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5 Segundo dia P.II


Depois de muito esperar chegamos na frente da tal boate, o que não entendo é que passamos na frente de várias casa noturnas mais o mevys insistiu que queria vir nessa.Reita e eu estávamos na frente da mesma esperando o tatuado estacionar o carro, não tinha nada de diferente nela, nenhuma luz chamativa ou musica saia daquela porta, sim porta, no meio de várias lojas se encontrava a tal porta, nada que denunciasse ser uma danceteria.

– Estamos no lugar certo ? Não tem nada e nem ninguém aqui!

– Se o mevys diz que tem é porque tem, aquele lá conhece todos os lugares de ‘diversão’ – Reita me respondeu calmo.

– Não gostei nada de você estar usando faixa – Cortei o assunto.Se ele estava usando a faixa só significava uma coisa, que ele quer ‘pegar’ hoje, mas se essa realmente for sua intenção ele vai cair do cavalo.

Miyavi chegou logo em seguida balançando a chave entre os dedos, cortando qualquer tipo de resposta do loiro, passou por nós indo em direção a suposta porta.

– Vamos Reita não quero perder tempo, hoje só saio daqui acompanhado ou carregado – Disse batendo três vezes na madeira, uma janelinha se abriu no meio da porta e um rosto carrancudo apareceu, mas assim que viu de quem se tratava sorriu.

– Miyavi-san é bom vê-lo – A janelinha se fechou e alguns barulho de trancas foram ouvidos, após alguns segundos a porta se abriu e um homem monstruoso apareceu sorrindo nos dando passagem, Takamasa foi na frente, assim que passei pela porta o som de música chegou aos meus ouvidos, segui Reita pelo pequeno corredor estreito, quanto mais andávamos mais luzes piscavam sobre nós e mais alto o som ficava, no final do corredor uma mulher esperava de pé em frente a uma porta dupla, não pude ver seu rosto direito por causa da pouca iluminação, mas vi que a garota sorria.

– Miyavi-san, pensei que não te veria de novo – disse enquanto entregava dois cartões um para Miyavi e o outro para o Reita.

– Estava um pouco afastado porque meu pai estava em cima de mim, mas agora estou de volta– Piscou para a mulher.

– Então seja bem-vindo de volta – Sorriu simpática e abriu as portas.

Me vi em outro mundo assim que passei por ela.

Estávamos no topo de uma escadaria, lá em baixo uma pista enorme lotada, os desenhos do solo mudava conforme o ritmo da musica assim como as luzes no fundo, havia um balcão no fundo do salão com vários garotos dançando e servindo as pessoas.

– Nossa! – Reita exclamou ao meu lado, olhei para ele que olhava para cima, segui seu olhar e vi que alguns metros acima de nós continha outro andar, com o chão transparente, que nos deixava ver as pessoas dançando.Olhei em volta procurando um meio de subir até lá e vi que á poucos metros de mim do lado direito tinha dois elevadores também transparentes.

Nossa! dessa vez o Miyavi se superou.

– Vamos para o segundo andar, lá é mais divertido – O tatuado se pronunciou, indo para um dos elevadores, olhei para as pessoas aglomeradas na pista e encontrei um rosto conhecido.Kai? O Kai conhece um lugar desse? O observei por alguns instantes ele parecia um pouco desconfortável no meio daquelas pessoas, estranho, voltei em direção aos outros dois e entrei correndo no elevador antes que ele se fechasse.

– Adoro esse lugar – Mevs disse empolgado, assim que o elevador parou, dando a visão de várias pessoas dançando e bebendo na pista.

Os dóis caminharam decididos ao balcão pedindo várias bebidas.

– Reita quer entrar em coma alcoólico? – Perguntei vendo ele fazer uma carreira com as bebidas.

– Não, esquecer você já esta bom! – Virou o primeiro copo.

– Pois não vai conseguir koi – Sorri cínico ‘ ‘Eu não vou a lugar nenhum´´ completei em mente.

– Vamos apostar ? – Perguntou virando o segundo copo.

– Apostar o que ?

– Se eu não te esquecer, nem com bebida eu acredito que dessa vez você está aqui – Virou outro.

– E vai acredita em mim a partir de agora?

– Como quiser – Virou o último copo, indo para a pista.

