Changes Love

16 Capítulo 15 – Paraíso


Notas iniciais
Como eu disse antes, estou postando hoje porque amanhã é a Season Finale de TVD e sei que ninguém vai ter tempo para ler o capítulo. Então aqui estamos hoje mesmo Espero que gostem

Caroline

“Eu te amo, Caroline. Você não tem ideia do quanto.”

Essa frase surgiu como um sussurro no meu ouvido quando estava praticamente adormecida; resultado da combinação do meu cansaço do dia com o fato de Stefan estar mexendo no meu cabelo, algo que sempre me deixava sonolenta. Talvez isso seja apenas a minha mente tentando me pregar uma peça, então é melhor eu nem criar muitas expectativas quanto a isso, mas preciso admitir que fiquei um bom tempo pensando nessa possível declaração de amor.

Sendo verdade ou fruto da minha imaginação, não custa nada sonhar...

***

Quando acordei no dia seguinte acordei sozinha na cama. Foi quando eu ouvi barulho de água do chuveiro e como a porta estava fechada, deduzi que meu marido estivesse ali dentro.

Levantei e decidi ir até o banheiro. Assim que entre no local, como já tinha imaginado, encontrei Stefan dentro de box de costas para mim; me encostei na parede e cruzei os braços para aproveitar aquela visão até que ele finalmente notasse a minha presença.

– Bom dia, senhora Salvatore! – abriu um enorme sorriso antes de falar – Eu ia te acordar assim que saísse do banho, você estava tão linda dormindo que decidi te deixar descansar mais um pouquinho.

– Senhora Salvatore... – minha voz saiu mais como um murmúrio nesse momento – Acho que ainda preciso de algum tempo para me acostumar com esse meu novo título.

– Pois é bom você ir se acostumando – avisou – Saiba que eu pretendo só te chamar assim a partir de agora, senhora Salvatore – o comentário dele fez com que eu revirasse os olhos.

– Você é muito chato, Stef – reclamei – Ou será que eu devo dizer, senhor Salvatore...?

– Tenho uma ideia bem melhor – sugeriu – Em vez de ficar reclamando da maneira como eu te chamo, por que você não se junta a mim? – levantou as duas sobrancelhas de maneira sugestiva.

– É mesmo uma ideia tentadora – admiti – Mas acontece que esse bebezinho aqui acordou com muita fome hoje – coloquei a mão sob a minha barriga – E nós dois sabemos muito bem o quanto esse banho vai demorar se e acabar entrando ai com você.

– Você sabe mesmo como frustrar um cara, Care... – fez uma careta para mim.

– E você é um bobo – ri – Como você disse ontem, nós temos bastante tempo um para o outro aqui, não é como se fossemos voltar para Toronto depois do café da manhã.

– Será que eu ao menos posso ganhar um beijo antes de você ir? – pediu fazendo biquinho.

Ri antes de me aproximar e abrir a porta do box para poder dar um selinho nele. Antes que eu pudesse me afastar Stefan segurou meu pulso tentando me puxar para mais perto dele, o que fez com que a minha camisola molhasse um pouco.

– De maneira nenhuma... – consegui me esquivar e apontei um dedo para ele – Nada de tentar ser espertinho.

– Sem graça – mostrou a língua para mim em um gesto infantil.

– Tchau, Stef! – acenei para ele antes de caminhar até a entrada do banheiro – Nos vemos daqui a pouco.

Voltei para o quarto e coloquei o meu roupão antes de seguir para o andar de baixo da casa.

***

Entrei na cozinha totalmente distraída e tomei um grande susto quando percebi que não estava sozinha. Uma mulher retirava a água quente do fogão e parecia estar fazendo café. Foi nesse momento que ela também notou a minha presença.

– Bom dia... – disse um pouco sem jeito.

– Você deve ser a Caroline – me cumprimentou da maneira mais simpática possível – Reconheci pela foto que a Esther nos mandou há alguns dias.

– Ah sim! Você é a esposa do Finn, certo? – balançou a cabeça afirmativamente – Eu só esqueci o seu nome... – isso era mentira, não sabia qual era o nome dela, mas fiquei com medo de soar grossa caso falasse isso.

– É Sage – respondeu – Não sabia o que vocês iriam querer para o café da manhã, então fiz de tudo um pouco. Aqui tem três tipos diferentes de pão, geleia de morango, mel, café, leite, suco de laranja e na geladeira ainda tem um doce de abóbora.

