Champions
2 Capítulo 1 - Eric e Gina
Notas iniciais
Dias atuais
Ambas as famílias pareciam ter sido extintas. Os territorios de Gargas e Verf, atualmente abrangem parte da Europa, mais especificamente a Noruega, Alemanha, Holanda, Itália, França e Inglaterra, além da pequena ilha ao norte, Islândia.
Eric Verfluster, um jovem alemão de 16 anos, muito popular, ótimo esportista, muito inteligente. Seus cabelos eram longos e de um tom negro profundo. Seus olhos eram tão azuis como o céu. Sua personalidade calma e confiante proporcionava-lhe ser amado por todos ao seu redor. Com exceção de uma pessoa...
Gina Gargarin é uma norueguesa mestiça com russa. Ruiva de nascença, seus olhos eram verdadeiras esmeraldas de um tom verde muito vivo e quase brilhante. No entanto, era realmete pouco sociável, além de pavio curto e perfeccionista. Alguns defeitos que garantiam uma convivência dificil com as pessoas. A jovem vivia a mudar de país, em especial por seu pai, que sempre se metia em encrencas. Finalmente ela consegue convencê-lo a permiti-la ser emancipada, e vai viver na Alemanha, estudando justamente na mesma escola que Eric. Por mais que fosse temperamental e muito seletiva em relação às pessoas com a qual se relacionava, ela nunca conseguiu uma convivência boa com o jovem, e sempre acabava discutindo com ele. Uma dessas discussões ja acabou em uma briga iniciada por Gina, que conseguiu furar o braço de Eric com uma caneta.
Varios dias depois deste ocorrido, Eric conseguiu convencer Gina para uma conversa em particular. Se encontraram após o final da aula em uma praça. Ja era o pôr-do-sol, e poucas pessoas estavam no local. A praça não tinha nada muito especial, além de um monumento e a presença excessiva de pombos e bancos. Eric aguardava Gina próximo ao monumento, e logo a jovem cruzava olhares de desconfiança com ele.
– O que quer comigo, Eric Verfluchter?
– É Verfluster. E gostaria de te dizer algo.
– Não vai se declarar, não é? Se vai, ja digo que recuso.
– Me ouça primeiro. Bem, voce lembra daquela pesquisa sobre a origem de seu nome e a história de sua familia ao longo do tempo?
– Sim, por que?
– Voce sabe a origem do seu?
– Era uma familia de mercadores que...
– Errado — Eric a interrompeu
– Quer saber mais da minha familia do que eu?!
Eric tirou um papel amassado de seu bolso e o abriu, mostrando uma folha velha e amarelada, de algum papel muito antigo e com várias marcas e rasgos. Com certeza era uma pagina de algum livro antigo. A folha contia textos e um mapa da Europa, mas com fronteiras diferentes das atuais.
– O que é is...
Antes que ela pudesse completar a frase, leu o nome "Gargas" em um território do mapa, e logo relacionou ao seu nome.
– Este mapa é de 839 d.C. — disse o jovem Verfluster — Ao que parece, a Europa era dividida em 4 reinos nessa época. Verf, ao sul, Gargas, ao norte, Egras, ao Leste e Vinlau ao sudeste.
– Ta bom, e o que isso tem a ver comigo?
– O meu nome parece ter sido uma homenagem ao reino de Verf quando este foi destruido por Gargas em 846 d.C. por uma mulher que se chamava Ylfa Schwert. Ela nomeou seu filho de Endric Verfluster. Ylfa era a caçula de uma grande guilda de Verf. Endric cresceu e se tornou o maior lider de guildas de todos os tempos, com a mais poderosa guilda, Drakkaris.
– E o que isso tem a ver comigo? — Gina perguntou num ar de irritação. — Meu nome se parece com o de um pais que provavelmente nem existiu e é só uma lenda. E daí?
– Aí é que está. Gargas foi destruído por Egras e Vinlau logo depois de Verf. Um homem chamado Taurus Ginz encontrou uma recém-nascida entre os escombros da destruição de uma vila de seu reino, e decidiu cuidar dela para que se tornasse uma grande guerreira que traria paz ou aniquilação aos 4 reinos. Seu nome era Guila Gargarin, e ela realmente trouxe os a paz. Mas por meio da dor e do sofrimento.
– Voce quer dizer... — Gina falou com um leve tom de espanto, tentando acreditar no que ouvia.
– Sim. Parece que somos reencarnações de grandes guerreiros.
Gina bufou e olhou para Eric com ar de desaprovação.
– Voce acha que vai me levar com esse conto de fadas só para que eu seja sua amiga?
– Voce não entendeu. Guila matou Endric o decapitando, assim trazendo a paz, provando sua força. Não acha estranho que nós tenhamos uma rivalidade tão forte como a deles? E além disso...
O jovem tirou outra folha com características iguais à da anterior. No entanto, havia o desenho de uma mulher. Suas feições eram quase idênticas às de Gina. Ao lado estava escrito o que parecia ser a biografia dela. Seu nome era Guila.
Após alguns momentos, Gina se virou e foi embora, pensativa. Será que aquilo era verdade, ou Eric estava apenas tentando enrolá-la? Ela chegou em casa e foi dormir com esse pensamento na cabeça.
No dia seguinte, Eric foi novamente falar com Gina, dessa vez antes do inicio das aulas.
– O que voce quer, Verfluchter? — disse Gina assim que o rapaz se aproximou — Ainda quer me fazer acreditar naquele conto de fadas?
– Ja disse que é Verfluster. E eu tenho certeza que não é um conto de fadas, é muita coincidência o nome dos reinos ser quase igual aos nossos, além de Guila ser quase idêntica a você.
– Então me prove que essa história é verdade.
