Change Our Life
15 Bandeira Branca.
—Então, posso falar com você um instante?- perguntou James novamente
—Potter, eu to cansada, não quero brigar e nem estou no clima de brincadeiras infantis vindo de você.- disse tentando se esquivar do maroto.
—Vai ser rápido, sem brigas nem cantadas. Eu juro – a ruiva pareceu meio hesitante, mas ficou quieta para ouvir o que o garoto tinha para dizer- eu queria me desculpar com você por tudo, as brincadeiras de mau gosto, as cantadas que te deixavam constrangida, por te dito o que eu disse ontem, até pelo o que eu fiz para o ranhoso dois anos atrás, isso fez com que você visse que ele não era coisa boa claro , mas foi ...desnecessário – parou ao ver a cara de reprovação de Lily – de qualquer maneira eu quero me desculpar, principalmente por ontem, eu não tinha a intenção de chamar você de...-
—Cabeça dura, Nerd, rigorosa e outros ?-
—Não foi tudo isso, mas sim. Eu não tinha intenção de te ofender nem o direito de ficar nervoso por você g-gostar de outros caras e não de mim... por mais que você concorde o que isso é praticamente impossível-
— E- pediu ela ao ver ele hesitante em continuar.
—E – suspirou- eu quero saber se a gente pode ser amigos, sabe ? sem brigas, nem discussões ou cantadas e brincadeiras, a menos que você queira- ela nada respondeu, continuou olhando para ele então continuou- olha o nosso grupo de amigos está misturado e é praticamente o mesmo então eu pensei que não seria bom estarmos no mesmo grupo e fazermos coisas que possam gerar um clima ruim, entende?-James inventou, claro que ninguém do grupo ficava preocupado com a briga dos dois, já estavam mais do que acostumados, mas Lillian não precisava saber disso, não é mesmo ?
A ruiva parecia ter comprado o discurso do moreno, que para ele havia sido uma das suas piores desculpas, mas havia servido, então estava tudo bem.
—Sem cantadas, sem brincadeiras, sem azarações em outros meninos por ‘’minha causa’’ , como você mesmo diz e muito menos ataques de ‘’macho alfa que salva donzela indefesa’’, fique claro, sou sua amiga, não sua donzela e muito menos indefesa. E se você fizer alguma graça, pode esquecer esse papo de amigos e vamos ser nada além de colegas. Entendeu?-
— eu não tinha incluído as azarações- falou, mas parou de querer argumentar ao olhar a ruiva que tinha a expressão de ‘’ou isso ou nada ‘’ e vendo que era a única opção com um suspiro de derrota ele concordou – certo, certo ! nada disso vai acontecer mais- fez uma nota mental de fazer as azarações sem a ruiva perceber que havia sido ele.
— Então, acho que posso aceitar, pelos meus amigos, Potter!- ela falando e logo depois voltou a andar deixando um moreno sorridente para trás.
—James – falou o outro, fazendo-a parar de andar para encará-lo.
— Desculpe –
— Acho que seria legal você me chamar pelo meu nome já que somos amigos- disse ele voltando para o lado dela.
— Vamos com calma, daqui a pouco você cria um apelido para mim como os dos meninos- disse brincando e rindo- James.- e ele sorriu para ela, o que ela jugou ser fofo. – O que tem aí? -disse apontando para o pacote que o maroto carregava.
Ele com a mão disponível, bagunçou os cabelos já rebeldes e olhou para o livro que segurava.
— Como uma oferta de paz eu vim devolver o seu livro – e lhe estendeu o livro- ele parece ser bem interessante, folheei algumas páginas se não se importa, a narrativa do Marlow quando chega ao Rio congo é ótimo, te envolve muito.-
—Você chegou a ler?- perguntou ela, surpresa.
—Sim, não tudo, mas é uma história legal , mesmo eu não tendo ideia de algumas coisas – respondeu rindo um pouco.
— Pode ficar- falou ela parando de andar- Petúnia deve ter um com ela também , eu pego o dela, só não me fala o final- disse dando uma risada, estendendo o livro para o moreno que o pegou.
—Obrigado Lily- sorriu
— De nada James.
E os dois seguiram conversando animadamente até o salão comunal da Grifinória, estavam tão envolvidas que não perceberam que todo o salão comunal, olhava embasbacado, Lillian Evans e James Potter conversando como amigos de longa data. Eles não ligavam nem um pouco no momento.