– Uau! Acho que eu nunca vi uma mesa de café da manhã tão bonita quanto essa – comentei – Nem sei como agradecer.

– Você não precisa me agradecer – garantiu – É a lua-de-mel de você e não é só por que não foram para um hotel cinco estrelas não quer dizer que não merecem ser paparicados.

Sage colocou a garrafa de café em cima da mesa antes de ir até a geladeira e pegou a jarra de suco e a caixa de leite.

– Soube a cerimônia foi linda... – comentou em seguida – Do seu casamento, quero dizer; Esther ligou mais cedo para saber como estavam as coisas e contou cada detalhe.

– Foi mesmo uma cerimônia mágica – não consegui deixar de sorrir enquanto me lembrava de cada detalhe da noite anterior – Como qualquer garota eu sonhei desde pequena com o dia do meu casamento e acho que posso dizer que superou todas as minhas expectativas.

– Eu posso imaginar – ela imitou o meu gesto – Ah! E não precisa se preocupar, Finn e eu iremos para Toronto enquanto vocês estiverem aqui, assim podem ter um pouco mais de privacidade.

– Vocês não precisam fazer isso – avisei – Quero dizer, nós não queremos atrapalhar a sua rotina.

– Não estão atrapalhando a nossa rotina, até porque a casa é de vocês, estamos apenas tomando conta – explicou – Além disso, eu também já estive em lua-de-mel, sei perfeitamente que tudo que você e o Stefan devem estar querendo agora é ficar aqui sozinhos namorando e curtindo um ao outro.

No mesmo instante eu senti as minhas bochechas esquentarem de vergonha. Por mais que as pessoas soubessem o que um casal recém-casado faz durante a lua-de-mel, não pude deixar de me sentir envergonhada com aquele comentário.

– Além disso, Finn estava mesmo querendo ir ver com os ver os pais – completou – Todas as vezes que eles ligam falam que estão morrendo de saudades dos netos.

– Vocês tem filhos? – lembro-me de Stefan ter comentado uma vez comigo que Esther tinha dois netos, mas como ela tem sete filhos, não sabia exatamente de quem era.

– Sim, um casal – afirmou — Brandon está com oito anos e Emma com seis.

– Acho que eu nunca iria adivinhar que tem crianças morando aqui – está certo que chegamos bem tarde aqui ontem a noite, mas com certeza teria ouvido alguma coisa quando amanheceu – Eles parecem ser bem quietinhos.

– Isso é resultado de muita disciplina e, é claro, colocamos os dois para dormir na casa de hóspedes do lado de fora – explicou – É bom você aprender isso para quando tiver os seus filhos, crianças podem dar muito trabalho, sem contar a grande quantidade de energia, é preciso saber acompanhar.

– Pode deixar que já está anotado – garanti.

Nesse momento eu ouvi passos se aproximando; Stefan tinha acabado de entrar na cozinha.

– Oi, Care... – deu um beijo no topo da minha cabeça antes de se sentar ao meu lado – Olá, Sage! Como você está?

– Olá, Stefan! Estou bem, obrigada por perguntar – disse – Bom, eu já estou indo, espero que aproveitem muito bem esses dias em que estiverem aqui.

Acenamos para Sage antes que ela saísse. Assim que ficamos sozinhos no cômodo, eu e Stefan começamos a comer o nosso café da manhã, de maneira calma e quase silenciosa.

– E então, o que vamos fazer depois de acabar aqui? – decidi perguntar.

– Tenho uma excelente ideia... – aproximou os lábios do meu pescoço – O que acha de irmos queimar todas as calorias que estamos consumindo aqui?

– Acho essa uma ideia excelente mesmo – concordei balançando a cabeça afirmativamente – E você pretende fazer isso como? Vai me mostrar o restante da casa?

– Isso é mesmo sério, Care? – revirou os olhos – Será que eu preciso te lembrar que essa aqui é a nossa lua-de-mel?

– E você quer mesmo passá-la inteirinha dentro do quarto? – cruzei os braços e o encarei – Daqui a pouco vamos acabar cansando um do outro.

– Não só no quarto; pensei em passarmos também na sala, no banheiro, no escritório e até mesmo aqui na cozinha – sugeriu – Até onde eu sei, esse é o tipo de coisa que as pessoas costumam fazer nas luas-de-mel.

– Tudo bem, acho que você tem um pouquinho de razão — tive que concordar – Vamos fazer assim, você me mostrar tudo por aqui e depois que a gente tiver 100% de certeza que estamos mesmo sozinhos, então podemos explorar todos esses lugares que você falou. O que acha...?

