Sh: Tem certeza que você não quer que eu te leve para escol-

R: Sim, me dá as chaves do carro. — Eu interrompi de forma mais dura do que eu pretendia, recebendo um olhar ferido em troca. Eu não quero esfregar na cara dela, mas foi parcialmente culpa dela que eu estava presa em Lima agora o que é um saco, mesmo. De todas as cidades dos EUA, minha mãe biológica tinha que viver em Lima, Ohio? Fiquei até surpresa quando consegui encontrar essa cidade no Google Maps...

Sh: Qual? — Shelby, minha mãe, perguntou. Ela estendeu duas chaves do carro.- O Range Rover ou o Escalade?

Eu arqueei minhas sobrancelhas para isso.

R: Você não tem nenhum carro que quase não grite: arrebente minhas janelas, por favor?

Shelby firmou os lábios em uma linha fina de irritação, como se eu já tivesse feito a ela essa pergunta milhares de vezes.

Sh: Eu já te disse para estudar no Carmel High, onde todo mundo tem Range Rovers! — Ela suspirou, visivelmente irritada. Revirei os olhos para isso. Nós tínhamos discutido isso várias vezes e eu ainda não queria ir para uma escola onde ela estaria por perto o dia todo. Já era o suficiente nos vermos do fim da tarde até a outra manhã todos os dias. Eu não precisava ficar topando com ela no corredor da escola também.

R: Não, apenas os membros do Vocal Adrenaline possuem Range Rovers. — Eu sabia tudo sobre seus generosos patrocinadores.

Sh: Sim, e o resto dirige Escalades. — Shelby respondeu como se fosse óbvio, com as mãos nos quadris e um olhar severo estampado em seu rosto, — McKinley High é uma piada. Não sei o que tem na cabeça daquele diretor!

R: Eu não me importo. Esta escola é mais perto do que Carmel e eu só vou ficar lá por um ano, então que diferença isso faz? A propósito, eu vou levar a moto.

Antes Shelby pudesse bloquear meu caminho dei a volta em direção ao chaveiro pendurado na parede e peguei as chaves da Ducati. Quando eu vi pela primeira vez a moto em sua garagem, eu tive que esfregar os olhos duas vezes e me beliscar. Mas, então, eu me lembrei que ela costumava ser jovem, rica e idiota, também. E foi aí que nossa primeira e única semelhança pôde ser encontrada. E esse precioso bebê era aparentemente uma lembrança de Shelby de "seus dias selvagens". Agarrando a mochila que estava no chão com a outra mão, eu rapidamente pulei pra fora a passos longos em direção à garagem.

Sh: Você não tem idade suficiente para dirigir e você não tem sequer uma carteira de condução para isso! — Ouvi Shelby gritando atrás de mim.

R: Não se preocupe, eu peguei a sua. — Eu gritei de volta, colocando uma perna sobre a Ducati.

Sh: O quê? Nunca que você parece ter 40 anos!

Ignorando-a e reprimindo um comentário sarcástico sobre o que ela havia dito de nenhuma maneira que ela tinha apenas 40 anos, eu coloco o capacete preto que parecia tão malvado quanto a moto. Com as chaves na ignição, um chute e a moto começou a vibrar embaixo do meu corpo. Eu suavemente saí da garagem, não querendo arranhar o Ranger Rover que estava estacionado ao lado.

Sh: E por acaso você sabe dirigir isso?

Alarmada, eu vi Shelby esperando fora da garagem com os braços cruzados, e um olhar cético em seu rosto, que era muito semelhante com o meu. Ela realmente era uma versão mais velha de mim. Eu empurrei o visor colorido para cima, para que ela pudesse me ver sorrindo para ela e eu desliguei o motor para ouvi-la melhor.

R: Aprendi com o YouTube. Levei alguns arranhões e feridas para, finalmente, acertar, mas a nossa casa nos subúrbios de Nova Iorque acabou por ser útil depois de tudo.

Shelby não pareceu convencida e não hesitou em perguntar novamente:

Sh: E se a polícia parar? Como você explica a diferença de idade entre você e a foto na minha carteira de condução?

