Champions

7 Capítulo 6 - Não existem pessoas boas ou más.


Notas iniciais
Hey there o/ Capítulo no meio da madrugada, não postei ele antes por frescura u-u Mas eu, particularmente achei esse capítulo bem enrolado mas interessante msm assim :v Muito obrigado aos que estao acompanhando, isso me deixa tao feliz que vcs nn fazem ideia :') Enfim gente, boa leitura o/

Eric e o velho estavam se encarando, parados, atentos.

– Quem exatamente é voce? — o rapaz questionou seu adversário.

– Eu? Não me admira que não saiba. Afinal, voce tinha apenas 3 anos.

O Verfluster ficou confuso. Não fazia ideia de quem o homem poderia ser, muito menos onde teria o visto alguma vez em sua vida.

– Meu nome é Heiko Wingdol. Eu sou seu avô paterno.

– Mentira, meu avô morreu na Groenlândia quando eu tinha 5 anos.

– Não, moleque tolo. Eu sou seu avô. E preciso te matar.

– Se voce fosse mesmo, não iria me matar.

– Estou apenas seguindo ordens.

– De quem? — perguntou a ruiva. — Por que estamos sendo seguidos por vocês?

Heiko levantou a manga de seu agasalho azul escuro, mostrando em seu pulso direito algo que parecia escrito em runas ou algo do tipo.

– Eu faço parte de uma ordem que defende os Jötunns para o Ragnarök. Eles são a raça que vencerá e destruirá os deuses e suas malditas regras.

– Não se impedirmos. — disse Albert.

– Por isso estou aqui. Vocês não impedirão nada se estiverem mortos.

Uma forte rajada de vento derrubou os três jovens. Albert se levantou rápido, sacando seu sabre enquanto Eric atacou de volta com um Nix Factori Spina, lançando uma dúzia de espinhos extremamente afiados na direção de Heiko. Gina simplesmente não tinha com o que atacar. Estava completamente indefesa naquele momento.

Heiko usou um Lapidem Nix para congelar as mãos de Eric, da mesma forma que havia feito com ele anteriormente, no mesmo momento que desviou do ataque do mesmo. Albert aproveitou da distração para tentar uma investida contra o velho, que contra-atacou o rapaz com um Ignus Flammeum Spina, por muito pouco não cortando o pescoço do mais novo. Seu irmão tentava se libertar da magia que prendia suas mãos, mas em vão. Então usou um Ignus Crepitus para destruir o gelo e se libertar, mas queimou levemente seu antebraço no processo.

Heiko agora estava lutando contra Albert, que evitava atacar, mas se defendia dos ataques do velho com muita agilidade e velocidade. Procurava encontrar uma brecha para atingi-lo, mas ele não baixava a guarda nem por um instante. Eric tentou se aproveitar para lançar um Ventum Morsu no braço que o homem usava para atacar o mais novo. No entanto, ele desviou e contra-atacou com um Solum Hominis, criando um tipo de golem de terra com pelo menos três metros e meio de altura. Este agarrou Eric e começou a apertá-lo, tentando esmagá-lo.

Albert estava um pouco afastado, tentando tomar folego, enquanto Heiko estava concentrado em controlar o golem. Eric estava sentindo uma dor muito forte em seu interior, como se seus órgãos estivessem se comprimindo. Mas uma pedra atingiu a cabeça do golem, que acabou desviando a atenção, assim como quem o controlava.

– É covardia brigar com alguém menor que voce! — gritou Gina, enquanto arremessava outra pedra na direção do golem, que soltou Eric.

Albert tentou atacar o velho novamente, mas foi bloqueado por uma parede de água. Então correu para ajudar Gina.

O golem estava se movendo na direção da ruiva, com o objetivo de tentar esmagá-la num soco. No entanto, o mais jovem correu e cortou a mão do enorme ser de terra. Eric se levantou e começou a desferir várias rajadas de fogo contra o golem para atraí-lo. Mas Heiko o atacou com uma rajada de água, obrigando o rapaz a desviar.

Albert tentava cortar o máximo que podia do golem, enquanto o mesmo tentava agarrar o rapaz ou pelo menos bater nele. Gina atirava pedras para distraí-lo, enquanto Eric e Heiko travavam outra luta, até que o rapaz atingiu o velho com um Fulgur, que o arremessou para longe, fazendo com que batesse numa árvore e ficasse inconsciente. Devido isso, o golem também se desfez.

– Ele é forte... — concluiu Eric. — Vamos sair daqui antes que ele acorde e nos ataque novamente.

– Acho melhor matarmos ele mano.

– Não, ele não vai nos matar se não nos encontrar. Agora vamos.

Albert guardou seu sabre, e os três seguiram de volta para a rodovia. Pediram carona para alguns caminhões que passavam, mas demorou um pouco até que algum parasse e os levasse para a proxima cidade.

– Cuidado para não se perderem, — disse o homem que dirigia o caminhão — esta cidade parece até um labirinto. Hehe.