Alguém me diz porque eu deixei Akira beber tanto? Aé a aposta.Não demorou para a bebida subir e agora o Meu koi, esta dando um show na pista atraindo muitos olhares e eu aqui morrendo de raiva por ter que ficar espantando esse monte de urubu tentando pegar ele, não que fosse muito difícil já que toda pessoa que se aproximava sentia a áurea raivosa que estava perto dele e por instinto se afastava.

Mas tinha um infeliz de um loiro que não se afastava nem por reza, esse ta pedindo pra morrer.Senti meu rosto esquentar e a raiva crescendo em mim, quando o abusado encoxou o Meu Reita, passando a mão nele revezando entra a barriga e o peito, e o chapado da faixa nem ligou, ficou de frente com o desconhecido, mas nem as luzes piscando me impediu de ver o loiro sorrindo lascivamente para mim, fique confuso ele podia me ver? Essa pergunta sumiu da minha mente, assim que vi o loiro apertar a bunda do Meu Koi.Virando o rosto pedindo um beijo.AAAH mas nem pensar.

– Não toca no que é meu – Gritei mesmo que ele não pudesse me ouvir, mais o desconhecido ficou me olhando sorrindo.

– Você é muito lerdo Takaroni – Comoéquié? Antes que eu conseguisse entende como aquele homem me via e como ele sabia o meu nome, Reita foi na direção de sua boca.Puxei seu pulso na minha direção o arrastando para o banheiro, olhei para trás para ver se o loiro estava nos seguindo, mas ele já tinha sumido no meio da multidão, forcei meus olhos procurando Miyavi mas a única coisa que vi foi vultos. Desisti de procurar o tatuado e continuei arrastando o loiro para o banheiro, passei pelo batente da porta arrastando o loiro com certa agressividade.

– Eii – Reita resmungou.

O soltei e ele foi direto para o chão se sentando, me sentei na sua frente.

– Taka – Sussurrou com a cabeça abaixada.

– Sim?

– Porque me deixou? – Vi uma lagrima cair solitária pelo seus olhos.Meu coração se apertou, prefiro morrer do que ver Reita assim.Parabéns Takaroni você merece um prêmio.

– Você está mesmo aqui não é? – Assenti.

– Porque me deixou? não te amei o suficiente? eu largaria tudo por você! Eu fiz alguma coisa? – Ele tentava segurar o choro mas era inútil, a cada palavra dita mais lágrimas caiam.

Ele não devia estar chorando, devia é me bater por fazê-lo sofrer.

– Eu não queria te-

– Não queria o que? Me ver triste? Imaginou o que? Que eu ficaria bem quando a pessoa que eu mais amo me abandonasse? Não entendo seus motivos Taka – Não chegou a terminar levantou correndo e foi em direção a uma Box do banheiro, ouvi o som característico do seu vomito.

Fui em seu auxilio, mas não tinha muito o que fazer, além ver ele colocar tudo pra fora, quando terminou puxou a descarga e voltou a se sentar no chão ali no cubículo mesmo.

– Ta tudo girando – Resmungou, colocando as mãos na cabeça.

– Acho melhor irmos, mas acho difícil encontrarmos Miyavi no meio dessa multidão – Reita tateou os bolso pegando seu celular, discou um numero.

– Atende logo – bufou discando de novo.

– Mevs cadê você?...Ta fazendo o que ai?...não, não precisa, eu pego um taxi...não vou esperar, ok, boa noite – Suspirou guardando o celular.

Ficou olhando o chão por um segundo, como se tivesse decidindo alguma coisa.

– Reita? – Achei que ele não tivesse me ouvido, continuava olhando para o chão, será que ele dormiu de olho aberto?

– Rei-

– Vamos pra casa – Se levantou apoiando na parede, colocou uma mão na cabeça.

– As coisas não param de se mexer – Me disse.

– Eu falei para não beber tanto mas você não quis me ouvir, resolveu fazer uma aposta sem fundamento!

Ajudei Reita a sair do banheiro, ele se apoiou em mim e foi arrastado pra rua, estranho era que as pessoas passavam por mim como se eu fosse vento, mas, ele podia se apoiar tranquilamente em mim. Quando chegamos na calçada levantei um braço do loiro, chamando atenção de um taxi que passava pela rua, empurrei ele para dentro do carro fechando a porta em seguida, o motorista olhou indignado quando aporta se fechou sozinha.

– Para onde? — Perguntou receoso, Reita respondeu o motorista.

