Notas iniciais
Gente desculpa mas só deu para postar hoje.... Leiam as notas finais.

Então, talvez eu tivesse mentido há um ano atrás, quando eu disse que tinha superado a ausência dos meus pais, mas agora, quando essas palavras saíram da minha boca, eu não sinto que menti mais. Não era completamente uma mentira, pelo menos. Eu não sei como, mas de repente ficou mais fácil pensar e falar sobre meus pais depois que Jake teve essa pequena explosão de raiva sobre eles. Eu não estava tentando empurrar a memória sobre eles para mais distante, eu estava tentando separá-las e tentando lidar com elas. Eu tinha evitado isso por muito tempo.

No início Quinn não acreditou em mim quando eu lhe disse que eu estava bem de novo, mas ela não discutiu, visto que este era um tema delicado. Eu não queria viver no passado, eu queria aproveitar ao máximo o presente. E agora mesmo, eu estava com a minha namorada maravilhosa nesta cidade maravilhosa. Assim, no dia seguinte em que chegamos nos encontramos com Jake em um Starbucks para tomar café da manhã, falando sobre nossos planos para o dia. Deixamos Quinn escolher o que queria fazer e visitar, e ela dificilmente pôde tomar uma decisão sem querer ver dez locais ao mesmo tempo. Nós tivemos que acalmá-la e lembrá-la de que ela tinha tempo de quase duas semanas.

Q: Então eu quero ver a Times Square primeiro.

Então nós pegamos um táxi para a Times Square, o que provavelmente não foi uma idéia muito inteligente, porque o taxista era um motorista louco. Tememos por nossas vidas quando ele achou que estava nas cenas de filmes de corridas de carro, nos jogando para trás do banco toda vez que ele fazia uma curva. Às vezes ele dirigia na pista errada, quando os carros estavam muito lentos. Como ele se atreve a dirigir assim nas ruas cheias de Nova York além de mim? No momento em que saímos do carro Jake estava tão verde que ele descuidadamente jogou um par de notas na mão do motorista de táxi, deixando uma gorjeta grande.

J: Nós vamos de metrô da próxima vez, — Jake murmurou, enxugando o suor na testa.

Mas Quinn já tinha se esquecido do passeio de carro e tão logo ela olhou para cima e percebeu onde estava. Arregalando os olhos, se virou nos calcanhares deu um 360° completo para olhar tudo o que a Times Square tinha para lhe oferecer. Jake e eu a assistimos nos divertindo, seguindo todos os movimentos dela sorrindo.

J: Rae? — Jake humilde disse ao meu lado, não desviando o olhar de Quinn, que estava tirando fotos ao redor com seu celular.

R: Sim? — Eu sorri satisfeita.

J: Alguma vez você já se perguntou se existe karma? — Surpresa, eu tirei meus olhos de Quinn e me virei para Jake, que não respondeu meu olhar atônito. Ele ficou olhando para a minha namorada com uma expressão pensativa.

R: De onde esta questão está vindo? — Jake passou a mão lentamente pelo cabelo despenteado, então ele disse lentamente,

J: Porque eu acho que não existe, se eu olhar para a sua vida.

Huh. Jake sempre era o único a fazer perguntas aleatórias antes de respondê-las a si mesmo.

R: Me ilumina.

J: Eu quero dizer se eu olhar para Quinn e é tão óbvio que ela é um presente em um milhão, uma pérola única e maravilhosa entre as de plástico em Lima. E então eu penso sobre como você tem tanta sorte de ter esta pérola preciosa, que está fazendo você se preocupar com seus pais. — Involuntariamente, meus ombros ficaram tensos com a menção de meus pais, mas eu fechei os olhos e respirei fundo, relaxando os músculos novamente.

J: Pense nisso, Rae, — Jake disse, elevando a voz um pouco, — Pense sobre a razão pela qual você foi para Lima, em primeiro lugar. Shelby realmente queria te conhecer e pediu seus pais para deixá-la morar com ela por um ano. E nós dois sabemos que você poderia ter ficado aqui, se você realmente quisesse, mas você meio que queria vê-la, também.

Eu senti como se uma grande mentira minha tivesse acabado de ser revelada. É claro que Jake sabia o tempo todo que eu não tinha sido contra ir para Lima e que eu meio que esperava que eu pudesse me relacionar com Shelby. Mas no momento em que eu vi o rosto dela, tão parecido com o meu, o ressentimento e tristeza encheu meu coração de raiva e toda intenção de união com ela havia desaparecido. Todas as memórias dolorosas fizeram ser difícil para mim olhar para ela sem culpá-la por tudo de ruim que aconteceu na minha vida. Memórias minhas chorando por causa dela, desejando que ela nunca tivesse me dado de modo que não haveria pais para me deixar, as lembranças de eu desejando que ela aparecesse magicamente no Dia das Mães e me disesse que ela nunca tinha saído de perto de mim.

J: E é assim que você desembarcou em Lima, — Jake continuou, — É assim que você chegou ao lugar onde estava Quinn. Talvez o Karma se sentiu mal por tudo o que aconteceu com você e te mandou para Lima, te dando a chance de começar tudo de novo. Veja o que quero dizer agora? Eu acredito que karma existe, mas que ele trabalha à paisana, sem que você perceba.

Eu queria perguntar, se karma realmente existe, então porque os meus pais não foram punidos de alguma forma? Por que eles estavam fugindo com a ação cruel de abandonar sua única filha? Mas, com o canto dos olhos, eu vi Quinn feliz vir na nossa direção, então eu tirei a expressão triste do meu rosto e sorri.

R: Ei, se divertindo? — E eu nem sequer tenho que me forçar a sorrir mais, a expressão radiante de Quinn era contagiante, ela estava cheia de emoção.

Q: É incrível, — Ela respirou e seus olhos estavam brilhando. Sua beleza era ofuscante, ate mesmo Jake tinha um olhar atordoado e eu tinha metade de uma mente para lembrá-lo de que ele era gay.

Q: Muitos cartazes! — Quinn disse, espantada. — Eu nunca sei para onde olhar!

Jake e eu rimos com a inocência infantil.

R: Você sabe você pode tirar mais fotos, se quiser. Nós não vamos a lugar nenhum, — Eu disse a ela suavemente. Quinn sorriu, beijando rapidamente a minha bochecha e abraçando Jake antes de correr para tirar mais fotos. Eu suspirei contente e me encostei em Jake, com um sorriso, olhando para minha incrível namorada.

J: Eu estou reconsiderando minha orientação sexual, — Ouvi ele murmurar no meu ouvido e eu brincando lhe deu um soco no peito.