– Obrigado pela dica e pela carona. — agradeceu Gina

Ouviram duas buzinadas do caminhão, que tornou a andar. Os três jovens então começaram a seguir para a cidade, observando as construções para se localizar.

– Voce está desarmada não é Gina? — Eric quebrou o silencio.

– Sim, se voce não contar minhas mãos.

– Só as suas mãos não irão te salvar numa luta como a de agora a pouco.

Silêncio novamente. Entraram numa loja de caça, observando o local. Era um estabelecimento um tanto pequeno, talvez com pouco mais de 100 metros quadrados. Nas paredes estavam expostas armas de fogo legalizadas, arcos e bestas, alem de cabeças de alguns animais. Parecia mais uma loja americana do que alemã.

– Posso ajudar? — perguntou a atendente com um leve sotaque franco-canadense. — O que procuram?

Eric virou-se para observar a mulher. Parecia estar ainda em seus 20 e poucos anos, tendo uma pele branca e lisa, além de um corpo que fez Gina ficar invejosa. Seus cabelos eram castanhos e enrolados, chegavam até a altura dos seios. Seus olhos eram de um tom de amarelo muito belo. Trajava roupas simples, sendo apenas uma calça jeans preta, uma camisa branca e um casaco verde-escuro, o que lembrava um pouco do estilo militarismo.

– Sim, procuramos facas. — Eric disse sem conseguir tirar os olhos dos seios da mulher. Foi Gina que o trouxe à realidade com uma cotovelada.

– Sim, de preferencia uma faca de lâmina entre 15 e 20 centímetros.- disse a ruiva forçando um sorriso.

– Esperem aqui, ja irei buscar.

A moça saiu de trás do balcão, andando com um típico rebolado sedutor. Subiu uma escadaria e saiu da vista dos jovens.

– Se voce se distrair com aqueles peitos de novo, eu juro que arrancarei seus olhos e trocarei pelas suas bolas. — ameaçou Gina.

– Eu não estava distraído. — Eric corou e olhou para o lado.

– Talvez seja um M irmão? — perguntou Albert.

– Acho que é G.

– Estão discutindo o tamanho do sutiã dela?? — questionou Gina.

– Assunto de garotos. — respondeu Eric, o que lhe custou um tapa na cara da ruiva.

A moça voltou ao balcão, portando 4 facas consigo, todas embainhadas.

A primeira tinha 22 centímetros de lâmina e mais 10 de punho. Era a unica com a lâmina em aço, e seu punho era totalmente preto e em couro, assim como a bainha.

A segunda tinha 17 centímetros de lâmina e tambem 10 de punho. Era de uma liga de alumínio, e seu punho era marrom-ocre, embora a bainha tambem fosse preta, mas de um tecido que Gina não conseguia distinguir.

A terceira tinha 25 centímetros de lâmina em alumínio tambem, mas apenas 8 centímetros de punho. Tanto o punho como a bainha eram de couro tingido em cores camufladas. A lâmina estava tingida de preto.

A última era a menor faca. Tinha 15 centímetros de lâmina em alumínio e 7 de punho. Sua bainha era de tecido grosso, e seu punho era de um tom de cinza mesclado com marrom escuro.

– Pode escolher qual faca te agrada mais. — disse a balconista se dirigindo à ruiva — Todas estão bem amoladas e novas. Se procura uma faca maio...

– Essa. — Gina pegou a última faca, analisando-a bem — Quanto custa?

– Bem, esta fica por 22 euros.

– Obrigada.

Gina embainhou a faca e Eric deu o dinheiro. A mulher se recostou no balcão para contar as notas, fazendo com que seus seios ficassen um pouco mais aparentes. Por um momento, Eric pensou que ela havia piscado para o rapaz.

Os três sairam da loja e a ruiva colocou a faca presa à sua cintura. Eric começou a olhar ao redor por alguma linha de metrô ou algo do tipo.

– Se voce estiver caçando seios de novo, eu vou...

– Não estou caçando seios, estou caçando um metrô — o rapaz interrompeu a ameaça da ruiva — , e ficaria feliz se voce parasse com esse ciúme.

– Tem uma linha em três quadras à frente. E não estou com ciúmes, Verfluchter.

* * *

Passada uma hora, eles chegaram em Szczecin. Desta vez, não ocorrera nada que os pusesse em risco ou que acabasse com Gina se queimando. Eric aproveitou para dormir um pouco. Usar magia lhe fazia se cansar mais rápido, além de precisar de muita concentração, o que lhe dava um pouco de dor de cabeça.

Szczecin era uma cidade um tanto grande. Suas construções contemporâneas não afetavam de forma negativa suas construções mais recentes, além de possuir canais de água que davam um belo estilo à cidade.

Gina já havia viajado muito. No entanto, aquela cidade lhe chamava muito a atenção. Talvez por que não conhecia nada daquele lugar, e algo dentro dela pedia para que ela explorasse aquilo tudo. Albert e Eric sentiam o mesmo, mas não podiam se desviar de seu objetivo.