Agora ela estava sendo francamente pessimista e eu deixei ela saber disso revirando os meus olhos.

R: Em primeiro lugar, — Eu disse, levantando meu indicador enluvado (eu me importo com segurança porque eu atraio lesões como um ímã), — Por acaso Lima tem ao menos algo semelhante à uma delegacia de polícia? Em segundo lugar, — Eu adicionei outro dedo, — Eu vou apenas dizer a eles que minha foto foi envelhecida. E em terceiro lugar, — Eu rapidamente continuei antes Shelby poderia me interromper, — Eu vou ser muito rápida para que eles possam me pegar. Tchau, tenha um bom dia!

Com isso, eu empurrei minha viseira para baixo, liguei o motor da Ducati de novo e sai em disparada. Eu não tenho que olhar para o espelho lateral para imaginar uma Shelby horrorizada ali com os braços no ar.

Sh: Um arranhão no meu bebê e eu vou matar você!

Eu mal podia ouvi-la com a distância aumentando rapidamente. Ela ia superar isso. Ela teria porque essas coisas iam acontecer mais vezes, agora que eu estava aqui. Eu acho que ela precisava encontrar uma maneira de lidar com isso. Afinal de contas, era sua maravilhosa idéia para deixar os meus pais me mandar para Lima para gastar um todo — deixe-me repeti-lo para o efeito dramático – Um ano inteiro em uma cidade caipira. Eu realmente não quero ser rude, mas eu era de Nova York. Você cresce com muita auto-confiança ao seu redor, era literalmente no ar, no metrô, nas ruas, nos táxis...

Eu parei a minha linha de pensamento quando vi a escola e era realmente perto da casa de Shelby. E cara, é tão podre como ela havia descrito. Eu dirigi por trás da escola para encontrar um lugar abandonado para estacionar a moto.Talvez ter vindo em uma moto cara para a escola não fosse mesmo uma boa idéia, mas pelo menos era menor do que um SUV e mais fácil de se esconder atrás de alguma lixeira.

Eu não me dei ao trabalho de tirar o capacete, já que não tava afim de ser reconhecida como a “estudante nova”. Hm. Essa idéia soou bem melhor na minha cabeça, já que no segundo em que entrei na nova escola, pude ouvir os sussurros abafados por trás de mim que estavam me seguindo por onde eu passava. Eu olhei para eles, mas aí me lembrei que eles não poderiam me ver por trás da viseira do capacete enquanto eu podia vê-los muito bem.

Você quer saber, sobre ter achado melhor tirar o capacete? Retiro o que disse. Estamos em Lima, Ohio, onde todos conhecem todos e eu não poderia ser menos estranha e nova nessa escola. Bem, pelo menos eles não estavam me incomodando. Talvez eles estavam com medo que eu lhes desse uma cabeçada, o que machucaria bastante com o capacete. Sim, seria legal pra caramba se eu pudesse dar uma cabeçada com o capacete na cabeça...

Eu tinha que encontrar o escritório do diretor em primeiro lugar, talvez esse atleta de jacket letterman segurando um copo de raspadinha poderia me indicar o caminho. Mas então ele se virou e caminhou até alguém por trás, e esse alguém ainda estava tirando os livros de seu armário. Foi quando eu entendi o que o atleta tinha em mente depois de eu ter um vislumbre de sua expressão sarcástica. Não comigo, filho de uma -, não havia nada que eu desprezava mais do que atacar alguém sorrateiramente por trás e não lhe dando a chance de se defender.

R: Realmente, seu merda? Jogar raspadinha por trás? Você não tem bolas ou o quê? — Eu disse em voz alta depois de tirar meu capacete e colocá-lo em segurança embaixo do meu braço esquerdo.

O atleta se virou em surpresa, obviamente, não acostumado a ser tratado desse jeito. Mas quando seus olhos pousaram sobre mim, sua expressão mudou de volta para desprezo, uma expressão que eu realmente queria arrancar de seu rosto. Eu entendo, eu sou mais baixa que ele. Mas eu não preciso ser lembrada da minha altura. Ou a falta dela...