R: Eu espero que não, ou eu vou ter que te bater na próxima vez que dividirmos a cama. — Jake passou o braço tonificado em volta dos meus ombros, e me apertou,

J: Você sabe, eu não sou linha reta o suficiente para querer dividir a cama com duas lésbicas. Vou ser para sempre marcado, quando de repente eu sentir uma mão em mim que não é suposto ser lá.

R: Você é tão gay.

J: Obrigado. Gosto de ser bom em alguma coisa sem esforço. — Eu ri e o cutuquei,

R: Você quase me enganou. Às vezes eu acho que você está agindo muito em linha reta para ser gay.

J: O quê, só porque eu não estico meu dedo mindinho quando eu bebo? — Eu ri e disse,

R: Não, porque você discute comigo sobre qual carro é mais quente -

J: Bom, eu ainda acho que é o Audi R8 -

R: E você sempre tenta ser melhor do que eu em jogos de vídeo game -

J: Eu sou melhor que você.

R: E você é o único que pode falar sobre esportes com Kate e Nikki eu não sei mesmo o que é um armador e eu joguei nessa posição no time de basquete por dois anos. — Jake cantarolava concordando.

J: Então, o que isso tem a ver?

R: Isso você não está olhando de soslaio para a minha namorada — Eu facilmente retruquei e nossos olhares se voltaram para Quinn que fez um beicinho quando dois cães não deixaram ser fotografados e correram de volta para seus donos.

J: Primeiro, eu não estou olhando, — Jake disse com um sorriso, — Segundo, como é que você sabe se ela é o meu tipo? E se eu preferi as morenas?

R: Espero que seja uma ilusão á algo que eu não estou pronta para saber. — Jake riu e gentilmente me cutucou.

J: Eu quis dizer homens morenos. E eu estava brincando, Quinn é totalmente o meu tipo.

R: Hey! — Em jeito de brincadeira eu disse, o empurrando levemente.

J: O quê eu não posso pensar na sua namorada. — Jake piscou para mim e mostrou a língua.

R: Você não pode me dizer o que pensa e o que não pensa. Mas não se preocupe, eu não preciso de fotos de você fazendo no sofá que eu costumava me sentar por horas incontáveis. — Com isso, de repente ele ficou em silêncio e corou, desviando o olhar. Eu não poderia ter sido mais óbvia.

J: Oh. Oh? — Jake suspirou. — Oh Oh meu maldito! Oh, oh, oh

R: Quantas vezes você vai continuar dizendo 'oh' até chegar ao ponto? — Eu resmunguei um pouco irritada porque ele estava isso fazendo ser um grande negócio. Sim, claro, eu não tive relações sexuais pelos últimos três meses, eu parei de ter relações sexuais antes de ficar com Quinn.

J: Só mais uma vez, Rae, — Jake disse. — Oh merda, você não fez com ela ainda! E eu aqui pensando que você já batizou todos os seus móveis, me fazendo pensar seriamente em comprar sprays desinfetantes antes de visitar a sua casa.

R: Sim, definitivamente gay, — Eu murmurei para mim mesma.

J: Não se distraia do assunto! — Jake disse com uma expressão séria, olhando para o lado para se certificar de que Quinn ainda estava ocupada tirando fotos de coisas aleatórias.

J: Então você estava me dizendo -

R: Eu não disse nada, você simplesmente assumiu que sim.

J: Que você e a Miss America nunca tiveram -

R: Miss Mundo.

J: Rae, — Disse Jake gravemente, frustrado que eu o interrompi com o único propósito de retardar o inevitável.

R: Jay, — Eu respondi com uma voz igualmente grave.

J: Eu estou surpreso que você ainda esteja funcionando, — Ele disse encolhendo os ombros.

R: O que é que isso quer dizer, — Eu não queria gritar com ele, mas eu podia ficar muito sensível com este assunto. Eu nunca tinha me importado muito em manter a minha vida sexual privada porque se espalharia de qualquer maneira, mas desde que eu comecei a namorar Quinn, eu senti que tinha a responsabilidade de, pelo menos, proteger a privacidade dela. Não era apenas comigo, ele estaria violando a privacidade dela se eu lhe dissesse coisas que fariam ela se sentir desconfortável.

Eu não gosto de falar sobre coisas que poderiam afetar Quinn. Mesmo que às vezes eu duvidasse da seriedade do Clube do celibato, eu não tenho dúvidas sobre os sentimentos dela por mim e que ela queira fazer amor comigo, mas, quando estivermos prontas. Sim, nós, porque ate mesmo eu às vezes não me sinto pronta para esse passo.

J: Rae, — Jake humilde disse, colocando a mão no meu ombro para parar a minha linha de pensamento. — Eu sei. Nós somos melhores amigos e todas as outras coisas piegas, lembra? E eu sei que quando você está mal-humorada é porque você não está recebendo nenhuma ação. — Apertei os olhos para ele.

R: Jake Efferson, não se atreva -

J: Primeiro, você duvida de mim, então você se perde em pensamentos e quando eu trago você de volta à realidade, você me chama pelo nome completo com este olhar irritado e estreita os olhos. É assustador o quão bem eu te conheço.

Sim, era.

R: Ok, bom, eu estive em um período de seca por alguns meses, e daí? — Eu disse desafiadoramente, inconsciente levantando meu queixo um pouco na defesa. A mandíbula de Jake caiu.

J: Oh, wow. Ela deve ser realmente especial.

R: Sim ela é. Você sabe que eu daria o mundo a ela se eu pudesse, mas eu provavelmente só posso pagar a Austrália.

J: Espere aí, — Jake disse rapidamente, levantando as mãos. — Eu não quis dizer isso dessa maneira. Eu apenas não sei como descrevê-lo, me sinto tão estúpido pelo o que eu quero dizer. — Eu balancei minha cabeça lentamente.

R: Você de todas as pessoas deve saber que eu nunca irei te julgar pelo que você vai dizer.

J: Ok, — Jake respirou. — Eu me sinto como. Eu sinto que sou o irmão mais velho, que entende sua irmã mais nova pela primeira vez depois de anos, depois que ela saiu de casa para se tornar independente, e ele vê que ela está completamente crescida agora e que mudou, mas mudou para melhor. — Ele olhou para o chão e hesitante passou a mão pelo cabelo, era o seu movimento favorito quando ele ficava nervoso ou chateado ou com qualquer tipo de confusão emocional.

J: Rae, eu preciso de tempo para entender isso, para entender você. Sinto que eu não posso deixar você ir, porque isso significa que você não vai mais precisar de mim, mas eu estive o tempo todo aqui e eu não quero te deixar ir... Agora eu me sinto como um pai que não que deixar a sua filha adulta ir, eu estou sendo patético, eu devo ser... — Ele murmurou para si mesmo.

