Changes Love

19 Capítulo 18 – De volta a rotina


Notas iniciais
Oi gente, passando aqui rapidão pra postar pra vocês Espero que gostem do cap Novamente lá embaixo nas notas finais

Stefan

Como eu já estava imaginando, foi uma enorme dificuldade levantar da cama no dia seguinte. Assim que o alarme do relógio tocou, senti Caroline sem mexer ao meu lado e em seguida soltar um pequeno gemido de frustração.

– Bom dia... – minha esposa se virou de frente para mim e colocou a mão na minha nunca – Temos mesmo que levantar? – perguntou enquanto franzia o nariz.

– Infelizmente sim – imitei o gesto dela – O dever nos chama, você sabe disso.

– Queria poder ficar aqui o dia inteiro – enterrou o rosto entre o meu ombro e o meu pescoço – Aliás, eu queria ter ficado lá na casa de campo da sua família, para sempre.

– Se essa fosse uma opção pode ter certeza de que estaríamos fazendo isso, mas as coisas não são tão simples assim, Care – lembrei enquanto passava a mão pela sua bochecha – Mas agora me diga, essa é uma preguiça natural de quem ficou uma semana de férias sem fazer nada ou são os hormônios falando?

– Talvez um pouco dos dois – deu de ombros – Agora..., será que é muito tarde para mandarmos e-mails para o seu pai e para a minha chefe dizendo que decidimos ficar mais uma semana?

– Não, nós não podemos fazer isso – a afastei um pouco para poder me levantar da cama – E é melhor irmos logo, ou vai ficar cada vez mais difícil de sair daí.

– Só o Damon e a Bonnie sabem que a gente voltou ontem – voltou a argumentar – Tenho certeza de que eles não vão contar para ninguém se a gente pedir.

– Acho que você está se esquecendo do Finn, da Sage e dos filhos, que já voltaram para casa depois que saímos de lá – continuei – Então é melhor parar logo de enrolar, senhora Salvatore.

Segurei as suas mãos para ajudá-la a se levantar. Caroline ofereceu um pouquinho de resistência, mas mesmo com um pouquinho de dificuldade, eu consegui erguê-la.

– Você é mesmo muito sem graça... – reclamou.

– Acostume-se com isso – cruzei os braços e tentei fazer a cara mais séria o possível – É melhor você ir primeiro ao banheiro.

– Ela concordou e caminhou até o outro cômodo, fechando a porta. Fiquei esperando até que minha esposa retornasse e eu pudesse ir fazer a minha higiene pessoal.

Tomei uma rápida ducha, me barbeei e dei uma ajeitada no cabelo. Voltei para o quarto e encontrei Caroline já vestida para ir trabalhar e se encarando no espelho, ela parecia preocupada com alguma coisa.

– Está tudo bem, Care? – decidi perguntar.

– Seja sincero comigo, Stefan – pediu – Você acha que eu estou muito gorda?

Antes de falar qualquer coisa eu a olhei de cima a baixo. Claro que a cada semana que passa a “bolinha” debaixo da blusa dela ia se tornando cada vez mais evidente, ainda dá para disfarçar usando uma roupa larga.

– Você está linda, Care – afirmei por fim enquanto colocava uma das mãos sob o seu ombro – Como sempre, aliás.

– Você é mesmo um idiota – se afastou de mim bruscamente – Não adianta tentar mentir para mim, eu sei a verdade.

– Isso é mesmo sério? – mesmo sabendo que não deveria ter feito isso, mas foi impossível não revirar os olhos.

– Eu estou enorme, Stefan! – elevou um pouco o seu tom de voz – E eu ainda nem estou com 4 meses de gravidez; imagina quando eu estiver com 9 meses?

– Isso é algo totalmente normal durante a gravidez – tentei lembrá-la – Mas depois que o bebê nascer você vai voltar ao normal, nunca se esqueça disso.

– A questão é essa – continuou – Nós ainda estamos “escondendo” a minha gravidez das pessoas, mas eu vou para a revista hoje e tenho certeza de que todo mundo vai acabar descobrindo a verdade apenas me olhando.

Care estava usando uma bata que era basicamente um vestido e batia uns dois dedos acima do seu joelho; não era uma roupa que marcasse a cintura e decididamente estava sim escondendo a barriga.