Karofsky: Eu te conheço?- Disse ele lentamente, com um sorriso torto, olhando em volta para ver se havia uma multidão para testemunhar seu poder sobre os aparentemente fracos. Bem, se eles queriam ver alguém ser humilhado, eles poderiam ver.

R: Não, eu não penso assim. — Eu respondi docemente, antes de bater no fundo do seu copo de raspadinha, efetivamente derrubando o conteúdo gelado em seu rosto chocado. A mistura de gelo e xarope de milho estava pingando do rosto, bem como seu desprezo. Acho que acabei com um pouco do seu ego também, pois a pequena multidão que queria impressionar ficou impressionada agora, mas não por ele.

R: Mas eu aposto que você vai se lembrar de mim agora. — Eu disse, para acrescentar à sua humilhação. No meio do caminho, eu virei para ele e o vi ainda tentando processar o que havia acontecido. — Ah, e diga a sua mãe que eu sinto muito que ela tem que lavar o seu casaco agora. Diga a ela para lavá-lo duas vezes, talvez esse fedor de miséria saia dele.

Agora que eu havia terminado, me virei para andar para longe da cena. Ouvi passos se aproximando de mim e por um segundo pensei que fosse o atleta tentando atacar por trás novamente, mas esses passos eram leves demais para um idiota gigante. Eu parei de andar assim quem que era poderia me acompanhar.

K: Com licença?

Eu me virei para ver um rapaz magro, bem vestido, que encarna o estereótipo de um homem gay. E quando eu dei uma olhada mais de perto, eu o reconheci como a quase vítima do ataque de raspadinha. Acho que eu tinha salvado sua jaqueta feita por um designer.

K: Você é nova aqui? — Ele perguntou educadamente e até mesmo sua voz era tão clichê, estridente com um toque gay.

R: Eu, nova? Nah. Mas tudo é novo para mim. Esta escola nova para mim. Lima é nova para mim. Eu só sou a velha eu de sempre. — Eu disse e realmente tentei não soar tão irônica sobre tudo isso, mas saiu. Toda essa coisa de morar-em-Lima-por-um-ano estava começando a subir à minha cabeça agora, e depois de 10 minutos que passei nessa escola, já vi o suficiente. Nem mesmo os “atletas legais e populares” poderiam ter algum tipo de brincadeira melhor do que raspadinha.

K: Está tudo bem, sendo nova por aqui é sempre difícil, você só precisa de tempo para se adaptar aqui. — Disse o menino simpático. — Eu sou Kurt Hummel, na verdade eu queria te agradecer por me salvar Bem, não realmente me salvar, mas esse casaco é o meu favorito e ele é único, desenhado por -.

R: Um dos designers da Gazillion que todos afirmam ser único.- Interrompi antes que ele pudesse divagar. Eu conhecia moda e eu conhecia as tendências. Eu vivia em Nova York, pelo amor de Deus, e você não poderia não estar na moda se observasse regulamente o que as pessoas estão usando nas ruas, ou nas revistas.

O olhar levemente ferido no rosto dele não me passou despercebido e eu me senti mal por tê-lo interrompido tão rudemente, mesmo tendo feito isso só pra evitar conversa fiada. Eu lhe dei um pequeno sorriso.

R: O que tentei dizer foi: não há de quê. Desculpe, não tive uma semana boa. Você está realmente bem?

Isso o fez sorrir de novo.

K: Obrigado. Mas eu tenho que te dizer. Você simplesmente mexeu com um dos maiores atletas da escola. Karofsky é seu nome.

Minha expressão era preguiçosa para isso e eu apontei sobre meu ombro, meu olho esquerdo e ele acompanhou comicamente.

R: Esse idiota gigante não se atreve a colocar nem sequer um dedo fora do armário?

Kurt reagiu bastante surpreso, que confirmou o que eu tinha dito.

K: Uau, como você sabe?- ele perguntou, intrigado.

R: Sim, o fedor da miséria, me leva a crer que ele é um enrustido apenas... — Eu suspirei com um sorriso e Kurt levou um segundo para seguir, mas, em seguida, seus olhos se iluminaram e espelhou minha expressão sorridente. Eu gostava dele. Mesmo que ele fosse o estereótipo do gay, ele não tinha medo de mostrar isso. E eu aprendi que isso significava muito em Lima.Inferno, isso significava muito em Ohio.

