Charlie é o Cara
29 O que acontece com garotas que dormem com garotos ROR?
Notas iniciais
POV-Charlie
― Oh, lá vem o demônio de mini-saia. Espero que ela não tenha outros daqueles balões. ― Falei para as garotas quando vi Angel começar a subir os degraus da arquibancada ao lado da nossa com suas sombras e mais algumas garotas as seguindo, com toda certeza eram outras Kappas e inspirantes e Kappa. Pensar que eu também poderia estar ali agora me fazia querer vomitar depois de tudo o que Angel havia feito.
― Nós deveríamos dar um soco em um dos peitos dela, aí depois ela nunca mais ia mexer com ninguém. ― Amy disse rindo e eu segurei meus peitos ao pensar na dor. ― Ou arrancar os dentes dela da frente com um alicate.
― Isso é assustador mais eu gostei! ― Cece falou, abrindo um sorriso largo.
Bruce olhou para Amy junto comigo. Ela realmente era assustadora na maior parte do tempo.
― O que? Foi só uma ideia. ― Ela nos estranhou e ainda tentou se defender quando a olhamos daquela forma.
― Hei piranhas! ― Angel gritou a poucos metros de distância de onde estávamos.
Quando nós três estávamos olhando diretamente para onde ela estava, ela fingiu tirar algo do bolso de trás da sua mini saia jeans, era seu dedo do meio levantado. Ela então tirou uma tampa invisível dele como se ele fosse um batom e o passou sobre os lábios, depois fingiu colocar a tampa de volta e o dedo no bolso de trás. Ela gargalhou junto com os seus clones.
― Veruca Salt cresceu e virou Angel. ― Bruce falou, olhando para ela sem acreditar.
― Ela é uma vadia. ― Amy sempre era mais clara. ― Aquela garota é fichinha do lado dessa aí.
― Ela é mais uma pirralha do que uma vadia. ― Cece falou, olhando para Angel com um certo tipo de pena. ― Ela só quer atenção.
Angel riu com os seus clones e desenrolou uma cartolina que uma das suas garotas estava carregando, era um cartaz escrito com batom vermelho: Nós amamos você, Johnny!
― Qual é o lance dela com Johnny? ― Perguntei como quem não quer nada, olhando para Cece e Bruce. Verdade seja dita, eu gostaria de saber. Eles pareciam bem... próximos (se é que me entendem).
― Eles são bonitos, pessoas bonitas andam juntos. ― Bruce respondeu, dando de ombros e Cece revirou os olhos. ― Eles são como uma alcateia de pessoas bonitas.
― Ele só está dizendo isso porque tem uma quedinha por ela. ― Cece falou fazendo um bico. ― O negócio é o seguinte...
― Eu não tenho não! ― Bruce a interrompeu, olhando para ela sem acreditar e acenando negativamente com a cabeça.
― Ah você tem sim! E não discute comigo! ― Cece apontou o dedo para ele lhe dando uma ordem, Bruce abriu a boca para reclamar mas não saiu palavra nenhuma, ele apenas a fechou e se voltou a olhar para o campo como uma criança emburrada. ― Eles não andam juntos porque eles são bonitos, eles andam juntos porque são ambos superficiais, arrogantes, mal educados, egoístas... ― Enquanto ela ia listando ia levantando os dedos da mão.
― Você esqueceu alguns. ― Amy falou quando Cece finalmente acabou sua lista. ― Idiotas, narcisistas e eles provavelmente tem um caso. Sinto muito, Bruce. Aceita que dói menos. ― Amy deu de ombros olhando para Bruce e fazendo eu e Cece rirmos.
POV-Pete
Parte dos ingredientes para ter o time perfeito é juntar um monte de caras que se odeiam e obrigá-los a trabalhar juntos por um só objetivo, mas o que mantém todos nós unidos e no lugar é nada mais nada menos que o Treinador. Treinador Godfrey (Terry Crews) é o cara mais durão que eu conheço e não estou dizendo apenas dos seus músculos, o cara é durão por inteiro e pode te fazer mijar nas calças só com um olhar. Ele é a nossa cola e com cola eu quero dizer que ninguém é louco o suficiente para contrariá-lo.
