Notas iniciais
Espero que gostem!

– Pai! Chegamos! – Rachel gritou entrando em casa.

– Na cozinha! – o homem respondeu – Vocês demoraram.

– Estou dez minutos adiantada pai. – Rachel revirou os olhos – O que temos para o almoço?

– O que está na tigela. – ele riu e se virou para Quinn – Fabray.

– Senhor Berry. – Quinn apertou a mão que ele estendia e se arrependeu quando ele quase quebrou a sua.

– Rachel, ponha a mesa. Seu pai vem almoçar com a gente. Fabray, me siga.

– Pai. – Rachel chamou – Lembre-se que é importante pra mim.

– Vou tentar.

Quinn sorriu para Rachel e seguiu o sogro em direção ao escritório.

– Senta ai. – ele mandou e a loira obedeceu, se sentando de frente para ele – Eu me pergunto: com tanta gente no mundo, por que minha filha foi se apaixonar pela filha do Russel? – ele disse e suspirou – Eu estou tentando acreditar que você é diferente do seu pai.

– Eu sou. A prova disso é que estou aqui.

– Isso deveria significar algo. Mas é da minha filha que estamos falando. Coisas pequenas não são nada. Não contam pra mim.

– Diga o que posso fazer pra mudar a opinião equivocada que o senhor tem sobre mim.

– Eu não sei. Mas você tem vinte e nove dias para descobrir. – Quinn suspirou.

– Eu vou fazer o possível. E o impossível se precisar.

– Suas respostas são tão obvias.

– Minhas respostas são verdadeiras.

– Você esta dizendo o que eu quero ouvir.

– Estou dizendo o que sinto.

– Você esta me enfrentando?

– Estou tentando te convencer que posso não ser boa o suficiente para Rachel, mas farei o possível para ser o melhor.

– Então você confessa não ser boa o suficiente para ela?

– Ninguém nunca será.

– Uma Fabray nunca será.

– Um sobrenome não define quem eu sou.

– Nesse caso define sua crença.

– Senhor Berry, me desculpe, mas o senhor me compara tanto com o meu pai, eu gostaria de perguntar: Rachel é exatamente igual ao senhor ou seu marido?

– Não. – Leroy suspirou – Só... Vamos ver o que você tem para mostrar nesse mês. E tenha em mente que eu sou uma pessoa difícil de agradar.

– Lê? – Hiram chamou batendo na porta e á abrindo um pouco.

– Oi. – Leroy sorriu.

Hiram entrou e foi ate o marido, lhe dando um selinho.

– Olá Quinn.

– Olá, senhor Berry.

– Só Hiram, por favor.

– Tudo bem.

– Espero que Leroy não tenha tentado te matar.

– Eu também espero. – Rachel sorriu aparecendo na porta – Posso entrar?

– Claro. – Leroy disse.

– Ele não te ameaçou não é? – a judia perguntou abraçando a namorada, que ainda estava sentada, por trás.

– Não. – Quinn sorriu e levantou a cabeça para olhar a namorada.

– Isso é bom. – Rachel sorriu – O almoço esta servido.

Leroy levantou e Quinn o imitou.

– Estamos entendidos Fabray? – ele disse encarando a garota – Um mês.

– Vou fazer o meu melhor.

Leroy saiu na frente e Hiram suspirou.

– Ele nunca foi disso. Só... Não tente impressiona-lo Quinn. – sugeriu.

***

Quinn perdeu a conta de quantas vezes viu Leroy a encarando durante o almoço.

Agora, Leroy e Hiram tinham ido para a sala, e ela e Rachel estavam terminando de arrumar a cozinha. Por insistência da loira em ajudar.

– Meu pai realmente não te ameaçou não é?

– Não.

– Isso é bom. Por que ele ameaçou Finn. Não quero nem saber o que ele disse para conseguir tal façanha.

– Seu pai sempre foi assim?

– Não. Mas ele sempre conversou com meus namorados em particular. – Rachel deu uma risada forçada – Bem, claro que isso se resume a Finn e Jesse, mas...