– Ninguém vai descobrir, eu tenho certeza – tentei acalmá-la, embora não tenha certeza se estou tendo sucesso – Ainda temos tempo antes de ficar impossível de esconder e precisarmos contar.

– A Elena, a Bonnie e o Damon descobriram – argumentou dando de ombros – Quem garante que mais ninguém vai descobrir igual aconteceu com eles?

– Eles não descobriram, nós que acabamos contando sem querer – voltei a me aproximar e passei a mão pelo seu cabelo.

– Então talvez eu acabe contando novamente – algumas lágrimas começaram a se formar nos seus olhos e a escorrerem pelo rosto – Não aguento mais isso, Stef... Eu não aguento mais!

Eu a puxei para que pudesse chorar no meu ombro e dei um beijo no topo da sua cabeça.

– Fica calma, Care... – passei o polegar pela sua bochecha tentando limpá-la – Ficar nervosa desse jeito só vai fazer mal, não só para você, mas também para o bebê.

– Eu odeio ter que mentir para todo mundo, Stef – o choro dela aumentou quando voltou a falar – Meus pais, nossos outros amigos de Mystic Falls, o pessoal da revista, a sua família..., estamos mentindo para todo mundo e eu odeio essa sensação.

Não tinha como mentir, eu também não gostava de esconder de todos a respeito do bebê, mesmo sabendo que era por pouco tempo. Quando meu pai propôs que eu fizesse isso pensei em negar, mas mudei de ideia em seguida, pois sabia que seria muito pior assim; o problema é que ver a mulher que eu amo sofrendo por causa dessa decisão era pior que qualquer outra coisa e não posso aguentar isso.

– Se isso te faz sentir melhor vou falar com o meu pai hoje – avisei – Podemos marcar um jantar para o final de semana com as nossas famílias contamos as novidades. O que você acha disso?

– Acho uma ideia perfeita! – sorriu enquanto concordava – Obrigada, Stef.

– Sabia que você ia gostar – dei um beijo no seu rosto – Você me espera trocar de roupa? Podemos descer para a cozinha juntos.

– Claro que eu espero – afirmou com a cabeça.

Então eu troquei de roupa rapidamente e logo estávamos prontos para irmos para o andar debaixo do apartamento. No momento em que eu abri a porta do quarto um cheiro muito bom invadiu o ambiente.

– Você está sentindo isso? – Caroline perguntou e eu apenas disse que sim com a cabeça.

– Bacon... – dissemos ao mesmo tempo.

– Pelo jeito Damon decidiu cozinhar – segurei a mão dela entrelaçando os nossos dedos – Vamos até lá.

***

Quando entramos na cozinha, meu irmão estava terminando de colocar os pratos em cima da mesa. Assim que nos ouviu chegando ele olhou para frente, bem na nossa direção.

– Bom dia, senhor e senhora Salvatore! – fez uma reverência e minha reação foi revirar olhos – Pensei que não fossem mais descer hoje.

– Apenas foi difícil sair da cama – expliquei enquanto dava de ombros – Nada demais...

– Tudo bem, não queria saber isso – fez uma careta – Foi um pouco de informação demais para o meu gosto.

– Só estávamos cansados, Damon – minha esposa se apressou em explicar – Algo totalmente justificável, já que passamos uma semana totalmente isolados do mundo e só estamos voltando a nossa rotina hoje.

É claro que precisávamos juntar a isso o mais recente surto que Caroline teve devido ao excesso de hormônios; mas obviamente eu não iria dizer isso em voz alta.

– Vou fingir que acredito nisso, cunhadinha – brincou – Mas mudando de assunto: como é que está o sobrinho mais lindo do mundo hoje? – aproximou-se e colocou a mão na barriga da Care, o que a fez sorrir.

– Está tudo bem com ele ou com ela – afirmou – Não precisa se preocupar comigo, tio Damon, estou bem protegido aqui com a mamãe.

– E o papai está aqui para garantir isso – completei enquanto a abraçava pela cintura e dava um beijo no seu rosto.

– Vocês já escolheram o nome para o bebê? – meu irmão quis saber mais uma vez – Por que não escolheram, seriam muito legal se vocês o chamarem de Damon caso seja um menino.

– Nós já escolhemos o nome, Damon – fui eu quem respondi – Thomas se for menino e Scarlett se for menina.