R: Só para ter certeza. — Eu disse rapidamente — Você é -

K: Residente do arco-íris? Sim. — Eu sorri para isso. Residente do arco-íris. Não poderia ter dito melhor, esse cara estava realmente começando a conquistar minha confiança.

R: Bom, você poderia ser um super metrossexual. Quem sabe. Porque é que somos rotulados mesmo? — Eu disse, dando de ombros e ganhando um olhar de admiração de Kurt.

K: Sim, eu estou dizendo isso o tempo todo, as pessoas devem parar de categorizar- Perai! É só o meu relógio ou as aulas começam em 10 minutos? – Ele de repente disse, depois que seus olhos se desviaram para seu relógio, já que ele estava gesticulando com os braços pra chegar a um ponto.

Encolhi os ombros, já que eu não tinha relógio e esta escola era muito pobre para ter um relógio em cada corredor.

R: Por que você não vai para a sua aula? Eu vou ter que falar com o diret-

Sue: Ahh, o que temos aqui? Um novo aluno! No McKinley High! Pensei que já tinha assustado todos os potenciais pais de novos alunos longe desta escola...

Uma mulher de meia-idade em um conjunto esportivo foi se aproximando de nós e eu murmurei com o canto da minha boca para Kurt,

R: Quem é essa?

Mas antes que ele pudesse responder, a mulher com o olhar louco já estava de pé na minha frente.

Sue: Quem te acorrentou com seu cérebro e te obrigou a vir pra essa escola? Ela sussurrou humilde. Sério, eu não estava no clima certo para lançar o meu atrevimento para ela como eu faria normalmente em um confronto, então eu levantei minhas sobrancelhas impressionada e respondi em um tom aborrecido.

R: Ninguém. Vim pra cá voluntariamente.

Sue: Mentirosa. — Ela respirava pesadamente no meu rosto, o que me fez dar um passo para trás fazendo uma careta. Eu preferia ter meu próprio espaço, obrigada.

Sue: Quem te drogou, seqüestrou e jogou nessa escola?

Ela estava falando sério? Olhei para Kurt para ajudar, mas ele encolheu os ombros, impotente. Era hora de uma medida drástica. Eu puxei minha mochila para mim, abri e enfiei meu braço nela, procurando a minha solução.

Sue: Eu juro, se você puxar uma arma, te farei engolir sua primeira bala.

Eu ignorei a louca e tirei o que eu tinha procurado.Isso pareceu confundi-la.

Sue: O que é isso? Êxtase? Eu não tenho papilas nervosas que estimulam, eu não posso senti-los. Você não pode me subornar. — Disse ela, cruzando os braços.

Revirei os olhos e mostrei a escrita no frasco de comprimidos que eu peguei.

R: Analgésicos. Para cavalos. Sempre coloco um desses no café do meu professor quando ele se torna um burro insuportável. O que significa todos os dias.

Foi quando Kurt, que ainda não tinha ido para a sua primeira aula, hesitante, voltou a nossa conversa.

K: Er, eu não acho que esses analgésicos são bons para os seres humanos...

Eu olhei para ele, pensativa.

R: Você está certo. Mas ele não é humano, e – Me virei para a louca de novo — Pelo seu olhar sem alma, nem você.

Eu esperava uma reação indignada ou qualquer coisa do tipo, mas ela só me deu um olhar de digitalização. Kurt limpou a garganta.

K: Só para ter certeza. — Ele acrescentou timidamente e eu sorri com a familiaridade desta frase. — Você sabe, uma overdose disso pode levar a morte, não é?

Eu ri com isso,

R: Sim, eu sei, um dos melhores efeitos colaterais.

K: E você não acha que seu professor vai morrer se você continuar fazendo isso?

Eu lhe dei um olhar indignado.

R: Eu espero que sim, Eu não estou roubando isso aqui todo mês à toa!

Esquecemos completamente da mulher louca, que nos assustamos quando ela disse:

Sue: Isso é absolutamente. Perturbador! Maravilhoso!

