Change in Farm
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Disfarça. Pensei com urgência logo que vi meu pai na frente de uma loja. Não queria que ele me reconhecesse. Ele não gostava dos meus amigos, achava que eles eram influenciáveis e eu iria acabar indo para o mal caminho com eles. Trouxa.
Jerry e Jim eram bons amigos. Eles pensavam da mesma maneira que eu. Eles ainda não tinham se descoberto, estavam procurando seu lugar no mundo. Assim como eu. Não é minha culpa que eu acabo parecendo um garoto rebelde, era apenas eu.
Éramos conhecidos como os "garotos de má companhia" da escola. Eles nunca entenderiam.
— Quer um?- perguntou Jim estendendo um cigarro na minha direção. Recusei com um gesto de cabeça e me preocupei novamente com meu pai acabar vendo Jim com um cigarro na boca.
Jerry e Jim eram irmãos. Nunca tinha visto irmãos que mais brigavam. Mas no final cada um acabava protegendo um ao outro.
Os dois eram morenos, com a pele bem bronzeada, o que acabava destacando-me, com meus cabelos loiros e minha pele extremamente branca. Não importava. Nunca me preocupei com a aparência.
Assim que chegamos a minha casa, nos despedimos com um breve aceno de mãos. Ao entrar, dei de cara com minha mãe, com uma cara nada boa.
— Onde é que você estava, Will?
- Fui para a biblioteca, eu disse a você. — falei, abrindo a geladeira.
- São 20:00. A biblioteca fechou faz duas horas e meia!
— Ok, ok, eu estava com Jim e Jerry.
— O que? Olhe, suas atitudes estão me preocupando. Pare de andar com essas pessoas que você diz que são seus amigos, Will. — disse ela com lagrimas nos olhos. — Eles não são boa companhia, querido.
— Pare de falar como se eu fosse um bebê! — disse irritado, bati a porta da geladeira e sai em disparada para o meu quarto, no andar de cima.
Porque eles me dizem o que fazer? Porque não podem simplesmente aceitar minhas decisões e parar de me julgar? Isso é tão injusto! Eu sempre fui um aluno nota 10, apenas pelo meu súbito interesse em novas amizades, meus pais decidem que eu odeio a vida.
Sentei na cama e pensei. Pensei o que eu iria fazer quando me formasse, como eu seria melhor, livre e solto. Sem esses filhos da puta ficarem me vigiando.
Acabei caindo no sono, dormi profundamente o resto da noite.
Acordei com uma cabeça latejando, e uma forte ardência ma minha boca. A ressaca fora muito bem aplicada dessa vez, e isso que nem cheguei a ficar bêbado.
Levantei e fui direto ao banheiro. Não tinha nada como uma ducha fria para no mínimo tirar a aparência de ressaca dos olhos. Quando pronto e já vestido, desci as escadas, rezando que meu pais já tivessem saído para o trabalho. Não tive essa sorte, entrei na cozinha lá estava meu pai com m jornal e uma xícara de café. Mamãe estava encostada no balcão da cozinha, falando ao telefone.
Entrei calmamente, esperando não fazer muito barulho. A geladeira não estava muito longe...
— Bom dia. — virei e me dei de cara com meu pai de pé, com o seu habitual terno de trabalho. Acenei com a cabeça e abri a geladeira.
— Will, eu e sua mãe estávamos conversando...- peguei uma garrafa de energético e fechei a porta da geladeira. — ...que você deveria passar uns meses com George. — disse ele, calmamente.
George era um distante primo de minha mãe. Eles eram muito chegados, devido a infância de minha mãe na fazenda. George morava no interior do Tennessee até hoje, enquanto mamãe saiu daquela cidade insignificante para fazer a faculdade, George ficou lá, na fazenda com sua também insignificante esposa.
Encarei meu pai, quase queimando-o com meu olhar. Como assim eu ir passar uns messes em uma fazenda?
— Nós fizemos isso por você, filho. Não é saudável chegar em casa cheirando a álcool, ficar até altas horas na rua com aquelas pessoas que você julga serem seus amigos. — disse ele. Eu não parava de encara-lo. Estava a beira de um colapso, não acreditava no que eu estava ouvindo.
— Co...como assim? — perguntei atônito.
— Sua mãe acaba de agendar seu vôo para o Tenesse. Você sai semana que vem.
Sai de casa pela porta da cozinha, batendo a porta com força. Como eles puderam fazer isso comigo?
Peguei meu carro e corri em direção á casa de Jim e Jerry. Passei três sinais vermelhos e quase atropelei uma pessoa que atravessava a rua. Por fim, cheguei a casa de Jerry e Jim. Estavam sentados calmamente na calçada fumando um cigarro.
Bati a porta do carro com força.
— Vocês não vão imaginar o que aconteceu.
— O que foi, riquinho? — perguntou Jerry, meio chapado.
— Meus pais vão me mandar para uma fazenda. — eu disse, indignado.
Os dois me olharam com um certo olhar de espanto. Jim e Jerry eram conhecidos por sua total rebeldia, e sempre que olhavam com esse tipo de olhar para uma pessoa, ela se assustava.
— Como assim, cara? Você não pode deixar assim. Se você precisa dar um jeito em seus pais... — disse Jerry.
— Não! Cara, eu vou ter que ir. Tio George é um babaca. Qualquer bagunça que eu causar lá ele vai chamar meus pais e me mandar embora. — disse eu, calmo pela primeira vez esta manha.
— Siiiim!!! — disse Jim, totalmente chapado por sei lá o que ele fumava.
