Charlie é o Cara
3 Merda. MERDA. M-E-R-D-A.
Notas iniciais
Pablo Fernandez (Tyler Posey) é um estudante de intercâmbio mexicano, dono de um lindo bigode, que ele insiste em dizer que está super na moda. Talvez esteja no México, de onde ele foi importado. Um sotaque caliente, na verdade, é terrível, é impossível entender alguma coisa que ele fala. Pablo chegou na faculdade á um ano para jogar baseball e estudar mecânica para consertar o Barracuda dos anos setenta caindo aos pedaços que seu pai lhe deu quando ele entrou na faculdade. Pablo quer uma namorada americana mas ainda não encontrou ninguém capaz de encarar o seu mustache.
POV—Pete
― Ted, é bom ver você! ― Forcei um sorriso e me virei para ele. ― Fico feliz que tenha encontrado o caminho sozinho até aqui, você está familiarizado com o termo bater na porta? Ainda é uma coisa.
Ed me odiava desde o primeiro dia que ele me conheceu, ele me odiou só por olhar para mim. Eu passei na porta da sala dele e ele pensou: Uau, que dia bonito para odiar alguém, oh, olha só aquele garoto na porta, vou odiar ele pelo resto da minha vida e fazer da minha missão encher o saco dele.
― Eu bati mas parece que vocês estavam em um sono profundo para atender. E para você, é sr. Willians. ― Ele respondeu de nariz empinado. ― Bom, quem está sumido?
― Ninguém está sumido. Está todo mundo aqui. ― Apontei para os caras na sala. ― Viu?
― Onde está o Michael? ― Filho da puta! Ele sempre dá um jeito de me foder.
― O Michael? ― Tentei enrolar, olhando a minha volta e coçando a cabeça. Porque quando a gente mais precisa não vem uma desculpa boa?
― Mike foi até a farmácia. ― Jon improvisou.
Olhei para ele e fiz um sinal de joia, aliviado por ele me tirar dessa.
― Na farmácia? Essa é a melhor desculpa que vocês tem? E me digam, o que ele foi comprar na farmácia?
― Teste de gravidez. ― Falei, acenando positivamente para tentar convencê-lo.
― Para quem? Você? ― Só ele riu da sua piada.
― Para a namorada dele. ― Respondi.
― Pessoal, ela terminou comigo! ― Mike entrou na sala gritando e chorando, então simplesmente se jogou no chão como se tivesse desmaiado. ― Não! Porquê? Porquê? Como eu vou viver? Isso dói tanto! Porquê a vida é tão cruel comigo?
― Bom, acho que ela não estava grávida. ― Falei, olhando para Mike rolar no chão.
― Eu vou dizer o que eu tenho que dizer, porque quero sair desse chiqueiro.
― Não chame a minha casa de chiqueiro. ― Olhei de cara feia para Ted.
― A sua fraternidade tem os piores índices de todas as fraternidades dos campus. Vocês são baderneiros. A maior parte de vocês já foram presos e todos vocês tem péssimas notas. Nós recebemos ligações por desordem todas as vezes que vocês dão uma festa, o que é quase todo dia. Vocês não participam dos eventos entre as fraternidades. Para ser sincero, vocês são só um monte de marmanjos chorões que moram no mesmo lugar e fazem festas.
― E nós jogamos baseball também. ― Bobby completou assim que ele terminou de falar.
― O que você quer dizer com isso? ― Perguntei.
― Eu quero dizer que hoje a noite são as visitas as casas das fraternidades e vocês vão ter que convencer outros alunos que não sejam iguais a vocês a entrarem para esta fraternidade. Voltem aos trilhos ou então ela vai acabar.
― O quê? ― Olhei para ele sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Os rapazes o vaiaram.
― Você não pode acabar com a gente, somos a fraternidade mais velha daqui.
― Na verdade, não só posso, como eu vou. Porque eu sei que vocês são incapazes de fazer essa fraternidade ser o que ela já foi. ― Ele sorriu na minha cara. ― E nem foi ideia minha, essa ideia já está na mesa da reitoria há um bom tempo. Talvez tenha um dedinho mindinho meu mas é só.
― Tudo bem, nós vamos fazer isso. Quer apostar? ― Ofereci minha mão para ele apertar. ― Se nós fizermos isso, você me deixa assistir a sua aula novamente e nunca mais enche o meu saco. Se nós perdermos, eu saio da faculdade, você acaba com a fraternidade e realiza o seu sonho de nunca mais me ver.
― Tudo bem! ― Ele sorriu, já contando vitória. ― Eu vou ganhar de qualquer forma. Aproveite seus últimos dias, McCartney. Não vou apertar a sua mão, sabe Deus onde você a colocou. ― Ted fez uma careta e saiu andando para fora.
Os caras me olharam surpresos. Merda. MERDA. M-E-R-D-A. Como eu vou fazer isso?
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