mais durona que eu conheço.

― Olha aqui, a última coisa que eu preciso agora é ouvir você falar sobre coisas que eu não quero saber. Então se você não calar a boca, dá o fora daqui agora, porque eu não dou a mínima. ― Ela disse, sem nem se dar ao trabalho de olhar para mim enquanto falava.

― Ok. ― Levantei minhas mãos em sinal de rendição. ― Não vou dizer mais nada. Só vou ficar aqui no meu canto, em silêncio. Com os meus pensamentos só para mim.

― Parabéns pelo primeiro ato de inteligencia essa noite! Como se sente?

― Eu me sinto... ― Mas ela nem me deixou terminar.

― Foi uma pergunta retórica. Eu não me importo.

POV-Pete

― Senhores, eu estou fora! ― Falei para Jon e Killian, os dois que ainda estavam na mesa.

― É claro que você está fora, você já perdeu todas as suas fichas! ― Killian disse rabugento e Jon riu.

― Eu acho que vou... sair por aí. ― Coloquei minhas mãos sobre a mesa para me apoiar para levantar.

― Aí, Pete, espera aí! Eu também vou, quero falar com você.

― Falar comigo? ― Perguntei confuso. ― Sobre o que?

― Bundas. ― Jon disse, acenando positivamente.

― Esquisitos. ― Killian murmurou. ― Olá gracinhas, vocês sabem jogar poker? ― Ele falou quando um grupo de garotas de lingerie passou por ali.

Elas deram risadinhas animadas e se sentaram na mesa, uma delas acabou ficando sem cadeira e se sentou no colo de Killian.

― Como ele consegue? O que elas vêem nele? ― Perguntei a Jon.

― Panela velha é que faz comida boa. ― Ele deu de ombros.

― Você quer falar sobre bundas? Olha cara, o meu conselho é sempre o mesmo! Quando se trata de bundas, você enfia até onde der. Não força a barra, você não pode colocar mais do que cabe ali. É como passar uma salsicha por uma fechadura. ― Falei e fui gesticulando com as mãos enquanto explicava.

Jon fez uma careta e não disse nada.

― Você não está falando de anal, está? ― Perguntei, apertando os lábios em dúvida.

― Não! ― Jon respondeu.

― Ok, então esquece tudo o que eu acabei de falar. O que é mesmo?

― Passar uma salsicha por uma fechadura? ― Jon acenou positivamente. ― É um ponto de vista interessante, nos pornos parece sempre tão fácil, né?

― Uma vez eu li uma teoria da conspiração que dizia que todos os filmes pornôs eram feitos em computador. Já pensou?

― Que doideira, né! ― Jon disse. ― Enfim, sobre o que eu queria falar. Não é apenas sobre bundas, é mais especificamente sobre uma bunda.

― Eu adoro bundas, posso dizer que sou um cara de cochas mas também adoro bundas. ― Acenei positivamente. ― O que é?

― Você sabe que tenho uma memória fotográfica para bundas e hoje eu vi a de Margarita, não leve a mal, eu sei que ela é sua garota mas foi meio que inevitável. Dê meus parabéns a ela também, é uma bela bunda.

― Ah, claro! Eu dou sim!

― Mas o problema começa hoje a noite com Charlie. ― MERDA! Uma vozinha gritou na minha cabeça, as opções agora eram: Finja um desmaio, corra, de um soco nele e torça para ele acordar com amnésia.

― Charlie é? ― Repeti, tentando não fazer cara de desespero.

― É, eu sei que é esquisito o que eu vou falar agora, então não surte. Hoje quando eu vi Charlie de lingerie na festa, eu acabei dando uma checada nela.

― Deu uma checada nela? ― Meu queixo caiu.

― Eu sei cara! É muito errado, porque ela é nossa irmã, né? Não estou na vibe Flowers in the Attic se é o que você está pensando.

Eu não estava incomodado com o fato de ela ser a nossa irmã, eu estava mais enciumado por Jon ter dado uma checada nela.

― Sim, é muito errado! Jon, nunca mais faça isso! ― Apontei o dedo para ele, falando sério.

