Change My Life
13 Virgem?
Notas iniciais
Enfim, não tenho muitas coisas a falar hoje.
Boa leitura!
-Você tem ideia do que isto significa, Annabeth? É uma revolução! A revolução do acampamento meio-sangue! — Annabeth franziu o cenho, cética.
-Não é nada demais, Malcolm, apenas estão me mandando para uma missão – foi à vez de ele parecer cético. O filho de Atena que andava de um lado para o outro se sentou na cadeira à frente a da loira.
-Você não entende a proporção disto, tem anos que eu estou no acampamento e até agora eu não vi uma pessoa a não ser aqueles elitistas irem a uma missão. Mas você não é uma elitista, você é a novata improvável Filha de Atena – ele sorriu de lado – Eu não sei o que os Deuses estão preparando para você por aqui, mas é revolucionário.
-Tudo bem, agora não escolheu um do grupo deles, e daí? Isso ia acontecer um dia.
-Mas aconteceu hoje — Malcolm sorriu maquiavelicamente – E nós temos que comemorar... Olha só, caramba! Uma novata filha de Atena liderando a missão em busca do novo Deus que nos persegue. Você faz ideia do quanto àqueles elitistas devem estar morrendo de raiva?
-Provavelmente não – Annabeth disse sorrindo de lado perante a animação do irmão. Ele afundou o corpo na cadeira giratória. Rapidamente voltou em seu estado de hiperatividade.
-Quem você vai chamar para ir com você a missão? São duas pessoas – ele parou, pensando por um momento. Annabeth parecia envergonhada.
-Na realidade eu estava pensando em chamar você e ãh...
-O Percy, estou enganado? — ele sorriu de lado, olhando em sua direção, as bochechas de Annabeth coraram. – Eu sei que não estou.
- Eh... não. É o Percy. Desculpa?
-Não tem problema você ter chamado o Rei dos Elitistas – ele olhou para um mapa de batalha que estava na parede direita do chalé – Você tem que voltar vitoriosa desta missão, para entenderem que podem sim chamar os outros campistas deste acampamento para missões. E sobre mim, infelizmente eu não posso.
-Quê? Porque não? – Annabeth fez um bico fofo, Malcolm a olhou e revirou os olhos. Sentou-se novamente na cadeira.
-Porque eu não sou bom nesta coisa de prática, sou melhor na teoria. Eu sou aquele que monta as estratégias e lê os mapas. E nesta missão eu sinto que dois filhos de Atena só iriam atrapalhar a situação – ele sorriu de leve para ela – Mas agradeço o convite.
-Ah, agora eu não faço ideia de quem chamar! Isto parece ótimo. – foi à vez dela de afundar na cadeira. Malcolm começou a ler um mapa que estava encima da mesa, decifrando-o em poucos minutos.
-Não se preocupe, o que mais tem por aqui é gente disposta a ir com você – disse ele distraído – Você tem escalada daqui a 10 minutos.
-Como você sabe? – perguntou uma Annabeth atordoada. Malcolm sorriu e apontou para a parede a sua esquerda, onde todos fizeram questão de colar o horário da loira encima da sua cama (porque ela esquecia muito rápido).
-Eu tenho visão de falcão – ela riu e saiu rapidamente do chalé 6, indo em direção a escalada com certa preguiça. Porém quando chegou, viu do lado oposto o que parecia uma discussão entre Percy, Vic e Clarisse. Curiosa, acabou por dar a volta e ficar atrás de umas das pilastras perto de onde os três conversavam.
-Uma caloura, ela mal sabe pegar naquela adaga — Percy cruzou os braços enquanto Vic continuava a falar, exaltada – Como ela que é chamada para começar praticamente uma guerra?
-As Parcas sabem o que faz – o moreno parecia brincalhão – E em minha opinião ela é totalmente qualificada para a missão.
-Você fala isto porque está apaixonado! – ela andou de um lado para o outro ainda mais exaltada, foi à vez de Clarisse se pronunciar:
-Olha, eu não estou apaixonada por aquela menina e tenho que concordar com o Percy, ela que deu a ideia de irmos atrás do Deus, ela foi reconhecida por uma Atena com um mínimo de sanidade, acho eu que a Deusa da Sabedoria não gastou o mínimo de suas forças em uma caloura qualquer – a filha de Ares suspirou – Na minha opinião, ela tem um grande papel daqui por diante.
