Change your mind
5 Capitulo 5
– Bom dia. – Quinn sorriu se aproximando de Rachel.
– Bom dia. – a judia respondeu encostando em seu armário.
Quinn se aproximou e a beijou.
– Quente. – Puck disse e elas se afastaram, suspirando, quando ouviram o barulho do garoto encostando no armário.
– O que você quer Puck? – Quinn revirou os olhos.
– Nada de mais. Só ver vocês se pegando é o suficiente. Podem continuar. – o garoto deu um sorriso safado e Rachel lhe deu um tapa – Hey! Doeu!
– Se não fosse pra doer, eu não batia.
Quinn e Rachel riram quando o lado criança de Puck falou mais auto que a posse de bad boy e o garoto mostrou a língua para ela.
– O bebe ficou bravo foi? – Quinn provocou.
– Vocês duas, definitivamente, se merecem. – ele revirou os olhos – Podemos falar serio agora?
– O que foi Puck? – Rachel sorriu.
– Bem, isso interessa as duas, mas de formas diferentes.
– Puck, o que aconteceu? – Quinn o encarou.
– Shelby esta na cidade.
O sorriso de Quinn cresceu tanto quanto o de Rachel sumiu.
– Ela quer nos ver Quinn.
– Bem, acredito que isso não seja realmente do meu interesse, então, nos vemos mais tarde. – Rachel disse e saiu, deixando os dois a encarando.
– A gente se fala depois Puck. – Quinn disse, alguns segundos depois, já seguindo Rachel – Marque tudo com Shelby, e depois me avise, ok?
– Pode deixar. – Puck assentiu.
***
– Rach. – Quinn chamou, sentando ao lado da morena.
– Como você sabia que eu estava aqui?
– Ou era o auditório, ou a sala do coral. – Quinn sorriu – Eu sei que se sente melhor aqui.
Quinn segurou a mão de Rachel, e a judia suspirou.
Ficaram em silencio por alguns minutos. Quinn olhava a namorada, que encarava o palco vazio.
– Eu me pergunto: por que ela não me quis? E, por que quis me substituir?
Quinn sentiu o coração falhar uma batida.
– Me desculpe. Quero dizer... Ela adotou Beth, e...
– Eu não culpo você ou Beth. Pelo contrario, você fez o melhor para a sua filha. Mas Shelby... Eu tentei ter uma relação com ela. Eu... Eu praticamente implorei pra que ela agisse como minha mãe, mas... Ela não me quis.
Quinn a abraçou e suspirou.
– Ela não sabe a filha maravilhosa que perdeu.
***
– Acho que sua namorada esta atrasada. – Leroy disse sentando no sofá ao lado da filha.
– Guarde seus truques pai. Ela não vem hoje. – a garota resmungou.
– Por que você não disse antes? – Hiram estranhou.
– Eu só... To com a cabeça cheia.
– Vocês brigaram? – Leroy sorriu.
– Não.
– Nos diga o que aconteceu estrelinha. – Hiram pediu.
– Shelby esta em Lima. – a garota suspirou e Hiram a abraçou – Por isso Quinn não veio hoje. Shelby pediu para falar com ela e Puck.
– E ela não pensou duas vezes em ir. – Leroy disse.
– Eu pedi para que ela fosse pai. Beth é filha dela. A garota só foi para a adoção por que ela não tinha condições de criá-la. Você sabe muito bem disso. Ela quer participar da vida da filha. Quinn queria marcar para outro dia, mas Shelby disse que era urgente, então eu disse para ela ir.
– Como você esta com isso? – Hiram perguntou.
– Estou bem.
– Você não parece bem. – Leroy suspirou – Você sabe que pode nos contar tudo, não sabe?
– Sei que posso contar tudo ao papai. – Rachel resmungou – Sinceramente, não ando conseguindo conversar com o senhor direito.
– Olha, eu sei que estou pegando pesado com a sua namorada, mas... Tente entender meu lado.
– Eu tento pai. E algumas coisas são compreensíveis, mas essa sua desconfiança toda... Sinto como se o senhor não confiasse em mim também. E comparar Quinn e Russel a todo o momento... Não só me irrita como a esta magoando.