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Já na Biblioteca, Gina encontrava-se cansada e frustrada. Já havia passado o dia todo naquela biblioteca maldita e não havia achado nada. Ela achava que faltava pouco começar a bater a cabeça na parede.
Já havia lido todas os livros que podiam falar de magia negra e nada sobre Horcruxes ou divisão de almas.
Já estava prestes a desistir quando viu um livro de capa roxa que mais parecia uma revista de tão fino que era. Ele estava jogado bem longe de sua pilha de leitura, já havia pego ele, mas pelo formato descartou a possibilidade. Como alguém vai esconder algo de magia das trevas nele. Surpreendentemente ela achou algo bem próximo do que queria.
‘’A fragmentação de alma é uma magia muito poderosa e que requer muito cuidado, se feito incorretamente podem trazer consequências horríveis ao bruxo. Dividir a alma é como dividir um átomo, por isso o objeto encarregado de ser a ancora devera ser muito bem preparado através da magia negra.
Essa ação é feita ,principalmente, para a criação de Horcruxes. Feito pela primeira vez por Herpo, O sujo. Descobriu-se assim uma maneira de tornar um bruxo imortal ao tirar a vida de outro.
Caso o objeto ancora seja destruído, o pedaço de alma também será. Contudo, existem poucos objetos capazes de destruir a chamada Horcrux , são eles : o remorso que o dono vir a sentir pode acabar matando-o ou o veneno do basilisco, animal também criado pela mesma pessoa que criou a primeira Horcrux, Herpo, o sujo.’’
Gina encarou o livro perplexa. Tantas questões rondava-lhe a cabeça que se sentia perdida, por onde começar, onde procurar, o que pode esse objeto era algumas das perguntas na cabeça da ex-ruiva.
Estava tão absorta em seus questionamentos que nem percebeu a chegada de madame Pince que foi procurá-la com o objetivo de expulsá-la da biblioteca. Com a chegada da bibliotecária, Gina assustou-se tato que deu um sobressalto deixando os livros caírem, que lhe rederam algumas reclamações da senhora, mas ela juntou tudo e pôs-se para fora da biblioteca o mais rápido possível indo direto para seu dormitório improvisado.
Sua expressão era tão assustada que facilmente ela alarmou Harry, Rony e Hermione ao entrar na sala. Rony se adiantou perguntado o que tinha acontecido.
— Eu descobri o que são Horcruxes- respondeu ela.
—Espera, o que?-perguntou Harry.
—Eu descobri o que são- os três trocaram olharam olhares preocupados entes de voltarem para ela – matar pessoas, usar feitiços proibidos e assim colocar uma parte da alma em um objeto! Merlin! Isso é monstruoso! Como alguém pode fazer uma coisa dessas ?-
— Sete – respondeu Hermione- Você-sabe -quem fez sete coisas dessas .
— Hermione- repreendeu Rony
—Ela tem que saber- ela respondeu para o ruivo .
Os olhos de Gina quase saltaram do rosto.
—Sete? Vocês sabem o que são ou onde estão? -perguntou. Harry suspirou e deu- lhe as costas pegando sua mochila e depois sentando-se em frente a ruiva, que não tinha ideia de quando havia sentado. Ele tirou de lá um anel.
—O anel de Marvolo Gaunt.- ele mostrou para ela – Dumbledore destruiu antes de começar as aulas de 1996. Ele achou nos escombros da casa de Gaunt, depois da morte do dono, que também era avô de Tom.
—O colar de Sonserina -falou Rony quando Harry pegou o segundo objeto- foi posto em um dos esconderijos de Você-sabe – quem, depois descobrimos que o que estava lá era falso e tinha sido trocado pelo irmão de Sirius, mas acabou parando na mão de Umbridge e deu toda aquela confusão no ministério. Eu que destruí esse.
—Foi por causa disso que eu estava com Dumbledore na noite que Snape o matou- Sussurrou Harry para ela, que encarava ele triste.
—Eu já vi isso na Mansão Black, quando estava limpando , não fazia ideia que era tão do mal, se eu soubesse...-
—Gina sobre a última Horcrux- Chamou Hermione vendo Harry hesitar de pegar a última Horcrux de sua mochila, ele já fazia uma ideia de como ia afetá-la, mesmo assim ele pegou e estendeu para ela – é o Diário de Tom Riddle.
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