Meu coração se apertou por ele, eu queria acalmá-lo, porque ele fazia qualquer momento ser especial, e fazia eu me sentir constantemente tocada de alguma forma. Além de Quinn, ele era o único a me tocar com seu ato sentimental. Ele apenas escolhia os locais e situações certas. Eu culpei estes aspectos, quer dizer, eu não iria ficar sentimental na Times Square. Excluindo os homens de negócios que tinham acabado de passar por mim com o dedo no nariz.

R: Jake, — Eu suspirei culpada, não entendo por que nunca fico zangada com ele. Não era possível eu me sentir incomodada com sua presença, não quando ele virava o jogo para mim e era todo doce, genuíno e vulnerável. Em outro momento, eu teria sido dura com ele. Porque se havia alguma coisa que eu via em homens, era a força necessária que permitia a fraqueza nos momentos certos.

J: Não, está tudo bem, eu só preciso de tempo para me conformar, — Disse Jake e respirou fundo. — Nós todos temos que crescer um dia, não podemos ser jovens e tolos para sempre. — Ele sorriu fracamente para mim. — Mas eu não esperava que você fosse a primeira de nós. Nem mesmo Nikki está pronta para se comprometer totalmente com seu namorado. — Eu dei um sorriso assimétrico, encolhendo os ombros.

R: Eu acho que sou natural. — Jake não respondeu, mas seus olhos azuis brilharam novamente e ouvi uma voz atrás de mim curiosa, dizendo,

Q: Quem é natural? — Meus olhos se iluminaram.

Me virando, de repente eu tive o desejo de abraçar a minha namorada e nunca deixar ela ir. E eu fiz, eu passei meus braços fortemente em torno da cintura dela e a puxei contra o meu corpo, enterrando a minha cabeça na curva do pescoço dela.

R: Você é. Você é natural, — Eu murmurei contra seu pescoço, e a senti mais do que a ouvi rir.

Q: Ah, e por que isso? O que eu fiz?

R: Pergunta errada, Quinn, — Eu sussurrei com um sorriso. — É mais como, o que você não tem feito por mim?

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Passamos todo o dia passeando em Nova York, visitando todos os locais que encontramos um guia turístico só para entreter Quinn. Ela tiraria toneladas de fotos e Jake e eu iríamos falar sobre todas as coisas que perdemos da vida um do outro. Quando o menor ponteiro relógio do meu relógio apontou para o sete, decidimos ir embora, forçando Quinn a entrar em um táxi para que ela pudesse vir conosco. Ela tentou fazer beicinho, mas quando eu a beijei na bochecha e fiz cócegas no seu pescoço, ela cedeu e sorriu, pegando a minha mão sorrateira para beijá-la nos dedos. Enquanto estávamos na frente do prédio do meu apartamento, debatemos se Jake deveria vir com a gente. Ele recusou. Mas eu não queria que ele fosse embora ainda, tínhamos tanta coisa para pôr em dia.

J: Não, vocês precisam de tempo para si mesmas, — Insistiu Jake e nos empurrou para a entrada do edifício. – Deixem a magia da cidade guiar vocês, e não segure quaisquer impulsos. Faça o que te faz bem, quero dizer, o que acontece em Nova York, fica em Nova York, certo? — Olhei para ele, incrédula. O que diabos ele estava falando?

R: É Vegas, — Eu assobiei, lançando um olhar nervoso para Quinn que arqueou as sobrancelhas para o que Jake tinha dito. Ela estava confusa demais para perceber que eu estava rosnando para ele. Ele apenas sorriu de volta.

J: Dá no mesmo. Enfim, — Ele disse com desdém, como se ele não tivesse feito descaradamente insinuações estúpidas — Tenham uma boa noite. E talvez uma noite de amassos melhor ainda. — Antes que eu pudesse dar um tapa na cabeça dele, ele inteligentemente correu com um grande sorriso no rosto, acenando para nós.

Q: O que foi isso? — Quinn perguntou devagar, ainda olhando para ele. — Eu pensei que ele estivesse bem.

R: Na maioria das vezes ele está, — Eu murmurei, eu não podia acreditar que ele fez isso. Porra isso foi embaraçoso. — Vamos.

Paradas no elevador com a música suave preenchendo o silêncio constrangedor, eu ainda apertava os meus dentes. Eu amava Jake e suas intenções bem intencionadas, é verdade, mas às vezes, eu só queria que ele não levasse seu papel como amigo embaraçoso muito a sério.

Q: Então, — Quinn disse com voz arrastada lentamente, — Ele estava tentando nos fazer ter relações sexuais?

Oh. My. Eu queria poder arrombar as portas do elevador e simplesmente saltar para fora, mas ainda tinha mais dez malditos andares para que isso acontecesse. E este elevador estava subindo muito lento para o meu gosto, por que eu nunca percebi isso antes? Eu deveria processar a porra do edifício e as pessoas estúpidas que haviam construído isso.

R: Erm, — Eu disse estupidamente. — Talvez?

Quinn fez algo completamente inesperado. Ela riu. E eu só conseguia olhar para ela em total confusão e choque. Por que ela estava rindo? Por que a idéia de termos relações sexuais era tão engraçado? Eu não entendi a piada. O elevador parou e abriu as suas portas douradas pesadas. Eu estupidamente assisti minha namorada marchar para fora, com a boca ainda bem aberta rindo. Antes que as portas pudessem fechar novamente, eu rapidamente a segui, tropeçando para fora do maldito elevador. Na frente da porta do meu apartamento, ela se afastou para me deixar abrir. Ela parou de rir, mas ela ainda estava sorrindo amplamente.

Q: Ele é bonito, — De repente ela observou enquanto eu destrancava a porta. Empurrando a porta, eu olhei para ela enquanto ela apenas passou por mim, entrando no apartamento.

R: Tenho que me preocupar? — Eu perguntei com uma sobrancelha arqueada e rapidamente fechei a porta atrás de mim.

Q: Oh, não, — Quinn riu e se deixou cair no sofá de couro. — Eu quis dizer bonito no sentido de adorável por tentar.

Sério? Eu pensei que ele era ‘bonito’ no sentido de ‘ser um idiota que gostava de me envergonhar’.

R: Às vezes eu duvido do seu bom gosto, — Eu disse, tentando parecer séria, mas Quinn sabia jogar esse jogo muito bem para me deixar ter uma chance de ganhar. Ela sorriu para mim.