Ele não é só uma lenda mas é também inspiração de muitos.
Ele entrou no campo vestindo um daqueles ternos chiques e sapatos italianos que chegavam a brilhar no sol, as mãos no bolso e a cara fechada já eram um aviso.
Todos nós nos aproximamos e nos reunimos no meio do campo, enquanto ele se aproximou e entrou no centro da roda. Olhou para o rosto de cada um de nós ali sem dizer uma palavra, afinal, ele nem precisava delas. Uma vez ele disse que queria bater em quem inventou as palavras.
― Eu estou de volta, vadias! ― Ele gritou e levantou os braços, todos nós fizemos o mesmo, porque se ele está fazendo significa que é maneiro.
― Treinador! Treinador! Treinador! ― Todos nós gritamos em coro e ele sorriu, levando as mãos as orelhas como se isso o fizesse ouvir melhor.
― Isso é música para os meus ouvidos. ― Ele gargalhou. ― Agora calem a boca! Eu vou fazer o meu discurso. ― Todos nós ficamos em silêncio imediatamente. Treinador ajeitou seu treino e olhou em volta, parando de sorrir. ― Sem risadinha, Pablo! ― Ele gritou e apontou o dedo para o rosto dele. ― Quer perder esses dentes, moleque?
― Não, treinador. ― Pablo disse parando de rir imediatamente.
― Tirou o bigode, eu gostei! Tá bonitão. ― Ele falou como se aquilo fosse uma ameaçada e deu um tapinha de leve no rosto de Pablo. Ele pigarreou antes de começar. Ele fazia isso todo ano, todo ano o mesmo discurso extremamente inspirador. ― Uma vez, um perdedor fraco e patético inventou a frase: ''Vencer não é tudo!''. ― Ele levantou o dedo indicador para cima como se fizesse uma prece, fez uma pausa e respirou fundo. ― Bom, para a maioria das pessoas na maioria das situações, ele estava certo. Mas eu não sou uma dessas pessoas. Os leões de SteelPort já ganharam vinte campeonatos estaduais e cinco deles sobre o meu comando e sabem porque? Porque vencer não é tudo, é preciso também humilhar o adversário. Porque nós simplesmente não derrotamos os nossos inimigos, nós destruímos a vontade deles de viver. Nós arrancamos as suas orelhas com mordidas. Nós quebramos os seus ossos e fazemos pó de suco com eles. Nós raspamos suas cabeças e fazemos tapetes com o seus cabelos. Nós sugamos o leite das tetas das suas mães.
― E acaba de ficar assustador de novo. ― Sussurrei para Jon, que olhava assustado para o técnico.
― E usamos como Listerine. Nós os castramos e os convidamos para uma orgia depois! ― Ele continuou o seu discurso.
― Oh Deus! ― Falei horrorizado, essa era nova. ― Eu acho que ele tem algum problema de raiva.
― Bobby, pode parar de fazer essa coisa estranha e irritante com o seu rosto? ― Ele gritou e apontou para Bobby, que estava chorando e tentando engolir o choro.
― Você quer dizer chorar!? ― Jon falou, olhando horrorizado para o treinador.
― Odeio quando as pessoas fazem isso. ― O treinador falou, como se Bobby estivesse comendo uma minhoca viva bem na sua frente.
Pablo levantou um dos braços para fazer uma pergunta.
― Sim, Pablo! ― Godfrey o respondeu, esperando ele fazer sua pergunta.
― O senhor não chora? ― Pablo sussurrou.
― Eu não nasci com canais lacrimais como todo mundo, eu não tenho funções perdedoras no meu corpo. ― Ele respondeu sério. ― Mais alguma pergunta?
― Tudo bem, amigão. ― Mike abraçou Bobby para ele parar de chorar.
― E nunca se esqueçam das suas origens, de onde vocês vieram? ― Ele gritou.
― Das bolas dos nossos pais. ― Respondemos todos em coro desanimado, não era muito alegre falar isso em voz alta.
