Changes Love

22 Capítulo 21 – Scarlett


Notas iniciais
Oi gente, Acho que esse deve ser o capítulo mais esperado de toda a fic. O título é totalmente sugestivo kkkkkkkkk Espero que gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais

Caroline

Tinha plena consciência do par de lábios beijando a minha nuca. Dei um fraco sorriso e permaneci com os olhos fechados, fingindo que continuava a dormir.

– Não adianta, eu sei que você está acordada... – ele sussurrou no meu ouvido antes de dar uma mordida de leve no lóbulo – Estou ouvindo a sua respiração pesada.

Soltei um gemido de frustração antes de me virar para poder ficar de frente para o meu marido.

– Você é muito chato, sabia disso...? – dei um tapa de leve no seu braço e me fingi de brava – Não acredito que você percebeu que eu estava fingindo dormir por causa da minha respiração.

– Eu te conheço há bastante tempo, Care – lembrou – Sei de coisas a seu respeito que nem mesmo você deve saber.

– Que marido mais observador esse meu... – aproximei o rosto um pouco mais do dele – Já que é assim, então me diga uma coisa interessante ao meu respeito.

– Deixe-me ver – ficou olhando para o meu rosto enquanto pensava – Quando você fica muito pensativa, aparece uma ruguinha bem aqui – colocou o dedo no espaço entre os meus olhos.

– O quê? – imediatamente tapei o lugar com uma das mãos – Você está de brincadeira comigo, só pode ser isso...

– É uma ruga charmosa... – observou – Está melhor assim?

– Um pouco – fiz uma careta – Mas ainda acho que seria mais simpático se você disse: marca de expressão.

– Tudo bem, então é uma marca de expressão charmosa – mexeu-se para poder ficar por cima de mim – Está satisfeita agora?

– Muito melhor... – balancei a cabeça afirmativamente.

Stef pareceu satisfeito, então segurou o meu rosto e me beijou. Eu coloquei a mão nas suas costas e comecei a arranhá-lo por cima da blusa do pijama; como nossos corpos estavam encostados, pude perceber o quanto ele estava animado apenas com esse contato e não pude deixar de sorrir.

Claro que em algum momento o ar nos foi necessário, o que o fez separar os lábios dos meus e passar para o meu pescoço. Foi impossível não soltar um gemido de frustração, mas ao mesmo tempo eu também ouvi uma voz no fundo da minha consciência me lembrando que não deveríamos estar fazendo isso nesse momento.

– Você sabe que não podemos ficar aqui o restante do dia, certo? – reuni todas as minhas forças para conseguir falar, mesmo assim a minha voz saiu como um sussurro – Temos coisas para fazer hoje e não podemos adiar.

– Não é justo... – Stefan tinha parado de me beijar e agora apenas escondia o rosto no meu pescoço – É sábado. Que tipo de pessoa marca uma consulta com o médico em pleno sábado.

– Eu marquei – lembrei – Achei que seria melhor, já que seu pai estava te fazendo trabalhar tanto quando te colocou no cargo de vice-presidente; como você parece querer saber o sexo do nosso bebê tanto quanto, falei com a doutora Fell e ela não viu problema nenhum em marcar a consulta para um final de semana.

– Você tem razão – saiu de cima de mim rolando para o outro lado da cama – A consulta é só as 11 da manhã, certo?

– Isso mesmo – afirmei com a cabeça – Achei melhor assim já que, como você mesmo disse, é fim de semana, então assim não teríamos tanto drama para levantar cedo.

– Perfeito – completou antes de se levantar – Você me espera aqui por alguns minutos?

– Onde é que você vai? – sentei e abracei as minhas pernas enquanto perguntava.

– Confia em mim? – apenas balancei a cabeça afirmativamente, embora não tivesse certeza se devia mesmo ter feito isso – Então apenas tenha um pouco de paciência, tenho uma surpresa para você.

Ele me deu um selinho antes de sair do quarto. Assim que fiquei sozinha foi impossível não dar um sorriso bobo.

