Champagne Dream

2 Capítulo 2- Lhe pago um drink se me disser o seu nome!


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem com vocês? Espero que esteja tudo maravilhoso! Eu estou tão animada com essa estória que não me contive, e escrevi mais um capítulo hoje. Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, fiquei imensamente feliz. Obrigada também porque quem deu uma chance a essa estória e está acompanhando a mesma, vocês são maravilhosos! Sem mais delongas, boa leitura.

Os olhos verdes brilhavam como nunca antes, era puro e completo encanto, como se a mulher no palco fosse uma representação divina, como se não pertencesse a tal lugar, porém ao mesmo tempo, Apple parecia ser a alma da apresentação, do lugar e de tudo o que aquilo representava. Seus olhos observavam tudo ao seu redor, as pessoas na plateia, as bebidas servidas e os olhos curiosos que se fixavam nela sempre que fazia o mísero movimento. Regina era uma mulher fabulosa, era única no que fazia, era claro e obvio que havia outras dançarinas naquela casa de show, porém a morena era única no quesito presença, olhar e carisma, era impossível não se apaixonar por Apple assim que seus olhos iam de encontro com ela. Antes que Emma pudesse se levantar a procura de um lugar que fosse mais próximo do palco, as luzes se apagaram completamente, era possível escutar os passos no palco, como se todas ali fossem embora. A loira olhava de um lado para o outro, esperando por alguma coisa, alguma luz, alguma voz, mas demorara mais do que ela imaginava. Respirara profundamente, estava inquieta, queria ver a melhor em cima do palco novamente e nem ao menos sabia o porquê, seus olhos ansiavam por aquilo mais do que tudo.

Alguns minutos se passaram, e a impaciente detetive começava a se perguntar quando o próximo número seria apresentando, e se claro, Apple estaria nele. Enquanto isso, Robin bebia sua terceira cerveja da noite enquanto lançava olhares para a moça da mesa ao lado. Emma o olhara de soslaio, rindo do mesmo, pois ele flertava de uma maneira muito ruim, não que ela fosse mestre nessas artes, na verdade, Emma Swan era um verdadeiro desastre quando se tratava da arte da conquista. Um sorriso se formara em seus lábios, as memórias começavam a voltar em sua mente, de volta a Denver, há dois anos. Swan se lembrara de seu ultimo relacionamento e como o mesmo havia sido no mínimo estranho, para não dizer outra coisa. A verdade era que a detetive Swan não gostava muito de qualquer coisa que envolvesse muito contato, embora sua profissão dissesse completamente o contrário. A mulher possuía uma falta de tato quanto ao relacionamento humano que era incrível, era engraçado vê-la em uma roda de pessoas em uma festa, se destacava primeiramente não por sua boa aparência ou olhos maravilhosos, mas sim pelo fato de mais parecer um fantasma que saia pela tangente sem que ninguém pudesse dar fé de que ela havia ido embora. Emma detestava o contato com seres humanos!

A loira de pouca idade mais parecia ser bem mais velha, com seus costumes e hábitos fora do comum, que por vezes poderiam assustar aqueles que decidiam embarcar na aventura que era se relacionar com ela. Em pleno século XXI, o mundo respirava a tecnologia em um nível cada vez maior, inclusive no que tangia a medicina e tratamentos a respeito de várias coisas, quanto aos vícios talvez hoje em dia fosse mais fácil de desintoxicar, Emma ia contra a corrente do novo. Swan não fumava há alguns anos, mas mantinha consigo adesivos de nicotina, aos quais ela fazia uso todos os dias de manhã, os colocando em algum lugar que não fosse visível. Se recusava a se distanciar da nicotina, e ao mesmo tempo assumia que não queria prolongar ainda mais o uso dos cigarros, por mais que os achasse charmosos. Em contrapartida ao vicio em nicotina, Emma não bebia uma gota de álcool, em sua defesa, ela dizia nunca ter provado algo alcoólico que fosse digno de seu paladar extremamente refinado, ou enjoado, como seus antigos colegas diziam. Os olhos verdes continuavam a acompanhar o movimento que Locksley fazia com seu enorme copo de cerveja, o virando vez por outra nos lábios, ele engolia e então fechava os olhos, como se estivesse experienciando algo divino ao beber tal liquido.

