Champions

15 Capítulo 14 - Ewa Pollanski, Arco Chama Milenar (parte 1)


Notas iniciais
WOOOOOOOOOW RESSURGI DAS CINZAS LIKE IKKI DE FÉNIX Gente, quanto tempo '3' tava num block criativo do cace**, mas TO DE VOLTA COM UMA DELÍCIA DE CAPITULO Mas que ta com cara de filler. Espero que gostem o/

Ali estavam: Klaipeda. Embora fosse um porto, estava pouco movimentada. Totalmente parada na verdade. Albert, Eric e Anninka andavam por uma das ruas, e não encontravam uma única alma viva naquele lugar.

— Aonde estão todos? — indagou Albert.

— Estão aqui — falou uma voz atrás dos três — , mas vós não os veem.

Todos se viraram, vendo uma figura loira e barbuda atrás de si. Usava roupas de pele com um visual mesclado de medieval com algo que tentava fingir um pouco de modernismo. Não era muito alto, mas era muito musculoso.

— Quem é você? — Anninka foi a primeira a perguntar.

— Acalmai-vos, jovens guerreiros. Sou Thor, o poderoso deus do trovão. Venho para dizer-lhes... Bem... Onde está a ruiva?

— Gina? Treinando com um cara meio louco por aí.

— Meu irmão não é louco!

— Mas faz loucuras — completou Albert — , e das grandes.

— Obrigada por me ajudar... — Anninka respondeu em tom de ironia.

— Ei, deixem-me falar. A ruiva não está aqui, mas por que a descendente pura da Anciã da Vida está entre vós?

Os jovens ficaram confusos. Do que afinal ele estava falando? Houve uma pequena pausa, antes que Thor voltasse a falar.

— Bem, parece que não sabem. Terei de mostrar-vos o que estou a falar.

Uma neblina tomou o local, fazendo com que o deus parecesse desaparecer. De repente eles se viam num vilarejo de pelo menos a era feudal. Não parecia ter mais do que 7 casas. Tinha um pequeno porto e várias plantações. Em meio a várias pessoas, uma criança corria com uma pequena espada de madeira. Era uma garota, e embora fosse muito mais nova, era muito parecida com Anninka.

— Veem aquela com a espada? É Ewa Pollanski.

— Ewa?! — Eric e Albert falaram em conjunto, enquanto Anninka permanecia em silencio, observando a criança.

— Ela não é uma graça com 9 anos? Mas ela é um tanto diferente das outras...

De repente, dois garotos com mais ou menos a mesma idade de Ewa apareceram com espadas iguais à da garotinha. Começaram a se golpear, como se simulassem uma luta de espadas, a qual ninguém saía ferido. Ewa tinha vantagem e estava a vencer.

— Para tal época, é quase impossível uma mulher segurar uma espada. Quanto mais lutar dessa forma.

Num golpe rapido e que parecia impossível, Ewa desarmou os dois garotos de uma vez, roubando a espada de um deles e mirando a lamina falsa contra o pescoço dos mesmos, sem encostar.

— Venci! — gritou a pequena, antes da névoa tomar conta novamente, e o trio se ver em outro lugar. Agora era noite, e parecia uma praça da mesma época que antes. Uma fogueira estava acesa e alguem falava algo em frente à ela para uma multidão. Os tres se aproximaram para ver o que estava acontecendo.

— ...e voces acham que um demónio assim merece viver?! — a multidão gritou um sonoro "não" em resposta. — Essa bruxa deve pagar pelo seu pecado de trair o nosso Senhor e se aliar ao inimigo Satanás! Ela deve ser queimada como pagamento.

— Não, esperem, eu não sou uma bruxa! — a mulher gritou. Era Ewa, aparentando seus 28 anos.

— Mentirosa!

— Eu vi você fazer aquela água flutuar!

— Bruxa!

A multidão toda gritava ofensas e algumas pessoas até atiravam pedras que encontravam no chão. O ódio não era apenas perceptível, mas Anninka quase sentia o coração de cada pessoa ali presente bater em fúria.

— Voce não merece existir sua aberração! O Deus Vivo não perdoaria a criação dele se voltando contra ele! — novamente as pessoas urraram em afirmação. — Baixem a corda!

De repente, o corpo amarrado de Ewa começou a baixar em direção à fogueira.