Aproximei meu rosto do dele e dei uma mordidinha de leve no seu lábio inferior. Tudo que Stefan conseguiu fazer foi concordar com a cabeça.

– É assim que eu gosto – foi impossível não sorrir – Mas, antes de mais nada, precisamos terminar o nosso café da manhã.

– Tem razão – ele conseguiu falar, por fim.

***

Assim que terminamos de comer fomos trocar de roupa e Stef foi me mostrar o restante da casa, que eu não tinha tido a oportunidade de conhecer ontem a noite quando chegamos. Depois fomos para o lado de fora, que tinha um jardim bem amplo e até mesmo um lago que ficava dentro da propriedade; por alguns instantes fiquei com a impressão que tivesse vindo aqui, mesmo que não fosse verdade, foi só então que eu percebi que aquele era o exato lugar do sonho que eu tive há algumas semanas.

– Está tudo bem, Care? – ele colocou a mão sob o meu ombro quando fiquei algum tempo encarando o pequeno deck de madeira, isso fez com que o saísse do transe.

– Desculpe-me, só estava um pouco distraída – balancei a cabeça negativamente – Será que a gente pode ir até ali? – apontei na direção do local para onde estava olhando há alguns segundos.

– Claro, vamos... – segurou a minha mão e começou a me puxar juntamente com ele – Eu te convidaria para nadar no lago, mas a água deve estar bem gelada; entre o final da manhã e o inicio da tarde e temperatura costuma ficar melhor, pelo menos durante o verão, é claro.

– Quase consigo te imaginar com uns cinco anos nadando pelado aqui – comentei sem conseguir deixar de sorrir.

– Pode acreditar, eu fazia muito isso – afirmou – E posso até te dar uma amostra disso depois... – me puxou pela cintura para mais perto de si antes de me dar um rápido beijo nos lábios.

– Tem que ser depois mesmo – disse – Agora nem eu nem o bebê estamos com muita vontade de morrer por hipotermia.

Eu ainda coloquei a mão na água para verificar a temperatura e pude ver que estava mesmo gelada. Stefan e eu nos sentamos sob o piso de madeira e ficamos ali observando os barcos que velejavam ao longe no horizonte; em que algum momento eu deitei a cabeça no colo do meu marido e ele ficou fazendo carinho no meu cabelo.

– Isso pode soar meio estranho... – voltei a falar – Mas essa não é exatamente a primeira vez que eu venho aqui.

– Como assim, Care? – parou o que estava fazendo antes de me questionar – Eu, com certeza, não vim aqui desde que voltei de Mystic Falls, então não posso ter te trazido aqui.

– Não disse que vim aqui fisicamente – expliquei — Eu meio que sonhei que estava aqui; sendo mais específica, que nós dois estávamos aqui.

– Quando foi isso, exatamente...? – quis saber.

– Há pouco mais de um mês, na noite em que te contei que estava grávida – respondi – Estávamos aqui, nesse deck, estávamos casados e parecíamos felizes; também tinha uma garotinha, a nossa filha, ela dizia que estava com fome e você reclamava por ela aparentemente ter herdado o meu enorme apetite.

Também tem a parte de termo dito “eu te amo” um para o outro, mas achei melhor não falar a respeito disso nesse momento.

– Agora estou começando a entender porque você afirmou com tanta convicção de que teríamos uma menina – concluiu – Foi por causa desse sonho, não é mesmo?

– Não me leve a mal, Stef; vou ficar feliz se nasça um menino, mas aquela garotinha, os detalhes do rostinho dela, parecia tão real – me sentei e passei a mão pelo meu cabelo – Ou talvez eu só estivesse tão preocupada com a expectativa de te contar a respeito do bebê e quando você aceitou tão bem o meu subconsciente meio que criou essa cena.

– Ou então você estava tentando uma visão do nosso futuro – sugeriu – Já estamos casados e muito feliz, quem sabe o resto também não se realiza?

– É, quem sabe... – concordei.

No instante seguinte estávamos nos beijando. Quando Stefan me forçou a entreabrir os lábios contra os seus acabei soltando um pequeno gemido; ele fez com que eu deitasse no deck e ficou por cima de mim enquanto suas mãos exploravam a parte de dentro da minha blusa.

– Stefan... – consegui sussurrar quando ele passou a beijar o meu pescoço – Acho melhor irmos lá para dentro.

– Por quê? Está tão bom aqui... – afirmou – Sem contar que estamos sozinhos.

