Chamas do Dragão

2 Capítulo II- Doce esperança que me anima


Chamas do Dragão

Por Mel

Capítulo II

Doce esperança que me anima

A lua cheia e brilhante pairava sobre os céus envolvendo os seres vivos em sua cálida e romântica luz. A brisa suave do anoitecer soprava as folhas secas pelo Outono, criando uma dança enigmática e sedutora. Sakura estava sentada no telhado de sua irmandade. Aproveitou que todos estavam dormindo e invocou a carta alada para espairecer. Sentia-se tão pressionada, tão estranha...O que estava acontecendo com ela afinal?

Sua mente transbordava. Eram tantos sonhos diferentes que tivera, que agora não tinha mais vontade de dormir. Observava algumas estrelas pequenas desenhando o céu de Tomoeda, mas uma em especial sempre lhe chamava mais a atenção. Fujitaka dizia que Nadeshico vivia na estrela mais brilhante do céu, então todas as noites a pequena flor de cerejeira adormecia olhando a imagem simbólica de sua mãe. Sorriu de lado. Agora seu pai estava com ela. Eles mereciam ficar juntos. Se amavam de mais.

Não demorou muito para que o anjo da lua lhe fizesse companhia. Sempre preocupado, Yue sentia quando algo incomodava sua mestra. Muitas vezes, a via acordar durante a noite, invocar sua magia e sumir. Nunca dissera nada, ou impedira... Sabia que muitas vezes a menina só queria ficar mais perto da mãe, mas naquela noite em especial, queria apenas ajudar a sua dona.

Yue (Fitando o céu): "Sei que eu não deveria estar aqui, mas eu sei que algo a está incomodando.(A observou) O que lhe aflige, mestra?".

Sakura (Sorrindo): "Acho que você nunca vai perder essa mania de me chamar assim, não é? (O encarou com a expressão suave) "Nada de mais...Só não consigo dormir".

Yue: "Mas não é a primeira vez que vem para cá. Por isso que sempre acorda atrasada. Não consegue dormir direito".

Sakura (Soltando um forte suspiro): "Talvez tenha razão...". (Olhou para a colina) "Faz muito tempo que não consigo dormir direito. Eu ando tendo sonhos...".

Yue: "Sonhos?".

Sakura: "Sim...Sonhos estranhos...(Riu um pouco, balançando as pernas)

Yue: "Sabe...Alguns sonhos querem nos dizer alguma coisa.".

O olhar do guardião havia mudado.

Sakura: "Mas estes tenho certeza que não...Há pessoas nele que eu jamais voltarei a ver de novo...Por isso são apenas sonhos."

Yue: "Entendo...Eles estão relacionados com o descendente de Clow.".

A bela menina se surpreendeu com a afirmação categórica, arregalando os olhos instintivamente. Seria possível que seu anjo da lua sentisse o que ocorre nos sonhos? Ou ela era transparente de mais para demonstrar além da insônia, um coração partido? Não sabia ao certo, mas seu guardião acertara em cheio no alvo de seus sonhos. Mas como admitir?

Sakura:(Fechou os olhos): "Ele aparece nos meus sonhos". (Reabriu os olhos) "Por isso que digo que são apenas sonhos".

Yue: "Mestra...Posso não entender de muitas coisas em relação aos sentimentos humanos...Mas- ".

Sakura (Cortando): "Yue... Não quero falar sobre isso". (Olhou para o chão): "Passado é passado".

Yue (Surpreso): "Entendo...Desculpe-me (Mudou de assunto) Sabe alguma coisa sobre esse misterioso assassinato?".

Sakura (Coçou a cabeça): "Não tenho muita certeza, mas não parece ser obra humana...A não ser que seja um maníaco que mata usando garras de animais.".

Yue: "Assim como as cartas foram criadas usando-se poderes de outros mundos, há a possibilidade de haver seres que invadem esse".

Sakura (Confusa): "Acha mesmo? Mas se fosse...Não teríamos sentido a presença?".

O anjo da lua voou até ficar frente a frente com a mestra.

Yue: "Há níveis de magia tão grandes que possibilitam esconder a própria presença.".