― Muito bom! No fim viemos todos do mesmo lugar! Agora joguem como se não houvesse amanhã, joguem com tanta vontade que seus inimigos vão desistir só de assistir isso! Joguem como se isso fosse um daqueles filmes sobre o fim do mundo! E com isso eu quero dizer Independence Day e não 2012, 2012 foi um lixo e eu quero o meu dinheiro de volta por ter pago para assistir aquele monte de merda! Mãos no centro! ― Ele gritou e todos nós juntamos as mãos no centro.
― Leões de SteelPort! ― Gritamos num coro.
Nós fomos nos afastamos para irmos ao nossos lugares para o jogo começar, mas antes fomos até Bobby para ele parar de chorar, ele é bem sensível para essas coisas. Talvez ele pudesse doar um canal lacrimal para o treinador.
― Não chora, Bobby. Assistimos Amanhecer com você depois, eu tenho que confessar que até acho aquela garota Bella meio gostosa. ― Jon falou, dando um tapinha no ombro de Bobby.
― Hei idiotas, vou mandar vocês de volta para o saco do pai de vocês. ― Johnny falou ao passar do nosso lado e fingir atirar em nossa direção com os dedos.
― Cala a boca, seu coxinha! ― Gritei para ele. ― Vai caçar teu bando de pombinhas.
POV-Charlie
― Alguém quer me explicar como funciona esse jogo? ― Perguntei com o canudinho do meu copo na boca. ― Porque eu não entendo nada.
Os três riram de mim, era engraçado que até Amy entendia mais do esporte do que eu. Não que eu fosse um desastre total quando se trata de esportes mas para baseball eu era uma verdadeira negação.
― É como xadrez, Charlie. Os dois times tem a chance de atacar e defender... ― Bruce começou a falar.
Eu apenas fiquei o olhando com cara de quem não estava entendendo nada e sugando a cerveja pelo canudinho. Bruce riu e então parou de falar quando percebeu que eu estava quase dormindo.
― É chato. É chato demais. ― Reclamei e me ajeitei melhor na arquibancada.
Para mim foi extremamente chato, afinal de contas, eu também não entendia nada do que estava acontecendo ali. Mas as pessoas pareciam extremamente animadas e quando eles gritavam ou comemoram eu fazia o mesmo para não me sentir tão deslocada, mas verdade seja dita eu não tinha entendido nada. Eles corriam muito e davam saltos que realmente pareciam machucar simplesmente para pegar a bola e passar adiante para os outros, aposto que estavam tão machucados quanto eu fiquei depois de fazer pole dance.
― Peter não vai jogar? ― Perguntei para Cece dando pela falta de Pete depois de muito tempo de jogo e não vê-lo no gramado.
― Ele prefere rebater por último. Gosta de fazer o último ponto. ― Cece respondeu. ― Lá vai ele. ― Ela apontou para o campo.
― Vai Pete! ― Bruce gritou e aplaudiu assim como todo mundo.
Pete entrou no campo com um andar meio desleixado, o verdadeiro andar de um cowboy, só faltaram as botas e um pedaço de capim no canto da boca para ele mastigar. Ele olhou na nossa direção e sorriu para mim, então me mandou um beijo, me fazendo rir. Balancei a cabeça negativamente e escondi o rosto com as mãos com vergonha.
― Ele gosta de você. ― Cece disse rindo e olhando para mim.
― Eu sei bem do que ele gosta. ― Falei debochada, rindo do que ela havia dito.
― É sério! Ele parece ser meio canalha, na verdade ele é, na maior parte das vezes. Mas ele não é um cara que demonstra muito para as garotas e ele faz isso com você. É divertido ver ele assim, você tem ele na palma da sua mão. ― Ela continuou.
― E ele tem você na dele, né. Se você fosse um cara agora provavelmente teria uma ereção. ― Amy acrescentou.
― Vocês vêem coisas onde não tem! ― Falei olhando para as duas.
― Onde não tem o que? Qualquer um percebe. ― Amy falou e estalou os dedos na frente do meu rosto. ― Acorda pra vida, Charlie! Não seja uma Hermione e espere sete livros para pegar o cara que é o amor da sua vida.
― Agora você já está exagerando! Ele vai bater, porque não assistimos em silêncio? ― Falei tentando mudar de assunto e apontando para o campo, onde Pete já havia se posicionado na base. ― O que é aquilo enrolado no bastão dele?