– Acho que fugimos completamente do assunto aqui. – Hiram disse.
– Eu não quero pensar em Shelby. – Rachel disse e olhou para o pai – Essa mulher nunca me fez bem. Ela foi simplesmente egoísta e só quis seguir seu sonho. Mas, sabe, eu agradeço. Afinal, vocês me adotaram. – Rachel sorriu – Mas o pai ainda tem que parar de pegar no pé de Quinn. Vocês sabem o que ela fez na escola para me defender. Ela contou a família sobre nós. E esta tentando provar para o senhor que é diferente do pai. O que mais o senhor quer que ela faça? Fabray não é nada mais que um sobrenome! Não é algo que ela escolheu.
– Eu só... Quero ver ate onde ela vai por você Rachel. Se ela não for capaz de mudar meu conceito, então... Nunca aprovarei esse relacionamento.
– E eu sinceramente não... – Rachel foi interrompida pelo barulho da capainha tocando – Eu atendo.
Rachel pulou do sofá e se arrastou ate a porta.
Poder esbarrar com Shelby a qualquer momento, somado ao fato de seu pai desaprovar seu relacionamento e essa conversa, estava deixando Rachel mentalmente exausta. Ela precisava Relaxar. Precisava de Quinn.
Abriu a porta suspirando.
– Hey Rach. – Quinn sorriu.
– Q. – a judia sorriu – O que faz aqui?
– Vim ver minha namorada. Achei que ela estaria precisando de mim. Além disso, eu provavelmente mataria Shelby se fosse obrigada a vê-la por mais um minuto.
– Hey Quinn! – Hiram apareceu atrás de Rachel – Rachel disse que você não viria. Entre.
Os três voltaram para a sala e Leroy suspirou.
– Ora. Vejam quem está ai. Pensei que não ia vir Fabray.
– Eu não ia. Mas sei como Rachel ficou abalada por causa de Shelby. E não suporto mais olhar aquela mulher.
– O que ela fez afinal? – Hiram perguntou, se sentando ao lado do marido. Rachel sentou no outro sofá, com Quinn ao seu lado.
– A mulher simplesmente não consegue ser mãe.
– O que você quer dizer? – Rachel a encarou.
– Além de por a filha para a adoção sem um motivo descente – murmurou segurando a mão de Rachel – ela adotou Beth para agora não querer a garota. A va... – a loira respirou fundo antes de continuar – Shelby acha que seres humanos são um brinquedo, que ela pega e depois joga fora, ou simplesmente não tem sentimentos.
– O que você quer dizer, é que ela está... Abrindo mão de Beth? – Leroy questionou.
– Ela disse que não consegue criar a menina. – Quinn suspirou – Graças a Deus minha mãe foi comigo ao restaurante. Só vamos precisar de um advogado, e Beth vai pra casa conosco. – a garota sorriu.
– Você vai pegar a guarda de Beth? – Rachel parecia surpresa.
– Sim. Mas podemos falar sobre isso depois. Não vim aqui para falar da minha filha. Vim para ver como você esta. Fiquei preocupada.
– Estou bem.
– Você sabe que estou aqui se você precisar, certo?
Rachel a abraçou e respirou fundo.
– Não na frente deles. – murmurou – Você sabe quando ela vai embora? – perguntou se afastando da loira.
– Na segunda de manha.
– Então, estou presa dentro de casa, até lá.
– Se você quiser sair, nós podemos. – Leroy disse – Ela não se aproximaria de você se estivermos junto.
– Acho que ela não o faria nem se os senhores não estivessem. – Quinn suspirou.
– E o que te faz pensar assim?
– Bem... – Quinn gaguejou – Ela... Bom, a gente conversou sobre Beth e... Bem, ela sabe que eu e Puck estudamos com Rachel... E... Bom...
– Vá direto ao ponto Quinn. – Hiram pediu.
– Ela perguntou de Rachel, o Puck disse que estamos namorando, e ela teve um ataque por que sua filha não poderia ser gay. Depois disse que queria vê-la. Acho que essa foi a pior burrada da vida dela. Depois de deixar as filhas, claro.