Sakura (Arregalando os olhos): "E como podemos localizar esses seres?".

Yue: "Apenas quando usam sua magia".

Sakura (Sentindo o sono vir): "Seja o que for, não matou os estudantes com magia".

Yue: "Eu acho melhor investigarmos o lugar amanhã. É bom estarmos preparados...(A viu bocejar de novo) Vejo que está ficando cansada. Isso é bom. Vá dormir, mestra...Depois continuamos nossa conversa".

Sakura (Invocando a alada): "Meu nome é Sakura, se não se importa".

Desceu para o quarto, entrando pela janela de fininho. Tomoyo dormia profundamente juntamente com Kero. Não queria interromper os doces sonhos de seus amigos.

Sakura (Colocando a cabeça para fora da janela): "Você não vem, Yue?".

Yue: "Não consigo dormir quando a lua está alta...".

Sakura (Sorrindo): "Entendo, boa noite".

Yue: "Boa noite".

O guardião da lua sentou-se no telhado estendendo suas grandes asas. Era possível ver a cidade toda iluminada pelas luzes elétricas formando diversos pontinhos coloridos no meio da escuridão. Fechou os olhos e deixou o vento gelado levar o medo que sentia de perder sua amada mestra.

UUUUUUUUUUU

Eriol olhou o céu ainda claro de Londres com o coração melancólico. Milhares de anos haviam passado, lembranças que não gostaria de ter. Por que viver com o peso de uma vida anterior era tão terrível? Ser Clow na vida passada, e ter a grande responsabilidade de guardar o poder do universo era demais para um rapaz de vinte e dois anos. Criara as cartas, não no intuito de não ficar sozinho, como todos pensavam. As cartas jamais lhe pertenceram de verdade... Elas foram criadas para proteger a maior preciosidade do universo.

Voz :"Quer mais chá, Eriol?"

Era o timbre feminino de Misuki, sua querida amiga. Riu lembrando-se que todos pensavam que tinham um caso, quando na realidade, assim como ele foi Clow, ela fora sua irmã... E uma grande ajudadora na criação das cartas. Elyn Clow.

Eriol: "Agradeceria muito, Kaho.".

Continuava com os pensamentos distantes. A mulher de cabelos ruivos serviu o jovem inglês, observando a distração do rapaz. Será que tinha algo a ver os conflitos do coração solitário do seu irmão? Respirou fundo, sentindo o ar dolorosamente invadir seus pulmões. Não concordava com a forma brusca a qual fora obrigado a largar a mulher que amava. Se Tomoyo soubesse o que fizera um rapaz de dezessete anos desaparecer no meio da noite, não guardaria tanta mágoa.

Misuki: "Algo errado? Por acaso está pensando novamente na senhorita Daidouji?"-

Foi uma pergunta humilde e inquieta. Dessa vez, não era Tomoyo que o assombrava. Lembrou-se de quando partiu no meio da madrugada largando a morena sozinha. Ele havia ido para Franca apenas para vê-la. Diferente de seu descendente ele tivera coragem de viver esse amor...Mas fora obrigado a deixá-la e o pior, não tivera tempo de explicar. Tudo acontecera muito rápido. A esfera mágica havia explodido e se desequilibrado...se ele não partisse, se não voltasse para Londres...Depois bem que tentou contactá-la, várias vezes, mas sempre era rejeitado. Sabia que a pedido dela. A ultima notícia que tivera foi quando ela voltara para o Japão, depois do falecimento do pai de Sakura.

Eriol (Sorrindo): "Não...Não é a bela Tomoyo que me preocupa no momento, querida".(Fez uma pausa para tomar um pouco do chá inglês)- "Senti um abalo muito grande na esfera que cobre nossa dimensão".

Misuki (Um pouco triste): "Eu também, mas achei que fosse só impressão... Você acha que virão atrás da chama?".

Ele ficou em silêncio. Seu coração bateu rapidamente. Soltou o ar com tudo. Um medo fora do comum invadiu seu ser.

Eriol: "Não sei" (Respirou fundo): "Mas se o mal voltou nessa época...com certeza tentarão roubar a chama do dragão, ou pior...corromper a chama...(olhou para o céu) Temo não conseguir proteger esse mundo...Deveríamos ter criado mais cartas, irmã."

