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15 O Funeral


Notas iniciais
Gente desculpem pela demora, estou com a vida corrida, mas logo eu termino essa fic, espero que vocês leitores, não me abandonem!

Dá pra imaginar que o caus foi geral não é? Max estava morto e Teresa não parava de chorar, eu, Alex e Justin tentávamos consolar a coitada, Jerry estava paralisado, não conseguia acreditar no que estava acontecendo. No dia seguinte, seria feito o velório de Max, eu coloquei minha roupa e fui até a sala esperar os outros.

Não acredito que isto tenha acontecido logo com o Max, eu não o conhecia há tanto tempo, mas eu sei que ele era uma boa pessoa, e era divertido e nos tirava do tédio. Max vai fazer muita falta mesmo.

Tenho tanta pena de Alex, Justin, Jerry e Teresa, eles provavelmente amavam o Max mais do que eu, e se eu já estou sofrendo, imagine eles! E ele era tão novo, que horror, como isto foi acontecer, só por um simples tapete voador.

Nem preciso dizer que Justin ficou traumatizado e diz que nunca mais vai andar em um tapete voador, e Teresa tirou todos os tapetes da casa, mesmo que eles não voem, ela disse que não conseguia mais olhar para eles.

Dissemos para as pessoas que não sabia sobre magia, que Max morreu em um acidente domestico, foi difícil inventar uma historia, mas ninguém duvidou de que Max havia levado um choque tentando desmontar o chuveiro elétrico.

Teresa desceu as escadas e sentou ao meu lado no sofá, ela não falava nada e ela fitava o chão sem piscar, mas sua mente provavelmente estava em outro lugar. Ela havia chorado tanto no dia anterior que não tinha mais lagrimas para botar para fora.

- Se acalme Teresa, Max esta em um lugar bem melhor, e bem bagunçado, com certeza! – Eu tentei animá-la, mas tudo o que consegui foi um quase-sorriso de que durou menos de um segundo.

- Eu só não entendo porque Deus deixaria um menino morrer assim tão jovem, um menino tão querido, que nunca fez mal pra ninguém! – A essa altura, ela já soluçava, eu a abracei e tentei conter minhas lagrimas.

- As vezes as coisas acontecem simplesmente porque elas tem que acontecer. – Eu falei pensativa. – Deus deixou Max ir porque ele já cumpriu sua missão aqui.

- Mas que missão Max cumpriria? Ela era uma criança! – Ela soluçou e apertou o abraço.

- Isso só deus sabe, senhora Russo. – Eu suspirei e acariciei seus cabelos. – Mas o que quer que tenha sido, foi uma coisa muito boa, porque Max era uma boa pessoa e sei que a morte dele não foi em vão Teresa.

- Obrigada Liesel. – Teresa olhou pra mim, lutando contra as lagrimas. – Eu sei que você esta tentando me confortar, mas, você já passou por isso antes, com seus pais, você sabe que mesmo que você fale essas coisas confortantes, eu não vou parar de chorar.

- Eu sei senhora Russo, mas isso ajuda a entender, e entender ajuda a superar.

Ficamos ali abraçadas por um tempo, até que os outros desceram e seguimos calados rumo ao funeral, Justin sempre ao meu lado.

Quando chegamos lá, o caixão de Max estava fechado, ninguém se atreveu a abri-lo. Só estávamos nós, Harper, os irmãos de Jerry e a família de Teresa.

O funeral foi como um funeral qualquer, as pessoas iam até o caixão, falavam alguma coisa e jogavam uma flor nele. Então chegou a minha vez.

- Max, meu primo, nesse pouco tempo em que te conheci, já deu pra ver o quão especial você era, eu sei que todos aqui te amam muito, apesar das suas trapalhadas e das suas bagunças, você é uma das melhores pessoas que eu já conheci e agora você virou um anjo. O anjo mais lindo de todo o céu, você deve estar olhando para nós agora e desejando o nosso bem, assim como desejamos o seu bem, aonde quer que esteja, longe desse mundo cheio de crueldade e horrores, o lugar onde você esta deve ser maravilhoso, assim como você é. E aonde quer que esteja, nunca se esqueça de que nós todos amamos muito você e nunca deixaremos de te amar, você será sempre lembrados por todos nós. Adeus Max.

Eu joguei uma rosa vermelha no seu caixão e sai chorando, Justin me abraçou e eu fiquei de olhos fechados o resto do funeral, nos braços de Justin. Eu não queria aguentar aquela tristeza, eu queria fugir de todo aquele sofrimento, mas tudo o que podíamos fazer é levantar a cabeça e seguir em frente.

Depois do velório, eu e Justin estávamos andando pelo cemitério, longe de todos, para clarear os pensamentos. Como seria a vida agora, como seria a vida sem o Max?

Ele afagou meus cabelos e me abraçou, eu senti seu perfume doce e gostoso. E fiquei de olhos fechados enquanto ele falava.

- Podia ter sido com qualquer um. – Ele falou, eu fiquei um pouco confusa, mas estava sem forças para responder, eu só queria escutar. – Tantas mortes acontecendo ao nosso redor, e se um dia for com um de nós?

- Justin! Não diga bobagem. – Eu fui obrigada a falar isso.

- Eu não quero te perder, e se for comigo, eu não quero ir para um lugar onde você não esteja.

Justin foi tão fofo e romântico, apesar de essa conversa ser meio triste.

- Justin, nunca vamos nos separar, em qualquer lugar, vamos estar juntos sempre.

- Você esta tão certa disso. – Ele falou de cabeça baixa, acho que a perda de Max deixou ele tão sensível.

- Eu estou certa disso porque a força do meu amor por você é suficiente para nos manter unidos, em qualquer lugar. – Eu falei, segurando suas mãos e olhando no fundo dos seus olhos. – Você não precisa ter medo de me perder, eu te amo demais para deixar que me levem para longe de você, meu amor é mais forte do que a morte.

- Liesel isso é tão... Lindo. – Ele falou, olhando para mim e com os olhos marejados. – Liesel, agora mais do que nunca eu sei que eu te amo mais do que qualquer coisa, e a força do meu amor também é mais forte do que a morte.

- É assim que se fala! – Eu falei e então sorri, o primeiro sorriso desde a morte de Max

E o clássico aconteceu, Justin me beijou, e nesse instante eu soube que meu amor era muito mais forte do que a morte.

Notas finais
E então, gostaram? mandem reviews!