Porque Annabeth sentia que estavam sempre escondendo algo dela? Qual era o papel que ela ia exercer? Porque as forças da sua mãe estavam esgotadas? Tinha tantas interrogações na sua cabeça que ela mal percebeu que os três estavam a olhando.
-Ela nem sabe camuflar! – Percy riu enquanto Vic saía em passos pesados dali, Annabeth acabou saindo por detrás das pilastras e foi em direção aos dois elitistas.
-Olá, surpresa em vê-los por aqui – Clarisse quase riu enquanto Percy colocava uma das mãos na cintura, olhando para trás e esperando pacientemente a aula começar.
-A gente sabe que você estava ouvindo a conversa – a filha de Ares disse.
-Eu juro que não prestei atenção! Pelo menos não no final... – ela sussurrou a última parte. Clarisse olhou para Percy rapidamente, depois para Annabeth, então pela primeira vez em muito tempo ela riu. O moreno semicerrou os olhos para ela, sério.
-Vou deixar vocês dois em paz – ela olhou para trás, vinha Chris em passos pesados em sua direção, ela foi a direção dele e então não se viu mais Clarisse no resto daquele dia. Percy coçou os cabelos enquanto ficava ao lado da loira.
-Eu queria ter um boné para ficar invisível. – Annabeth resmungou enquanto olhava para frente. O filho de Poseidon discordou rapidamente:
-Seria um inferno! Você ouviria tudo que eu falo de você.
-Você fala alguma coisa de mim? — ela arqueou a sobrancelha, Percy riu.
-Você não faz ideia do quanto, mas não se assuste! A maioria das coisas são boas. – ele mordeu o lábio inferior enquanto olhava para cima, Annabeth tentou não ter segundas intenções diante daquele ato, mas definitivamente não conseguia.
-Você vai à missão comigo? – Annabeth fez seu olhar irrecusável, Percy sorriu mais uma vez e olhou a sua direção.
-As suas ordens – respondeu ele com falso militarismo. Ela beijou sua bochecha carinhosamente, desceu sem querer os beijos para o seu queixo – Annabeth...
-Hum? – ela disse enquanto olhava para os lados, ele sorriu maliciosamente.
-Estamos na aula de escalada, querida.
*
-Erisíchton era um cara de família, não era nenhum ladrão, mas um dia resolveu dar uma machadada num carvalho. O bosque era de Deméter, então ele meio que acabou se fudendo –Annabeth semicerrou os olhos, odiava palavrões – A Deusa ficou com tanta raiva que jogou uma maldição em que ele teria que sentir fome, fome e nunca conseguiria sacia-la, ele vendeu a filha por comida, e por fim comeu os próprios membros.
-Ai que coisa horrorosa! – Annabeth disse enquanto olhava para o cordão de contas no pescoço de Percy – Espero que Deméter não esteja com raiva de mim – o moreno riu perante a ingenuidade.
-Não está não. Asseguro a você que não. Então? Já olhou tudo que tinha para olhar no meu chalé?
-Acho que sim. É que eu achei muito bonita estas paredes de colchas do mar. Na realidade eu gosto de colchas, tenho uns brincos deles que combinam muito com os meus olhos. E essas contas são para quê?
-A cada ano que passa eles dão uma, é para celebrar mais um ano de acampamento seu, estas coisas. Eu estou indo para a minha sétima conta.
-Você está fazendo 20 agora em Agosto, e chegou aqui quando ia fazer 13, legal – ela disse enquanto passava a mão no próprio pescoço e percebia que não tinha nada nele. Ela achou as contas um pouco fashion, parecia pérola colorida de bom gosto.
Annabeth sorriu para ele quando percebeu que o mesmo estava a observando, então ficou na ponta dos pés e beijou seus lábios carinhosamente, dando-lhe um selinho leve. Lentamente Percy acabou deitando-a por baixo dele, beijando seu pescoço e passando a mão em sua cintura. A loira colocou as duas mãos nos cabelos morenos dele, sentindo aquele ótimo cheiro de maresia contamina-la, porém toda sua nuvem de prazer dissipou quando sentiu Percy passar a mão em sua barriga. Acabou afastando-o automaticamente.