Misuki: "A princesa não é tão fraca assim, querido...Se ela foi a escolhida para guardar a chave do universo é porque era capaz disso".

Eriol: "Ela parece tão frágil".

Misuki: "Mas se mostrou merecedora de nossas cartas. Talvez por trás da aparência frágil, haja um grande poder que nós não conhecemos".

Eriol: "Ela não está preparada para enfrentar o que está por vir. Ela nem sabe sobre a missão dela. (Deu um gole no chá) O mal supremo acordou, e ela acha que seu maior problema foi transformar as cartas.".

Misuki: "Não podemos interferir...e jogar tudo de uma vez, mas talvez possamos treiná-la, e esperar o tempo certo. Viu o noticiário de Tomoeda?".

Eriol: "Vi... Esse ataque se parece muito com os soldados inferiores das trevas...".

Misuki: "Quem poderia tê-los soltado das trevas de Plutão?".

Eriol: "Cara irmã. A princesa do universo demorou muito tempo para nascer com a chave da luz. As cartas tem mais de mil anos que a esperavam e assim como nós que viemos a cada novo século para esperá-la (Apoiou a xícara na cadeira) Se ela voltou nessa época, é porque o mal voltou nessa época também. Só saberemos quem os libertou quando a batalha começar".

Misuki: "Está dizendo que ela nasceu apenas para batalhar?".

Eriol: "O seu coração nasceu para proteger o universo...Não importa o custo.".

Misuki: "E o que faremos? Ela é a maior preciosidade, não podemos deixar sua alma se extinguir...seria o caos infinito.".

Eriol: "Arranje-nos passagem para o Japão."(O mago a encarou profundamente). "Precisamos ajudá-los de algum jeito...Além disso preciso atender ao chamado de um certo descendente meu".

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Quarta–feira de manhã. Os alunos estavam concentrados na quadra principal aguardando o início do jogo de futebol. Apitos, pompons, bateria! Até grito de guerra com bandeira tinha. A irmandade Alfa IV, iria disputar contra Beta II, e a expectativa era gigante! Ken Watsu era o capitão da equipe alfa. Seu charme levava as garotas ao puro delírio e ele não fazia questão nenhuma de ignorar cada suspiro apaixonado. Mandava beijos, acenos e brincava com a bola tudo para impressionar. Prepotente era uma palavra fraca para descrever o loiro.

Sakura: (Vermelha): "Ai Tomoyo! Quer parar com essa câmera, por favor!"

A jovem pediu encabulada olhando para si mesma. Seu uniforme de líder de torcida realçava as pernas torneadas e a cintura fina. Não sabia onde estava com a cabeça quando aceitara o convite maluco de liderar a torcida de sua irmandade.

Tomoyo: "Você está linda, Sakura!"- (Fez beicinho).-"Não canso de te filmar.".

Sakura: "Mas eu fico morrendo de vergonha! Ai, ai ,ai!"- (Corou levemente desviando o olhar para o campo verdinho).-"A irmandade Beta vai ganhar! Tenho certeza.".- (Sorriu encantadoramente).

Tomoyo (Revirando os olhos): "Infelizmente a equipe Alfa é favorita.". (Fitou a ruiva que animava a torcida adversária): "E Naomi faz questão de mostrar isso para todo mundo".

Sakura: "Tudo por causa desse Ryu, aquele irmão dela."- (Fez careta) – "Tomara que leve um drible e perca a bola...".

Voz: "Que malvada. Deseja isso mesmo para mim?"-

Era ele. Como aparecera tão de repente? Poderia jurar que a instantes atrás estava se exibindo no meio de campo.

Sakura: (Debochada) "Claro que não... Desejo muito pior! Tomara que faça gol contra...Ou que você escorregue...Ou que (Riu sozinha pensando em algo malvado)"

Ryu: "Você fica linda nervosa desse jeito".

Sakura (Afastando-se): "Deveria tentar algo com outra garota Ryu...(Sorriu sem graça) Eu não quero nada com você.".

Ryu: "Por que você não me da uma chance?".