Q: Você está certa. Basta olhar com quem eu estou.

Um comentário espirituoso estava na ponta da minha língua, quando o telefone fixo do meu apartamento tocou e eu rapidamente caminhei em direção a ele para atender. Eu atirei a Quinn um olhar que dizia: 'Salva pelo gongo’. Ela mostrou a língua para mim e eu estava prestes a fazer o mesmo quando uma voz desconhecida e estridente gritou:

Stacy: Olá? Oláááá? — Fazendo uma careta, eu segurei o telefone para longe do meu ouvido sensível.

R: As pessoas normalmente cumprimentam, antes de gritar, — Eu respondi uma vez que a pessoa terminou de gritar e eu pude colocar o telefone no meu ouvido novamente. Quinn me observava com curiosidade e eu apontei para o telefone, revirando os olhos.

Stacy: Oh meu Deus, é verdade! — Eu tive que segurar o telefone para longe do meu ouvido de novo, porque a garota simplesmente não calava a boca e não parava de gritar.

R: Quem é? — Eu disse agora completamente irritada.

Stacy: Sou eu, Stacy! — Franzi minhas sobrancelhas. Eu não conseguia me lembrar de qualquer Stacy. Eu só sabia uma música com esse nome. — Stacy Goldman, você prometeu me ligar quando você estivesse volta à Nova York!

Encolhi os ombros, e pressionei o telefone encostado meu ouvido para abafar os sons, de modo que Quinn não conseguiria ouvir nada. Ela me deu um olhar interrogativo e eu timidamente mostrei um polegar para cima, fingindo estar envolvida em algo que a garota misteriosa tinha a dizer.

R: Eu prometi? — Eu perguntei com uma careta.

Stacy: Bem, duh, você me deve um encontro desde que eu arrumei uma identidade falsa para você e para seus amigos. — Eu encolhi interiormente.

R: Uhm, obrigada novamente, eu acho. Olha, Daisy.

Stacy: Stacy.

R: Stacy, agora não é uma boa hora na verdade. E nas próximas duas semanas não é uma boa hora também, estou muito ocupada e eu não tenho muito tempo antes de voltar a Lima, — Eu disse rapidamente, querendo acabar com essa conversa o mais rapidamente possível e, provavelmente, queimar o telefone depois.

Stacy: Oh, eu entendo, você está me dispensando. — Eu não sabia se suspirava de alívio ou se me sentia envergonhada.

R: Sinto muito. Há mais alguma coisa em que eu possa te ajudar?

Stacy: Bom, não, mas eu estava morrendo de saudades-

R: Hum, eu não posso te ouvir! Olá? Quê? Olá? — De repente, eu gritei e puxei o telefone para cada vez mais longe, até que terminei a chamada desligando.

Q: Rachel! O que foi isso? — Quinn perguntou divertida e se ela soubesse o que realmente era ela não estaria se divertindo agora. Eu tentei rir dela.

R: Apenas alguém que eu não suporto.

Q: Bom, da próxima vez que alguém que você não suporta te ligar, você pode-

Ela não conseguiu terminar, por que o telefone tocou na minha mão novamente. Eu hesitei em atender a ligação, primeiro olhando para o número para ver se era Stacy novamente, mas desta vez, era um numero diferente. Quinn fez um gesto com as mãos para que eu atendesse a chamada.

R: Olá? — Eu cautelosamente disse ao telefone.

Estou muito decepcionada.

O quê?

R: Olha eu acho que você ligou errado, — Eu indiquei, mas a voz impaciente disse novamente,

Não, eu liguei para pessoa certa. Mas eu ainda estou decepcionada com você por causa do que eu ouvir de Stacy. — Eu balancei minha cabeça e sussurrei para Quinn,

R: O que á com todas essas pessoas que não dizem quem é primeiro? — Me voltando para o telefone de novo, eu tentei falar o mais amigável possível.

R: Me desculpe, mas quem é?

Você está brincando, certo?

R: Por que eu estaria? — Escutei um bufo indignado.

Como você pode não me reconhecer? É a minha voz que é chata? Eu gritei seu nome várias vezes o suficiente para que se possa pensar que você tem minha voz gravada no seu cérebro até agora. — Este realmente não era um bom momento para uma das minhas ex de uma noite começar a me ligar. Esta era a última coisa que eu precisava.

Estou desapontada por que a primeira coisa que você não fez após o desembarcar em Nova York foi não me ligar. Pensei que nós tínhamos compartilhado algo especial. — Eu fui colocada no filme errado. Era uma boa explicação para todas as coisas estranhas que estavam acontecendo.

R: Ouça, — Eu disse impaciente, — Eu realmente sinto muito por tudo o que eu fiz, e eu não posso te ajudar, quem quer que seja, mas, por favor, apague o meu número.

O quêêê? — Eu não tenho paciência para me torturar ainda mais, então eu só desliguei.

R: Não pergunte, — Eu resmunguei quando Quinn abriu a boca. Eu tirei as pilhas do telefone, murmurando para mim mesma, — Jake só dá o meu numero para pessoas estúpidas.

Q: Não ponha a culpa em Jake, — Quinn tentou me acalmar, — É muito fácil encontrar números de telefone fixo nos dias de hoje.

R: Sim, — Eu concordei e fui para o sofá, querendo me deitar ao lado de Quinn, — Graças a Deus essas pessoas loucas não tem o meu endereço.

Q: O que-

Antes que eu pudesse tocar o sofá de couro branco, a campainha tocou e o medo percorreu minhas veias. Oh porra. Porque com certeza não era Jake. Este era um edifício para pessoas de classe superior. Nenhum estranho era permitido subir sem que o porteiro primeiro pedisse permissão e informasse quem estava visitando, então como alguém conseguiu subir aqui?

Q: Será que você pediu algo? — Quinn me perguntou confusa. — Porque eu não me lembro de você pedir comida.

R: Nem eu, — Eu respirei. Mas eu estava nervosa sobre isso por um outro motivo.

R: Ei, Quinn, por que você não vai tomar um banho? — Sugeri desesperada para tirá-la da sala. A campainha tocou novamente. Ela balançou a cabeça, cruzando os braços,

Q: Não, ainda está cedo. E eu quero saber quem está na porta.

Eu não tive escolha a não ser ir para a porta. Eu nem sequer me preocupei em procurar saber quem era porque não a tornaria menos estranha. No momento em que a porta estava totalmente aberta para revelar a outra pessoa, algo me deu um tapa na cara e eu fui para trás e tropecei nos meus pés caindo no chão.