– Não estamos exatamente sozinhos – apontei na direção dos barcos – E não adianta dizer que eles estão muito longe, hoje em dia existem câmeras que podem fotografar a lua. Acredite em mim, seria um enorme escândalo se o herdeiro do império Salvatore e a esposa saiam em todos os jornais do Canadá por estarem transando em um lugar público onde todos podem ver.

Foi então que ele começou a rir escondendo o rosto no meu pescoço.

– Estou falando sério, Stefan... – tentei empurrar o seu peitoral e tirá-lo de cima de mim, mas ele é muito mais forte do que eu – E para de rir.

– Tudo bem – concordou enquanto se levantava – Sem contar que é muito melhor que a nossa primeira vez como marido e mulher seja em uma cama e da maneira mais tradicional possível.

Stef me pegou no colo da maneira como um noivo segura uma noiva logo depois do casamento, o que me fez soltar um gritinho de surpresa. Então nós seguimos na direção da casa.

***

A primeira coisa que fiz quando entramos no quarto foi me livrar da minha blusa e do meu sutiã e os joguei no chão. Stefan me imprensou contra a porta e atacou os meus lábios antes de passar a beijar o meu pescoço, o vão entre os seios e foi deixando um rastro de saliva até chegar ao meu umbigo.

– Estou adorando essa sua barriguinha – disse enquanto distribuía vários beijos por aquela região – Mal posso esperar até que ela esteja bem maior e eu consiga sentir o nosso bebê.

– Pois fale isso por você – apesar de tudo ainda consegui achar graça daquela situação – Eu vou estar gorda e inchada como um balão; vocês homens acham tudo lindo porque não precisam encarar as consequências da gravidez.

Meu marido sorriu antes de ficar de pé para poder me encarar melhor.

– Caroline, quantas vezes eu preciso dizer que você é maravilhosa mesmo que seja maior na horizontal do que na vertical? – foi impossível não revirar os olhos por causa desse exagero – Pois você será e não tem nenhum motivo para se preocupar com nada disso.

Voltou a me beijar e quando estávamos bem entretidos um com o outro novamente, ele desabotoou o meu short enquanto eu levantava um pé de cada vez para poder retirá-la por completo. Então Stefan colocou a mão por dentro da minha calcinha e começou a “brincar” com o meu clitóris.

– Stef... – meu gemido saiu abafado contra os seus lábios – Eu detesto quando você faz isso.

– Detesta, mesmo? – aumentou a velocidade das suas investidas, o que me fez mexer o quadril contra a sua mão – Você tem certeza disso...?

– Tem razão, eu não odeio – respondi por fim – E saiba que eu vou te matar se você pensar em parar.

– Seu pedido é uma ordem, senhora Salvatore – sussurrou no meu ouvido e deu uma mordidinha de leve no lóbulo – Saiba que eu não pretendia parar mesmo.

Ele continuou com o que estava fazendo e eu coloquei a mão por dentro da sua blusa enquanto arranhava as suas costas. Estava quase chegando ao meu ápice quando meu marido decidiu interromper tudo e retirou a mão da minha intimidade.

– O que...? – nem ao menos tinha forças para reclamar direito nesse momento.

Antes que eu pudesse protestar mais um pouco, ele me pegou no colo e me fez enroscar as pernas na sua cintura. Foi caminhando até a cama e me “jogou” lá em cima, então voltou a se deitar em cima de mim.

Stefan me beijou profundamente e deu uma mordida de leve no meu lábio inferior antes de passar para o meu queixo, pescoço e colo, então começou a estimular um dos meus mamilos e depois fez o mesmo com o outro; isso combinado com seu membro roçando contra a minha calcinha fez com que eu ficasse ainda mais excitada.

– Ah... – gemi – Isso é tortura, sabia?

– Não precisa se preocupar, não vou te torturar por muito tempo – garantiu antes de dar um sorriso malicioso.

Foi descendo os beijos enquanto retirava a última peça de roupa que cobria o meu corpo, voltando finalmente a dar atenção ao meu clitóris. Começou a contorná-lo com a língua e essa sensação é mesmo indescritível; tudo que precisei fazer foi fechar os olhos, enroscar os dedos nos seus cabelos e aproveitar o momento.

Não demorou muito para eu chegar ao meu primeiro orgasmo da noite. Relaxei totalmente e tive a sensação que meus braços e minhas pernas tinham virado gelatina.

– Perfeito... – deu um beijo no meu ombro.