Enquanto esperava meus pensamentos me levaram há pouco mais de uma semana quando Stefan fez aquela declaração para mim. Confesso que nunca imaginei que pudesse ouvir alguma coisa dessas dele, mas isso não fez com que o momento fosse menos especial, é claro.

*Flash Back*

Aquilo realmente tinha sido informação demais para um dia só. Sempre soube que devia ter uma coisa muito grande em relação ao “desaparecimento” da mãe do Stef, ou o pai dele não teria feito todo aquele segredo em relação a isso, e ai está toda a verdade: não só Lily fugiu com o seu grande amor da época de adolescente, mas Damon também é filho desse mesmo cara.

Se para mim já está sendo difícil descobrir tudo isso, deve estar sendo pior ainda para o meu marido.

– Sinto muito por isso, Stefan... – segurei a sua mão e falei assim que ele terminou a história – Deve ter sido horrível para você ter ouvido isso.

– Admito que não foi fácil, mas pelo menos agora eu sei a verdade – deu de ombros tentando parecer indiferente, mas eu o conheço bem o suficiente para perceber o quanto essa situação o abalou – Foi importante para me fazer seguir em frente.

– Tem razão – ele beijou a ponta dos meus dedos — Mas teve uma coisa que toda essa conversa com a minha mãe me ensinou.

– E o que foi? – fiquei curiosa, pois ele ficou bem sério de repente.

– Tenho que fazer como ela, preciso correr riscos, correr atrás da minha felicidade, antes que seja demais – respondeu calmamente – Por isso eu preciso te contar: Eu te amo, Caroline!

Minha primeira reação, mesmo que tenha sido totalmente involuntário, foi me afastar alguns centímetros, ligeiramente assustada. Ele disse que me ama..., é a primeira vez que Stefan me fala essas três palavras tão importantes e com um grande significado.

– Stef... – consegui dizer, por fim – O que você...?

– Por favor, me deixa terminar – pediu, segurando a minha mão – Não vou mentir para você; eu amei a Elena e sofri pela maneira que terminamos, mas eu consegui superar mais rápido do que poderia imaginar, graças a você.

Abri a boca para falar alguma coisa, mas desisti e deixei que ele prosseguisse com a sua explicação.

– Até então eu só te conhecia como Caroline Forbes, a melhor amiga ligeiramente controladora da minha namorada – ri com aquela descrição que meu marido fez mim – E foi só então quando começamos a ser amigos de verdade que eu pude conhecer outro lado seu: você me contava piadas sem graças para tentar me fazer rir, ia até a minha casa com vários filmes para assistirmos sexta-feira a noite e até mesmo me contou segredos. Depois de quatro anos eu estava vendo a garota por trás da capitã das líderes de torcida, da miss Mystic Falls e da organizadora de todas as festas do colégio e foi impossível não me apaixonar por ela.

Stefan passou a mão pelo meu cabelo e sorri. Mas também não pude deixar de me sentir desconfortável, como é que eu pude ser tão desligada e não perceber isso durante todos esses anos?

– A verdade, Care, é que eu não sei quando o que eu senti por você acabou virando mais do que amizade, mas sendo sincero eu só percebi isso na noite do nosso baile de formatura – continuou – Você me falou todas aquelas coisas legais sobre eu conhecer alguém e encontrar um novo amor; foi só nesse momento que eu realmente me toquei que essa garota estava bem na minha frente todo esse tempo.

– Eu realmente não tinha ideia de nada disso – sussurrei – Sinto muito, Stef.

– Você não precisa sentir muito – garantiu – Acho que eu também não tinha ideia da extensão dos meus sentimentos a principio, pensei que pudesse estar confundindo as coisas; então viemos juntos para Toronto e eu tentei conhecer alguém na faculdade, mas não conseguia deixar de comparar todas as garotas com você e nenhuma delas chegava aos seus pés.

Lembro-me perfeitamente daquela época, perdi a conta das milhares de vezes em que tentei convencer Stefan a ter um encontro. Pensava que ele estivesse relutante por causa da Elena, mas agora eu percebo que o problema na realidade era eu.

