Chances
20 Você me beijou.
Notas iniciais
Quero dedicar esse capítulo pro fofo do HeeyJohn, que veio conversar comigo por inbox. Taato, espero que você goste, ok? E obrigada por tudo.
Espero que gostem *-*
Enjoooy xD
- Como foi ontem com o Sam? – Jo perguntou, sentando-se ao lado do loiro na hora do intervalo.
- Foi tudo bem. Vai mesmo sentar aqui comigo? Mesmo que eu tenha batido no Adam, isso ainda é suicídio social.
- Eles que se fodam, cansei de tentar ser a Barbie. Podemos ser amigos? Oficialmente, digo – A loira sorriu, olhando nos olhos intensos de Dean.
- Claro. Seria um prazer – Ele sorriu.
- Mas, sério... Conte-me tudo sobre ontem. Ele implicou com você?
- Não. Ele foi bem... Acho que a palavra “agradável” pode descrever a tarde de ontem.
- Sério? Acho que ele está com medo de você bater nele também – Ela deu uma risada fraca – Meu herói.
Dean apenas sorriu, sentindo seu rosto ficar vermelho.
- Eu pensei nisso também. Acho que é só medo, mas esse medo vai desaparecer em algum momento e meus dias vão voltar ao normal.
- Deixa eu te perguntar uma coisa, Deanno.
- Pode falar – Dean deu uma mordida em sua maçã.
- Se você sabe lutar daquele jeito, porque deixa eles serem uns babacas com você?
- Na verdade essa é uma boa pergunta – Ele riu – Não gosto de machucar as pessoas.
- E onde você aprendeu a lutar daquele jeito? Você parecia um ninja – Jo perguntou com um sorriso, ainda demonstrando sua curiosidade.
Dean deu outra mordida em sua maçã. Ela parecia muito ansiosa para saber dessa história, então ele resolveu contar tudo de uma vez.
- Eu fiz aulas de boxe e caratê por 10 anos. E eu era muito bom, ganhei todas as lutas das aulas, era o melhor de lá. Até que um dia, eu estava voltando para casa com a minha mãe, já era quase meia-noite, estávamos voltando da casa da minha tia, um homem vestido de preto veio nos assaltar. Ele tirou a arma da calça e a apontou para a cabeça da minha mãe – Jo ouvia tudo com os olhos arregalados, mostrando o quão surpresa ela estava — Exigiu que eu lhe desse a minha carteira, mas ele não acreditou quando eu disse que não estava com ela. O homem colocou o dedo do gatilho e não pensei duas vezes, parti para cima dele e briguei pela arma. Após alguns segundos, dois tiros acidentais. Um deles pegou de raspão no braço da minha mãe e o outro acertou em cheio seu coração. Ele não viveu por nem mais dois minutos depois do tiro, foi o que os médicos disseram – Dean limpou a garganta – E depois de vários depoimentos com a polícia e de ouvir várias vezes a frase “Você o matou” dos familiares dele, eu prometi para mim mesmo que nunca mais machucaria outro ser humano.
- Desculpe ter feito você quebrar a sua promessa – Jo desviou o olhar e abaixou sua cabeça. Estava envergonhada o suficiente para não conseguir encarar o loiro.
Mas Dean levantou seu rosto com um dedo, fazendo-a olhar em seus olhos.
- Eu disse que nunca mais machucaria outro ser humano, mas eu bati no Adam, então está tudo bem – Ele sorriu e ela riu da piadinha.
- Eu te amo, Dean – Jo o abraçou – Obrigada por sempre estar aqui.
- Eu também te amo, Jo.
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- Vamos decidir o que vamos fazer logo, se não vamos ter que fazer correndo – Sam disse, sentando-se na cama.
- Não acredito que você está tão animado assim para fazer esse trabalho.
- Não estou animado, só preciso de nota – O moreno deu um sorriso infantil.
- Na verdade, quer fazer outra coisa? Eu estou morrendo de dor de cabeça, não consigo pensar direito – Dean disse, tirando sua camisa, enquanto Sam guardava seu caderno em sua mochila.
- Ah, claro. Mas você está bem?
- O suficiente – Dean sorriu para o moreno e terminou de se vestir.
- O que vamos fazer, então?
- Não sei, quer assistir um filme? O quer ir para casa? Porque hoje eu estou sem condições de fazer algo relacionado com a escola.
- Que tal só conversarmos? – Um leve sorriso cresceu nos lábios finos de Winchester.
- Tudo bem.
Dean colocou as roupas que acabara de tirar no cesto de roupas sujas e sentou-se ao lado de Sam.
- Conversar sobre o quê? – O loiro perguntou, tentando decifrar o sorriso do mais alto.
- Eu não sei – Sam riu e se deitou na cama – Ah, que preguiça.