– São mesmo nomes bonitos – ele concordou – Mas eu ainda acharia mais legal se vocês chamassem ele de Damon; sem contar que isso o deixaria vinte vezes mais bonito.

– Tenho uma ideia para você... — Caroline sugeriu – Case-se com a Bonnie, tenham bebês e chamem um deles de Damon. Você já me irrita o suficiente, não preciso dar o nome do meu filho de Damon.

– Seu bom humor é contagiante, cunhadinha – comentou – A lua de mel acabou e o meu irmãzinho já parou de comparecer? Se as coisas já estão assim depois de uma semana, imagine depois de um ano...

– Você é mesmo hilário, Damon – revirou os olhos, pude ver o pouco bom humor que ainda restava nela começar a ir embora.

– Se eu fosse você parava com as piadinhas – alertei – Os hormônios da gravidez estão deixando a Caroline um pouco... alterada e decididamente você não vai querer ver onde é que isso vai levar.

– Tudo bem, não está mais aqui quem falou... – levantou as duas mãos em sinal de rendição – E, mudando de assunto novamente, não sabia quanto tempo vocês iam demorar, então eu vi o nosso café da manhã.

Foi só então que eu reparei que a mesa estava totalmente arrumada: três pratos contendo ovos com bacon, três copos com suco de laranja dentro, três xícaras vazias e a garrafa de café no centro.

– Uau... – foi tudo que eu consegui dizer – Você não precisava ter feito isso, Damon.

– Detesto ser chato, irmãozinho, mas não fiz isso por vocês – ficou entre nós e colocou os braços sob os nossos ombros – Fiz isso para alimentar o meu sobrinho.

Foi impossível não rir. Apesar de Damon continuar fazendo as suas piadas, ele está se saindo muito bem no papel de tio coruja; fico até imaginando como vai ser quando o meu irmão tiver os seus próprios filhos.

– Vou repetir as palavras do Stefan: você não precisava ter feito isso, Damon – foi Care quem falou dessa vez – Mas mesmo assim, muito obrigada, foi mesmo muito fofo da sua parte.

– Não foi nada, cunhadinha – garantiu – É o seu primeiro dia de volta ao trabalho depois de uma semana e precisa estar bem alimentada para encarar o dia inteiro. E agora, vamos comer...!

Ele puxou a cadeira para Caroline sentar e eu fui para a cadeira bem em frente a minha esposa enquanto Damon se sentou ao meu lado. Começamos a comer bem devagar, já que ainda tínhamos bastante tempo antes de sair.

– Está mesmo muito bom – comentei – Sinceramente, Damon, não sabia que você cozinhava tão bem.

– Uma das milhares de coisas que eu precisei aprender para sobreviver quando fui morar sozinho – explicou – Sei que não é o café da manhã mais saudável do mundo, mas...

– Pois pode acreditar em mim, está mesmo muito boa – garanti – Não é mesmo, Care?

– Sim, é verdade – ela concordou com a cabeça – Você já pode casar, Damon; e pelo visto eu a Bonnie demos sorte na questão de namorados/maridos que sabem cozinhar.

– Você vai mesmo insistir nisso, Caroline? – reclamou – Admito que eu e Bonnie tivemos bons momentos juntos nessa última semana, mas ainda não tivemos aquela conversa definitiva; não sei como vão ficar as coisas entre nós comigo em Miami e ela em Atlanta.

– Pois acho que deveriam conversar logo, vocês dois fazem um casal fofo e parecem felizes um com outro – ela completou – Além disso, não é como se Miami e Atlanta ficassem a milhares de quilômetros de distância uma da outra, são cidades bem próximas, vocês poderiam se ver sempre.

– Quanto a isso você tem razão – precisou admitir – Claro que as coisas nunca são tão simples na prática quanto são na teoria.

– Pois para mim parece bem simples... – Caroline prosseguiu – Você quem está complicado tudo.

– Acho que você e o meu querido irmãozinho não podem falar muita coisa a respeito de complicar as coisas – ficou olhando de um para o outro repetidas vezes; por um instante fiquei com medo dele comentar a respeito do fato de eu não estar sendo sincero a respeito dos meus sentimentos, mas Damon ficou quieto.