– E imagino que você deve estar pensando na primeira noite que nós passamos juntos – seu rosto estava ainda mais sério agora – Talvez tenha sido uma maneira boba de pensar, mas aquela poderia ser a única oportunidade que eu teria para ficar com você e decidi investir; acho que nunca poderia imaginar que nós dois poderíamos chegar onde estamos agora, mas eu estou feliz e tenho certeza de que você também está.

Claro que eu estou feliz: tenho o melhor marido do mundo, que também é meu melhor amigo e ainda temos um bebê a caminho. A vida não poderia ser mais perfeita do que isso.

– Você pode falar agora, se quiser – pediu – E vou entender se estiver com raiva por eu ter escondido os meus sentimentos por todos esses anos.

– Não estou com raiva de você, Stef – balancei a cabeça negativamente — Acho que não deixei isso claro na época, mas quando começamos a transar também a nossa amizade; por isso não tem como eu te tirar a razão por pensar basicamente da mesma maneira.

– Obrigado... – disse – É muito importante estar ouvindo isso você.

– Você é meu melhor amigo, Stef; talvez eu não te conheça tão bem quanto conheço a Elena e a Bonnie, mas eu já contei coisas que nunca tive coragem de contar para elas – fiquei olhando para as nossas mãos entrelaçadas – Hoje em dia temos muito mais do que uma amizade, talvez até mais do que uma simples parceria: estamos casados, vamos ter um filho juntos e toda uma vida pela frente. Isso tudo é construído na base de uma confiança mutua e, é claro, de muito sentimento.

Senti um pequeno formigamento na barriga, era o bebê dando sinal de vida e querendo participar da conversa.

Infelizmente não posso dizer que sinta a mesma coisa por você, amor é um sentimento muito sério, faz com que a gente se sinta tão vulnerável e não sei se nesse momento eu consigo me entregar a ele da maneira como você quer que eu me entregue – decidi ser totalmente sincera com ele.

– Já desconfiava disso – admitiu – Nós nunca tínhamos conversado sobre isso, mas eu te conheço para saber que se você me amasse da mesma maneira que eu te amo, já teria me contado.

– Stef, nada nas nossas vidas aconteceu da maneira tradicional – lembrei – Me dê um tempo e talvez um dia eu também posso dizer que te amo da mesma maneira que você me disse.

– Claro – balançou a cabeça afirmativamente – Eu te dou todo o tempo do mundo que você precisar.

Ficou um pouco incerto se devia ou não me beijar nesse momento, mas eu assenti, fazendo com que criasse coragem para aproximar o rosto. Em questão de poucos minutos estávamos deitados no sofá e retirando as roupas um do outro.

*Fim do Flash Back*

Não demorou muito para o meu marido voltar para o quarto trazendo uma bandeja com torradas e suco de laranja.

– Café da manhã na cama... – enquanto esperava por ele tinha decido continuar um pouco mais de tempo deitada, então agora eu voltei a me sentar – Que romântico!

– Na realidade... – sentou-se e colocou o objeto entre nós – Isso daqui é apenas uma distração para a verdadeira surpresa.

– Uma distração – peguei uma das torradas com geleia de morango e dei uma mordida – Agora você conseguiu me deixar curiosa e saiba que, por mais irônico que possa parecer, não é bom deixar uma mulher grávida esperando.

– Não vou deixar você esperando, fica tranquila – garantiu – Mas primeiro, feche os olhos.

– Como você está misterioso hoje, senhor Salvatore – revirei os olhos – Mas tudo bem... – fiz o que ele me pediu.

Mesmo não estando enxergando nada nesse momento eu tinha consciência do meu marido se levantando da cama e os seus passos, em seguida ele abriu uma porta que eu imaginei ser do armário. Não demorou muito para ele voltar para o lugar em que estava anteriormente.

– Pronto, você pode abrir – avisou.

Stefan estava segurando uma caixa retangular embrulhada em um papel de presente azul. Antes que eu pudesse perguntar o que era, ele me entregou.

– Um presente pra mim...? – fiquei mais confusa ainda, mas também muito curiosa para saber o que tinha ali dentro – Stefan, você sabe que não precisava gastar dinheiro comigo.