Sakura (Inquieta): "Eu não quero nada com ninguém, não leva pro lado pessoal".

Ryu (Sedutor): "Uma chance...Um jantar...E eu prometo que te faço mudar de idéia ao meu respeito".

Sakura encarou Ryu Kimura, o badalado milionário japonês. No auge dos seus 25 anos, o sorridente vice presidente das empresas japonesas, esbanjava charme. Seus cabelos negros até as costas, olhos verde-água e o sorriso branco o colocaram na lista de segundo empresário mais sexy do mundo, perdendo apenas para o chinês. Ele era a loucura das universitárias, e assim como a irmã, fazia de tudo para humilhar os outros...Não era isso que a mestra das cartas esperava de um homem.

Sakura: "Sinto muito Ryu..." (O olhou profundamente): "Mas como eu posso dar uma chance para alguém que só pensa em dinheiro e festas...Que humilha as pessoas?".

Ryu (Se alterando): "Você está se excedendo"

Sakura: "Não, eu estou sendo sincera...".

O olhar do rapaz incendiou de raiva. Logo os companheiros o chamaram quebrando o clima pesado. Ele lançou um olhar fumegante para Sakura, que não deu bola. Pegou seus pompons e se posicionou para a animar a torcida Beta. Sua irmandade iria ganhar, só para aquele loiro ficar quieto. Sakura olhou para cima. Uma estranha vertigem tomou conta de seu ser. Era impressão sua, ou uma presença poderosa se manifestara?

Tomoyo: "Você está bem?".

Sakura: "Estou...Foi só uma impressão diferente...(Sorriu) "Devo estar ficando doida... Não é possível...Essa presença é muito diferente... (Lembrou-se da conversa com Yue) Preciso falar com os meus guardiões.".

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Ele andava distraidamente cantando baixinho uma canção chinesa. Por mais que houvesse se isolado do mundo exterior, sempre lembrava da canção que a mãe lhe cantava quando pequeno. Olhou em volta, saboreando o ar fresco do litoral. Aquela cidadezinha pacata mudou junto com seu coração. O coração de um guerreiro não poderia ter o luxo de sentir. Sua elite era privilegiada. Tinha sonhos e desejos como qualquer outro homem, mas sentimentos? Não! Isso ele perdera com toda a humilhação na qual fora submetido.

Olhou para a rua deserta em que se encontrava. Apenas os pássaros como companhia. Um vazio profundo se abriu dentro de seu coração. Era como se sua alma chamasse por alguém. E ele negava-se a dizer que sabia por quem seu coração chamava. Balançou a cabeça dissipando os pensamentos quando uma presença diferente tirou-lhe de seus devaneios.

Syaoran (Surpreso): "O que foi isso?".

Encolhido na rua, o velho mendigo olhou para o rapaz paralisado diante da sensação mágica que o acometera. Sentia-se impotente sem todos os seus poderes, e preso naquela forma fraca. O haviam trancado nessa dimensão, por saber de mais... O haviam exilado, por acreditar que a esperança venceria o caos.

E ali estava a sua esperança, vindo em sua direção com o olhar perdido. Reconheceria aquele âmbar profundo em qualquer dimensão. Em qualquer vida.

Mako: "Por favor, uma moedinha para um homem com fome..."-

Pediu, abaixando a cabeça e estendendo as mãos sujas. Queria ter certeza.

Compadecido, Syaoran retirou algumas moedas do bolso e deu ao pobre homem. 'Essa presença...'

Mako: "Tens um bom coração, jovem guerreiro.".

Li arregalou os olhos fitando o homem. 'Vem dele'.

Syaoran: "O que disse?".

Mako (Sorriu) "Acha que é o único que pode sentir coisas, meu amigo?"

O chinês o analisou profundamente. Ele era muito magro, tinha a pele morena e olhos brancos, claro sinal de cegueira. A barba grisalha lhe dava um ar rude, mas mesmo assim...Parecia o que o conhecia, que o olhava...Mas como? A não ser se essa presença fosse de outro mundo. Seria possível?

Syaoran: "Quem é o senhor?"