― É, eu sei! Eu estou envergonhado por isso, nunca mais vai acontecer, eu juro. Eu nem consigo acreditar que por um momento cheguei a realmente achar que Charlie poderia ser Margarita! Meu, você tirou um peso das minhas costas. ― Jon respirou aliviado, colocando uma mão sobre o peito para respirar fundo. ― Uau! Eu preciso de ar!

― É, ar! Vamos tomar um ar! ― Falei, o empurrando pelos ombros.

POV-Cece

Pumped Up Kicks do Foster The People estava tocando na versão remix do Bridge Law quando Louis começou a caminhar na minha direção. Ele nos alcançou com poucos passos largos e eu corri ao seu encontro, para impedir que ele fizesse uma cena. Já sabendo que essa era a sua intenção enquanto vinha até mim.

― Mas que porra é essa, Cece? Eu estou te ligando tem horas!

― Louis, relaxa! ― Levantei uma mão, fazendo um sinal para se acalmar.

― Relaxa? Como você espera que eu relaxe se eu não tenho notícias de você e quando finalmente encontro você, está junto com ele! ― Ele apontou para Shane que estava alguns passos atrás de mim, encarando em silêncio. ― Pode me pedir muitas coisas, menos para relaxar.

― É só o Shane, para com isso! Fala baixo!

― É só o Shane, a merda do seu amigo traficante que costumava se drogar junto com você! ― Louis aumento mais ainda o seu tom de voz. ― E você babaca, vai ficar aí só olhando? ― Ele tentou passar por mim para ir para cima de Shane, mas eu entrei no seu caminho e empurrei seu peito para trás.

― Louis, se afasta!

POV-Charlie

― Pablo, o seu cabelo parece o pelo de um bebê unicórnio. ― Amy falou, enquanto passava os dedos da mão pelos cabelos de Pablo.

Eu e Joe assistíamos de perto, nós finalmente saímos para fora da casa e estávamos caminhando em direção ao jardim da frente.

― Devemos levar ela para o hospital? ― Perguntei.

― Não, acho que não! Qualquer coisa nós podemos amarrá-la no pé da cama. ― Joe disse tranquilo. ― Hei, não é Cece ali?

Joe apontou para uma agitação um pouco a nossa frente, onde Cece estava metida entre Louis e um outro garoto, tentando não permitir uma briga se iniciar.

― Droga! ― Joe falou. ― Pablo, vem comigo. Charlie, fica com a Amy.

Ele saiu andando na frente e já puxando Pablo, eu corri para o lado de Amy e segurei em sua mão para não deixá-la se afastar.

― Onde ele está indo? Pablooooooo, volta aqui! ― Ela choramingou e gritou.

Me estiquei para tentar ver o que estava acontecendo lá, mas a confusão só parecia ter aumentado de tamanho. Mordi meu lábio inferior sem saber o que fazer, olhei para todos os lados a procura de uma solução rápida, foi quando vi Peter sair pela porta da frente da mansão com Jon.

― Peter! ― Gritei seu nome e acenei para ele.

― Eu disse Pablo e não Peter! O que tem de errado com você, mulher? ― Amy falou, me dando um tapinha na testa. ― Só consegue pensar em Peter que já está gritando por ele?

― Amy! ― Reclamei, afastando a mão dela da minha testa. ― Eu não estou simplesmente gritando para o Peter, se você não viu, tem um tipo de apocalipse se iniciando ali na frente e alguém precisa resolver o assunto.

― Apocalipse? Eu ouvi direito? ― Ela enfiou um dedo no ouvido. ― Minha audição não está muito boa e minha saliva está grossa, isso é normal? De qualquer forma, acha mesmo que Peter vai resolver alguma coisa? Eu nunca vi ele resolver nada!

Antes que ela pudesse continuar a sua tagarelice, Peter e Jon nos alcançaram.

― O que foi? ― Peter perguntou.

― É o APOC! Charlie quer que você nos salve. ― Amy disse rindo. ― APOC, eu dei um apelido para o apocalipse.