— Não! Por favor, parem! Deus não gostaria disso!

— Blasfémia!

— Hipócrita!

E a corda descia, lentamente, em direção àquele pequeno inferno. Mesmo a dois metros distante, Ewa sentia aquele fogo queimá-la. Então, foi obrigada a fazer o que evitou até aquele momento.

— Rezygnacja... Duchowe...

Todos ali presentes, com exceção do trio, caiu ao chão, sem vida. Ewa caiu um pouco rápido, uma vez que os homens que seguravam sua corda tambem caíram, então a mesma teve que usar uma pequena evasiva com água para apagar a fogueira. Apenas a lua cheia iluminava o local agora, exibindo a mulher ali ajoelhada, em frente ao corpo morto daquele que fazia o discurso. Anninka se aproximou, e viu que sua avó do passado chorava.

— Desculpe-me... Haskel...

Então Anninka lembrou-se de uma coisa: sua avó sempre falava que ela se casou com um homem muito bom chamado Haskel Ruttkowski, mas que um dia a traiu. Anninka não imaginaria aquilo nem que fosse em um milhão de anos.

A neblina surgiu outra vez, levando-os para o que agora parecia o ano 1950. Ewa ainda estava com o rosto e as curvas de 35 anos, mas escondia sua idade real de quase 700 anos.

— Como ela... — indagou Albert.

— A Anciã da Vida não pode morrer a menos que alguem a mate. — explicou Thor. — Ela deve sofrer as mudanças desse mundo até que alguem ou ela mesma tire seu tormento.

Então Ewa entrou no que parecia uma típica cafeteria. Por acaso Anninka reconheceu o local, mas o nome era diferente. Uma pequena pontada no coração ela sentiu ao adentrar o local: era realmente a cafeteria de sua avó. A saudade dali começara a apertar. A saudade dos sorrisos ao receberem um capuccino, a saudade do pequeno barulhinho da caixa registadora abrindo, a saudade do sino da porta soar quando um cliente chegava querendo um donut de chocolate. O mais surpreendente é que o local não era nada diferente do que Anninka estava habituada, com exceção do banner com as opções de bebidas que não estava ali.

— Olá Ewa. — a recepcionista disse — Veio conversar sobre a venda?

— Sim Karol. Sabe bem que eu adoro esse lugar.

— Eu sei, eu sei. Mas eu não posso abaixar o preço, mesmo que para uma amiga. Sinto muito.

— Vamos, são apenas 400 zloty. Apenas isso.

— Desculpa Ewa. 3.000 zloty ou nada feito.

— Bem... — Ewa suspirou. — Tudo bem. Vou ver se consigo tudo isso.

— Tudo bem. Se quiser alguma coisa para comer, eu recomendo um brownie com um capuccino cremoso. Está gostoso e vendendo bem nos últimos dias.

A névoa surgiu outra vez.

— Eu lhes mostrei esse último por que a Anciã estava grávida nesse dia. Sua aparência estava muito mais jovem a algumas semanas antes.

— Grávida... Da minha mãe? — Thor afirmou com a cabeça. — Bem... Isso era tudo o que iria nos mostrar?

— Na verdade não. Lembra-te que chamei-te de Descendente Pura da Anciã da Vida?

— Eu tinha esquecido na verdade.

— Tudo bem, não interessa no momento. Preciso mostrar-vos isso.

A neblina se desfez. O cenário dessa vez fez Anninka ficar perplexa: aquela praia em que quase afogara-se. Em que sua avó lhe salvou usando magia na frente de muitas pessoas.

— Aqui é...

Uma risadinha tirou a atenção de Anninka. Ela se virou, e ao seu lado havia uma criança de longos cabelos negros e presos. Quando se virou, ela viu a si mesma, encarando-a num espelho do futuro e do passado.

— Voce... Sou... Eu!

A garotinha não respondeu nada. Quando a jovem foi ajeitar uma mecha de cabelo bagunçada pelo vento, Ewa chamou a garota. As duas se aproximaram, e Ewa começou a falar para a Anninka do passado.

— Escuta pequena, não vá para a parte funda da praia por que é perigoso. Se voce for lá... Nunca mais te trarei pra cá. — a jovem disse cada palavra dessa última frase junto da memória da avó.