Os dedos de Emma Swan tilintavam sobre a mesa de vidro sem parar, enquanto sua perna se movimentava, ela tentava racionalizar sempre, apenas uma corrente de ansiedade passando por seu corpo, e era perfeitamente normal, estava em um lugar novo que mexia com seus sentidos, o adesivo de nicotina já não mais fazia efeito, pois as vinte e quatro horas haviam passado, logo, era normal! Descruzara as pernas e então concertara sua postura, parecendo mais que estava em um tribunal e não em uma casa de shows, novamente, Emma Swan era uma figura rara e adorável quando o assunto era se portar em ambientes cheios de pessoas desconhecidas.

Antes que a detetive tivesse um ataque de nervos, outra música começara a soar, outra música que fazia com que seus sentidos ficassem turvos como se ela tivesse tomado um porre, que fazia com que seus olhos fossem compelidos a olharem diretamente para o palco, e assim ela o fez. A banda tocava calmamente a melodia extremamente sensual, enquanto duas dançarinas, próximas ao piano, escondiam algo com leques de penas em cima do instrumento. Logo, uma voz melodiosa começara a cantar calmamente, fazendo com que as penas começassem a descer revelando a dona de tal voz. Era Apple, em toda sua graciosidade, vestida com uma pequenina roupa feita por perolas, que devido às luzes que eram apontadas para ela, ficavam em um tom amarelado. A mulher estava deitada sobre o piano, apoiada apenas em um cotovelo enquanto seu troco não tocava o instrumento, e as pernas ficavam cruzadas sobre o mesmo. Seus olhos estavam na plateia, ela os olhava como se fosse beijar cada um ali presente, como se estivesse tendo um caso secreto com cada par de olhos que a observava. Por fim, majestosamente, ela se movimentava sobre o piano, se sentando, trazendo suas pernas para baixo próximas ao homem que tocava. As penas atrás de si continuavam a ser movimentadas pelas outras duas dançarinas que mantinham um belo sorriso no rosto. Enquanto cantava, Apple retirara o pequeno chapéu do pianista, o jogando para longe, para em seguida fazer carinho na cabeça do homem em meio a algumas brincadeiras que faziam a plateia rir da inocência que ao mesmo tempo ela demonstrava em seus gestos.

Sem dar nenhuma pista do que faria a seguir, com a ponta das unhas, a dançarina puxara o queixo do rapaz, lhe sorrindo de forma inocente. Ela então apoiou ambos os pés no espaço do banco onde o pianista estava sentado, e se levantou, rebolando próximo a ele, se abaixando às vezes enquanto dava longas olhadas para a plateia, seguidas de sorrisos abertos. Logo, ela se abaixou, levando sua mão para o meio das pernas do rapaz, abrindo uma garrafa de champanhe que ali se encontrava. Ao ouvir o barulho que a tampa da garrafa fizera ao ser aberta, Apple levara uma das mãos aos lábios, como quem estava envergonhada, e então tomou a mesma em uma das mãos, voltando a se sentar no piano. Enquanto cantava com um sorriso nos lábios, ela derramava champanhe em uma pequena taça que possuía uma cereja dentro, fazendo uma verdadeira bagunça com o liquido pelo piano. Tomara a taça em uma das mãos ao passo que se insinuava mais uma vez para o pianista, antes de pisar no banco novamente e dançar um tanto mais. Emma a olhava de longe, completamente fascinada pelo que via, ignorando o assunto que surgia na roda de amigos.

A taça fora entregue a uma das outras dançarinas, e ela então desceu de forma majestosa do banco, indo de encontro com os outros membros da banda, os cortejando primeiramente com o olhar, para então movimentar seu corpo lentamente perto de cada um deles. A dançarina com a taça se aproximara, e então Regina retirou da mesma a cereja, levando-a até a boca do guitarrista que estava sentado no meio dos outros músicos, porém, a retirou rapidamente, levando a mesma a sua boca em seguida. Chupara a cereja rapidamente, e então a mesma voou para longe, e então ela fizera seu caminho para perto de outro músico. Enquanto dançava para os músicos, Apple acabara ficando próxima do pianista novamente, e fora ai que seu sutiã fora puxado, voando para o lado contrário. Ela tomara um dos leques de pena de uma das dançarinas, se tampando na parte de cima, enquanto saia de perto do pianista com um pequeno sorriso nos lábios.