Nem eu podia imaginar essa. E eu não preciso de ninguém segurando um espelho na minha frente para imaginar minha cara de estupefada. E meu novo amigo gay, que parecia ter experiência com aquela mulher, apenas olhou para ela, cansado.

K: Nós ouvimos a mesma conversa?

Ele foi ignorado pela mulher de cabelos curtos, cujos olhos estavam focados em mim, examinando meu rosto.

Sue: Criança, onde você esteve em toda a minha vida? Se eu não estivesse tão certa de que nunca tive relações sexuais com um homem, eu teria acreditado que você é a filha que abandonei no momento em que meus óvulos foram fecundados. Qual é o seu nome?

Agora eu entendi o olhar cansado de Kurt e tenho 100% de certeza de que eu usava a mesma expressão.

R: Rachel. Rachel Berry.

Sue: Ok, Ray preste atenção.

Eu nem sequer tentei protestar. Eu só compartilhei um olhar confuso com Kurt. O que ela vai fazer? Por que a mudança repentina no seu comportamento? Ela realmente era louca. De repente, ela colocou o braço em volta de mim e eu estava cansada demais para ir contra o movimento.

Sue: Você sabe de uma coisa, Ray, Eu tenho um sentimento maravilhoso de que esse será o início de uma nova amizade. Siga-me. E Hummel, vá para a aula.

Kurt me deu um olhar triste, antes que ele me deixou sozinha com aquela mulher louca. Como ele pode? Eu pensei que nós éramos amigos! Naquele momento, o sino da escola soou.

R: E eu? Não tenho de ir para a aula, também? — Eu perguntei cautelosa, mas ela apenas acenou.

Sue: Não, você está comigo, criança. Nenhum professor nessa escola odeia sua própria vida ao ponto de quere se meter no meu caminho.

R: E o diretor?

Isso fez com que ela achasse mais divertido.

Sue: Psh, Ray, todos aqui sabem que sou eu que mando nessa escola. Eu vou cortar o discurso de boas-vindas do diretor e te passar o básico. Matar, esfaquear e se masturbar são proibidos nas dependências da escola, a mulher da cantina é um travesti, a comida da cantina é envenenada e a melhor coisa dessa escola sou eu, Sue Sylvester, treinadora das líderes de torcida, com recorde mundial de número de troféus. Além de 251 troféus, ganhei dois dedos mindinhos e um médio.

Eu me arrepiei com isso.Sério?

R: Interessante. Não.

Sue: Eu sei! Lesões Cheerleaders. Talvez eu devesse ter dado a eles os seus dedos de volta... Suas piruetas agora são um pouco mais tortas. Mas se eles pensam que isso é difícil, então eles devem passear no deserto por uma semana com apenas uma garrafa de óleo de motor cheio de pregos e baratas moídas em suas mochilas.

Isto foi bastante cansativo ouvir.

R: Você realmente não passou por isso, não é? — Perguntei meio que afirmando. E vi sua expressão ainda continuar a mesma, dura e intimidadora pra qualquer um, menos eu.

Sue: Não. — Disse ela, pouco depois de uma pausa. — Mas teria sido difícil.

Revirei os olhos.Novamente. Eu não podia ficar com ela por mais tempo ou sua loucura iria começar a chegar à minha mente.

R: Coach Sylvester, por mais que eu aprecie conversar com você e nossa amizade, eu tenho que encontrar o diretor. Mesmo.

Sylvester rosnou para isso.

Sue: Pah, você não precisa dele. Ele é tão importante quanto o ninho de rato que vive debaixo da minha cama.

Eu ignorei a vontade de me arrepiar de desgosto e lentamente respondi:

R: Eu gostaria de experimentar os meus novos analgésicos nele. Essas pílulas são de Columbia.

Sua expressão mudou de uma só vez.Ela sorriu maliciosamente e me deu um tapinha no meu ombro.

Sue: Estou começando a duvidar da minha não-gravidez. Vai, criança, faça o que eu faria também, se a polícia já não me considerasse suspeita de planejar um assassinato ao Figgins.

Eu suspirei de alívio quando fiquei longe dela. Assustador, então realmente Lima tinha uma delegacia de polícia.