– Não é exatamente para você – deu de ombros enquanto explicava – Mas você pode abrir.

– Certo... – fui retirando o papel de presente com cuidado para não rasgá-lo.

Era uma caixa feita de madeira pintada de rosa claro. Na tampa estava escrito “Scarlett” em uma caprichada letra cursiva e em prateado.

– É lindo, Stef – disse, por fim – Eu...

– Isso não é tudo, Care – ele interrompeu a minha frase no meio – Abre a caixa, você vai entender do que eu estou falando.

A caixa era na realidade um porta jóias/caixinha de música. Tinha várias divisórias para colocar brincos, colares e anéis, além de um espelho e uma bailarina que rodava lentamente ao som da música tema do filme “E o vento levou...”.

– Como você conseguiu isso? – quis saber – Não deve ter sido nada fácil de encontrar.

– Não vou mentir, não foi mesmo nada fácil – respondeu – Arranjar alguém que fazia uma caixa de música não foi tão difícil, o problema é que ninguém queria usar a música que eu queria, até que eu finalmente encontrei. Claro que eu precisei pagar um pouco mais para que ficasse pronto antes do exame, mas aqui está.

– É incrível – fiquei passando o dedo indicador pelas bordas da caixa.

– Queria que a nossa princesinha tivesse algo para ela saber o lugar de onde nós tiramos o nome dela –explicou – Foi então que me veio a ideia da caixinha de música.

– Você sabe que podemos não estar esperando uma princesinha, não é mesmo? – lembrei – Só vamos mesmo ter 100% de certeza hoje a tarde depois da consulta.

– E o que foi que aconteceu com o “Tenho certeza de que é uma menina, é intuição de mãe, confia em mim, Stefan”? – tentou imitar a minha voz, mas não teve muito sucesso com isso – Você estava tão confiante disso e agora está falando isso.

– Só parei para pensar que talvez a minha “intuição de mãe” não seja tão boa quanto eu penso – dei de ombros – E caso isso aconteça, tenho certeza de que o nosso principezinho não vai ficar muito feliz se descobrir que passamos os primeiros cinco meses da existência dele o chamando de Scarlett.

– Certamente, seria algo traumático para ele – riu – Mas acontece que eu confio na sua intuição e se você diz que vamos ter uma menina eu também acredito. Demonstrei isso quando comprei a roupinha rosa e mais ainda hoje com a caixinha de música.

Ele colocou uma das mãos sob a minha barriga e eu coloquei a minha sob a dele; ficamos assim por alguns instantes. Hoje a tarde tiraríamos todas as dúvidas de uma vez por todas.

– Eu já disse que te amo, hoje...? – sussurrou enquanto passava a mão pelo meu cabelo, o que me fez dar um sorriso sem graça – O que foi?

– Ainda me sinto mal por não conseguir dizer a mesma coisa para você – lamentei – Gostaria muito, mas não consigo.

– Você não precisa ficar assim, Care – avisou – Você me pediu um tempo e acredite, eu sou um cara paciente, posso esperar o tempo que for até que você sinta o mesmo por mim.

Stefan aproximou o rosto do meu e me beijou calma e delicadamente. Infelizmente um barulho de celular nos interrompeu.

– É a minha mãe – meu marido avisou assim que pegou o telefone para ler a mensagem – Está pedindo para ligarmos para ela assim que sairmos da consulta; está bem curiosa para saber se é menino ou menina.

Stef está se empenhando bastante em conviver com a mãe novamente e parece bem feliz com isso.

– Minha mãe está da mesma maneira, aliás, o meu pai também – lembrei – E o seu pai? Ele não está nem um pouco curioso?

– Ele disse que não se importa se será menino ou menina e que o importante é ter saúde – deu de ombros – Mas é claro que eu vou avisar para ele assim que chegarmos em casa.

– É mesmo uma boa ideia – concordei – Bom, é melhor começarmos a nos arrumar para a consulta.