Mako (Alargando mais o sorriso) "Quem sou eu não importa...O importante é quem você é. Eu sabia quem ainda havia esperança".

Syaoran: "Olha você deve estar me confundindo...Estou sentindo uma forte presença vinda de você.".

Mako: "Tens uma missão muito nobre, rapaz...".

A expressão do velho era tão intensa quanto a do chinês.

Syaoran (Desconversando) : "Eu realmente não sei do que o senhor está falando...É melhor revelar sua identidade logo. Não gosto de joguinhos.".

O velho o olhou como se pudesse enxergá-lo.

Mako: "Logo saberá quem sou...Vejo que ainda não é tempo".

Syaoran (Sorrindo de lado): "Não quero desmerecer a sua situação, mas acho que está sendo muito ousado para um mendigo cego. Se me conhece, sabe muito bem que posso materializar minha espada e fritar você com o poder do fogo.".

Mako: "Vejo que tem algumas barreiras no seu coração...(Sorriu um pouco) "Como Deus é sábio... a colocou na sua vida para transforma-la por completo".

Aquela conversa doida o estava deixando mais confuso.

Syaoran: "Sugiro que o senhor vá até um asilo e procure um medico do governo...Não passa de um velho louco. Provavelmente um bruxo aposentado, emitindo sua presença para chamar a atenção..."

Mako (Recitando algumas palavras, e em seguida encarando o rapaz): "Ainda se lembra dela, não é?"

Como aquele ancião sabia de tanta coisa? Será que conhecia Sakura? Não seria possível...

Mako: "Claro que se lembra dela, você volta todo século esperando que ela nasça, apenas para amá-la, para protege-la...Mas claro! Não deve se recordar desses detalhes".

Syaoran: "Você está maluco!".

Mako: "Pode não se lembrar disso, mas seu coração sabe que é verdade".

Algumas pessoas, começaram a se aproximar dos dois impedindo qualquer loucura mágica de ambos. Li deveria estar louco para dar atenção a um velho desmiolado...Mas, não conseguia sair do lugar... Porque aquele homem não revelava de uma vez sua identidade? Será que ele era o assassino? Não! Não seria possível...A presença dele era...familiar.

O velho tossiu um pouco...

Mako: "Quando duas almas são feitas uma para outra, não importa quanto tempo passe, elas sempre se lembram..."

Foi a última coisa que falou, antes de se virar para outra pessoa e mendigar mais uma moeda. Li não soube por quanto tempo ficou olhando para o velho, mas quando tudo voltou a ficar deserto, ele sorriu de forma enigmática sumindo em seguida envolto numa nuvem de fumaça.

Syaoran: "Agora só me faltava essa..."

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Torcedora (Inocentemente) "Uau! Que jogo! Ryu esteve magnífico!".

Torcedora 2 :"Não achei! Pelo contrário parecia que algo o estava incomodando!".

Torcedora: "Deve ser impressão sua!"-(Sorriu)- "Nada incomoda o Ryu!".

Torcedora 2:"Pode ser! E... Olha! Não é a Sakura Kinomoto ali?".-

Apontou para direção da garota que conversava animadamente com a prima debaixo de uma árvore imensa.

Torcedora: "É sim! O que tem?".

A mulher ajeitou os óculos.

Torcedora 2: "Não acha que há algo errado com ela?".- (A loira observou a mestra das cartas)- "Não acha estranho que mesmo sendo tão linda, Sakura nunca namorou? Pelo menos não nesses dois anos de faculdade?".

Torcedora:"Nunca mesmo?".- (se recompôs)- "Ai!Como você é venenosa, Akira!"

Akira: "Não sou não!E tem outra... Ken está investindo nela há um tempão, e ela nem liga, Rimmi!".

Rimmi: "Talvez ela tenha namorado!" (Olhou para ela) "Pode ser que ele more longe ou sei lá. Têm tantas aqui que namoram por internet. Você é uma delas!".

A loira fechou a cara instantaneamente.

Akira: "Ah! Mas eu tenho os meus rolos. E ela não!"

Rimmi:"Acha mesmo?".

Akira:"Pelo menos não que eu saiba! E olha que eu sei de muita coisa nessa faculdade!".