– Não sei do que você está falando, Damon... – Care se fingiu de desentendida – Eu e Stefan sabemos muito bem em que pé está o nosso relacionamento e inclusive acabamos de nos casar e vamos ter bebê.

– Então nem vou comentar o tempo que vocês demoraram para tomar essa decisão – revirou os olhos – Sabe, irmãozinho, você pode ficar a vontade para entrar na conversa e dar a sua opinião sobre o assunto.

– Prefiro ficar quito e observar a discussão de vocês – respondi dando de ombros – É muito mais divertido.

O som do celular interrompeu a nossa conversa. Minha esposa pegou o aparelho que estava em cima da mesa para poder dar uma olhada.

– É uma mensagem – explicou – Melhor ver o que é, pode ser alguma coisa do trabalho.

Concordei com a cabeça enquanto ela abria a mensagem. Fiquei observando os seus olhares enquanto lia, mas não consegui decifrá-los de nenhuma maneira.

– Está tudo bem? – decidi perguntar quando voltou a pousar o telefone ao lado do prato – Algum problema na revista?

– Não foi da revista que mandaram a mensagem, foi a doutora Fell me lembrando do horário que tenho com ela hoje – disse – Eu marquei essa consulta da última vez em que estive lá, antes mesmo de pensarmos em casa; é tanta coisa na minha cabeça que eu tinha me esquecido completamente disso.

Nessas últimas semanas tenho tentado ler algumas coisas a respeito de gestação e cuidados com bebês recém-nascidos, só para ficar preparado mesmo, e descobri que era importante fazer o acompanhamento pré-natal para garantir tanto a saúde da mãe quanto a da criança. Já estava mesmo para perguntar para Caroline quando ela pretendia ir na obstetra, pois quero que tudo saia perfeitamente bem.

E será que eu posso ir na consulta com você? – quis saber – Se você se sentir incomodada com isso eu vou entender, só achei que seria interessante te acompanhar.

– Mas é claro que você pode ir comigo, Stef – garantiu – A consulta é no final do dia, o é muito bom, pois combinei de ir almoçar com a Elena hoje e não vou precisar desmarcar.

Também fique feliz com o horário da consulta. Apesar de ter certeza que meu pai não iria se opor se eu saísse mais cedo para ir com Caroline ao médico era interessante que eu passasse o dia inteiro na empresa, já que fiquei uma semana fora e com certeza deve ter várias pendências para que eu resolver.

– Perfeito, podemos ir jantar depois que sairmos da consulta? – sugeri e ela sorriu em concordância – E você pode ir comer conosco, Damon, assim não vai ficar sozinho aqui em casa de noite.

– Obrigado pelo convite, mas infelizmente eu vou ter que recusá-lo; vou deixar os dois pombinhos jantarem sozinhos hoje – respondeu – A Bonnie vai embora no inicio da noite e eu combinei de levá-la ao aeroporto; isso depois de passarmos o dia inteiro juntos, é claro.

– Eu ia ligar para a Bonnie quando chegasse ao trabalho para saber se ela queria ir almoçar comigo e com a Lena, mas já não vou mais fazer isso... – minha esposa estava com um sorriso malicioso no rosto – Mas é claro que vai ser por uma boa causa.

– Sim, é por uma ótima causa – e pela primeira vez, meu irmão teve que concordar com ela.

O restante do café da manhã passou sem maiores problemas e assim que terminamos de começar já estávamos prontos para sair de casa. Ainda perguntei se meu irmão queria uma carona, mas ele disse que não precisava pois ainda iria lavar a louça e depois pegar um táxi para ir se encontrar com a Bonnie.

***

Como de costume, deixei Caroline na revista antes de seguir para a sede da empresa. Emily me cumprimentou com um aceno de cabeça assim que eu passei pela sua mesa e segui na direção da minha sala; onde meu pai estava me esperando.

– Oi, pai... – tentei não demonstrar estar surpreso ou assustado por encontrá-lo ali – Estava mesmo pensando em ir até a sua sala para avisar que eu tinha chegado, mas pensei que a Emily fosse te avisar que eu já estava aqui.

– Pensei mesmo em fazer isso, mas então achei melhor ficar te esperando aqui mesmo – explicou – Como você deve imaginar, temos várias coisas para conversar.

– Claro – concordei enquanto sentava atrás da mesa – Pode começar a falar.

