Change Of Life
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Lucy pov’s
Dois anos.
Parece que o tempo foi bem maior do que apenas isso.
Desde o dia que eu deixei a guilda tanta coisa tinha acontecido... Viajei por toda a Fiore, vi novos lugares, conheci varias pessoas, mas no fundo eu sempre senti falta de casa, da Fairy Tail, dos meus amigos, e principalmente do Natsu.
Mesmo depois do que houve naquele dia eu não consegui odiá-lo.
Pra falar a verdade eu nem ao menos tentei, de certa forma eu conseguia entender, ele se preocupava comigo, não queria que eu me machucasse. Claro a sua atitude foi completamente exagerada e sem nenhum fundamento, mas era o Natsu afinal de contas, ele sempre impulsivo e quando o revi simplesmente me atirei em seus braços e rezei para que fosse real.
E era. Tanto que agora nos encontrávamos todos acampados numa clareira no centro de uma floresta a meio dia de caminhada de Magnólia.
Natsu e Happy haviam pescado alguns peixes e tentado fazer uma fogueira, deveria ser algo fácil considerando o tipo de magia que o salamander usava, mas estranhamente ela estava “desequilibrada”, o que resultou num quase incêndio e uma Erza nervosa.
Por falar nela a titânia parecia ter aprimorado seus métodos de acampar já que agora ao invés de nos sentarmos sobre o chão duro, estávamos acomodados em enormes almofadões super fofos e confortáveis ouvindo as historias engraçadas que Happy contava sobre as confusões que o Natsu arrumaou, nisso Gray começou a implicar com ele e logo estavam os dois brigando antes de serem brutalmente repreendidos pela Erza.
Realmente estava em casa.
Pouco depois eu me encontrava lagrimejando de tanto rir depois de mais uma historia, dessa vez narrada pelo Natsu, envolvendo a Juvia e uma enchente por causa de certo mago de gelo.
– Muito bom Natsu! – Exclamei.
Estava ate sem folego de tanto rir. Ele olhou pra mim e sorriu, para logo em seguida bagunçar os cabelos rosados que eu tanto gostava... Estranho, se não fosse o Natsu podia jurar que o vi corar. Bem devo estar vendo coisas.
– Bem Lucy, agora vamos ao que interessa: por onde esteve nesses dois anos? – Voltei minha atenção pro Gray que a essa altura já estava só de roupas intimas.
É algumas coisas nunca mudam.
– Bom... Eu viajei muito. Conheci os quatro cantos do reino de Fiore, e vi coisas incríveis – Depois disso comecei a narrar algumas de minhas aventuras com eles completamente concentrados e rindo sempre que eu contava algo engraçado.
Havia acabado mais uma historia quando o Gray voltou a perguntar
– Mas... E a sua magia? Você faz Kansou como a Erza agora?
– Boa pergunta! Você invocou um machado de batalha para lutar contra aqueles magos. Lucy... Você não usa mais a magia estelar? – Completou Erza.
Todos estavam sérios agora, esperando a minha resposta. Bem eu sabia que eles iriam perguntar então contei logo a verdade:
– Aquilo que vocês viram não foi um Kansou.
– Hã? Como assim? Explique melhor Luce. – Agora era o Natsu que me questionava com o rosto adoravelmente confuso.
– Bem, aquilo se chama “incorporação do espirito” e é o ponto mais difícil de atingir para os magos celestiais. – comecei explicando – De maneira simplificada, essa magia faz com que ao invés do mago invocar um espirito para lutar por ele, o mesmo incorpora em seu próprio corpo as habilidades e a magia desse espirito.
– Ummmm.... Por isso então que quando você disse “Tauros”, e ao invés do touro apareceu apenas o machado. – Natsu concluiu com a mão no queixo numa clássica posse de “pensador”.
Se ate mesmo ele entendeu de primeira quer dizer que a minha explicação deve ter sido ótima!
– Exato! E não apenas o machado, mas a força física dele também.
– Hummm... Então quando a parede de pedra desabou... – Continuou Erza, na mesma pose do “Natsu pensador”.
– Eu usei a agilidade do Capricorn para descer.
– Realmente impressionante. Nunca ouvi falar de uma magia assim. – Erza me olhava sorrindo.
– Bem como eu disse não e nada fácil de consegui-la. Passei esses dois anos inteiros tentando aprende-la e domina-la. – Agora todos me olhavam com um “que” de admiração. Logo senti minhas bochechas queimarem, não estava acostumada com isso.
– Aye! Então a Lucy se transforma em vaca quando usa magia?
Maldito nekooooooo!!! Pulei em cima do Happy e comecei a puxar seus bigodes enquanto os outros riam. Como ele pode ser tão tapado?! Ele só podia ter feito de proposito! Continuei puxando ate que ele conseguiu se soltar e sair voando em direção ao Natsu.
– Natsuuuuuu!!! Socorro a estranha da Lucy ta tentando me matar!
Me atirei na direção dele tentando recaptura-lo, mas só o que consegui foi tropeçar e perder o equilíbrio, só que ao invés de bater no chão, como eu estava esperando, meu corpo atingiu algo extremamente quente, sendo imediatamente envolvido por aquele calor.
Havia caído em cima do Natsu. Senti minha cabeça bater contra o peito dele e um par de mãos segurar na minha cintura, na mesma hora me esqueci do Happy. Levantei minha cabeça e meus olhos encontraram os dele, eles estavam diferentes do normal, e o rosado estava um pouco corado.
Tenho certeza que eu também estava. Eu sentia meu rosto em chamas.
Involuntariamente, como que atraída por alguma força desconhecida fui me aproximando dele. Lentamente nossas respirações foram se misturando e eu já podia sentir seu hálito quente quando de algum ponto atrás de nos surgiu uma voz...
– Ela goxxxxxxta dele.
Inacreditavelmente não foi o Happy quem disse isso, e sim o Gray.
Me atirei pro lado saindo de cima do corpo quente do Natsu enquanto o mesmo se levantava com uma cara que transbordava o mais puro ódio, seu corpo completamente envolvido pelas chamas, ele foi com tudo pra cima do mago de gelo. Enquanto os dois rolavam pelo chão pude ver a Erza sorrindo pra mim com um Happy amordaçado no colo.
Corei mais ainda e ela se levantou indo na direção dos magos que se engalfinhavam de tal forma que parte da floresta já estava completamente em chamas. A raiva do Natsu era tão grande que ele vaporizou completamente todo e qualquer ice make que era atirado contra ele, assim que ficou próxima o bastante Erza golpeou os dois, pondo ambos instantaneamente a nocaute. Com certeza a força da titânia continuava assustadora.
– É melhor dormirmos, temos que chegar cedo a guilda amanha. – Dizendo isso a ruiva se enfiou em um saco de dormir e pareceu cochilar instantaneamente.
Acho que sono seria uma das muitas coisas que eu não teria essa noite.
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