Rimmi: "De qualquer maneira, a vida dos outros não é da nossa conta!

Rebateu puxando a amiga. Akira deveria ganhar o prêmio da maior fofoqueira da escola.

Akira: "Vamos ver se o Ryu já saiu do vestiário.".

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Sakura (Comentando seriamente) "Hoje à noite iremos investigar o lugar do assassinato"

Tomoyo:"Sim...Kero passou o dia inteiro quieto. Acha que aconteceu alguma coisa?".

Sakura: "Não sei...Mas meu coração está aflito."-

Falou sincera observando a magnitude do grande carvalho ao seu escandalosamente, Naomi Kimura se aproximou de Sakura e Tomoyo com ar de poucos amigos. Seu porte superior e arrogância excessiva intimidavam qualquer um. As pessoas costumavam ser cordiais na faculdade, exceto ela, o irmão e sua turma de riquinhos fúteis. O pai da garota descobrira uma jazida de petróleo, o que na opinião precária de uma pessoa vazia, mudava muito a forma de ver o mundo e estranho ou não, todos os dias a menina fazia questão de maltratar Sakura da forma que podia.

A filha do falecido professor de arqueologia não entendia o ódio que a ruiva nutria por ela. Mas aquilo a machucava e muito. Por mais que tentasse, jamais conseguiria odiar alguém. Não que ela não merecesse! Mas achava o 'ódio' um sentimento muito ruim.E...No fundo Naomi tinha inveja daquela doce flor de cerejeira. Por mais maquiagem que usasse, ou plásticas que tivesse feito, Sakura era singular. Era como se ela não fosse desse mundo. Mal sabia ela...

Naomi (Mexendo em seus cabelos curtos): "Olha só, as duas palhaças."-

Sakura (Com um sorriso fraco) "Olá para você também, Naoko".

Naomi:"Já viu quem se transferiu para a faculdade, Sakura?".

Tomoyo (Seca):"Não, ao contrário de você, ela não fica cuidando da vida dos outros!"

Como aquela garota tão bonita poderia ser tão malvada?

Naomi: "Deveria aprender a perceber o mundo em sua volta, criança...".

Tomoyo: "E você deveria notar que ele não gira ao seu redor".

Naomi: "Você chaga a ser ridícula...Aliás vocês duas...Como são herdeiras das fábricas Amamiya, deveriam tratar os outros como merecem...Odeio pobres".

Sakura: "Eu vou fingir que não escutei isso...como você pode julgar alguém pelo salário, ou riqueza, Kimura? Isso não muda nada a vida das pessoas".

Naomi: "Eu trato os outros como eu bem quiser".

A garota cerrou os olhos verdes sobre a ruiva.

Sakura: "Tenho pena de você".

Naomi: "Ah já ia me esquecendo..(Passou a mão nos cabelos de novo) Preciso me arrumar! Li não pode me ver assim!".

Sakura:"Li?"

Ela ouvira direito? Ela havia dito Li? Sabia que havia algumas pessoas como sobrenome Li, mas...

Naomi: "Ah, você não sabia? Syaoran Li pediu transferência para nossa faculdade. Dizem os boatos que ele veio para concluir a faculdade aqui!E achar uma noiva... Como ele é parte da família mais influente da China, seria normal ele namorar com alguém no mesmo nível de badalação, não é mesmo?".

Os pés de Sakura sumiram do chão por instantes. Ela ouvira direito? Li voltara?Perdeu-se dentro de sua própria mente por longos segundos.

Naomi (Olhando para si)"Acho que vou aumentar o decote..."

Ela saiu desfilando pelo campus.

Sakura não tinha reação. Apenas olhava para todos os lados.

Tomoyo (Preocupada): "Sakura, você está bem?".

Sakura: "Por que não estaria? (Respirou fundo) Melhor sairmos daqui!"

Ela ficara séria.

Muito séria...

Continua...

UUUUU

Notas finais
Eu vou postar um capítulo a cada dois ou três dias, mas eu gostaria de receber comentários ;) Bruh muito obrigada pelo comentário ;) Estão acompanhando a minha outra história? Escudo??? Beijosss