-Desculpa – foi o que ela disse enquanto levantava-se rapidamente, Percy, porém, puxou-a de volta para a cama, encarando-a com seus olhos verdes mar sério. Eles pareciam ser congelantes quando queriam.
-Eu posso te fazer uma pergunta e você me promete responder seriamente? – o coração de Annabeth parecia querer sair por sua boca.
-Fala – disse rapidamente, demonstrando seu nervosismo. Percy olhou em seus olhos, parecia saber o quanto era difícil falar algo como isto para um “ficante”.
-Annie... Você é... Virgem?
*
-Isto é normal, como o céu, o mar, a floresta, as flores, os caules, as raízes — Katie fechou os olhos – Faz parte da nossa natureza. Inclusive abrir as pernas pra um homem.
-Katie! – Annabeth repreendeu, a filha de Deméter abriu os olhos e sorriu de lado. Então se arredou no tapete de meditação, sentando-se em outra posição de forma que Annabeth ficasse a sua frente.
-Sem brincadeiras agora, eu adoro vocês como um casal, sério. E eu acho, pelo o que eu conheço do Percy nestes cinco anos de acampamento, é que ele gosta muito de você — ela sorriu de lado – E creio eu também que vocês são pessoas bem diferentes, mas que se completam de alguma forma. – Katie fechou os olhos, meditando rapidamente, então os abriu mais rápido ainda — O que eu estava falando mesmo? Ah sim, vocês se completam da forma espiritual, não é nada demais isto não acontecer na forma carnal.
-Eu não estou falando que eu não quero, não sou celibatária – Annabeth revirou os olhos – Eu só acho que ele agora está com medo.
-Deve ser difícil ficar com o peso de ser a primeira vez de alguém – Katie deu de ombros – Não é nada demais, quando a hora chegar, vai chegar. Agora comigo. Haummmm.
Annabeth fechou os olhos numa tentativa falha de ficar mais calma, quase não abriu os olhos quando escutou seu nome ser chamado, Katie a olhou com raiva, fazendo-a ficar com as bochechas vermelhas e murmurar um “desculpa”. O mesmo irmão que a chamou para o conselho a chamou para ir à Casa Grande novamente.
-É algo importante?
-Sim – ele parecia ofegante – Por mais que ele não tenha me contado explicitamente o que era.
-Certo – Annabeth saiu das redondezas dos bosques, indo calmamente em direção à Casa Grande, quando chegou lá, ficou extremamente curiosa com o fato de que havia apenas Quíron e Percy jogando um jogo de tabuleiro na varanda.
Quando ela estava poucos passos dali, ficou com as bochechas vermelhas ao ver Percy encara-la, não que ela nunca estivesse sido encarada por alguém, mas nunca foi encarada por alguém que sabia que a mesma era virgem. Quíron a viu e abriu um imenso sorriso.
-Olá, Srta. Chase, como vai? — Annabeth sorriu de lado.
-Vou bem – Quíron assentiu.
-Isto é ótimo... Ótimo, sente-se conosco, por favor – Annabeth assim fez, com as mãos repousadas no joelho de forma leve, serena. Percy mais uma vez a encarou, depois mexeu alguma coisa que Annabeth não sabia o que era no tabuleiro. Demorou mais ou menos 10 segundos para ela perceber como o jogo era procedido, era algo ligado ao sistema de coordenadas, de acordo com a forma em que você jogasse para cada coordenada poderia ou não bater o soldado do outro – O que me fez chamar-te aqui é algo simples, mas extremamente importante.
-É? E o que é?
-Percy me disse que você já o chamou para a missão contra o Deus desconhecido, mas que ainda não sabia qual seria seu segundo companheiro. O que eu quero deixar claro é que você não tem mais o direito desta escolha. –Annabeth arregalou os olhos, sem entender.
- Por quê? – seu tom era revoltado.
-Porque uma pessoa já se predispôs a ir à missão com você. E definitivamente é uma proposta irrecusável.
Notas finais
Deixem seus reviews, ok? Não se esqueçam de fazer isto!
Beijos e até o próximo! =)
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