Champions

19 Capítulo 18 - Arena (Arco Deus da Morte, parte 1)


Notas iniciais
Hoje não quero enrolar aqui nas notas ja que sei que ninguém lê, então, só digo que demorei por causa do bloqueio criativo. Boa leitura o/

O resto da viagem no avião fora bem calma. Albert conseguiu voltar a dormir, Anninka ficou lendo e Eric se distraiu com as terras do lado de fora do avião. A visão do alto era realmente algo agradável.

A cidade de Pskov era consideravelmente grande, ao ponto de lembrar uma daquelas cidades-estado. A vista do alto era de tirar o fôlego, mas o ar naquela cidade era diferente. Era calmo, sereno como o céu noturno.

Albert, Anninka e Eric aterrisaram no aeroporto de Pskov, que ficava afastado em poucos quilometros do centro urbano da cidade. Pegaram um táxi para chegar lá.

Uma vez no centro, começaram a pedir informações sobre a família Egralev. Anninka falava um pouco de russo, então pode conversar com certa facilidade com os civis. Descobriram que era uma família nobre, e que tinham um castelo próximo à Kislovo, onde a família morava até a atualidade. Os três então decidiram seguir até lá.

Novamente pegaram um táxi, uma vez que nenhum ónibus, metrô ou algo do tipo parava próximo ao castelo. A viagem não teve intervenções, mas o motorista teve de parar ainda faltando uma milha até o castelo, uma vez que a trilha ficava estreita e dificil para o veículo se locomover. Pagaram o homem e seguiram à pé.

Após doze minutos de caminhada, um enorme muro círcular de pedra fechou os três jovens, criando uma espécie de estranha arena. Um homem à meia idade pouco alto de cabelos grisalhos, vestindo botas e calça pretas, uma camisa regata branca e colete também preto surgiu em um dos lados da muralha.

– Vocês três são bem corajosos. — começou a falar — Derrotaram o Senhor Mykolas, e tem coragem de surgirem aqui depois disso. Como recompensa, vou lhes dar um fim agonizante.

Espinhos de pedra começaram a brotar do chão com o intuito de dilacerar os mais jovens. Albert e Anninka desviavam habilmente de cada um, mas Eric se movia com mais dificuldade, muitas vezes tendo que se defender com magia. Ainda sentia os efeitos de sua última luta, e isso lhe dava uma desvantagem tremendamente alta. Seu adversário percebeu isso, e começou a focar os ataques no Verfluster.

Anninka percebeu a dificuldade em que o amigo se encontrava, e decidiu que era hora de contra-atacar. Lançou várias rajadas elétricas contra o oponente, que acabou perdendo a atenção de seus próprios ataques para se defender. Eric tentou aproveitar essa brecha para lançar uma lâmina de vento em meia-lua, que cobriu quase toda a borda da arena. No entanto, o homem ergueu uma parede de terra, que foi marcada pelo poderoso ataque do Verfluster.

– Voce até que é forte garoto. Eric, não é? Deixarei que saiba meu nome antes de te destruir. — este saltou da parede, ficando dentro da arena — Meu nome é Vladimir Kutsvit, o mais poderoso mago da terra que voce conhecerá em toda a sua vida.

– Por que todos que querem nos matar autointitulam-se como "maior mago"? — indagou Albert.

– Ja está ficando clichê... — completou Anninka.

– Podem discutir isso depois que eu acabar com vocês, no inferno?! — Vladimir falou irritado.

– Ok, ok. Caramba, quer ser humilhado tão rapido assim? — a jovem provocou.

Provocou demais.

Várias rochas começaram a ser atiradas a partir da parede da arena, como canhões com único objetivo de esmagar o trio. O chão do local também começou a se comportar de maneira estranha, começando a ter picos, rachaduras e até mesmo trechos com areia movediça. Albert se movia com precisão em meio aos constantes ataques, enquanto Anninka tinha maior dificuldade, por ser o foco principal de Kutsvit. Eric conseguia desviar da maioria dos ataques, por estarem sendo menos intensos nele.

De repente, Albert estava saltando em direção ao russo com a espada empunhada. "Como chegara aí tão rápido?" pensava. A velocidade com que chegara próximo ao adversário foi suficiente para fazer o mesmo se distrair de Anninka e Eric, tentando focar contra o mais jovem, que não recuava nem por um instante.