Dean se levantou, pegou o seu livro sobre a guerra de secessão dos Estados Unidos e voltou para a cama, sentando-se ao lado de Sam.
- Achei que não fosse estudar – Winchester disse quando viu o livro grosso que Dean segurava.
- Não estou estudando.
- Esse é o seu hobby? Ler livros de história? – Sam riu e se sentou, ficando ao lado do loiro.
- E o seu é qual, posso saber?
- Eu... Desenho – Sam não gostava de admitir, mas por algum motivo sentiu como se pudesse confiar o suficiente em Dean para dizer isso.
- Você desenha? Eu sinceramente duvido disso – Dean riu.
- Você quer que eu prove? – Sam pegou sua mochila e de lá, tirou um caderno de desenho e um lápis.
- O que você vai desenhar? – Dean fechou seu livro e voltou sua atenção para o caderno nas mãos fortes do moreno.
- Você vai ver – Winchester riu debochado.
Os dez minutos que se passaram foram silenciosos. O único som que podia ser ouvido era o da respiração dos dois garotos. Dean se surpreendia a cada segundo que passava, enquanto o desenho começava a tomar forma. E estava pronto.
Era um retrato quase perfeito do quarto do Warner. Cada livro em sua estante, as dobras que o edredom fazia na cama, a porta do banheiro aberta e dentro dele, tudo o que seus olhos conseguiam ver.
- Você só pode estar de brincadeira comigo – Dean disse, rindo como se não acreditasse no que estivesse vendo – E você nem olhou pro meu quarto enquanto desenhava.
- Eu me lembrei dele daquele dia depois da festa – Sam sorriu, vitorioso – Eu disse que sabia desenhar.
- Você se lembrou dele daquele dia? Você disse que não lembrava nem da metade das coisas que tinham acontecido – O loiro parecia nervoso e confuso. E ele realmente estava, tinha medo de Sam se lembrar do beijo.
- Depois de algum tempo eu me lembrei de mais algumas coisas. Oh, boa idéia, me conte o que aconteceu naquela noite. Eu paguei mico?
Dean se levantou e guardou seu livro em sua estante. Ficou de costas para Sam, pensando se devia ou não contar sobre o que realmente aconteceu. Depois de pensar por um momento, percebeu que gostaria de saber como o moreno reagiria quando se lembrasse ou descobrisse.
- Você me beijou, Sam. Foi isso o que aconteceu naquela noite – Dean respondeu baixinho, olhando nos olhos claros do moreno. Ainda estava de pé, de frente para Winchester.
- Eu não te beijei, Dean. Eu não faria uma coisa dessas, por que não me conta a verdade? – O rosto de Sam ficou vermelho e sua pulsação acelerou.
- Você me beijou.
Sam o agarrou pela gola de sua camisa e o pressionou contra a parede. Eles estavam tão pertos um do outro, Dean conseguia sentir a respiração forte de Sam em seu rosto e seu hálito quente contra sua pele.
- Cala a boca, Warner.
- Ou o que, Sam? Vai me bater? – Não foi uma ameaça, mas Dean não estava assustado também.
- Não – Os olhos de Sam continuavam fixos nas duas esmeraldas na sua frente, parecia que tinha desistido de fazer alguma coisa.
- Por que tem medo que eu bata em você? – Agora Dean estava debochando um pouquinho.
- Não. Disso eu não tenho medo – O moreno respondeu simplesmente.
- E por que você não teria medo disso? Você viu o que eu fiz com o Adam.
- Porque você não vai me bater. Você pode, e até deveria, mas não vai.
- E como tem tanta certeza disso? – Dean não conseguia decifrar a expressão de Winchester.
- Porque eu não te bateria. Eu não conseguiria e não consigo. Não sei se você se lembra, mas eu nunca realmente bati em você.
- E qual o motivo disso? – Warner perguntou pensativo.
Sam encarava aqueles olhos intensos e brilhantes, enquanto as lembranças daquela noite invadiam sua mente. O moreno estava tão perto, Dean teve que lutar consigo mesmo para não fazer algo estúpido, como beijar aqueles lábios macios e quentes. Então, ele se lembrou. De como ele havia se enganado a respeito de Sam, descobrindo que ele é realmente um idiota e que não merece ser confiado. O desejo se transformou em raiva e depois em ressentimento.
- Você é especial, Dean. Eu só não seria capaz de machucar algo tão... Amável.
- Cala a boca, Sam. Vai pegar o seu livro – Dean se livrou das mãos de Winchester e andou até a cama, mas sentiu uma mão quente em seu ombro.
- Estou falando sério, Dean.
- E eu não ligo. Vamos fazer o trabalho, ok? Não estou mais com dor de cabeça.
- Ok. E me desculpe.
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado bastante *-*
Beijackles e Padakisses ♥
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