Chances
6 Sub-Capítulo (por favor leiam as Notas iniciais)
Notas iniciais
Posto o próximo em no máximo 2 dias.
Enjoy ;D
(Sub-Capítulo)
– Mas, mãe... – Dean tentou convencê-la.
– Nada de “mas”, Dean – Ellen dizia de volta, muito concentrada em seus papéis para realmente prestar atenção no que o loiro estava falando – Você sabe como o seu pai é.
– Eu sei – Dean rolou os olhos – Vou para o meu quarto.
– Está bem, querido – Ellen não levantou o olhar para seu filho – A janta fica pronta daqui a pouco.
– Tchau, mãe.
Dean subiu para seu quarto, trancou a porta e se jogou na cama com seu fone de ouvido e seu livro.
O livro era sobre a Segunda Guerra Mundial. Estava estudando para a prova de história que ele teria na sexta-feira e o livro era realmente muito bom. Dean adorava estudar as guerras, achava-as fascinantes, principalmente a Segunda Guerra.
Seu celular não tinha muitas músicas – não tantas quanto seu computador – mas ele havia selecionado as 50 que ele mais ouvia. Deixou no modo aleatório e começou a ler seu livro.
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– Mas, mãe... – Sam tentava convencê-la.
– Nada de “mas”, Sam – Mary disse séria, mas depois sorriu docemente – Me desculpe, querido. Mas você sabe como seu pai é...
– Eu sei – Sam deu um beijo na bochecha de sua mãe, que preparava algo na cozinha – Vou para o meu quarto.
– Está bem, filho – Ela voltou a sua atenção para a panela – A janta fica pronta daqui a pouco.
– Tchau, mãe.
Sam subiu para seu quarto, trancou a porta e se jogou na cama com seu fone de ouvido e um caderno de desenho.
Ele pegou o lápis que ficava em sua cabeceira e começou a completar o desenho que estava naquela folha. Era o retrato de um rapaz parado de pé em uma praia, observando a paisagem. Ele estava nervoso por não poder pegar o carro do pai para levar Anna para sair na sexta e desenhar o acalmava. Na verdade, ele era muito bom nisso.
Seu celular não tinha muitas músicas, mas suas preferidas estavam lá. Simplesmente deixou no modo aleatório e continuou focado em seu desenho.
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Alguns minutos depois, Ellen chamou seu filho para jantar. Dean arrumou os cabelos que estavam um pouco bagunçados, fechou o último botão de sua camisa que estava aberto, respirou fundo e desceu.
Seus pais já estavam sentados à mesa.
– Por que demorou para descer? – Bobby perguntou. Ele pareça estar meio irritado, como na maioria das noites, e não estava realmente prestando atenção em seu filho, pois ele estava lendo o jornal, que não pôde ler de manhã.
– Me desculpe, eu estava estudando – Dean olhava para ele, esperando receber algo em troca, como um “Meus parabéns”, ou “estou orgulhoso de você ser tão esforçado”, ou até um “prova de quê?”, mas nada disso aconteceu.
– Sabe que não gosto que se atrase.
– Sim, pai. Me desculpe – Dean disse, tristonho.
– Pode se servir, Dean – Ellen disse e começou a comer.
Mais uma longa noite na casa dos Warner...
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Alguns minutos depois, Mary chamou seu filho para jantar. Sam guardou seu caderno e seu lápis, em um lugar onde ninguém achasse e desceu para a sala de jantar.
Sua mãe já estava sentada à mesa, mas seu pai não.
– Por que demorou, Sammy? – Ela perguntou com um sorriso, enquanto colocava a comida no prato.
– Eu estava estudando – Ele mentiu – Frango?
– Sim – Ela sorriu novamente.
– Está com um cheiro maravilhoso – Sam deu um beijo doce no rosto de sua mãe.
O moreno sentou-se à mesa com sua mãe e tiveram uma noite agradável.