Filho de uma -

Janice: Bem feito! — Uma voz nasal gritou comigo, e eu estava cega pela dor no meu rosto. Gemendo, eu segurei meu nariz com ambas as mãos, perguntando o que diabos eu tinha feito para merecer receber um belo de um tapa no meu rosto.

Q: Você está louca! — Ouvi Quinn gritar atrás de mim e seus passos leves se transformaram em pesados quando ela correu para mim, ajoelhando-se, perto de mim. — Baby, diga alguma coisa, para eu saber se você está acordada, — Eu ouvi seu sussurro e eu estava feliz por que ela não estava me perguntando coisas irrelevantes como ‘Você está bem?' porque era foda óbvio que eu não estava.

R: Nampfgrhuff — Eu murmurei incoerente. Isso era muito pior do que levar uma bola de futebol na cabeça.

Janice: Baby? E quem é você? — A voz estridente mulher disse incrédula.

Quinn me ajudou a sentar e, quando ela teve certeza de que eu não ia cair, ela se levantou lentamente. Eu furiosamente pisquei para limpar a minha visão novamente, tentando ver o que estava acontecendo. Isso não ia ser bonito. Minha namorada ficou cara a cara com a outra garota da sua altura, e ela estaria linda, se não fosse por suas feições contorcidas que mostravam sinais de loucura. A garota me parecia familiar, mas eu não conseguia identificar quem era.

Q: Eu sou a namorada dela. Quem é você? — Quinn não enganava ninguém com sua voz calma. Seus olhos estavam brilhando em fúria. Eu admirava seu controle, porque se eu testemunhasse alguém bater na cara da minha namorada, eu teria rasgado a pessoa em duas.

Janice: Namorada, né? — A menina soltou uma feia, risada falsa que quase pareceu um grito. — Não me faça rir, se você é alguma coisa, você é o brinquedinho atual dela. Eu sei, eu costumava ser um duh.

Meu queixo caiu. Me lembrei agora quem era a menina, ela era a capitã do time de vôlei e ela tinha sido a minha escolha número um para uma boa postura, porque aquela menina era flexível e ela tinha uma boa resistência. Mas ela só poderia se destacar em algumas coisas, enquanto ela parecia uma modelo e uma das melhores atletas na minha antiga escola, seu personagem era simplesmente insuportável.

R: Não, Janice, — Eu disse fracamente, agora desejando que eu nunca tivesse tido algo com ela.

Janice: Não 'não' mesmo! – Ela exclamou, seu olhar maníaco para a minha figura sentada no chão. Ela deu um passo ameaçador para frente, mas Quinn fez questão de bloquear o caminho para mim, não se movendo um centímetro para trás. O olhar gelado combinado com o seu rosto de pedra tinha que ser a expressão mais perturbadora que eu já tinha visto nela.

Q: É melhor você ir embora, — Ela disse humilde, sua voz leve e sedosa, mas assustadoramente fria. Engoli em seco.

Janice: Oh, recue, loira, — Janice rosnou, não vendo a ameaça adiante. – Ate parece que você manda aqui de qualquer maneira.

Por um segundo eu pensei que Quinn ia esbofeteá-la quando ela levantou a mão, mas ela simplesmente enfiou um dedo no ombro Janice em vez disso, efetivamente fazendo-a dar um passo para trás por causa da pressão.

Q: Vou te pedir de novo, — Quinn sussurrou ameaçadoramente, sua voz fria como gelo, enquanto seus olhos cuspiam desprezo puro. — É melhor você sair agora. — Impressionada Janice vacilou, mas ela não recuou.

Janice: Você realmente é do tipo loira burra, não é? Você não vê que ela está brincando com você?

Ao ouvir a palavra 'burra' algo dentro de mim estalou e eu finalmente tive o controle das minhas pernas novamente. Eu levantei do chão e com raiva, exclamei,

R: Chega! — Quinn parecia pronta para matar Janice e o mesmo desejo era espelhado no meu coração, mas eu sabia que não devia.

R: Por que você veio aqui, afinal? — Eu fortemente disse, me colocando protetoramente na frente de Quinn, que fez uma careta atrás de mim.

Janice: Só para ver se os rumores eram verdadeiros, — Disse Janice, franzindo o nariz. Seus olhos se estreitaram olhando diretamente para Quinn. Ela zombou. — Aparentemente, todos eles são. Você está de volta, com um novo brinquedo favorito. Vamos ver quanto tempo isso vai durar até você se cansar.

Antes de Quinn ou eu pudesse reagirmos, Janice tinha ido embora, nos deixando ali, furiosas. Eu bati a porta com um empurrão, ventilando um pouco da minha raiva. Não é de se admirar de como Janice conseguiu entrar aqui, ela não era estranha para os porteiros. A segurança era afrouxada para as meninas bonitas de qualquer maneira.

R: Essa cadela, — Eu assobiei para mim e me virei, encostada na porta. — Quinn, eu sinto muito, eu não -

Eu não consegui terminar o meu pedido de desculpas quando a boca quente dela cobriu a minha, engolindo minhas palavras. Meus olhos tremulando fechados, eu gemia no beijo e enterrei as mãos nos cabelos de Quinn, puxando o rosto dela para perto de mim. Algo parecia ter definido o seu fogo, sua língua era exigente, explorando minha boca como se ela nunca tivesse estado lá antes. Suas mãos estavam vagando pelo meu corpo para cima e para baixo, e eu impotente suspirei de prazer, sentindo meus sentidos selvagens em sobrecarga. Eu estava em outro mundo, em um transe cheio de luxúria e paixão, e eu estava prestes a me perder até que eu senti os dedos dela se atrapalharem com o botão da minha calça jeans. Meus olhos se abriram e eu agarrei os pulsos de Quinn, parando-a em seus movimentos rígidos.

R: Quinn, — Eu respirei, finalmente percebendo que algo estava errado. — Espere.

Q: Não, — Ela sussurrou com a voz rouca, pressionando sua boca na minha novamente para me calar, ela prensou meu corpo contra a porta. E conseguiu tirar as minhas mãos de seu pulso e já estava tentando abrir o botão do meu jeans de novo. Não, isso estava ficando fora de controle, isto não era o que eu queria para a sua primeira vez, não era o que ela queria.

R: Quinn, não! — Eu disse com mais força depois de virar meu rosto, agarrando suas mãos novamente, que já tinha aberto o botão da minha calça e tentava puxar para baixo o zíper. Ela não me olhava nos olhos.

Q: Vamos fazer isso, — Ela sussurrou em meu ouvido e eu congelei. — Vamos fazer isso agora, eu estou pronta.