A neblina girou por um momento, mostrando o mesmo cenário, mas com algo diferente. A Anninka do passado não estava ali. Estava no mar. Gritava por socorro, enquanto as ondas a carregavam. Alguns momentos depois, Ewa saiu da água com a criança nos braços. A senhora tentava todos os procedimentos médicos convencionais, mas nada adiantava. Anninka não apenas havia engolido muita água, como também acabou por engolir um verme nocivo, que deixava o hospedeiro em estado de hibernação e baixava a temperatura corporal do mesmo de forma drástica.

— Vamos Anny, por favor. Não se afaste. — quase chorava dizendo essas palavras — Eu... Eu...

No ápice do desespero, Ewa precisou fazer o que nunca cogitou que deveria fazer: transferir parte de sua magia para a neta. Para isso, Ewa agitou as mãos sobre o corpo inconsciente de Anninka, tentando controlar a respiração. Várias pessoas estavam ali e observavam o ato, com medo e confusas. Então, a senhora colocou dois dedos da mão direita sobre a testa da garota, e a mão esquerda aberta sobre o peito da mesma, aonde estaria seu coração.

— Dac Zycie...

Uma espécie de onda de energia se causou, atirando os curiosos ao redor de Ewa para, pelo menos, dez metros de distancia das Pollanski e, inclusive, nocauteando algumas pessoas. A onda se transformou num feixe de luz mirado para o zenite, enquanto a magia era efetuada.

Ewa agonizava com o efeito daquela magia. Era poderosa para salvar uma vida, mas tinha um efeito horrível no corpo de quem realizava aquilo: o corpo envelhecia numa velocidade considerável, além de sugar parte da energia vital do mesmo.

Após vários dolorosos segundos, Anninka voltou a respirar. O alívio de Ewa foi imediato, e a mulher cessou a magia para abraçar sua neta. A esse ponto, a jovem ja estava chorando, tanto por se lembrar daquela situação quanto por ver o que realmente acontecera naquele dia. A neblina os encobriu uma ultima vez, e então voltaram para seu tempo real, ainda paralisado.

— Anny? — Eric quis averiguar a amiga, mas não obteve resposta.

— A minha avó... Ela me... Me deu sua magia...

— Isso custou muito de sua vitalidade. — explicou Thor — Se ela não tivesse feito isso, o Julgamento Divino não teria a matado.

— Então, minha avó está morta por que eu estou viva?

Silêncio. Não era preciso dizer a resposta, pois aquela visão do passado já a tinha respondido.

— Mas, Ewa não está morta. Ao infundir sua magia no teu corpo, uma parte dela também se transferiu. Tu carregas parte da alma de tua avó. E isso também faz com que sejas a Descendente Pura da Anciã da Vida. Aquela capaz de usar a Vitae com igual maestria à de tua avó.

Tais palavras causaram um choque em Anninka. Ela, uma maga de Vitae? O elemento com que sempre controlou perfeitamente fora Fulgur, eletricidade. Como poderia ser?

— Estás confusa, mas em breve descobrirás a verdade. Enfim, tenho de dar-vos um recado divino. Além da fronteira, após Belarus, encontra-se Pskov, a cidade onde encontrarão vosso primeiro objetivo. Igor Egralev é aquele que devem convencer a acompanhá-los. Ajudar-lhes-á no Ragnarök, para que vençam a derradeira batalha. Agora vão, pois o tempo urge!

Um raio cortou o céu, atingindo Thor e cegando temporariamente o trio. Quando olharam novamente, o deus havia desaparecido, e pessoas começaram a aparecer de esquinas e lojas.

— Se o tempo realmente urgisse, não teria enrolado mostrando tudo aquilo sobre a Ewa. — Albert demonstrou certa ira em sua voz.

Quando os tres se puseram a andar novamente, uma explosão os atingiu por pouco, levantando uma nuvem de poeira e causando uma correria totalmente confusa por parte dos civis.

— Acham que se livraram de nós, descendentes?! — uma voz masculina gritou em meio à confusão. — Nem em cem anos vocês reunirão os Quatro Guerreiros para impedir a destruição dos deuses!

Notas finais
Eai? Relaxem, não é filler, foi só pra ajudar voces a entenderem sobre a Ewa e... É isso '3' Basicamente esse é o início de um arco marcado por várias lutas, e acontece quase inteiramente na Lituânia. Espero que tenham gostado Até o próximo o/