O caminho foi silencioso, o loiro dormiu no meio do trajeto, deixei ele quieto e só chamei o mesmo quando reconheci sua rua. Fiz um carinho em sua buchecha até ele abrir os olhos.

– Chegamos – Disse baixo.

Ele me olhou confuso, mas depois pareceu voltar a si, olhou o cronômetro e entregou umas notas ao motorista.

– Tenha uma boa noite senhor – O homem sorriu simpático

– O mesmo para o senhor – Reita respondeu fechando a porta.

O que levava minutos para subir as escadas, pareceu horas com Reita se apoiando no corrimão. Entramos em seu apartamento e o loiro foi direto para o seu quarto, se jogando na cama sem nem mesmo trocar de roupa.Me aproximei da cama tirando seus sapatos, subi na cama ficando de quatro em cima do seu corpo, abrindo sua calça, desci ela até onde consegui.

– Vamos Koi me ajude – O encarei e o loiro levantou o corpo, me deixando tirar a peça de seu corpo.

– Mais confortável assim né?! – Voltei a ficar em cima dele, seus olhos estavam inexpressiveis, levou sua mão até meu rosto me fazendo um carinho, fechei meus olho aproveitando do ato. A quanto tempo eu não sentia esse calor, senti meu coração bater mais rápido o que parecia impossivel na minha situação.

– Me chamou de koi – Sua voz rouca me fez abrir os olhos.

– Porque você é meu koi – Sua mão saiu do meu rosto caindo ao lado de seu corpo.

– Então por-

– Aishiteru – Não deixei ele completar a pergunta, selando o seus lábios.

– Vamos conversar amanha, descanse um pouco, creio que esta com dor de cabeça – Sussurrei

– Não vai embora de novo não é? – Segurou na minha cintura possessivamente, como se me fosse prender ali.

– Não Reita, eu não vou – Deitei minha cabeça em seu peito ouvindo sua respiração, fiquei ali até o loiro dormir, me levantei da cama indo para fora, precisa pensar um pouco.

Desci para rua e comecei a caminhar sem rumo.

E se eu fosse ficar assim para sempre? E se eu tivesse mesmo morrido e só tivesse aqui para conseguir o perdão de Reita e ir embora em paz? Mas ele tinha me perdoado não é? Dormiu abraçado comigo, pelo menos ele acredita em mim agora.Parei em frente a uma vitrine olhando umas camisetas de bandas, fiquei um tempo ali lembrando da época da escola, Reita e eu sonhávamos em ter uma banda, como era boa aquela época.

Após um tempo ali parado olhando a vitrine vi um rosto me olhando pelo reflexo do vidro, apertei os olhos tentando identificar a pessoa, e reconheci o loiro da boate.Olhei para trás vendo o mesmo me encarando a alguns passos de mim.

– Alguém me deve respostas – Disse entre dentes .

O loiro riu e saiu correndo pela rua, sai correndo atrás dele, se alguém pudesse me explicar o que estava acontecendo eu tinha uma intuição que era ele.O loiro correu varias ruas até parar bruscamente, me aproximei dele e quando ia fazer uma pergunta o mesmo sumiu, fui até onde ele estava segundos antes, se fosse alguns dias atras eu tinha pirado se um homem sumisse na minha frente mas agora qualquer coisa é possivel, olhei em volta.

– Droga perdi ele de novo – Disse revoltado, me virando pra calçada alguma placa.Perdido, eu estava perdido! Suspirei olhando para o prédio na minha frente, um escritório de advocacia havia vários nomes de advogados escritos ali, mas um me chamou atenção, 'Takashima Kouyou' esse nome me era familiar ,forcei minha memória a lembrar desse nome.

‘‘ Ele é lindo Taka, é alto, loiro, tem os olho mais lindos que eu já vi ’’

A voz apaixonada me disse, de quem é essa voz?

‘‘ E como é o nome dele? ’’ Minha, essa era a minha voz.

‘‘ Takashima Kouyou ’’

Me repondeu com um suspiro apaixonado.

As vozes desapareceram da minha cabeça, e uma forte dor me atingiu, levei a mão para minha nuca massageando o local.Era uma lembrança, tinha certeza disso, mesmo não lembrando de quem era a voz e nem quando tivemos essa conversa. ‘Takashima’ Talvez ele pudesse me responder algumas perguntas.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.