― Parece com um barbante vermelho. ― Amy falou apertando os olhos e olhando naquela direção.
― É, acho que é um barbante também. ― Cece disse ainda meio em dúvida.
Bruce soltou uma risadinha abafada e nós três olhamos para ele.
― Tá rindo do que? ― Perguntei.
― Nada. Nada. To só tossindo, eu me engasguei... ― Ele tentou disfarçar, fingindo uma crise falsa de tosse que passou com um longo gole na sua cerveja.
― Uhum. ― Amy resmungou. ― Esquisito. Primeiro da nome aos peitos e agora essa. Isso no meu país tem outro nome... esquisito!
A torcida caiu em um silêncio angustiado e todos se esticavam em seus lugares para conseguir ver a rebatida pelo melhor angulo. Pete se preparou, apertou os dedos com força em volta do taco e olhou fixamente para o lançador do outro lado. O lançador brincou com a bola e tentou desconcentrar Pete de todas as formas antes de lançá-la mas ele não pareceu se incomodar com isso. Era a primeira vez que eu via Pete parecer realmente empenhado em fazer alguma coisa que não estivesse relacionada a festas.
― Aqui vamos nós... ― Cece sussurrou para si mesma.
Johnny estava parado do outro lado do campo na posição de jardineiro central, pelo que eu havia entendido essa posição era a que ele tinha que pegar a bola rebatida de Pete e passar para as bases antes que pudesse correr por elas.
O lançador observou Peter uma última vez e então pegou impulso e lançou a bola. Eu mesma mal consegui acompanhar a bola com a velocidade com que ela atravessou a curta distância, o mais intenso foi o som alto do choque da bola contra o bastão que cortou o silêncio da torcida, iniciando a comemoração e euforia. Eu nem saberia que a bola foi atingida se não fosse pelo barulho. Pete soltou o bastão no chão e levou uma mão sobre os olhos ao olhar para o alto, fiz o mesmo e vi a bola bem distante, vagando para bem longe do campo.
― Home run! ― Cece, Amy e Bruce gritaram juntos.
― Não-sei-o-que-run! ― Gritei depois deles, tentando parecer estar entendendo. ― Uhu! O que é um home run?
― Pete rebateu a bola para fora do campo, o que permite a ele correr as bases livremente e fazer pontos. E nós ganhamos, novamente! ― Bruce falou como se isso fosse uma coisa comum do dia a dia. ― E ele faz isso todo ano. ― Ele apontou para o campo com a mão e eu olhei naquela direção.
Pete estava parado na frente de Johnny, dançando e gargalhando bem na sua frente. Pete virou a bunda na direção dele e deu um tapinha na mesma ainda rindo. Johnny bufou como um boi furioso, tirou sua luva e jogou em Pete com força, então saiu do campo pisando duro.
― É uma dança bonitinha. ― Falei, olhando Pete que ainda dançava no meio do campo, enquanto Pablo e Mike foram se juntar a ele.
― Mexe esse bumbum, mexe esse bumbum cachorrão! ― Cece gritou animada para eles e dançando junto ao nosso lado.
Amy se juntou a Cece e começou a dançar junto com ela, Bruce sorriu e foi começar a dançar também mas o impedi antes de começar o acesso de boneco de posto.
― Bruce, por favor, não dance. Me faz sentir dor toda vez que você faz. ― Falei, fazendo uma careta ao me lembrar da última vez que o vi dançar. ― Nunca mais, se possível.
― Oh... ― Ele soltou como um gemido desapontado. ― Tudo bem.
― Porque não pede umas aulas para Cece, hein? Menos de pole dance, a minha bunda está doendo até agora. ― Lhe dei um tapinha de leve no braço. ― Bom, agora eu preciso ir. Ted vai tentar me corromper para sair da Roar Omega Roar, vejo vocês depois.
― Odeio aquele cara. ― Bruce murmurou como um velhinho.
― É, acho que vou me juntar a esse clube muito em breve. ― Falei enquanto pegava a minha bolsa.
Desci pelas arquibancadas antes de todo mundo começar a descer e eu ficar presa numa fila sem fim de alunos bêbados no primeiro dia de aula descendo uma arquibancada, provavelmente não uma combinação muito boa.
