Change Of Plans
4 Capítulo 4
Nós nos arrumamos, e fomos olhar o apartamento, o caminho até ele era bonito, várias casas gigantescas, mansões e apartamentos luxuosos. Depois de um tempo começamos a entrar em um lugar pequeno, numa favela vamos assim dizer, fedorenta, casas caindo aos pedaços, pessoas andando descalças, e chegamos ao apartamento que ele disse que me daria, ou devo dizer apertamento ? Porque aquilo era uma mini salinha com banheiro, cozinha e um quarto. O apartamento era feio, com as paredes sem cor, uma televisão pequena, um sofázinho michuruco, na salinha que era junto a cozinha, com um fogão ruim, uma pia suja, e no quarto uma cama enferrujada, com uma janelinha que dava pra rua fedorenta e barulhenta e o banheiro, uma privada suja e um chuveiro ruim… Mas eu não podia reclamar aquilo tava de bom tamanho pra quem passou 1 mês dormindo na rua e sem ter o que comer, eu tinha emprego(s), comida, bebida e um lugar para dormir, tirando o que tive que fazer para consegui-lo, tava tudo certo, era só limpar aqui e ali, e tudo ficava certinho.
Eu limpei o apartamento, tomei um banho e deitei pra descansar pois no dia seguinte teria que cuidar de dois bebês, a tarde tinha que ir pra lanchonete, e de noite tinha que ir para o bar. Eu deitei na cama e logo em seguida adormeci, acordei as 6:15 da manhã com o despertador tocando, me levantei correndo, tomei um banho, troquei de roupa e fui tomar um café rápido. Tinha que pegar 2 metros e 1 ônibus para chegar no lugar onde iria cuidar dos bebês, fui para a estação de metro e ao chegar lá tinha um lugar para sentar ao lado de um senhor que aparentava ser bebado e que cheirava muito mal, eu me sentei ao seu lado e fiquei quieta a viagem toda. Logo depois tive que pegar o outro metro, dessa vez sentei ao lado de uma moça que aparentava estar estudando, ou lendo algum tipo de livro, depois eu tive que pegar o ônibus que estava cheio, eu tive que ir em pé. Cheguei no meu destino, era uma bela e gingantesca casa, com um quintal florido, grandes portões, e logo ao lado o interfone, eu apertei no botão e expliquei que era a nova babá. Eles abriram os gigantescos portões para que eu pudesse entrar, eu passei por aquele belo e florido jardim, que tinha o cheiro de vários tipos de flores misturados, um aroma muito bom. Chegando, eu bati na porta, fui atendida pela dona da casa, uma bela moça loira, alta, bem vestida, e estava muito perfumada, ela se apresentou para mim, se chamava Gabriela, tinha 24 anos, e seu marido se chamava Théo, e tem 30 anos e estava no trabalho, ela falou que teria que sair mais que os bebês estavam lá em cima em seus quartos dormindo, eu falei que estava tudo bem, que me viraria sozinha. Eu subi para olhar as crianças, elas tinham plaquinhas em cima de seus berços com seus nomes, a menina se chamava Letícia e o menino Gabriel, e ambos estavam dormindo serenamente. Eu sentei na cadeira que havia no meio dos berços, liguei a tv que havia no quarto e fiquei ali a espera de que um deles acordasse.
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