Chance!
3 Capítulo 3 - Say it again
Notas iniciais
DJ’s POV
O tempo passou, finalmente era hora de descobrir a resposta para pergunta de Gabs, eu saberia no momento em que a visse. A viagem foi a parte mais torturante, parecia não acabar nunca, quando finalmente pude ver os campos de milho pedi para que o motorista parasse. Desci do ônibus pegando minha mochila. Finalmente em casa.
Entrei em casa jogando a mochila na sala, minha mãe estava eufórica, gastaria mais tempo do que pensei para ver a Gabs, mas valeria a pena. Depois de algumas horas, quando minha mãe finalmente me deixou sair, fui direto para casa da Gabrielle.
Quando cheguei lá ela não estava, sua mãe me avisou que chegaria logo, então me sentei na soleira da porta e a esperei... Depois de alguns minutos a vi chegar, acompanhada de Christopher, senti meu estômago se revirar, eles se despediram com um beijo no rosto e ele continuou reto, enquanto ela virou para o caminho de casa...
Ela caminhava olhando para o chão então ela não me vira ainda. Desci silenciosamente os degraus e fiquei do lado deles um pouco escondido pelas sombras dos pilares da varanda, como imaginei, ela começou a subir os degraus distraidamente.
– É feio não cumprimentar as pessoas, sabia Gabs? – disse saindo um pouco das sombras, ela me olhou com uma expressão mista de susto e incredulidade, mas logo que sua ficha caiu, ela me abraçou atrapalhadamente e eufórica. Era um abraço apertado, o abraço que eu senti tanta falta.
– Por que você não me falou que chegava hoje? – perguntou ela minutos depois, já estávamos no celeiro sentados sobre a velha toalha, eu sorri.
– Eu queria fazer uma surpresa, consegui? – perguntei rindo.
– E como conseguiu! – disse ela me dando um tapa no ombro sorrindo.
Os minutos que se seguiram eu comecei a falar do meu tempo lá, sabia que estava desviando do assunto que pretendia falar, mas ainda não tinha reunido coragem.
Gabs’s POV
Ele falava sobre tudo o que ele tinha passado, sobre como lá era maravilhoso, sobre as festas e shows, mas ele não falava o que eu queria saber, ele não falava sobre aquela carta... Talvez ele estivesse bêbado demais quando a escreveu e nem se lembra mais dela.
– Daren... – disse num tom doce, mas o cortando de vez das suas narrativas. Senti seus olhos se cravarem em mim, mas não tinha coragem o suficiente para o olhar nos olhos – Você se lembra disso? – perguntei o entregando a carta que estava no meu bolso ainda sem olhá-lo, eu tinha medo da sua reação. E se ele viesse com um "não me lembro"? Eu sei que eu cairia, eu já estava me arriscando demais tocando no assunto, não precisava encará-lo de frente.
– Olha pra mim, Gabs – disse ele com firmeza e eu obedeci. Senti uma de suas mãos no meu rosto então ele encostou sua testa na minha fechando os olhos, eu fiz o mesmo – Eu te amo.
Coloquei minha mão sobre a dele e a acariciei levemente.
– Eu também te amo – disse em um sussurro quase inaudível, mas alto o suficiente para ele escutar e me beijar.
Sua outra mão correu para o outro lado do meu rosto e nossos lábios se tocaram, eu não sabia qual emoção eu sentia, era um misto de alegria, de paixão, sensação de vitória de que valeu a pena todo esse tempo, mas eu não tinha tempo para saber o que eu sentia, os lábios de Daren se movimentavam em um beijo lento e carinhoso. Eu retribuía seu beijo com paixão e carinho, minhas mãos correram pra sua nuca e meus dedos se enroscaram levemente nos cabelos um pouco comprido de DJ. Ficamos nos beijando por algum tempo, e eu não sentia vontade nenhuma de parar, quanto mais tempo nos beijávamos mais intenso o beijo ficava. Senti o corpo de Daren se inclinar sobre o meu e fui me deitando lentamente pela toalha no chão até que fiquei completamente deitada com DJ sobre mim. A mão dele corria pela lateral do meu corpo a acariciando enquanto minhas mãos corriam pelas suas costas, senti ele começar a diminuir a velocidade do beijo e terminar com um selinho demorado e então nós abrimos os olhos e ficamos nos encarando.
– Isso foi... – comecei baixo.
– Incrível – completou ele sorrindo, passando a mão pelo meu rosto
– O que vai...
– Não sei, Gabs, não sei o que vai acontecer – disse voltando a me beijar, eu não sei o que aconteceria assim que saíssemos desse celeiro, eu sabia que tinha chances de acabarmos ficando juntos assim como tinha chances de nunca mais nos falarmos. Eu não ia deixar de aproveitar ele enquanto podia, eu queria ele para mim, de todas as formas possíveis.
Desci as mãos por toda a costa de DJ, quando chegou ao fim segurei a barra da camiseta dele e comecei a subi-la lentamente, ele parou de me beijar e ergueu os braços pra facilitar a retirada da mesma e logo voltou a me beijar. Suas mãos corriam agilmente pela minha cintura e subia a minha blusa com certa brutalidade, mas eu não me importava. Assim que ele retirou minha blusa, seus lábios começaram a descer pelo meu pescoço, me fazendo arrepiar intensamente e continuou a descer pelo meu busto, logo depois minha barriga parando ai, ele pousou a mão no cós do meu short parecendo pensar duas vezes, mas desistindo depois da primeira respirada fundo. Ele tirou meu short com a mesma brutalidade que tirara minha camiseta, só que bem mais rápido, no caso que ele mesmo mudasse de ideia, mas isso não aconteceria. Ele voltou seus lábios aos meus, dando leves selinhos.
– Eu... Te... Amo... – ele disse entre os beijos. Depois disso eu sabia que nada mudaria entre a gente, eu sei que seriamos corajosos o suficiente para levar isso para fora deste celeiro velho.
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De todas as vezes que eu imaginei a minha primeira vez nenhuma delas envolviam esse celeiro na beira dos meus 17 anos, mas todas envolviam DJ. Eu estava deitada sobre seu tórax desenhando círculos com as pontas dos dedos enquanto ele acariciava meus cabelos carinhosamente. Já estávamos completamente vestidos, prontos para sair a qualquer momento, mas eu não sentia vontade nenhuma de sair daqueles braços um segundo que fosse.
– Você está com fome? – Perguntou ele quebrando o silêncio, estava anoitecendo agora, era hora de comermos algo, talvez até hora de e ir para casa.
– Morrendo – disse rindo.
– A gente podia ir pegar alguma coisa e eu aproveitava e pegava minha guitarra – Propôs ele, claro que envolvia guitarra, mas eu não recusei, eu estava com saudades de ver ele tocar...
Depois de alguns longos minutos estávamos de volta, comendo sanduíches enquanto ele arrumava os cabos da guitarra.
– Duas músicas antes de eu ir para casa – Disse sorrindo – Escolha bem, hein.
– Sim, senhora! – falou começando o solo de Sweet Child O’ Mine, assim que a música acabou ele começou um novo solo assoviando baixo no ritmo de outra música, que eu reconheci logo como sendo Patience. É, ele realmente escolheu bem. Ele conseguiu encerrar aquela noite perfeitamente.
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