Stefan deixou que eu me recuperasse por um instante e quando eu já estava “pronta” consegui força o suficiente para inverter as nossas posições. Segurei a barra da camisa e comecei a puxá-la para cima e fui beijando cada centímetro de pele exposta ao longo do seu peitoral.

– Ai...! – reclamou quando deu uma pequena mordida perto do seu mamilo – Isso vai deixar uma marca.

– Como se você não gostasse – ri enquanto ele levantava braço para que eu terminasse de retirar a sua camisa.

Sentei nas coxas de Stef enquanto voltava a beijá-lo. Abri a sua calça e a abaixei juntamente com a cueca e passei a mão pelo seu membro, o que o fez ofegar.

Continuei os movimentos de vai-e-vem com as mãos e o senti ficando ainda mais excitado a medida que gemia alto no meu ouvido. Em um momento de distração meu, ele voltou a inverter as nossas posições.

– Não... – retirou minhas mãos do seu corpo e as prendeu por cima da minha cabeça – Quero fazer isso dentro de você.

Afastou as minhas pernas e então me penetrou lentamente, fazendo com que eu voltasse a gemer e a ofegar. Segurou a minha cintura antes de começar a se mover.

– Isso... – consegui falar – Mais rápido, Stef...!

Ele me obedeceu, aumentando a velocidade das investidas; eu voltei a arranhar as suas cotas e escondi o rosto no vão entre seu ombro e seu pescoço e dei várias mordidinhas na região. Logo eu cheguei ao ápice mais uma vez e não demorou para que meu marido o atingisse também.

– Uau...! – disse antes de dar uma leve risada – É possível que isso fique melhor a cada vez?

– Acredite, Caroline, isso aqui é apenas o começo – segurou cada lado do meu rosto antes de me beijar e depois passou apenas a me encarar – Sei que você negou mais cedo, mas o que acha de um banho agora?

– Acho uma ideia excelente... – concordei.

Stef me beijou mais uma vez antes de sair de dentro de mim, depois me ajudou a sentar.

– O que acha de usarmos a banheira de hidromassagem? – sugeri – Ela me parece ser bem convidativa.

– Estou gostando das suas idéias hoje, Care – riu – Sexo debaixo d’água é sempre agora bem convidativo.

Inclinou-se para encostar os lábios nos meus e eu o puxei para um pouco mais perto de mim, assim permitindo que eu aprofundasse aquele beijo.

– Já transei na piscina uma vez, mas nunca fiz isso em uma banheira de hidromassagem – admiti depois que nos separamos – Você por acaso já fez?

– Para falar a verdade..., sim! – afirmou.

Quando ele confessou isso tudo que consegui lembrar foi da banheira de hidromassagem que tem no banheiro dos pais da Elena, a mesma banheira que a mãe dela nos deixava usar de piscina quando éramos crianças.

– Acho que essa é uma daquelas coisas que eu não vou querer saber os detalhes... – observei.

– Com certeza é – franziu o nariz enquanto respondia.

Foi impossível não me sentir desconfortável depois disso; por mais que eu saiba que Stefan e Elena tem um passado juntos, nenhuma mulher gosta de saber da vida sexual do marido antes de ficarem juntos, principalmente se tiver sido com a sua melhor amiga. Nesse caso é melhor ficarmos quietos, assim todos ficamos mais “felizes”.

– Vou preparar o nosso banho – me deu um último selinho antes de se levantar.

Assim que Stef entrou no banheiro, voltei a deitar e fiquei alguns instantes encarando o teto.

***

Tudo que eu tinha ouvido falar a respeito de sexo na banheira era mesmo verdade, talvez até mesmo melhor. O único problema foi que quando terminamos mais da metade da água estava espalhada pelo chão do banheiro; eu até me voluntariei a ajudar, mas Stefan garantiu que poderia fazer isso sozinho e depois ainda avisou que iria até a cozinha pegar uma coisa para comermos.

Enquanto esperava o meu marido retornar, decidi verificar o meu celular, que tinha ficado esquecido dentro da minha bolsa desde ontem a noite. Por sorte ninguém tentou me ligar durante esse espaço de tempo e tudo que tinha era uma mensagem, que quando eu abri descobri que era de Elena e tinha sido enviada hoje pela manhã.

Oi, amiga!

Sei que você tem coisas bem mais interessantes para fazer na sua lua-de-mel do que ficar falando comigo. Eu só estou te mandando essa mensagem para saber como você, o Stefan e, é claro, o bebê estão; espero que vocês estejam se divertindo, se é que você me entende.