― Ignore-a, ela bebeu uma coisa chamada Dinamite Pangaláctica. ― Levantei meu lábio como se estivesse sentindo um cheiro ruim. ― Só para avisar, as coisas parecem estar ficando bem intensas ali. ― Apontei para onde a confusão continuava.

― Uh, parece mesmo um APOC. ― Jon falou e Amy riu mais ainda.

― Querem parar com esse negócio de APOC? ― Falei.

― Você fica aqui, entendeu? ― Peter falou com uma certa autoridade. ― Se eles começarem a brigar, não quero você por perto. E não deixe Amy ir lá também.

Da última vez que ele havia falado dessa forma comigo, foi na noite da minha iniciação. Logo antes deles brigarem com os Alpha, mas dessa vez ele falou mais como uma ordem e não apenas com um tom de preocupação. Como se ele quisesse garantir que eu não ia me machucar.

― Jon, fica aqui com elas.

― E vou perder toda a ação do APOC? ― Jon disse indignado.

― Tudo bem. ― Ele soltou um suspiro insatisfeito e concordou com Jon ir também.

Quando Jon e Peter saíram na frente indo em direção a confusão, comecei a puxar Amy lentamente naquela direção também.

― Vamos dar uma espiadinha, não vai fazer mal. ― Falei a ela.

― Você é praticamente uma apresentadora de Casos de Família, hein?

― Vai falar que você não gosta de um bom barraco?

― Eu adoro, vamos chegar mais perto porque quero ouvir os xingamentos. ― Amy falou.

Pelo que eu consegui entender de longe, Louis queria bater no garoto que estava junto com Cece. Ele estava furioso e não só com o garoto, mas com Cece também. Os rapazes tentavam fazer com que ele se acalmasse, não parecia estar funcionando muito bem.

Jon chegou primeiro e Peter veio logo em seguida, quando Cece viu Peter ali, fez um sinal para ele se afastar, o que foi algo que eu não entendi.

― Cece disse para Peter se afastar? ― Perguntei a Amy.

― Na verdade, as palavras que ela usou foram algo mais como: Dá o fora, Peter! ― Amy respondeu, acenando positivamente e olhei para ela.

― Como você sabe?

― Aprendi leitura labial na internet esses dias. ― Ela deu de ombros. ― Uh, as coisas parecem estar ficando selvagens.

Amy falou quando Peter teve que segurar Louis para ele não partir para cima do garoto de vez.

― Charlie!

Levei um instante para perceber que foi Cece quem estava me chamando e apontando para Peter. Eu nem sabia como ela havia me visto ou quando tempo ela sabia que eu e Amy estávamos ali.

― Onde você está indo? ― Amy perguntou, me impedindo de ir.

― Lá! Cece me chamou! ― Falei, apontando para a confusão.

― O que você vai fazer chegar lá? Separar uma briga de garotos? Charlie, esse sapatos não foram feitos para isso. ― Ela disse olhando para os meus saltos.

― Na verdade, eles podem ser muito bom para dar na cabeça das pessoas. ― Falei enquanto tirava os meus saltos e os segurava nas mãos. ― Então agora eu preciso ir até lá, porque o meu namorado e os meus amigos idiotas vão começar uma briga... ― Parei de falar imediatamente e minha boca se abriu em um perfeito O.

― O que você disse? ― Amy perguntou, se aproximando mais de mim para ouvir melhor. ― Você disse o que eu acho que disse?

― Eu não disse o que você acha que eu disse. ― Falei, tapando a boca com as duas mãos.

― Você disse! Disse sim! Disse a palavra com N! ― O queixo de Amy caiu. ― Você disse namorado!

Notas finais
Gostaram? Eu espero que sim! Várias tretas, mais Johnny e Mary, porque vocês pediram, então temos mais! Angel e Bruce também! Joe e Adam acabaram, enfim... muitas coisas aconteceram e ainda tem muitas para acontecer nessa festa! Só faltou Pharlie, mas no próximo cap vamos ter bastante, ok? Vou ver se consigo postar mais um capítulo ainda hoje, certo? Obrigado a todo mundo que e a quem comentou no capítulo anterior, bjsss