– Vou me arrumando enquanto você termina o café da manhã – avisou antes de se levantar, enquanto isso eu continuei a comer a minha torrada e a tomar o meu suco de laranja.

***

Doutora Fell já estava nos esperando quando chegamos ao consultório. Por estarmos no final de semana devíamos ser as únicas pessoas nesse prédio.

– Caroline! Stefan! – ela nos cumprimentou – Fico feliz em vê-los novamente.

– Digo o mesmo, Meredith – apertei a sua mão, retribuindo o gesto – e agradeço, mais uma vez. Por nos receber em pleno final de semana.

– Não é problema nenhum, se é o horário melhor para vocês dois – avisou – E como esse garotinho ou essa garotinha tem passado nesse último mês?

– Está bem agitadinho... – respondi – Fica dando voltas pela minha barriga, principalmente a noite quando eu estou quase dormindo.

– Isso é normal – garantiu – Espera só até que ele comece a chutar, você vai querer que o bebê nasça o mais rápido possível.

– Mal posso esperar por isso – brinquei.

– Então vamos entrando — apontou para a porta do seu consultório a poucos metros de nós e que nesse momento estava aberta – Imagino que vocês estejam curiosos para ver se conseguimos ver o sexo do bebê, estou certa?

– Pode ter certeza, disso – balanceia a cabeça afirmativamente – Não é mesmo, Stefan?

– Com toda a certeza – ele concordou comigo – Não apenas nós dois, mas as nossas famílias também estão muito curiosos para descobrirem logo se é um menino ou uma menina.

– É sempre assim, ainda mais quando é o primeiro neto e o primeiro sobrinho, o que o bebê de vocês parece ser – observou – Acreditem, já estou mais do que acostumada com isso.

Stefan segurou a minha mão enquanto seguimos a doutora Fell.

***

Continuava tudo muito bem comigo e com o bebê. Minha pressão está normal, meu peso também e agora que os enjoos pareciam ter acabado de uma vez por todas, eu tinha tudo para levar uma gravidez normal e tranquila até o momento do parto.

– Vou passar alguns exames para você fazer e me trazer na próxima consulta – avisou enquanto escrevia e não tirava os olhos do papel – Você pode continuar com as vitaminas.

– E quanto a lista de alimentos proibidos? – perguntei, totalmente esperançosa – Será não tem como permitir pelo menos alguns?

– Sinto muito, Caroline, eu te disse antes e repito agora: os alimentos proibidos continuaram proibido – avisou – Até o bebê nascer.

– Certo... – dei um suspiro triste – Bom..., ninguém pode dizer que eu não tentei, não é mesmo?

– Todo dia de manhã ela fica tentando me convencer a deixá-la tomar café – Stef me entregou – Mas é claro que eu não deixo, sempre lembro ela de que o café deve ser proibido por um motivo.

– Sua sorte que você tem o Stefan para ficar de olho em você – continuou – Pode continuar a fazer isso, Stefan, tente colocar um pouco de juízo na cabeça dela.

– Pode ficar tranquila, doutora Fell – ele colocou a mão no meu ombro enquanto falava – Vou ficar de olho para garantir que fique tudo bem com ela e com o nosso bebê.

– É assim que se fala... – sorriu enquanto terminava de escrever e destacava a folha do restante do bloquinho de notas – Aqui estão os exames, são bem simples, você consegue fazê-los em apenas alguns dias.

Dei uma olhada no papel assim que a doutora Fell me entregou. Ela tinha razão, eram apenas alguns exames de sangue e não seria muito difícil ou doloroso de se fazer.

– Agora você pode ir trocar de roupa no banheiro para podermos fazer a ultrassonografia – completou – Já sabe exatamente o que fazer, não é mesmo?

– Sim, eu sei – concordei antes de me levantar a cadeira em que estava.

***

Coloquei o avental de exames antes de sair do banheiro e ir até a já conhecida maca. Meu marido se sentou perto de mim poder segurar a minha mão, enquanto a doutora Fell passava o gel por toda a minha barriga antes de começar a passar o aparelho ; nós dois nos viramos para a tela do computador para ver a imagem azul começando a aparecer e a tomar “forma”.