É só isso, pode me responder quando tiver tempo para isso. A gente se vê na semana que vem.

Beijos,

Elena.

Foi impossível não sorrir quando vi aquela mensagem. Claro que minha amizade de mais de vinte anos com a Lena teve e sempre terá seus altos de baixos, mas uma coisa que eu posso garantir e que sempre nos preocupamos muito uma com a outra.

Apertei o botão de resposta para digitar uma nova mensagem para minha amiga.

Oi, Lena!

Nós estamos bem sim e pode ter certeza que estamos nos divertindo muito aqui. Quando eu voltar na semana que vem, te conto tudo, bom..., não tudo, mas acho que você entende isso.

Beijos,

Caroline.

– Espero que você não esteja mandando mensagem para um amante e dizendo que já está cansada de mim... – Stefan tinha acabado de entrar no quarto e trazia dois potes, um em cada mão.

– Só estava mandando uma mensagem para a Elena – expliquei – Ela queria se estava tudo bem conosco e com o bebê.

– A Elena sabe sobre o bebê? – por um segundo tinha me esquecido que ainda estávamos fazendo segredo a respeito da minha gravidez – Desde quando?

– Ela meio que descobriu no dia em que chegou em Toronto e não tinha como eu mentir para a minha melhor amiga, então eu confirmei – respondi – Por favor, não fica bravo.

– Não vou ficar bravo, Caroline, acho legal vocês terem conversado sobre isso – afirmou – Deve estar sendo um sufoco para você ter que esconder essa gravidez de todos.

– Pode ter certeza disso – afirmei.

– Bom, olha só o que eu achei – aproximou-se para que eu pudesse ver o que tinha dentro dos potes – Morangos e chocolates.

– Parecem deliciosos – comentem.

Sentou-se na ponta da cama em frente a mim e pousou os dois potes entre nós. Ele pegou um morango e molhou no chocolate antes de colocá-lo na minha boca.

– Acho que você não tem ideia do quanto fica sexy desse jeito – ele me beijou para limpar o chocolate que tinha ficado nos meus lábios – Está me dando tantas idéias...

– Você não cansa, não? – dei um sorriso divertido enquanto perguntava – Nós acabamos de transar, duas vezes, aliás, e você ainda quer mais?

– É difícil de cansar de algo tão bom – deu umas mordidinhas no meu pescoço e eu fechei os olhos automaticamente – Se eu lembrasse o quanto sexo era bom, não tinha ficado tanto tempo sem.

– Mas que coisa ótima para se falar para a esposa durante a lua-de-mel – dei um tapinha de leve no seu braço – Admitir que gostaria de ter transado com mais mulheres? É muita cara de pau da sua parte.

– E quem disse que eu estava falando sobre transar com outras mulheres? – argumentou – Estava falando sobre você, apenas sobre você.

– Como é que você queria transar comigo, Stefan? – decidi perguntar – Caso você não se esquece, eu estava namorando outro.

– Mas ficou sozinha durante os últimos meses de escola, quando nos tornamos melhores amigos; sem contar que você passou um tempo solteira entre seus dois namoros da faculdade – lembrou – Digamos que tivemos oportunidades para isso.

Agora eu fiquei totalmente confusa. Stefan estava falando com tanta convicção, como se tivéssemos tido oportunidade para transar antes, mas que tivéssemos deixado escapar.

– Como assim, Stef? – decidi verbalizar os meus pensamentos – Nós nem ao menos nos beijado até quatro meses atrás, como poderíamos ter transado?

– Exatamente o que eu quis dizer, passamos bastante tempo juntos e poderíamos ter ficado antes se quiséssemos, mas não aconteceu – deu de ombros, como se não fosse nada demais – Mas vamos parar de falar, esses morangos não vão desaparecer sozinhos.

Achei aquilo muito estranho, era como se Stefan quisesse mudar de assunto rápido para não falar sobre algo que tinha acontecido, mas não sei exatamente o que significa.

Decidi não me preocupar com isso agora, peguei um morango e repeti o mesmo gesto dele de alguns minutos antes.

Notas finais
E então, o que vocês acharam da primeira vez Steroline como marido e mulher? Foi fofa? E sobre essa conversa do Stefan de que eles tiveram oportunidade de ficar juntos antes? Será que ele está escondendo alguma coisa que a Caroline não sabe ou não lembra? No próximo capítulo teremos mais um pouquinho da lua de mel deles. Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Ainda estou esperando a primeira recomendação...