Chameleon Soul
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Capitulo 2
John ficou paralisado, olhando para a moça durante alguns segundos antes de rir nervosamente e responder:
– Sim, eu quero acreditar nisso também. – ele balançou a cabeça levantando do sofá.
– Eu não estou brincando, pareço estar brincando? – ela arqueou as sobrancelhas.
– Isso é loucura, eu o vi estirado no chão com sua cabeça explodida.
– Suponho que não observou direito, John.
Uma voz de fora da discussão clamou, fazendo as duas criaturas se virarem em direção ao corredor, vendo ali parado um ser esguio, alto, com boa postura e vestido em um terno, ajeitando seu cachecol azul. Ele puxou um sorriso de lado, piscando para Marina e observando a reação de John.
– Ai meu... – o mais baixo pousou as duas mãos sobre os olhos, esfregando e os abrindo olhando para seu companheiro. Ele sentiu suas pernas bambas, precisando voltar a se sentar.
– Poupe-nos de suas clamas religiosas. – ele caminhou em direção à John. – Sentiu saudade?
– C-como?
– Um pequeno truque de mágica, John, nem exigiu tanto esforço. – ele bateu no ombro de John. – Molly e Marina colocaram o suposto corpo no lugar onde eu “caí”, não sei se se lembra, mas havia um caminhão de lixo na frente do corpo, que foi onde eu saí escondido. – ele ajeitou o paletó. – Tive uma ajuda de um ciclista que topou dar um encontrão em você, assim não perceberia as diferenças entre o corpo e eu.
John não podia mais fitar o rosto de Sherlock, tão vivo daquele jeito. Fitava seus sapatos, e ele estava feliz de saber que o moreno estava vivo, mas de uma forma se sentia tão raivoso, queria gritar e socar Sherlock.
– Dois anos se passaram, Sherlock. Dois malditos anos! – ele exclamou.
– Tenho me escondido mas não significa que me isolei do mundo, sei que se passaram dois anos. – ele revirou os olhos. – Eu... – Sherlock olhou para baixo, e quando perceberam sua demora para falar, Marina e John o encararam. – Eu sinto muito, John, de verdade. Mas espero que entenda que foi para o seu próprio bem.
– Isso me parece egoísta de mais para ter sido bem de alguém senão você.
– Moriarty ameaçou matar você, Lestrade e Mrs. Hudson! Eu tive que fingir minha morte! – ele exclamou.
– Moriarty morreu naquela noite! E você pulou depois dele estar morto!
– Ignorante da sua parte pensar que seria fácil assim. – ele balançou a cabeça. – Haviam três atiradores, e eles só parariam se me vissem pular.
Um silêncio se estabeleceu na moradia de Marina, tal estava tão quieta que nem parecia existir. John e Sherlock se entreolharam.
– O que me disse no telefone.... sobre você ser uma farsa.
– Uma mentira, obvio.
John pigarreou, depois de muito tempo quebrando o silêncio.
– E porque agora? – perguntou John.
– Pois não sabemos mais de atividades dos atiradores, pensei que fosse seguro.
Watson assentiu, levantando do sofá e andando de um lado para o outro.
– Você vai se casar. – constatou Sherlock.
– O que... – começou Watson. – minha aliança?
– Sim.
Os dois caíram no riso sem motivo aparente, deixando Marina sem expressão, não entendendo a graça do momento, mas a realidade era que passaram tanto tempo longe uns dos outros e mesmo assim se conheciam tão bem que chegava a ser cómico. Não resistiram à um abraço, pois como John havia dito várias vezes em seu blog, Sherlock era seu melhor amigo, aquele para quem ele sempre deveria um pedaço de sua vida.
– Eu quero que seja meu padrinho. – pediu John, se recompondo.
– Sabe que não ligo para coisas banais como casamentos. – Sherlock o relembrou.
– Na realidade, eu não ligo muito. – Watson dera alguns breves tapas nas costas do amigo. – Mas vem cá... Marina pode ser sua acompanhante, se quiser. Afinal, ela é sua namorada, não?
– Use seu cérebro, meio metro. – respondeu a moça, fazendo Sherlock rir.
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