—I don’t like a big commotion… —Ela cantava enquanto balançava o leque. —I’m demon for slow motion, or such.

A morena então se virara, segurando o leque com uma das mãos enquanto ficava de frente para os músicos e dançava, relevando a eles sua até então “nudez”. Voltara a se cobrir com o leque, enquanto caminhava até o baterista, rebolara próximo a ele e então fora ai que a parte de baixo de sua roupa voara para o lado contrário, ela fingira surpresa, levando o leque para a parte de trás, enquanto tomava o segundo leque da outra dançarina, cobrindo também a parte da frente. Caminhara lentamente ao centro do palco, entre o piano e o resto da banda, com as dançarinas abaixadas a sua frente, fazendo um número com as penas. Apple elevava seus leques, enquanto as outras dançarinas a cobriam, cada uma, com um leque de penas. Ela brincara mais uma vez com o guitarrista, passando o leque de penas em seu rosto, descendo por seu corpo. Por fim, ela deixou que seus leques caíssem, e as dançarinas prontamente a cobriram com seus leques, encerrando assim a apresentação.

Emma a aplaudira, quase ficara de pé para aplaudi-la, tamanha era sua animação ao ver Apple se apresentando. Era mágico, como se a mulher tivesse nascido para o estrelato, para os palcos, Swan estava encantada. Após a saída da dançarina, a banda voltara a tocar uma melodia que lembrava o jazz antigo, preparando-se para a próxima apresentação. Se fosse por Emma, ela poderia ir embora naquele momento, se Regina não fosse mais se apresentar, a noite havia acabado, pois tirando tal dançarina, Swan se sentia uma estranha no ninho naquele lugar, gostava da senhorita Mills exatamente porque ela fazia com que a detetive se sentisse em outro lugar, como se fossem só as duas em um lugar privado, era mágico. Swan voltara sua atenção aos amigos, percebendo que todos a encaravam com um pequeno sorriso amistoso nos lábios.

—Swan, você está bem? Quer uma água? —Ruby a provocara, percebendo que a mulher parecia ter saído de outra dimensão.

—Estou bem, Ruby, não preciso de nada. —Seu tom era polido e educado, quase inaudível, pois sempre falava em um tom ameno, e a música agora cobria sua voz.

—Gostou de Regina, não é mesmo? —Ariel cruzara as pernas, bebericando seu pequeno copo com uísque.

—Ela é encantadora, divina até... Eu diria. —Swan falava com animação, porém se conteve no minuto seguinte.

—Não tem como não vir nesse lugar, ver Apple se apresentando e não ama-la no minuto seguinte! —Robin falara, terminando de beber o resto de sua cerveja, se preparando então para pedir a próxima.

—Um policial bebendo quando sabe que vai dirigir? Acha isso correto, Robin? —Emma o olhara de maneira séria, dando um pequeno sorriso em seguida para quebrar o ar de seriedade de uma conversa amena.

—É por isso que conto com sua experiência no volante, você nos levara em casa! —Ela o olhou por alguns segundos e deu de ombros.

—Tudo bem, não me importo. —Ruby a olhara com um imenso sorriso nos lábios, enquanto sua mão descia pela coxa de Ariel de forma despreocupada.

—Você existe mesmo, Swan? —A detetive de longas madeixas pretas como a noite sorrira.

—Claramente existo, Ruby, como levaria esses inconsequentes para casa se não existisse? —Emma falava sério, como se a pergunta de Ruby tivesse sido extremamente séria, o que fizera com que todos na mesa dessem risada, deixando a loira sem entender o que estava acontecendo. —Aquela é... —Os olhos verdes estavam presos a uma figura do outro lado do salão que cumprimentava algumas pessoas de forma animada.

—Regina? —Ariel olhara para trás. —Sim, é Regina! —Os olhos da ruiva voltaram-se para a outra detetive, e então um sorriso um tanto pervertido tomara seus lábios. —Quer que eu a chame? Posso apresentar vocês uma para outra, com certeza ela adoraria conhecer você, Emma.