R: Não, esse é o ponto, você não está! — Eu finalmente gritei e a empurrei delicadamente, vendo o rosto dela. E, assim como eu tinha assumido, ela não estava pronta. Ela não parecia nada perto de estar pronta, suas bochechas estavam vermelhas, sim, mas não de luxúria. Seus olhos estavam ardendo em desespero, em vez de paixão.

R: O que deu em você? — Perguntei em estado de choque e eu puxei o zíper da minha calça jeans novamente, abotoando-a. Quinn se afastou de mim, se abraçando.

Q: Você não me quer? — Eu abri e fechei a boca, eu botei pra fora,

R: Claro que sim, mas, mas não desse jeito. Você não está sendo você mesma, Quinn! — Ela virou de costas e fiquei chocada ao encontrar seus olhos úmidos. O que tinha acontecido? Por que havia sempre algo que eu tinha feito de errado?

R: Quinn se tem algo que eu odeio mais do que a mim mesma agora, é te ver desperdiçar uma única gota de lágrima por mim, — Eu humildemente disse e estendi a mão querendo enxugar a lágrima que caia e eu suspirei de alívio quando ela me deixou. Eu temia por ela dar um tapa na minha mão.

R: Você é tão linda, — Eu sussurrei, enxugando outra lágrima com o polegar. — Você continua tão graciosa, mas eu, quando choro, eu pareço uma idiota diretamente de um filme de terror. — Quinn abriu um sorriso fraco. Quando ela sussurrou, sua voz era crua e trêmula,

Q: Você também é linda. Você pode negar você não pode ver, mas não há ninguém mais bonita do que você.

R: Hum, — Eu cantarei com um sorriso. — Você está certa, eu vou negar e eu nunca vou ver. Eu não vou ver mais ninguém além de você. — Quinn respirou fundo e finalmente deu um sorriso.

Q: Sinto muito. Pelo o que aconteceu. Eu estava um pouco louca. — Dei sorriso torto, e suavemente disse,

R: Tudo bem se você estiver bem de novo. — Ela fechou os olhos e balançou a cabeça, soltando uma risada curta e sem humor.

Q: Eu não sei o que deu em mim. Mas eu acho que os meus velhos medos fizeram uma reaparição. — Eu mordi as minhas bochechas. Eu tinha uma pequena ideia do que ela estava falando, mas eu ainda não conseguia compreender sua ação anterior.

Q: É, é sobre, você sabe uuhh -

R: Sexo? — Eu ri nervosamente antes de parar abruptamente, percebendo que não havia nada de engraçado nisso.

Q: Você sabe, só porque eu estou no Clube do celibato não significa que não podemos falar abertamente sobre isso, — Ela tentou dizer, brincando, mas eu ainda preocupada olhei para ela.

R: Eu pensei que era semelhante ao alto de juramento em uma igreja.

Quinn riu e eu estava feliz que eu tinha conseguido fazê-la produzir este som maravilhoso de novo, e eu estava um pouco esperançosa de que esta noite não fosse completamente arruinada. Então eu a empurrei para o sofá, e em seguida, fui até a cozinha para tentar encontrar algo para beber. Eu tinha me esquecido de ir fazer compras com todos os passeios, então eu fiquei completamente surpresa ao encontrar a geladeira recheada com alimentos e dezenas de bebidas diferentes.

Tinha que ser obra do Jerry. Ele era o único que tinha a chave reserva do meu apartamento e ele já tinha feito todas as compras para mim. O mordomo agiu de forma invisível, mas eficaz. Optei por duas latas de Coca Diet, plenamente consciente de que elas não eram adequadas para dietas em tudo, mas para ser honesta, Quinn e eu não precisávamos contar cada caloria que consumíamos. Preguiçosamente andando de volta para a sala, eu surpreendi Quinn por trás, colocando a lata fria contra a bochecha dela e ela quase caiu do sofá tentando escapar do frio repentino.

Q: Rachel!

Eu apenas ri, e abri a lata para ela a oferecendo com um sorriso doce. Ela tentou fazer um beicinho e me ignorar, mas, em seguida, ela pegou tomando o gole tranquila. Eu tinha que ter cuidado com o meu timing. Então, quando Quinn parou de beber, eu tentei dizer casualmente,

R: Então... Você vai me dizer por que me atacou á alguns minutos?

O prazer de ter estimado a reação dela direito, foi poupada pela visão dela se engasgando com a bebida e eu a assisti corar furiosamente. Ela colocou a lata de lado na mesa.

Q: Se eu te dizer, você vai ficar chateada. — Eu arqueei minhas sobrancelhas para ela e deixei de lado minha própria bebida.

R: Provavelmente. Mas se você não me disser nada, então eu vou ficar chateada com certeza. — Quinn suspirou e virou o rosto, quase como se ela estivesse envergonhada. E uma vez que eu vi essa postura, eu meio que já sabia o que era.

R: Hey, — Eu disse suavemente. — Não deixe o que Jake disse chegar a sua cabeça. Ele estava apenas brincando, é como ele é. Nós temos todo o tempo do mundo. — Quinn cobriu os olhos com as duas mãos, murmurando,

Q: É tão, embaraçoso. — Eu fiz uma careta confusa.

R: Não, não é, — Eu respondi. — Eu não vou me sentir pronta, se você não estiver, e não vou me sentir confortável se você não estiver então o que é embaraçoso sobre querer esperar o momento certo?

Q: Não, — Quinn metade riu, metade choramingou, e eu me perguntei se eu deveria me preocupar com esta mistura estranha. — Não é isso... Eu não posso acreditar nisso desde que possamos inverter os papéis. — Meu olho direito se contraiu.

R: Então você está com tesão 24 horas por dia também?

Q: O quê? – Boquiaberta Quinn parou de rir e de choramingar.

R: Eu só estava brincando, Quinn. — Na verdade não. Eu sou apenas boa em ignorar.– Não, de verdade, o que você está tentando me dizer? — Eu disse interrogativamente. Quinn ergueu as mãos em desespero, finalmente dizendo,

Q: Eu apenas estou desconfiada de que você está sendo muito compreensiva sobre isso. — Agora, eu estava confusa.

Q: Você é muito sensível, muito atenta e em geral perfeita, — Quinn disse essas coisas como se fosse algo ruim. — Você não me empurra e não me apressa você nem me pede para ir mais longe, é só espera pacientemente e eu estou com medo. Sim, estou com medo!

Se eu estava confusa antes, agora eu estava completamente jogada para trás chocada e estúpida. Quinn interrompeu por breve momento, vendo minha expressão vazia.

Q: Você não entende, não é? — Eu balancei a cabeça atordoada. Ela suspirou e passou a mão pelos seus cabelos.

