Chances

58 Eu tenho uma proposta para você.


Notas iniciais
Genteeee! Olha quem chegoooou! Parei kkkkkk ANTES DE TUDO, queria agradecer a linda da Lele que deixou uma recomendação linda pra fic e ela é super demais gente, linda é a palavra mesmo kkkkk Obrigada, Lele! E vocês devem estar querendo me matar pelo que aconteceu no capítulo anterior. Estou aqui para avisar que vocês vão continuar com esse sentimento kkkkk sorry. Espero que gostem!

– Eu sempre achei interessante como a geração de vocês muda. É tudo tão rápido. Num dia algo é inaceitável, no outro, todos praticam. Vocês estão vivendo numa era em que há muito mais gente velha no mundo, do que jovens como vocês. E vocês, há uns quatro anos atrás, eram tão influenciados pelas crenças conservadoras deles e agiam como seus pais e avós esperavam que vocês agissem. Mas agora... – Ele deu uma pausa para beber um gole de água – Agora, tudo o que eu vejo são mentes independentes. Ainda influenciadas e influenciáveis? Sim, mas com uma vontade de fugir do que é antigo. Com um espírito revolucionário no coração de cada um de vocês. E é por isso que estou fazendo todo esse discurso aqui. Porque algo que acabou de repetindo num período de quatro anos, poderia ter tomado um rumo diferente do que tomou. E eu tenho orgulho de vir aqui em cima e dizer que maioria de vocês tem essa centelha especial, que mesmo que algo seja diferente ou algo que a mente de vocês não consegue bem assimilar, vocês agiram com maturidade e respeito com os garotos que sofreram com isso. Os garotos que vão sempre se lembrar desse dia horrível de suas vidas, que podem até odiar toda a experiência escolar por causa do que aconteceu, mas nunca vão poder contar a história dizendo que tudo mudou para pior depois do ocorrido. Como ocorreu há três anos e meio atrás com um garoto que acho que todos conhecem – Ele parou de falar novamente e pôde ouvir os sussurros na multidão de alunos – Então, eu posso ser somente um professor de inglês, mas eu gostaria mesmo de agradecer vocês, turma de 2007, por não ser tão ruins quanto poderiam ter sido.

– E com essa mensagem do professor Pellegrino, estão encerradas as atividades de hoje – A diretora disse e depois pediu silêncio – Isso mesmo, vão embora duas horas mais cedo. Vamos, dispersem.

Dean não se juntou a Clark, ou a Jo, ou a ninguém, para assistir à mensagem do professor. Por quê? Porque ele só queria ficar sozinho. Porque de onde ele estava conseguia ver Castiel agarrando-se no braço de Sam, sussurrando coisas em seu ouvido, beijando seu rosto... Era demais para ele.

E então o professor começou a falar, e ele já sabia sobre o que seria o assunto, porque ele havia pedido para os três – Dean, Sam e Clark – irem até a sala de Naomi para darem suas autorizações por escrito para falar sobre o que aconteceu. Quando Dean assinou o papel, achou que o professor diria nomes e daria exemplos. Ficou feliz de não ser o caso.

De qualquer forma, ele conseguia sentir os olhos das pessoas nele quando o professor falava dos “garotos”. E ele se lembrou de que era apenas um garoto. Não havia mais um plural ao falar dele. E o professor estava enganado... Tudo mudou para pior depois do que aconteceu.

Clark teve que relembrar coisas horríveis que aconteceu com ele, naquele dia, e agora novamente. Sam era publicamente gay, por isso Castiel foi atrás dele. Se não tivesse acontecido o que aconteceu, Sam ainda seria só dele, em segredo, e depois eles fugiriam daquela escola e nunca mais olhariam para trás. Mas tudo mudou. E, sinceramente, Dean não consegue ver como qualquer uma dessas coisas poderia se encaixar no “para melhor”.

É difícil para ele olhar à sua volta e enxergar qualquer coisa boa. Ele voltou a se sentir como se sentia antes de seu relacionamento com Sam. Ele odiava a vida, e se odiava. E agora, voltou a odiar Sam, ou pelo menos é o que diz a si mesmo para não ferir seu orgulho. Claro que sentia falta dele, mas não admitiria isso nunca.

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###FLASHBACK ON###

– Oi, Sammy – Castiel sorriu para ele, sentando-se ao seu lado.

– Oi, Cas. Tudo bem?

– Sim. Eu tenho uma proposta para você.

– Sou todo ouvidos – Sam sorriu simpaticamente e se virou no banco, para ficar de frente para o moreno.

– Eu quero você.

– O que?

– Quero que seja meu namorado – Castiel disse normalmente, como se fosse algo supérfluo.

– Eu tenho um namorado. Não sei se você lembra.

– Eu me lembro dele. E eu também me lembro do seu pai.

– O que tem meu pai? – Sam não estava entendendo o rumo da conversa.

– Ele trabalha para o meu pai. E a empresa está precisando fazer alguns cortes.

– Você não tem poder nenhum para fazer o que está pensando.

– Veja bem, eu vou te explicar a situação para que todos os termos fiquem bem claros. Meu pai, Metatron Novak, dono da Novak Values LTDA., está com um severo caso de leucemia, Sam. Já doei a ele tudo o que eu podia, mas nada está adiantando. Então, quando se sentiu melhor, ele me levou até a empresa. Ele está me ensinando tudo o que eu posso aprender para tomar conta dela. E ele confia no meu julgamento. Se eu disser que alguém está nos causando problema, ele vai acreditar em mim.