– O que você fez? – Rachel a encarou.
– Isso é realmente necessário? Quero dizer, eu contar?
– Por favor. – Leroy pediu e Quinn suspirou.
– Eu disse que ela não tinha o direito. Estava mais do que obvio que ela iria dizer para Rachel que ela não é gay, e importunar ela. Então, eu simplesmente a mandei ir cuidar da vida dela, pois Rachel já tinha a sua, e ela não tinha nada a ver com isso. Mandei ela esquecer que você existe, e que ela abriu mão de você no dia em que você nasceu. Disse que o melhor para todos é que ela esquecesse Lima assim que eu tivesse de volta a guarda de Beth. E que, pra mim, ela perdeu todo e qualquer direito que já teve no momento em que deixou escapar suas duas chances de ser mãe.
– O que ela disse? – Hiram perguntou.
– Ela riu. Riu e disse que eu não tinha nada a ver com a vida e as escolhas dela. Eu disse que tinha, pois era eu quem teria a chance de ter, no futuro, as duas filhas que ela perdeu, comigo. Então eu disse para deixar Rachel em paz, ou conheceria uma Quinn Fabray que ela nunca tinha visto na vida, e que se arrependeria profundamente de todos os erros que ela cometeu com as duas. Por algum motivo ela quase saiu correndo de medo. – a loira deu de ombros – Acho que só não saiu por que eu sai de lá primeiro.
– Ice Quinn. – Rachel a abraçou – Obrigada Q. De verdade.
– Eu não fiz nada de mais.
– Fez sim. – Hiram disse – Você defendeu nossa estrelinha.
– Bem, não é nada. Quero dizer, é como eu fiz na escola, certo? Ninguém mexe com ela e sai ileso. Não enquanto eu estiver aqui.
– É mais do que o que você fez na escola. – Rachel disse – Além disso, ela ainda tem a guarda da Beth.
– Não por muito tempo. – Quinn sorriu.
– Nós vamos subir. – Rachel disse levantando e puxando a loira pela mão.
– Porta aberta! – Leroy gritou enquanto elas subiam as escadas.
– Pode deixar pai. – Rachel revirou os olhos.
***
Quinn suspirou, levantando com cuidado para não acordar Rachel.
A cobriu, encostou a porta, e desceu as escadas.
– Quinn. – Hiram chamou quando ela passava pela sala.
– Hiram. – ela sorriu.
– Cadê Rachel? – Leroy perguntou.
– Dormindo. – Quinn suspirou – Ela teve um dia bem cansativo hoje. Ligo para ela amanha de manha.
– Nós a ouvimos chorar, Quinn. O que houve?
– Ela esta abalada por causa de Shelby. Saber de Beth a fez se sentir... Bem, menos rejeitada. Mas ela ainda precisa de uma mãe em alguns momentos, entendem?
– Está dizendo que nós não somos pais bons o suficiente? – Leroy rosnou.
– De jeito nenhum. – Quinn se defendeu – Pelo contrario: se eu pudesse escolher entre ser filha de um de vocês ou de Russel, não pensaria duas vezes em escolher vocês. Mas... É diferente.
– Quinn. – Leroy a chamou e Quinn sorriu, afinal, era a primeira vez que ele não a chamava pelo sobrenome.
– Sim?
– Fique com ela esse fim de semana, ta bem? – pediu – Com Shelby por ai... É horrível dizer isso, mas ela vai precisar de você.
– Por que é tão ruim assim? – Hiram arqueou as sobrancelhas e Leroy revirou os olhos.
– Não será nenhum problema, senhor Berry. – Quinn sorriu.
– Só Leroy. – ele disse, levantou e subiu em direção ao seu quarto.
– Grande avanço. – Hiram sorriu.
– Bem eu tenho que ir. – Quinn sorriu – Volto amanha, tudo bem?
– Claro. – Hiram sorriu – Boa noite Quinn.
– Boa noite, Hiram.
Quinn saiu da casa com um enorme sorriso no rosto.
Estava tendo avanços com o sogro, afinal.
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