O garoto se movia com fugacidade e maestria para atacar e defender-se com seu sabre. Os movimentos do mesmo eram rápidos, mas calculados, quase como uma dança refinada, que exigia anos e anos de prática. Kutsvit tinha problemas para acompanhar o sabre que deslizava pelo ar em busca de decepar sua cabeça e defender-se das ofensivas. No entanto, aquele combate tinha de terminar.

Ao perceber um ataque aberto por parte de Albert, Vladimir aproveita para criar uma estalagmite com o intuito de perfurar o rapaz. No entanto, este se defendeu usando sua espada, sendo apenas arremessado ao ar. Mas o processo teve uma consequência, e a lâmina do sabre partiu-se em duas. Albert só percebeu quando abriu os olhos, no momento em que estava a cair. A altura da queda fora grande demais, e quando voltou ao chão, bateu com as costas e apagou inconsciente.

A primeira reação de Eric foi revidar o adversário com duas lâminas de vento, mas que foram amparadas por uma parede de pedras, que por pouco não se formou a tempo. Outras lâminas se sucederam, junto de várias rajadas elétricas por parte de Anninka. A cada ataque, a parede cedia mais e mais.

Quando uma rajada contornou a parede para atingir Vladimir, este foi forçado a criar uma cúpula para se proteger. Eric, no entanto, começou a atacar com água ao mesmo tempo, desgastando o "abrigo" com tanta facilidade quanto o vento. Jato pós jato e as paredes deixaram de resistir, com boa parte da terra dando espaço para um enorme buraco. No entanto, Kutsvit já não estava ali. A única coisa que sobrara fora um túnel no chão, indicando a fuga daquele que se intitulava "o maior mago de terra do mundo".

– Ah, não vai fugir depois do que fez com o meu irmão.

– Eric, espe...

Antes que a garota terminasse a frase, Eric já estava dentro do túnel correndo atrás do russo que quebrou a espada de seu irmão.

– Eu mereço. — disse a jovem para si — Bem, tenho que consertar o corpo do Albert.

Anninka se dirigiu até o local onde estava o mais jovem, o virando de barriga pra cima e checando seus batimentos cardíacos. Por sorte, ainda os ouvia, mas estavam mais lentos que antes. Lentos demais. Começou a realizar o procedimento médico para tentar acelerar o coração dele de volta e retomar seus batimentos cardíacos, ou tentar acordar o garoto novamente. Mas nada adiantava.

– Reaja garoto! — ela gritava inultimente.

Por mais que persistisse, os batimentos apenas diminuiam sua velocidade. Anninka entrou em desespero, e fez o que achou que deveria evitar: eletrizou as próprias mãos e as pressionou contra o corpo do mais jovem, tentando reanimá-lo.

Com sorte, a garota conseguiu fazer com que os batimentos do rapaz se retomassem, e Albert acordou num sobressalto. Anninka respirou e deitou sobre o corpo dele, aliviada.

Enquanto isso, Eric continuava com sua perseguição. Algumas vezes precisava explodir uma parede de pedras, mas nada complicado. Estava escuro, então ele usava uma pequena chama em sua mão para iluminar a passagem, na procura do adversário. Após correr por alguns minutos, viu uma luz no fim do túnel. Apagou a chama em sua mão e não pensou duas vezes em passar pela saída daquele lugar.

Saiu num campo aberto, perto de várias árvores, que formavam uma espécie de jardim. Era um campo rodeado por montanhas, que não aparentavam muita altura, mas que ainda mantiam o local num tipo de vale. Mais à frente, um casebre era visível, coberto por vinhas floridas, que indicavam que era um barraco que a muito não era bem cuidado. Eric imaginou que Vladimir estava ali, então se dirigiu até lá.

Durante seu trajeto, percebera a temperatura diminuindo bruscamente, passo pós passo que o rapaz dava, até atingir um ponto extremamente baixo, que causava tremedeiras e calafrios no Verfluster.

– De onde vêm todo esse frio?! — indagava.

– Que pena que voce não gosta — uma voz feminina falou — , por que eu simplesmente amo.

Uma mulher de pouca idade surgiu de trás do casebre, acompanhada de diversos flocos de neve que lentamente caíam ao seu redor, congelando cada centímetro da verde grama que crescia por ali.

– Será uma honra congelar o senhor, Eric Verfluster...

Notas finais
Espero que tenham gostado, e não deixem de comentar, pls ;-; Até o próximo o/