– Você está usando a doença do seu pai para me ameaçar? Que tipo de ser human... Monstro é você? — Sam estava indignado.

– Não estou usando a doença dele. Estou provando que tenho sim o poder para fazer o que estou pensando.

– E por que eu? Por que agora? O ano já está acabando.

– Porque o seu namorado duvidou que eu conseguisse te convencer. Mas a escolha é sua Sam – Castiel pegou sua mão – Dean ou o seu pai.

O Winchester olhou os olhos azuis de Castiel e se sentiu preso neles. Realmente como se eles fossem seus donos e ele estivesse em uma coleira. Não havia escolha. Mas ele sabia que Dean não iria entender.

Maldito Novak.

###FLASHBACK OFF###

A mensagem não durou nem dez minutos e Sam já estava de saco cheio. Primeiro, não concordava com a maioria das coisas ditas pelo professor. Segundo, Castiel estava agarrado em seu braço, acariciando seus músculos e dizendo o quão gostoso ele era. O Winchester estava se sentindo enjoado.

Castiel não era má companhia. Era interessante e sabia falar de tudo, era bem aberto e extrovertido com todos. Mas ele fazia questão de mostrar “olha, ele é meu”, quanto passava por Dean ou pelas líderes de torcida. Até para Adam. Sem falar que cada palavra dita pelo moreno de olhos azuis naquele dia da “proposta” rondava a mente de Sam, o fazendo ter nojo de si mesmo por aceitar participar disso.

Mas ele realmente não teve escolha. Mesmo que Novak estivesse blefando, ele não podia colocar seu pai em risco. Eles já estão cheios de dívidas para pagar e o trabalho de meio período de sua mãe, mal paga metade das contas. Então ele tinha que fazer isso. Mas a parte mais difícil é ver Dean o evitando e se lembrar das lágrimas nos olhos verdes no dia do término.

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Eles estavam sentados no sofá da sala da casa de Sam. Os pais dele não estavam e Castiel disse que queria ver um filme. Até que ele tinha bom gosto, o Winchester teve de admitir. “Duro de matar 2” não era exatamente um filme para sentar em uma tarde preguiçosa de terça-feira e assistir com o namorado. E era isso que eles eram agora, não é? Namorados.

John entrou pela porta, pois saiu mais cedo do serviço e cumprimentou os garotos. Castiel se levantou correndo do sofá para cumprimentá-lo.

– Olá, senhor Winchester. Sou Castiel Novak.

– Ah, você é o famoso Castiel? – John abriu um sorriso cordial.

– Já ouviu falar de mim?

– Seu nome não sai da boca de seu pai, garoto. Animado para entrar no negócio da família?

– Estou sim, senhor.

– Bom, voltem para o filme de vocês. Eu vou capotar na cama.

– Tenha um bom sono – Castiel sorriu.

– Tchau, pai – Sam disse sem muita vontade e Novak voltou para sentar ao seu lado.

– Estou com frio, Sam. Pode me pegar uma coberta, por favor?

– Claro.

Ele se levantou e pegou o edredom de sua cama no andar de cima, colocando sobre o moreno quando voltou para a sala.

– Fica aqui comigo – Cas sorriu.

O modo como ele pediu isso, parecia tão inocente, tão inacreditavelmente adorável, que Sam não negou. Entrou de baixo da coberta com ele, Castiel se curvando em uma bola, enquanto o Winchester passava um braço por seus ombros.

– Você está cheiroso – Novak abraçou o corpo quente de Sam.

– Obrigado, Cas.

E não disseram mais nada até o filme acabar. Enquanto Sam escolhia outro para eles assistirem, Castiel resolveu quebrar o silêncio.

– Me beija, Sammy?

– Esse pedido vem com uma ameaça?

– Não. Eu só quero saber como é.

O Winchester colocou a pastas de DVDs na mesa de centro e olhou para as safiras brilhantes que o encaravam. Ele não queria beijá-lo, pois estava com seus pensamentos em Dean. Mas então ele se lembrou de que nunca mais ficariam juntos, porque o ano letivo iria acabar e cada um seguiria seu caminho. Então ignorou as lembranças com o loiro e olhou para Castiel.

Ele era muito bonito. A pele alva contrastando com os cabelos negros, os olhos azuis intensos, que nem faziam sentido ter uma cor tão vibrante assim, e os lábios rosados que emolduravam brancos e perfeitos dentes.

Sam se aproximou, colocando uma mão na nuca de Novak, lentamente puxando-o para mais perto até seus lábios se tocarem. Castiel suspirou e sorriu durante o beijo que se iniciava. Ele não esperava que Sam o beijasse de tão boa vontade, com tanto cuidado e carinho. E sentiu o Winchester sorrindo também.

Naquele momento, Castiel não sabia mais o que aconteceria. Ele nem queria pensar nisso. Só conseguia sentir Sam e Sam e Sam.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Aiin, não sei. Eu to meio que shippando Sam/Cas agora kkkkk que droga. AAAAAAAAH, E SIM, ELES ESTÃO EM 2007. Acabei de decidir isso, ok? Ok. Até a próxima, meus povos e povas! Beijackles e Padakisses ♥