Q: Eu só estou com medo que, eventualmente, se não tivermos sexo em breve, você vai achar outras garotas mais atraente, e eu -

R: Pare aí, — Eu disse com descrença e decepção na voz e estava se tornando difícil para eu respirar, muito menos falar claramente. Foi me oprimindo em ondas, me deixando completamente dormente. Doeu para mim olhar para ela agora.

R: Depois de todo esse tempo, — Eu respirei, — Depois de tudo, depois de todo o incidente com as Cheerios, você ainda tem esse medo? — A ouvi soltar um muxoxo baixo e eu imediatamente me arrependi de trazer à tona essa lembrança.

Q: Eu sei que eu deveria ser mais inteligente, agora, — Ela disse calmamente, — Mas isso não faz o medo ir embora eu aprendi a empurrá-lo de volta, mas depois que essa menina apareceu em sua porta -.

R: Eu amo você, — Eu de repente deixei escapar. Quinn olhou para mim, com a boca aberta com metade de sua sentença inacabada.

R: Eu te amo, eu te amo, eu te amo, — Eu disse de novo e de novo, a olhando diretamente nos olhos, tentando transmitir tudo o que eu estava sentindo. — E eu vou dizer isso mil vezes mais, um bilhão de vezes mais, por tanto tempo até que você entenda o que eu quero dizer, por tanto tempo até você entenda que ninguém mais importa que nada mais importa. — Eu vi a minha namorada boquiaberta com minhas palavras, e eu levei isso como o meu momento para finalmente ser clara.

R: Você acha que o nosso relacionamento teria sobrevivido a todo esse lixo jogado em nós se eu estivesse com você só pelo sexo? Quando você vai entender que eu te amo por quem você é e não pelo o que eu poderia ter? — Quinn rapidamente piscou várias vezes. Ela parecia querer dizer mil coisas ao mesmo tempo.

Q: Oh, Rachel... — Mudei a minha posição no sofá e me inclinei ainda mais na direção dela, mas sem chegar muito perto do seu espaço pessoal.

R: Lembre-se de como nos conhecemos? Lembre-se de como eu vim para você, mal te dando espaço suficiente para respirar? E lembre-se de como eu de repente me afastei de novo, só querendo ser sua amiga? — Ela simplesmente olhou para mim, sem saber onde eu estava tentando chegar. Eu balancei a cabeça.

R: Mesmo naquela época, você já era especial para mim, — Eu disse suavemente, o fantasma de um sorriso nostálgico em meus lábios. Oh como eu amava Quinn mal-humorada. — Eu nunca quis usá-la de forma alguma. Ao invés disso, eu queria te proteger, principalmente de mim mesma... O que eu obviamente falhei. — Com isso, Quinn me deu um pequeno sorriso e ela inclinou a cabeça, os ombros relaxando quando, de repente, ela disse,

Q: Eu estou feliz que você falhou nisso. — Eu cantarolei e estendi a mão para tocar em seus dedos.

R: Ainda que eu nunca fosse admitir qualquer falha em meu nome... Acho que desta vez, eu posso deixar passar.

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Só mais um toque e eu iria explodir. E não é o tipo de explodir onde eu iria ter uma fúria como uma cadela, gritando por todo o lugar. Não. Era Pior. O outro tipo de explosão que levava olhares de saudade, piscadelas sedutoras, sorrisos manhosos, e tudo mais que eu não poderia listar agora porque eu não estava funcionando direito mais. Quinn tinha feito isso há dias. Em Nova York. Na frente dos meus amigos, até mesmo na frente de Kate, que havia retornado de sua visita aos seus avós.

Kate ativou o 'modo puta' provocando Quinn sobre nós, fazendo insinuações estúpidas. Testando o nosso relacionamento. Mas eu observava com orgulho como a minha namorada levava todas as provocações com um sorriso leve e depois de um tempo, Kate desistiu e se entregou com um sorriso genuíno, finalmente, nos dando sua bênção. Nikki sempre gostou Quinn, desde o primeiro momento em que se conheceram, então ela já abraçou e a parabenizou por me domar enquanto Kate tinha perdido horas tentando testá-la.

Dizer que eu estava entusiasmada nestes últimos dias era um grande eufemismo. Eu não sabia quando eu tinha sido mais feliz, além do fato de que os meus sentidos agora estavam em uma alta constante. E não é o tipo de alta, onde você esta alarmado com o perigo, mas, você sabe. Quinn estava me deixando louca. Eu não sabia se ela estava fazendo isso de propósito. E eu estava perdendo minha cabeça, realmente, eu estava à beira da loucura e eu nunca me senti melhor, porque eu sentia como se estivesse na beira de um orgasmo dividido entre o desejo de liberação e querer continuar queimando por causa do entorpecente prazer.

J: Você precisa de um novo ventilador, Rae.

R: Por quê?

J: Para trocar a tensão sexual com o ar fresco rápido o suficiente, por que eu estou sufocando. — Esta tinha sido sábia sugestão de Jake.

Mas não havia como negar isso, nossas sessões de amassos foram ficando cada vez mais quente, quase fora de controle, eu parei de contar as vezes que eu perdi o minha camisa e até parei de me importar, sempre que as mãos de Quinn permaneciam no cós da minha calça jeans. E um desenvolvimento recente que nunca tinha acontecido comigo antes. Meu sono estava cheio de sonhos molhados.

Eu sempre pensei que os sonhos molhados eram um sinal alarmante de que você precisava transar, como, tão logo quanto possível, ou uma catástrofe se abateria sobre o mundo. Sonhos molhados aconteceram com as pessoas, que, bem, não tiveram muito ação ao vivo e por isso que sonhavam. Quer dizer, era como assistir pornografia e ler material erótico, não era? Quem iria assistir ou ler as pessoas tendo sexo se tivesse um parceiro para fazer?

Então, naturalmente, a primeira vez que eu tinha acordado com uma pulsação entre as minhas pernas e minhas mãos estavam no estômago nu bem definido da minha namorada, eu tinha me apavorado. Eu me afastei para longe dela tão rápido que acabei caído da cama. Eu nunca me senti tão suja por sonhar com Quinn. Era seguro dizer que eu tinha tomado muitos banhos frios por pelo menos uma hora.