Uma calma – e não tão constante – noite na casa dos Winchester.
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Depois do jantar, Dean voltou para o seu quarto. Deitou em sua cama, com seus fones de ouvido e ficou encarando o teto branco de seu quarto.
Que noite desagradável... Parece que o pai dele tinha perdido outra audiência. “O grande Bobby Warner” sempre ficava irritadiço quando perdia um caso.
Ellen era agente imobiliária, então não ficava muito estressada com o trabalho, só quando tinha que mergulhar em burocracia e outros papéis importantes, exatamente como nessa noite.
Dean se sentia meio deslocado naquela casa. Era como se não fosse bem vindo, como se fosse um estorvo. Não parecia que eles realmente se importavam com o que Dean pensava ou como agia. Se fizesse coisas “erradas” como não se vestir direito para jantar, não arrumar o cabelo, não limpar os óculos que escondem seus belos olhos verdes, não estudar, não tirar sempre a maior nota da turma, etc, Dean recebia milhares de críticas sobre como ele deveria melhorar. Mas quando ele fazia todas essas coisas certas, ele não ganhava nem um “muito bem, filho”. Era como se ele não fosse bom o suficiente.
Ele sentia como se fosse um peso nos ombros ocupados deles. Claro que eles trabalhavam muito, quase não ia para casa, mas a noção de lar que Dean tinha era meio diferente. Se ele estivesse no lugar de seu pai, o que ele iria querer era chegar em casa e ver a família reunida, conversar sobre como foi o dia de cada um... Um ambiente agradável de viver e não essa realidade estranha.
Bom, não é assim. Mas quem sabe um dia se tiver a chance...
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Depois do jantar, Sam subiu para seu quarto, sentou em sua cama com seu fone de ouvido, caderno e lápis em mãos.
Que noite agradável... Parece que seu pai ficou preso na bolsa de valores. De novo. “O sortudo John Winchester” não voltava para o jantar todas as noites, mas quando chegava a tempo os finais de tardes não eram tão calmas assim.
Mary era uma pessoa doce, muito bonita e querida por todos. Trabalhava meio período como gerente/enfermeira chefe do hospital em que trabalhava. Quase nunca perdia a paciência, exceto pelas noites em que John estava em casa. Quase sempre brigavam.
Sam se sentia meio deslocado naquela casa. Não que não sentisse que seus pais o amassem, mas as brigas eram constantes naquela casa enorme. Sempre conseguia tudo o que queria – pelo menos materialmente – mas o ambiente na família Winchester era realmente desagradável e instável e Sam sempre preferiu ficar em paz, desenhando e ouvindo suas músicas.
John era um homem bom, mas seu trabalho o deixava muito estressado e irritadiço e Mary não gostava desse comportamento dele.
Eles não prestavam muita atenção no moreno. Sam só via seus pais à noite – quando via – e geralmente acompanhado de brigas. Por isso o Winchester era daquele jeito. Reservado, mas revoltado. Eles não prestaram atenção enquanto o moreno sofria na mão dos mais velhos, então ele teve que fazer o que – na época – pareceu uma boa ideia. Assim que entrou no colégio, já fez amizades com os populares e começou a pegar no pé dos novatos e nos nerds.
Ele não falava disso com os pais, porque não queria ser um peso para eles. Eles trabalhavam muito e o moreno entendia, mas ele tinha uma noção diferente de como uma família deveria ser. Deveriam ser mais unidos, resolver os problemas racional e civilizadamente, deveriam saber sobre o que aconteceu e o que acontece na vida do filho deles... Mas não era assim e Sam não tinha ilusões sobre o mundo. Sabia que a vida era uma droga e que as chances de tudo realmente ficar MELHOR eram muito pequenas.
Mas um rapaz pode sonhar, não é? Quem sabe um dia a vida lhe dê uma chance...
Notas finais
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Espero que tenham gostado *-*
Beijackles e Padakisses ♥
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