– Espero ter me saído melhor que eles. – Quinn sorriu – Rachel... O que o seu pai tanto tem contra o meu?

– Bem, o bullying não é realmente uma coisa da nossa época. Seu pai estudou com o meu e... Meu pai nunca tentou esconder sua sexualidade.

– Isso talvez explique tudo. – Quinn suspirou – Meu pai sempre foi um idiota. Às vezes eu me pergunto como ele agiria se soubesse que eu sou gay.

– Não pense nisso.

– Eu não tenho realmente com o que me preocupar. – Quinn deu de ombros – Meu pai está preso e não volta mais.

– Eu sinto muito.

– Eu não. Ele nunca deveria ter tentado matar alguém. Ele passou dos limites. O preconceito dele foi longe de mais. – Quinn suspirou – O que me chateia nessa história de seu pai não me aceitar, não é nada alem do fato de ser comparada com ele. A cada dia, quando eu acordo, eu penso: o que eu vou fazer hoje? A única resposta que eu tenho quase todo dia é: qualquer coisa que te faça diferente dele.

– Você não tem nenhuma lembrança boa? Quero dizer, com ele?

– Não muitas. Eu lembro como ele era até eu entrar na escola. Depois... Ele só me pressionava para ser cada vez melhor. Ele nunca quis realmente uma filha. Ele queria uma robô perfeita. Mas eu ainda lembro de quando a única coisa que ele me obrigava a fazer era escolher entre o sorvete de morango e o de chocolate.

– Você sente falta dele? – Rachel perguntou abraçando a namorada.

– Pra me dizer que eu não estou indo bem o bastante na escola? Quem devo namorar? Provavelmente insistindo que eu não sou gay?

– Não este Russel. O seu pai de quando você era uma criança.

– Sinto desde que aquele Russel se foi. – ela suspirou – Vamos mudar de assunto?

– Claro. – sorriu.

– Minha mãe quer te conhecer.

– Você... Contou pra ela?

– Eu disse que ia contar.

– Eu pensei que você estava brincando. – Rachel suspirou.

– Você... Não queria que ela soubesse?

– Não é isso. É só que... E se ela não gostar de mim?

– Isso é impossível. – Quinn riu.

– Eu também achava isso sobre você e meus pais.

– A diferença é que você não tem um sobrenome que foi sujado por um pai idiota. – Quinn rosnou.

– Ela tem um ponto. – Leroy disse, entrando na cozinha e indo ate a geladeira – Quer uma cerjeva Quinn?

– Não senhor. Eu não bebo.

– Tem certeza? – ele esticou a lata para a loira.

– Sim senhor.

– Tudo bem. – ele deu de ombros, abrindo a lata para si – Sobre o que falavam?

– Minha mãe quer conhecer a Rachel.

– E você contou para ela? – ele parecia surpreso.

– Contei. Na verdade, acho que poderíamos fazer isso semana que vem. Minha irmã virá passar uma semana com a gente. Assim você já conhecia ela também. O que acha?

– Sua irmã também sabe? – Leroy arqueou as sobrancelhas.

– Minha irmã acha que eu devia ter começado a namorar a Rach antes. De acordo com ela, eu to parecendo uma boba apaixonada e nem por chamada do skype da pra me agüentar. – ela fez uma careta e Leroy e Rachel riram – Mas é perceptível que eu nunca estive mais feliz.

– Fico feliz em saber que te faço bem. – Rachel a abraçou.

– Se você já se assumiu para a sua família, acho que vão assumir o relacionamento na escola também. – Leroy provocou.

– Nós estávamos conversando sobre isso. Não sei se é uma boa idéia. – Quinn disse.

– E por que não?

– Estamos em Lima, senhor Berry. Meu pai não é o único preconceituoso.

– Bem, eu conheço a Rach, e sei que ela quer isso.

– Rach?

Tudo o que Rachel fez foi dar de ombros.

Notas finais
O que acharam? Se tiver reviews posto outro a noite ;)