Agora que já passou toda aquela preocupação com a organização do casamento, você já pode assumir as suas responsabilidades como vice-presidente da empresa – avisou – Vou marcar uma reunião com a diretoria ainda essa semana para oficializarmos tudo. Espero que esteja tudo bem para você, é claro.

– Está tudo bem sim – afirmei – É só me avisar quando será a reunião e eu estarei lá.

– Perfeito! – pareceu satisfeito com a minha resposta – A reunião deve ser na sexta-feira, provavelmente na hora do almoça, então não faça planos para esse dia.

– Tudo bem – concordei com a cabeça mais uma vez.

– Mesmo sua nova função ainda não tendo sido oficializada você já pode começar a trabalhar; temos três produções para serem filmadas durante o outono, vou pedir para a Emily te mandar os contratos para que dê uma olhada – completou – Tem mais alguma coisa que queira saber? Ou alguma dúvida?

– Tem uma coisa que eu queria falar, mas não tem exatamente a ver com a empresa – continuei – É sobre a Caroline e o bebê.

– Oh sim! Claro! – foi a vez dele se sentar, bem em frente a mim – Continue...

– Nós estávamos conversando sobre a possibilidade de fazer um jantar nesse final de semana para contar a respeito do bebê – disse calmamente – Aproveitando que os pais da Care ainda estão em Toronto; não sei se ainda é cedo para começarmos a contar, mas é que a Caroline está um pouco incomodada em mentir para todos.

– Acho que é uma boa ideia – para a minha surpresa ele concordou com a sugestão – A família tem que ser a primeira mesmo a saber das novidade; será que a Caroline se importa em esperar mais um pouco para contar aos amigos?

– Vou conversar com ela, mas tenho certeza de que não vai ter problemas – garanti – Quer dizer que podemos marcar o jantar para sábado.

– Claro que sim, vou falar com a Pearl e ela pode começar a organizar tudo – avisou- Mas vocês já podem ir avisando aos pais da Caroline.

– E quanto ao Damon? – talvez tivesse que gastar uma boa quantidade de tempo convencendo o meu irmão a ir em um jantar na casa dos nossos pais, mas tenho certeza de que ele vai acabar concordando – Ele pode ir?

– O Damon é seu irmão, não posso proibi-lo de convidar para esse jantar – pensou durante alguns instantes, mas acabou respondendo – Então sim, receberei o Damon lá em casa, sem nenhum tipo de problema.

– Isso é mesmo um alívio – admiti – Sinceramente, até hoje eu não entendo qual é o problema de vocês dois e parece que nunca vou conseguir descobrir o que é.

– Acredite em mim, Stefan, é melhor que você continue não sabendo — completou enquanto se levantava – Agora vou deixar você trabalhar em paz e qualquer coisa que precise, pode mandar me chamar.

Antes mesmo que eu pudesse abrir a boca para argumentar, ele já tinha saído da minha sala. Passei a mão pelo cabelo e soltei um suspiro de frustração, pelo jeito eu nunca iria mesmo descobrir o que tinha acontecido entre Damon e o nosso pai.

Decidi então deixar para pensar nisso mais tarde. Agora era hora de voltar ao trabalho.

***

A leitura dos contratos demorou um pouco mais de tempo do que tinha imaginado, então combinei com Caroline que a encontraria no escritório da doutora Fell.

Saí bem apressado da empresa, mas para minha sorte consegui chegar a tempo sem precisar exceder o limite de velocidade e ainda arranjei uma vaga bem na entrada do centro comercial. Assim que parei o veículo eu corri na direção dos elevadores.

Minha esposa era a única na recepção, algo totalmente justificável, já que essa devia ser a última consulta do dia da obstetra.

– Oi, Care – dei um selinho nela antes de me sentar ao seu lado – Como foi o seu dia.

– Cansativo – soltou um longo suspiro e deitou a cabeça no meu ombro – Acho que perdi totalmente o ritmo de um dia de trabalho; isso porque foi somente uma semana, imagina se fosse mais tempo.

– Sei exatamente o que você quer dizer – concordei – O meu dia também foi bem cansativo.

– Que bom, pensei que tivesse sido apenas comigo – riu – Bom, a doutora Fell já deve nos receber daqui a pouco; a secretaria disse que ela está um pouco atrasada por causa de uma das consultas da tarde, mas que logo vai nos receber.