– A boa notícia é que o bebê de vocês continua muito bem – virou o monitor na nossa direção – Está com o tamanho e o peso normal para o tempo de gestação. E olha, já dá até para ver os dedinhos dos pés e das mãos.

– Sinceramente, não sei como é que você consegue ver isso tudo – comentem – Sei que é o meu filho, mas parece um monte de manchas sem forma para mim.

– São anos de prática – admitiu – Quando estiver mais para perto do bebê nascer podemos marcar uma ultrassonografia em 3D, você vai poder ver todos os detalhes do rostinho do feto, é uma experiência ainda mais incrível.

– Posso até imaginar – sorri — Vai ser maravilhoso poder conhecer o rostinho do nosso bebê antes mesmo de nascer; quem sabe já dê até para ver com quem ele ou ela vai se parecer.

Ela apenas sorriu e voltou a prestar atenção na ultrassonografia, provavelmente tentando ver alguma coisa que tivesse passado despercebida anteriormente.

– E quanto ao sexo do bebê? – Stefan decidiu perguntar depois de passar todo esse tempo em silêncio – Vamos conseguir saber hoje se vamos ter um menino ou uma menina.

– Claro! Não se preocupe, eu não tinha me esquecido disso – garantiu – Vamos ver logo se vocês estão com sorte hoje.

Ficou alguns instantes concentrada em olhar as imagens do bebê. Gostaria muito de saber o que ela estava procurando, mas infelizmente não tenho a menor ideia.

– E pelo jeito vocês estão mesmo com sorte – respondeu em seguida – Stefan! Caroline! Tenho a honra de dizer que vocês terão uma menina, uma linda menininha.

Uma menina! Então aquele sonho que eu tive há alguns meses estava mesmo certo, minha intuição de mãe não tinha falhado; eu e Stefan íamos ter uma menina, nossa pequena Scarlett.

– Está vendo, meu amor, eu disse que não tinha motivos para se preocupar – Stef deu um beijo na ponta dos meus dedos – Você estava certa, é uma menina.

– Tem razão – balancei a cabeça afirmativamente.

– Agora nós já podemos colocar a caixinha de músicas para decorar o quarto dela – lembrou.

Pelas conversas animadas eu imagino que estavam mesmo esperando que era mesmo uma menina – a voz da minha médica fez com que despertássemos do nosso “pequeno mundinho” em que tínhamos acabado entrando durante aquela rápida conversa.

– Digamos que eu tinha quase 100% de certeza – expliquei – Mas agora eu pude realmente confirmar.

– Agora eu só preciso tirar algumas fotos – começou a apertar alguns botões enquanto falava – Assim vocês podem mostrar para os seus familiares extremamente curiosos.

Logo depois de Meredith limpar o gel da minha barriga e fui novamente ao banheiro para poder recolocar a minha roupa. Quando retornei Stefan estava sentado conversando alguma coisa.

– Já entreguei as imagens para o seu marido – avisou e ele me mostrou o envelope que estava nas suas mãos — E você sabe que qualquer dúvida que tiver ou se sentir alguma coisa pode me ligar, qualquer hora do dia.

– Claro que eu sei – estia a mão na direção dela – E mais uma vez, muito obrigada por tudo, Meredith.

Terminamos de nos despedir antes que eu e Stefan saíssemos do consultório.

Fomos almoçar no shopping que não ficava muito longe Dalí e depois demos uma volta pelo local. Saímos de lá com várias sacolas de lojas infantis, dentro estavam diversas roupinhas com tons entre o rosa e o roxo, todas para a nossa pequena Scarlett.

Notas finais
E aí, o que acharam? A Caroline ainda não disse que o ama também, mas prometeu pensar no assunto e o Stefan aceitou dar um tempo para ela (acreditem, ela vai pensar com muito carinho a respeito disso) E finalmente descobrimos o sexo do baby Steroline e realmente é uma menina! Quem ai gostou da novidade (que não é tão novidade assim...)? *** Próximo capítulo: O que acham de comemorarmos o aniversário da Caroline? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?