Notas iniciais
Então, esta é minha primeira fic, então tenham paciência pois posso não ser muito bom! Adoraria receber sugestões sobre como melhorar minha escrita, criticas são bem vindas

Fogo. Ah, o fogo. A grande descoberta do mundo antigo. Pode deixar as coisas tão mais fáceis ao mesmo tempo que pode deixar coisas muito mais complicadas. Queimando cidades inteiras, ou deixando um pequeno grupo a salvo do frio. Destruidor e ao mesmo tempo, acolhedor.

O conceito de fogo muda para as pessoas quando elas aprendem a controla-lo, manipula-lo a sua vontade. Todos almejam controlar algo que não entendem, isso é a natureza do ser humano. Mas até aonde esta vontade pode te levar?

Um lugar aonde nenhum homem tem coragem ou vontade de se aventurar são os esgotos da cidade de Rukheithen, no norte da Alemanha. Dizem os sensatos de que os subúrbios são assombrados, mas dizem os tolos de que não há nada lá. É aonde ele se encontra todos os dias. Mas este dia foi diferente.

Ao andar pelos esgotos cinzentos, com dois caminhos, cortados por um córrego de água suja e coisas flutuando, vai ficando cada vez mais escuro, e o fedor ficava cada vez mais forte. Quanto mais ele ia andando, o cheiro de queimado ia se agravando, inibindo o fedor, e a luz ia ficando cada vez mais escassa. Com um estalar de dedos, fogo aparece em sua mão, que antes era coberta por uma luva, mas agora a luva queimava lentamente. A carne de sua pele também queimava, mas não havia murmúrros de dor. A silhueta do homem que andava naquela escuridão dos esgotos agora foi revelada. Um homem alto de cabelos pretos tão escuros quanto a própria escuridão que pairava nos esgotos, que iam até os ombros. Escondendo o seu rosto, havia uma máscara. A máscara era completamente branca, e só havia um furo, que era para os olhos. Não havia nenhuma fita a prendendo no rosto do homem, parecia que ela estava colada a seu rosto. Não mostrava nenhuma expressão, não mostrava nenhum sentimento. Parecia algo, não alguém. Cobrindo seu corpo, havia um sobretudo preto, fechado até o começo das pernas, e depois era mostrada a calça preta também, junto com seu cuturno também preto, e apertado. . O homem estava camuflado na escuridão. A gola era usada cobrindo o pescoço do homem por um todo.

Sua mão estava completamente em chamas, a ponto de somente estar aparecendo os ossos da mão no meio da chama, mas o movimento da mão não era perdido. A caminhada na escuridão do esgoto parecia interminável.

Rápido como uma bala, passou-se uma faca ateada em fogo ao lado da máscara do alto homem. A faca perdeu a gravidade e caiu pesadamente na água. Sua agilidade o salvou para não ter sido queimado naquele momento. Não parecia surpreso quando tomou sua postura de combate, deixando ambas as mãos queimando em chamas.

– Morghus! — Outro homem gritou enquanto saia da escuridão, com as mãos ateadas em fogo. Parecia exatamente igual ao alto de cabelos pretos, porém a sua máscara era queimada, e seu cabelo era loiro e liso, e ia até o meio de suas costas.Havia muitos riscos, cicatrizes, quase a quebrar a máscara. A roupa era a mesma, ambos com o sobretudo, intacto. — Já chega!

Morghus não parecia ter expressão. Não pronunciava nenhuma palavra. Era como se não estivesse ali. “Ele já está perdido”, pensou Dhoryah, o loiro. “Devo acabar com este massacre.”

As mãos de Dhoryah começaram a tremer. O nervosismo dele era evidente. Quando pode imaginar que iria acabar matando o próprio mentor? O bom aprendiz supera o mestre, dizem. Nunca haviam citado a morte de uma das partes. Parece que aquilo era um teste para ele. Isso fez com que ele tivesse forças para não voltar atrás.

O fogo começou a se espalhar em torno do braço de Dhoryah, e agora seus dois braços estavam ateados a fogo e queimando lentamente. Depois de um longo inspiro, apontou para Morghus com ambas as mãos, fazendo uma arma com os dedos. Os dedos começaram a ficar com uma chama mais intensa e maior, tomando uma cor vermelha pura. . E disparou.

A bola de fogo que saiu de seus dedos era descomunalmente grande, a cor era alaranjada e vermelha, como se fosse o próprio sol. Caminhava igual uma bala de canhão e atingia Morghus em cheio, o fazendo desaparecer em chamas e queimar o corpo inteiro. Mas não tinha acabado. A chama que se encontrava na superfície da água, e nas paredes e chão do esgoto começava a se mexer. Começava a se concentrar em somente um lugar, e girar rapidamente, assim como um tornado. A chama do braço do loiro também começava a se mexer e saía de seu braço, indo para a concentração em tornado. Rapidamente, o tornado já estava azul, de tanta energia que havia recebido. A concentração começava a tomar forma. Se transformou em uma besta gigante, era parecido com um lobo, mas não havia olhos. Não havia orelhas. Era tudo chamas. O tamanho dele era quase o tamanho do chão ao teto.

Rosnou enquanto olhava para Dhoryah. Seu rosnado parecia mais com barulho de chamas em completa brasa. “Não posso demonstrar meu medo.” pensou o loiro. “Ele adora o medo.”

Passou pela sua mente todos os seus momentos mais importantes em questão de segundos. Sua mãe cuidando dele em sua infância, logo antes de ser queimada viva por cultistas. Nunca havia esquecido o jeito em que sua carne cheirava enquanto queimava, e não esquecia a expressão desfigurada em que a mãe se encontrava enquanto seu rosto derretia como se fosse de cera. Depois viu todos seus amigos, sendo queimados vivos, dilacerados por facas pontiagudas, gritando por ajuda. A pessoa quem o queimava era sempre a mesma pessoa, Morghus. O momento são foi quando matou sua mãe, e o homem já havia perdido sua sanidade quando massacrou a ordem quase por inteiro. Só sobrou Dhoryah, Jonah e Myrella. Conseguiram escapar do esconderijo no esgoto pela água suja. “A vida não faz sentido mais para mim. Pessoas igual eu não podem mais viver. Mas devo morrer com um propósito.”

Enquanto o lobo infernal corria em direção de Dhoryah, o louro colocou a mão no próprio peito. A mão começou a pegar fogo, e queimou o sobretudo no peito, queimou a pele, queimou a carne, e enfim queimou os ossos. O coração de Dhoryah estava a mostra. Começou a correr contra a besta gigante, enquanto a mesma rosnava e pegava mais fogo. O coração estava a bater rapidamente, as veias azuis estavam pulsantes e as artérias tremulando enquanto o loiro corria. E então colidiram.

O grito fino e alto da besta gigante pairou os esgotos inteiros. O contato da chama com um coração humano vivo fez com que a chama se começasse a desaparecer em fagulhas azuis para todos os lados. O loiro estava dentro da besta infernal quando o seu coração ficou cinzento e completamente sem vida, parando de bater. A besta infernal se desfez em fagulhas azuis para todos os lados, que logo desapareciam no ar. Após a extinção da chama por completo, só se ouviu o barulho do corpo de Dhoryah batendo no chão, sem vida. A sua máscara estilhaçou-se em pedaços, assim como a sua alma.

Notas finais
Bom gente, este é o prólogo! Ainda tem muita coisa pela frente, mas espero que vocês gostem. :3 E por favor, adoraria de saber o seu feedback. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.