Quando cheguei ao gramado, Angel já estava parada ali, com os braços cruzados sobre o peito e me encarando de forma furiosa. E lá vem ela na minha direção, ninguém merece.
― Você está apaixonada por mim ou algo assim? Você fica me perseguindo, o que tem de errado com você? Aposto que você tem um quarto secreto cheio de fotos minhas coladas nas paredes, um fio de cabelo ou talvez o guardanapo sujo que usei hoje mais cedo. ― Falei irônica quando ela parou na minha frente.
― Devagar aí, queridinha. Você não está com tudo isso, Cheetos. ― Angel disse revirando os olhos. ― Eu apenas odeio você mesmo e não estou brincando, você é uma pedra no meu sapato, daquelas pequenininhas que incomodam pra caramba.
― Deus, eu odeio essas pedrinhas também. ― Entortei os lábios e acenei positivamente. Ninguém merece essas pedrinhas. ― Espera aí, você acabou de me chamar de Cheetos?
― E se chamei, Hamiltonta? Eu disse a você que vou fazer da missão da minha vida destruir a sua, até que você saia dessa merda de fraternidade e eu possa finalmente acabar com ela. Então, eu finalmente viverei feliz e completa. ― Ela deu um longo suspiro e fechou os olhos por um momento, como se pensar nisso fosse a melhor sensação do mundo.
― Quer saber de uma coisa, Angel? Eu estava tentando ser legal e estava até pegando essa vibe meio hippie da Cece. Trabalhar em ser uma pessoa melhor mas, você não está ajudando e também está sendo uma pedrinha no meu sapato. ― Fiz um sinal de pequeno com os dedos para ela. ― Você acha que você é toda vadia má, né? Bom, isso porque você não me conheceu ainda. Angel, eu sou o diabo disfarçado, então eu recomendo que você pare com isso agora ou sou quem vai fazer da sua vida um inferno. Digite diabo no Google e o corredor vai dizer que você quis digitar Charlie Hamilton.
― Você? ― Ele falou gargalhando enquanto eu apertava os meus olhos de forma ameaçadora para ela. ― Eu adoraria ver você tentar, coloque as garras para fora, Charlie. Vamos ver quem é faz o dano maior.
― Pode me morder, sua naja, eu garanto que você vai morrer envenenada! ― Cuspi com desprezo.
― A guerra começou, vadia! ― Ela cutucou o meu ombro com os dedos indicador e o do meio, afastei sua mão de mim com um tapa. ― Vou lhe fazer a gentileza de começar esse round, mande o seu primeiro ataque, vou estar esperando.
Ela abriu um daqueles sorrisos convincentes que poderiam enganar qualquer um com facilidade. Passou a mão pelo cabelo e se virou para sair.
― Willa! ― Ela gritou quando se virou e Willa estava no meio do campo conversando com Mike. ― Sai de perto dele!
Willa pareceu meio confusa e se afastou de Mike como se ele estivesse em chamas, então veio caminhando na direção de Angel com a cabeça baixa.
― O que eu disse a você sobre garotas que deixam garotos da Roar Omega Roar entrarem dentro delas? ― Angel falou furiosa.
― Que elas ficam empuras e não entram no céu. ― Willa respondeu acuada e olhando para os próprios pés. Angel fazia tortura mental com essas garotas.
― É impura, Willa. E não empura. ― A corrigi, tentando desviar a atenção de Angel dela para mim.
Willa levantou a cabeça e olhou para mim com um sorriso torto e até um pouco envergonhado, sorri de volta para ela como um pedido de desculpas.
― Deus não aceita garotas que dormem com garotos da Roar Omega Roar no céu. Essa vadia aqui, ela vai queimar no fogo do inferno. ― Angel disse apontando para mim. ― Você quer queimar no inferno, Willa?
― Vejo você lá então, vou cutucar você com o meu tridente. ― Falei debochada e pisquei para ela, fingindo ter chifres com os meus dedos indicadores.
― Vamos, você precisa tomar um banho com álcool gel. ― Angel disse furiosa puxando Willa pelo braço para longe de mim.
Se ela quer guerra, é guerra que ela vai ter.
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