Eric ficou em silêncio. Quando ia dizer algo, o sinal de inicio das aulas soou.
– Diga logo. — falou Gina — Se me convencer depois a gente conversa. Senão voce para de me encher o saco.
– Amanhã é meu aniversário de 16 anos. No livro dizia que Endric era ótimo com magia, mas as habilidades só aparecem pela primeira vez quando a pessoa faz 16. Mas amanhã é sábado, então vamos nos encontrar em casa.
Gina bufou. Não queria se encontrar com Eric na casa dele. No entanto, ela teve de concordar, ou ele nunca a deixaria em paz.
– Okay. — disse — Amanhã às 14:00 eu vou na sua casa. Esteja lá nessa hora senão eu vou embora e nunca mais escutarei uma palavra vinda de voce.
– Tudo bem, — Afirmou Eric — eu vou estar em casa.
Dito isso, ambos foram para a classe. Ficaram lá por longas 5 horas. Então veio o intervalo. Eric tentou seguir Gina até onde ela iria comer, mas quase levou uma garfada no meio do pescoço, então decidiu desistir e foi comer com alguns amigos.
Gina costumava comer sozinha dentro da sala de biológicas. Era uma sala de mais ou menos 36 metros quadrados, com várias plantas e algumas espécies de insetos, camaleões, ratos e sapos, além de alguns peixes. Na lousa estava o que parecia ser a anatomia de uma lagosta-boxeadora.
Gina não gostava muito de algomerados, e lá ela podia ficar observando os camaleões. Por algum motivo ela se interessava muito por aqueles animais estranhos de olhos esbugalhados. Talvez fosse sua longa língua, ou seus olhos 100% rotativos. Ou quem sabe a maneira que eram capazes de trocar sua cor para ficarem "invisíveis".
Logo o sinal soou novamente. Gina precisou ir rapidamente para o laboratório de química para entregar sua pesquisa sobre substâncias muito tóxicas. Mas ao chegar no laboratório, não tinha ninguém. Ela pensou que havia corrido muito, mas mesmo após 10 minutos ninguém havia chegado.
Quando estava prestes a voltar para sua sala, Eric chegou.
– Gina? — perguntou — Sua aula agora não era de Sociologia? Por que está aqui?
– Não te interessa. — Gina respondeu com rispidez — Por que não tem ninguem aqui?
– Parece que alguém deixou cair um frasco contendo nitrato de prata, então tiveram que bloquear o laboratório e cancelar a aula de hoje.
– Nitrato de prata? Por que alguém iria manusear uma substância tão perigosa numa escola?
Eric deu de ombros.
– Enfim... Eu vim aqui por que eu esqueci meu jaleco, e preciso lavá-lo. Se quiser me esperar para convers...
– Nem fodendo. — interrompeu Gina — Não somos amigos. Eu preferiria nem ter te conhecido.
– Francamente... Não posso nem pedir algo educadamente que voce já quer me esfaquear.
– Isso é por que voce é um chato arrogante que acredita em contos de fadas.
– Toda baixinha é irritada assim ou é particular? E olha quem fala, você é mais chata que meu avô perguntando como se pesquisa algo no google.
– O que disse? — Gina pegou uma lâmina para microscópios — Quer que eu corte a sua garganta ou prefere que eu fure os seus olhos primeiro?
– Prefiro que voce pare de ser irritante e mal-educada e comece a ser mais amigável comigo.
– Aaah, me desculpe "vossa realeza", se eu não sou uma boa súdita para agradar o seu ego. Mas escuta aqui. Por que voce não pega esse ego e enfia no...
– O que voces estão fazendo aqui?
O professor Adamastor, de química, interrompeu a discussão dos dois. Era um homem ainda de 28 anos, alto, loiro de olhos verdes. Seus cabelos eram curtos e estavam arrumados no que parecia uma tentativa de um topete. Seus óculos ressaltavam a cor dos olhos.
– A sala está interditada por hoje não sabiam? Derrubaram uma substância tóxica aqui.
– Ah, nos desculpe. — disse Eric — Eu vim pegar meu jaleco e...
– Professor, tá aqui o meu trabalho.
Gina entregou a pesquisa e saiu da sala, mas Adamastor a segurou pelo colarinho.
– Espere aqui senhorita Gargarin. Já que estão aqui eu gostaria de pedir algo.
Gina bufou mas concordou. Eric revirou os olhos, mas no final concordou também.
– Pois bem. Preciso que arrumem os microscópios e substâncias. Os alunos tiveram que sair assim que o garoto derrubou o frasco, então não tiveram tempo de arrumar. Aqui suas máscaras.
O professor entregou duas máscaras para os dois e foi embora, deixando ambos sozinhos para arrumar a sala.
– Otimo... — resmungou Gina — Além de perder uma das melhores aulas eu ainda tenho que passar esse tempo com voce.
– Não reclame, poderia ser pior. Poderíamos ter que limpar o estúdio de artes. Aquele lugar fica mais colorido que uma parada gay depois das aulas sabia?
– Dane-se. Vamos arrumar isso logo para eu me distanciar de voce.
– Por que voce me odeia tanto?
– Por que voce acredita em contos de fadas.
– Ainda com isso?
– Silêncio. Verfluchter.
– Verfluster.
Os dois ficaram quase meia hora só para arrumar a sala. Assim que terminaram, Gina ja foi embora correndo para o vestiário. Eric voltou para sua sala, onde explicou ao professor Klaus, de língua inglesa, o por que do atraso.
As outras aulas se passaram sem diferentes ocorridos. Eric estava com um incrível cansaço depois da ultima aula. Gina nem prestou tanta atenção na aula de História e foi embora imersa em pensamentos aleatórios.
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