—Não... Não vejo... Quer dizer, não é... —Ariel se levantara, assim como seu braço esquerdo para que ela acenasse para Regina de longe, pedindo que a mesma viesse até a mesa, e assim a morena o fez.

Demorara um tanto para que Regina Mills chegasse até a mesa dos detetives, era uma distância razoável, e havia várias pessoas no caminho que morreriam por um simples “olá” da dançarina mais famosa daquele lugar. Outro número se iniciava em cima do palco, porém Emma nem ao menos notara, seu coração se acelerava cada vez mais à medida que Mills se aproximava da mesa. Logo, Apple colocara ambas as mãos nos ombros de Ariel, massageando o lugar rapidamente.

—A boa filha a casa torna, não é mesmo? —Emma sentira seu coração parar por um momento.

A voz de Regina era cortante, acida e rouca, era extremamente sensual e ela parecia nem fazer esforço, seu corpo apenas transpirava isso. A loira a olhou com um pequeno filhote amedrontado, sem saber o que fazer, Emma até mesmo esqueceu como se falava a palavra “olá”. Após cumprimentar todos na mesa, Regina olhou diretamente nos olhos da loira, sorrindo abertamente em seguida.

—Quem é você? E porque eu não a conheço? —Ela era engraçada, não media as palavras em hora nenhuma, mesmo que você conhecesse Regina Mills afundo, acredite, ela ainda lhe surpreenderia todos os dias.

—Detetive Swan. —A voz de Emma se tornara seria, era sua medida de proteção contra o charme inegável que Apple possuía.

—Detetive Swan? —A morena dera a volta na mesa, parando ao lado da loira. —Quero saber o seu nome. —Ela sorrira apenas com os lábios. —Não como você é chamada no trabalho!

Apple trajava um robe cor de rosa cintilante, as fitas do mesmo estavam amarradas logo afrente, e em seus pés ela usava um enorme salto coberto por glitter rosa. Os olhos cor de chocolate observavam Emma de forma divertida, após anos trabalhando naquele lugar, Regina conseguia detectar quando alguém ficava intimidado(a) por sua presença, e esse era o caso ali. Ela fez simplesmente o que fazia sempre, a fim de cortar tanta pressão, agia com naturalidade, e sempre pegava a pessoa de surpresa. Antes que Swan pudesse prever o próximo passo da dançarina, a mesma simplesmente se sentara em seu colo, colocando seus braços ao redor do pescoço da detetive, os cruzando.

—Lhe pago um drink se me disser o seu nome! —A voz era manhosa, ela sorrira como uma criança travessa que havia feito uma brincadeira que deixara alguém envergonhado, e de fato havia, pois Emma se encontrava vermelha como uma maçã.

—Emma Swan... E o drink não será necessário, eu não bebo bebida alcoólica. —A loira a olhava com os olhos levemente arregalados, sua postura estava retesada, era como se o sangue tivesse parado de correr em seu corpo.

—É um prazer conhece-la, Emma Swan que não bebe bebidas alcoólicas. —Ela sorrira, tocando a ponta do queixo da detetive com a ponta da unha pintada de vermelho sangue. —Espero vê-la aqui mais vezes, é sempre bom ter olhos tão bonitos me acompanhando a cada movimento que faço. —O sorriso se tornara maior, e então a dançarina mordera levemente o lábio inferior.

Emma a olhara assustada, a mulher a havia notado o tempo inteiro? Mas como? Não vira Regina olhando para aquela direção em hora alguma. A morena se levantara, mas antes abaixara o tronco significativamente, ficando na altura do rosto de Emma. A detetive sentira os lábios quentes lhe tocarem a pele da bochecha, deixando ali um beijo com marca de batom vermelho. Ela então acenara com a mão para todos na mesa, e saiu andando, como se não tivesse levado consigo a pouca sanidade que Emma Swan ainda possuía.

Notas finais
Se não for para provocar, a Regina nem sai do camarim, bb. Espero que tenham gostado do capítulo, se quiserem conversar é só me chamar no twitter @persondagaga . Beijinhos na bochecha e até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.