Era pouco mais de 13:00, e deveriam almoçar. Nenhum dos três sabia aonde poderiam comer, e a ruiva não falava muito polaco para pedir informação. O jeito seria sair procurando um restaurante numa cidade de mais de 300 quilômetros quadrados.

Sem perder muito tempo, começaram a procurar. Por sorte, encontraram uma cafeteria na primeira esquina que viraram. Não era muito grande, mas parecia ser de qualidade.

Apenas 4 mesas dentro, um balcão de conservação que exibia vários cookies e bolos, e uma máquina de café. Um local humilde, mas com uma boa atmosfera. Haviam dois cardápios sobre cada mesa, e mais alguns sobre o balcão. Eram duas atendentes, uma bem jovem e atraente, de cabelos escuros e corpo não muito exagerado, talvez ainda tivesse 17 anos. A outra parecia mais idosa, com longos cabelos grisalhos e ondulados, além de uma pele levemente enrugada, marcando o início de sua velhice. Seus olhos rubros, no entanto, mantiam um certo charme, mesmo com a idade. Gina pediu um pedaço de bolo recheado de chocolate. Albert e Eric pediram um capuccino e dois cookies com gotas de chocolate cada um.

"Embora sejam diferentes em personalidade, os dois tem gostos bem parecidos", era o que passava pela cabeça da ruiva. Realmente, eles eram muito diferentes, mas bem parecidos em alguns aspectos.

Se sentaram numa mesa e esperaram seus pedidos. Albert encostou o sabre na parede, deixando-o levemente afastado. Eric ficou olhando pela vitrine, observando o movimento de pessoas. Gina olhava para o teto, perdida em pensamentos aleatórios.

– Só queria saber por que essa tal ordem está defendendo jötunns. — o mais novo puxou assunto — Eles não seriam monstros que destruirão Asgard e Midgard, no caso a Terra? Esses que os defendem devem ser pessoas realmente más e desesperadas.

– Sabe Albert... — disse seu irmão. — Não existem pessoas boas ou más. Apenas aquelas que escolhem caminhos diferentes dos nossos.

Eric apoiou sua cabeça em sua mão, sem desviar o olhar do lado de fora, e continuou:

– Afinal, todos estamos livres para nossas escolhas. Só é nosso dever decidir se nossa escolha está correta.

– Para alguém tão irritante você é bem profundo, Verfluster. — a garota o elogiou, fazendo o rapaz corar levemente.

– Será que não foi você quem me julgou mal quando nos conhecemos?

– Será que foi...?

Gina suspirou e desviou o olhar para as balconistas. Nenhuma delas estava fazendo café ou algo assim. A mais velha não estava mais ali, mas a mais nova apenas encarava o trio. A ruiva então percebeu uma marca estranha no pulso direito da jovem. Runas.

– Eric!!

Gina gritou enquanto empurrava o rapaz, desviando-o de uma magia Fulgur, que provavelmente fritaria seus miolos. Albert se assustou com o barulho da magia e caiu da cadeira, batendo a cabeça na parede, acabando por ficar inconsciente. Eric não havia caído, mas acabou ficando um pouco assustado devido o ataque repentino.

– Ora, ora — a moça falou, em um tom de surpresa — , vejo que pode ser mais do que apenas um rostinho bonito, não é? Gina Gargarin...

– Como sabe meu nome?

– Toda a Ordem sabe o seu nome. E tambem o de Eric Verfluchter.

Gina empunhou sua faca e se moveu rapidamente em direção à moça, desviando de outro Fulgur e causando um longo corte de raspão no rosto da mesma, que conseguiu desviar para não ser atingida com mais seriedade.

– É Verfluster. — disse a garota — Fale o nome de seus inimigos corretamente sua vadia.

A ruiva tinha fúria em seu olhar. Era o suficiente para encarar um tigre e amendrontá-lo. A moça que lhe encarava simplesmente não conseguia mais se mover. O medo talvez teria lhe paralisado? Não conseguia pensar direito.

Eric observava aquela cena boquiaberto. Gina sempre o chamava propositalmente de Verfluchter, mas agora estava obrigando outra pessoa a falar corretamente seu sobrenome. Sentiu uma lágrima rolar pelo seu rosto. Estava chorando de felicidade? Estava chorando por que Gina estava fazendo algo bom para ele? O rapaz não conseguia admitir isso nem mesmo em sua própria mente.

Gina encarava a moça incessantemente. Era como um animal selvagem estudando sua presa antes do bote. A outra observava os movimentos da ruiva com muita cautela, também como se a estudasse. Então, houve um movimento que quebrou aquele momento, pondo um visível medo nos olhos de Eric.

Notas finais
Muito obrigado aos que leram até aqui gente :3 criticas ou sugestões, só comentar! Até o próximo capitulo o/