– Certo – concordei, o jeito agora era esperar...

Como Caroline já tinha previsto, ainda ficamos vinte minutos esperando até que a doutora Fell saiu do escritório juntamente com a outra paciente. Assim que a mulher foi embora, ela se aproximou para poder falar conosco.

– Olá, Caroline! – apertou a mão da minha esposa assim nos levantamos – Devo dizer que você está ótima!

– Obrigada, Meredith! – deu um sorriso sem graça em agradecimento – Deixa eu apresentar: esse daqui é Stefan Salvatore, meu marido.

– Prazer em conhecê-lo, senhor Salvatore – foi a vez dela me cumprimentar – Vi as fotos do casamento de vocês no jornal, então acho que devo parabenizá-los.

Nós dois agradecemos com apenas um pequeno e simples sorriso.

– Imagino que vocês não estejam com vontade de ficar aqui o resto do dia – mudou rapidamente de assunto – Então vamos entrar e começar logo essa consulto – apontou para a porta do consultório para que pudéssemos entrar.

***

Foi uma consulta bem tranquila e depois de alguns exames simples a doutora Fell constatou que estava tudo bem com Caroline e com o bebê. Claro que não pude deixar de soltar um suspiro aliviado quando ouvi isso, apesar de sentir que estava tudo bem, era bom ter uma confirmação. Depois disso, ela foi trocar de roupa para poder fazer a ultrassonografia.

A médica passou uma espécie de gel na barriga da Care antes de começar passar o aparelho. Então uma imagem meio borrada surgiu na tela do computador; eram apenas alguns borrões azuis e eu pelo menos não conseguia decifrar o que poderia ser cada uma daquelas coisas.

– E aqui está o bebê de vocês – disse depois de alguns segundos – Essa é a cabeça, os braços, o corpo e as perninhas; só de olhar aqui posso afirmar que ele ou ela é perfeito – foi apontando para cada lugar enquanto falava.

– Dá para ver que ele já está bem maior do que da última vez – minha esposa comentou.

Era verdade, lembro-me de ter visto algumas fotos da primeira ultrassonografia e tudo que tinha era um pequeno pontinho. Apesar de ainda não ser um bebê totalmente definido, era visível o quanto tinha se desenvolvido.

– Esses primeiros meses de gestação são quando o feto começa a desenvolver e só depois que estiver totalmente formado é que vai começar a crescer – explicou – E logo vocês poderão saber se é um menino ou uma menina.

– Ainda não dá para saber o sexo? – lamentei – Pensei que já fossemos descobrir hoje.

– É muito cedo, Stef... – Caroline colocou a mão sob a minha como se tentasse me consolar – Talvez na próxima consulta; não é mesmo, doutora Fell?

– Exatamente – afirmou – Só precisa ter um pouco mais paciência e logo vocês vão saber se pintam o quarto de azul ou de rosa.

Foi impossível não rir desse comentário. Claro que eu estava ansioso para saber se estava vindo aí o pequeno Thomas ou a pequena Scarlett, mas eu teria um pouco mais de paciência, afinal, não deveria demorar muito agora.

Então eu comecei a ouvir um barulho bem alto que ecoou por toda a sala e demorei um pouco para perceber que vinha do aparelho de ultrassonografia.

– O que é isso? – perguntei sem conseguir deixar de ficar preocupado – Tem algum problema com o bebê?

– Claro que não – a doutora Fell sorriu com o meu nervosismo – É apenas o coração dele.

– É lindo, não é? – os olhos de Care estavam cheios de lágrimas e foi impossível não me emocionar também.

– É sim – concordei, continuei a ouvir aquela som alto e totalmente acelerado, a prova mais do que concreta que tinha mesmo uma vida ali – O som mais perfeito do mundo.

E foi ali, junto da mulher que eu amo e do nosso filho, que eu tive total certeza de que precisava fazer de tudo para mantê-los bem. E é exatamente isso que eu vou fazer...

Notas finais
Foi um capítulo sem grande acontecimentos, mas espero que tenham achado os momentos Steroline fofos. No próximo cap teremos mais uma passagem de tempo. *** Também quero pedir para vocês lerem a minha nova one Steroline que se chama "In love..., in Lodon" http://fanfiction.com.br/historia/620551/In_love_in_London/ *** E é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?