— Kate ligou. — disse Jerry. Kate era uma menina que conheci em uma festa, com Jim e Jerry. Ela era legal, só que,eu desconfiava que ela era alguma espécie de ninfomaníaca.
— Ok, tudo bem. Isso não importa.
— Cara, relaxa. Você vai dar um jeito de sair dessa. — disse Jerry
— Sim, com certeza.
Duas semanas depois, aqui estou eu no Aeroporto de Nashville esperando George. Estava no estado menos de vinte minutos e quase tirava os cabelos pela falta de wi-fi no aeroporto. O que tinham essas pessoas?
Esperei. Depois de três horas já estava preocupado porque George não vinha. Resolvi esperar no estacionamento.
Quinze minutos depois, vejo uma velha caminhonete entrando no aeroporto. Reconheci George pelos cabelos ruivos.
— Olá, menino! Pode colocar suas bagagens na traseira. — disse ele. Rapidamente, coloquei as malas na parte de trás da caminhonete. Entrei pelo carona e bati com força a porta. Dentro do carro estava quente tive que rolar a manivela. Onde estão os vidros elétricos?
— Como estão seus pais?- revirei os olhos. Estão putos comigo por de raiva eu ter quebrado o vidro da janela do carro de meu pai.
— Bem. — respondi secamente.
— Olhe, eu ouvi falar de suas recentes aventuras. Quero que fique claro que na minha casa não irei deixa-lo incomodar esposa e filha.
— Filha? — nunca soube que George tinha uma filha. Acho que isso era importante de minha mãe ter avisado.
— Você não sabia? Maddie tem mais ou menos sua idade. Você frequentara a mesma história que ela. — disse ele. Fiquei pensativo por um minuto. Talvez meu ano aqui não será tão entediante como eu pensava.
Não falamos por mais de uma hora. Quanto mais tempo passava e mais a população se distanciava eu ficava mais nervoso.
Chegamos á uma grande casa de madeira. Ao lado dela havia um poço e uma casinha que deduzi ser um galinheiro. A casa era grande, de dois andares e sua pintura era estava descascada. Perfeito, pensei.
Assim que descemos do carro, George pegou minhas malas e as levou até dentro da casa. Relutante, caminhei com passos vagos até a entrada que George deixou aberta.
Era uma casa grande por dentro. Cheia de vida e quadros na parede. Não pude deixar de notar uma linda menina ruiva nas fotos. Será essa Maddie?
Entrei na cozinha e vi Elisabeth no fogão mexendo em uma panela. Bati em uma cadeira para chamar a atenção. Ela se virou rapidamente.
— William. — disse ela abrindo um grande sorriso. Eu não gostava de George, mas sentis um grande afeto por Elisabeth. Seus grandes cabelos ruivos e seus impressionantes olhos azuis aqueciam meu coração de uma forma boa. Isso que eu só a tinha visto umas três vezes.
— Olá, Beth. — disse eu chegando perto para poder abraça-la. Ela lascou um forte beijo em minha testa. Eu gostei de seu gesto maternal.
— Você cresceu, menino. — disse ela com um brilho nos olhos. Fazia mais de três anos que não nos víamos.
— Onde eu durmo? — perguntei, desconfiado. Era uma casa enorme, mas eu sabia que George e Beth dormiam num quarto, a suposta Maddie no outro e provavelmente um quarto seria o ateliê de Beth, que adorava pintar. Ganhava a vida vendendo suas artes para o museu local.
— Você irá dormir no quarto ao lado de Maddie. Segundo andar, quarta porta a direita.
— Ok, obrigado.
Segui suas direções e vi minhas malas no quarto verde. Não era tão ruim, considerando o lado de fora da casa. Sentei na cama e senti o peso de minhas palavras aos meus pais no dia anterior. Chamei-os de vagabundos e disse que tudo o que eu fiz na verdade foi a culpa deles. Cara, eles ficaram magoados.
Levantei da cama e sai do quarto. Logo para dar de cara com lindos olhos azuis. Uma ruiva impressionantemente pequena me olhava.
— Você é o Will? — perguntou ela.
— Sim. E você é...
— Maddie. Filha de George. — disse ela. Agora eu tinha certeza que seria interessante minha estadia aqui.
— Prazer, Maddie. — disse eu, estendendo a mão. Maddie a agarrou na sua muito menor e sacudiu.
— Prazer, Will.
-Maddie!- ouvimos uma vez gritando no andar de baixo.
— Já vou! — gritou ela. Saiu correndo em direção as escadas, pronta para saber o que a chamava.
Passava das oito horas da noite e sol ainda estava ativo no lado de fora. Pelo menos de uma coisa eu gostei daquele lugar, a paisagem do campo era bonita.
Deitei na cama e logo adormeci num sonho profundo.
Acordei num pulo. Que barulho infernal era aquele? Então me lembrei que estava na fazenda de George, e o maldito barulho era um galo cantando no lado de fora. Olhei o relógio. 5:30. Tentei dormir de novo, mas logo desisti pelo forte sol batendo em minha face. Vesti uma roupa simples. Calças jeans e uma camiseta branca.
Desci as escadas e, silencio, tentando não fazer barulho. Logo percebi que havia um som vindo da cozinha. Eles já haviam acordados.
Entrei na cozinha e logo vi George.
— Vai trabalhar com essa roupa? — perguntou ele. Confusão atravessou meu rosto.
— Trabalhar? — perguntei atordoado.
— Tome. — disse ele estendendo-me um balde. — Vá pegar leite.
— Você não espera mesmo que eu vá colocar minhas mão em uma vaca, espera?
Notas finais
~Mari
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