E, às vezes, os sonhos pareciam real, não era engraçado. Foi pura dor. Tudo o que eu sentia era tão bom até que eu de repente acordava e percebia que era um sonho do caralho e que eu nem sequer tive um orgasmo. Frustração. Era pura frustração. Esses sonhos eram muito foda real. Assim como o outro sonho que tive. Tudo era um borrão, mas as coisas que eu sentia parecia tão real. Lembrei estar nos amassos com Quinn na minha cama de novo, e ela já tinha tirado a minha blusa e meus quadris estavam urgentemente rolando contra os dela, em busca de calor e alivio da pressão. E lembrei dela pegando em minhas mãos, colocando-os suavemente em seus seios, me dizendo para tocá-la. Eu acho que foi a parte onde eu apaguei, onde meu sonho maravilhoso terminou, porque eu nunca tinha chegado tão longe com ela.

Era estranho, eu sei que era ela tinha começado a tocar nos meus seios e me fazendo sentir muito bem em todos os lugares, mas eu nunca me atrevi a tocá-la da mesma forma. Não é que ela não deixasse, eu estava apenas tímida demais para fazer isso. Acredite em mim ou não, ela trazia esse lado inseguro meu onde eu nunca sabia se o meu próximo passo ia ficar bem com ela. Eu só não queria que ela se sentisse desconfortável, então acabava que eu havia me tornado passiva.

Q: Rachel Rachel! Rachel? — Oh, não, não de novo, acordar de outro sonho molhado na presença da minha namorada.

Q: Rachel, você está acordada? — A voz de Quinn soou distante e distorcida contra o zumbido nos meus ouvidos. Eu acho que ela parecia preocupada, mas, novamente, por que ela ficaria preocupada?

R: Uhum, — Eu murmurei, e lentamente abri meus olhos só para ver tudo embaçado.

R: Apenas tive um sonho sobre nós, — Eu disse com a voz arrastada.

Q: Nos amassos? — Sua voz estava ficando mais clara. Eu ainda não conseguia manter meus olhos abertos, mas meu rosto começou a queimar. Como é que ela descobriu? Eu lentamente assenti.

R: Desculpa, Quinn, — Eu tentei me desculpar, mas eu não tinha certeza para que, — Não quero sonhar que estou acariciando seus seios oh Oops.

Merda, merda. Estúpida, estúpida, estúpida. Foda, foda...

Q: Rachel. — Ouvi Quinn soltar um suspiro. — Isso não foi um sonho.

Agora, meus olhos se abriram por vontade própria e eu me sentei reta completamente rígida na minha cama. Eu odiava momentos como esse na minha vida, quando me sentia como se estivesse sendo tirada de um filme de comédia barata.

R: Quinn, — Eu respirei, finalmente a vendo.

De fato. a Quinn real parecia muito com a Quinn do sonho, e isso significava: Cabelo Bagunçado, lábios inchados, as bochechas coradas, e nenhuma blusa por cima do sutiã, que havia sido um presente de aniversário de Brittany. Eu senti como se estivesse desmaiando.

Q: Por favor, não desmaie de novo? — Quinn disse rapidamente e soou mais como uma pergunta. Eu ferozmente balancei minha cabeça.

R: Não, eu ainda estou sonhando, — Eu murmurei para mim mesma e olhei para o teto. — Eu vou acordar ao lado da minha linda namorada e dormir a qualquer momento, e eu vou tomar um banho frio, e então eu vou comprar-lhe um buquê de gardênias, porque eu me sinto culpada e em pânico. — Quinn olhou para mim por um segundo e eu olhei para trás.

R: Não gardênias e lírios. — Minha namorada revirou os olhos, se inclinou para frente e me empurrou para trás na minha cama, quase pulando em cima de mim.

R: O que você — Eu parei a minha pergunta estúpida em favor do meio gemido, meio choramingo. Ela havia acabado de enterrar os dentes na carne sensível do meu pescoço como um vampiro. E a dor e o prazer era muito real.

Q: Desculpe por morder você, — Eu sentia mais do que ouvia o sussurro dela contra a minha pele machucada, — Mas eu quero ter certeza que você não está passando mal de novo. Ouvi falar que para fazer amor precisa de duas pessoas.

Antes que eu pudesse meditar sobre suas palavras no meu cérebro, ela lambeu a carne ferida e soprou suavemente sobre ela, me fazendo gemer e arrepiar, me esquecendo de tudo em minha mente. Cadê o meu autocontrole?

R: Quinn, — Eu gemi quando ela mudou sua coxa entre as minhas pernas e acidentalmente atingiu o ponto certo, muito sensível. Olhando diabolicamente para mim, ela fez o mesmo movimento novamente e recebeu a mesma reação novamente.

Não sendo capaz de suportar muito mais, de repente eu me inclinei para frente, capturando seus lábios em um beijo quente, e quando notei as mãos dela no meu corpo, eu deitei sobre ela que estava se contorcendo e gemendo na minha boca. Ela me sentiu sorrindo para o beijo e mordeu meu lábio inferior para limpar a minha expressão triunfante. A luz baixa e a dor misturada com a excitação fizeram meus quadris incontrolavelmente idiotas empurrar firmemente em sua virilha e nós duas choramingamos alto com o contato.

Q: Por favor, — De repente ela gemeu, e todo o meu corpo congelou. Eu acordei do transe.

R: Oh my eu sinto muito, Quinn, eu não quis te empurrar, — Eu rapidamente disse prestes a rolar para fora de seu corpo quando ela agarrou meus pulsos e rosnou,

Q: Não se atreva. — Olhei para ela com os olhos arregalados. Ela olhou para mim com um fogo latente em seus olhos verdes, e eu pude ver a minha excitação e desejo espelhados lá.

Q: Desta vez, eu quero fazer isso, Rachel, — Sua voz rouca me causou arrepios na espinha. — Você já me provou mais de uma vez que você é a única para mim.

Ela era tão linda. Muito linda para ser verdade. Eu levei um tempo olhando para seu rosto, tentando absorver tudo dela, tentando entender como eu sou tão sortuda.

R: Você tem certeza? — Eu suavemente perguntei ainda hesitante. — Eu não me importo de esperar mil anos por você. — Quinn sorriu e colocou os braços em volta do meu pescoço, puxando meu rosto para mais perto dela até que nossos lábios se roçaram.

Q: Bom, eu me importo.

E quando ela ergueu o queixo para cima para deixar seus lábios tocar os meus, minhas memórias me lançaram de volta para o dia em que tínhamos compartilhado o nosso primeiro beijo no palco do auditório, e como eu tinha vontade de ter, finalmente, me encontrado em casa. Mas agora, ele foi ainda melhor. Eu tinha me encontrado em casa e não apenas no lugar que eu pertenço, mas com a garota que eu pertenço.

Notas finais
Eu sei que eu prometi cap duplo e vou fazer o possível para postar o outro mas só sai de madrugada, espero que entendam... xD